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sábado, 9 de setembro de 2017

Séries By Salton Brut Rosé #cbe

Chegando com um baita atraso com meu vinho para a  Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve o tema sugerido pela Fabiana Gonçalves do excelente blog Escrivinhos: "Saquem das suas adegas um vinho que seja uma boa opção para tomar na estação que se aproxima, a primavera".
 
Quando li o tema logo me veio a cabeça um Rosé da Provance, região francesa onde se originam os mais belos rosés do mundo do vinho, mas diante do curto tempo para garimpar e de não ter nenhum exemplar terminei optando um um rosé nacional, mas que terminou por ser uma grata surpresa.
 
O rótulo que escolhi foi o Séries by Salton Brut Rosé, produzido na Serra Gaúcha pela gigante Salton, que dispensa apresentações.
 
O espumante é produzido pelo método Charmat e trata-se de um corte das casta Ugni Blanc, Glera e Merlot. Ainda sobre o vinho ele pertence à linha Fresh, cujos produtos são as expressões mais descompromissadas do universo do produtor. O grande mérito desta linha é sua informalidade, seu foco em ser refrescante e leve, fácil de agradar e para ser apreciada em qualquer ocasião.
 
Na taça apresentou cor cereja e nuances acobreadas, com boa formação de espuma e perlage intensa e de boa duração.
 
No nariz um vinho mostrou notas de cereja, morango e leves notas florais
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e cremosidade. Repetiu as notas olfativas. Final de boca de média intensidade um belo frescor.
 
Vinho leve, descontraído e excelente para brindar a estação das flores que bate a nossa porta.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com siri gratinado e o espumante deu conta do recado.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Séries By Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc, Glera e Merlot
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 01.09.2017

sábado, 1 de outubro de 2016

Champagne Lanson Rosé Label Brut #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite e adentremos ao dia em que escolheremos os novos prefeitos do país chego com o meu quinquagésimo quinto vinho com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Rosé do velho mundo", sugerido pelo confrade Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.
 
A minha escolha foi o Champagne Lanson Rosé Label Brut, cujo processo de produção consiste na ausência de fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da industrias de champagnes. A fermentação dos champgnes Lanson é tradicional, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. Além disso o liquido passou por um envelhecimento mínimo de 3 anos.

Vamos ao líquido!

 
Na taça apresentou cor salmão clara, brilhante e com reflexos cobre. Boa formação de espuma e perlage com bolhas pequenas, abundante e de longa persistência.
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas vermelhas, rosas, seguido de mel, frutas secas, especiarias, brioche e levedura.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar elegante, rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca suave e bom frescor.
 
Belo champagne: elegante, refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Label Brut
Tipo: Espumante Rosé (Champagne)
Castas: Pinot Noir 53%, Chardonnay 32% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 12%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 300,00
Temperatura de serviço: 8°

domingo, 1 de maio de 2016

Casal Garcia Vinho Verde Rosé 2014 #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite chego com minha sugestão de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos", sugerido pela Alessandra Esteves.
 
Minha ideia era degustar um vinho francês ou italiano, mas terminei comprando um Português da Denominação de Origem Controlada Vinho Verde, produzido pela Avelada: o Casal Garcia Vinho Verde Rosé, que tem em seu irmão branco um dos vinhos verdes mais conhecidos e consumidos no Brasil.
 
A Aveleda é uma empresa familiar que há mais de 3 séculos se dedica à cultura do vinho. Situada na região dos vinhos verdes, seu nome refere-se às uvas Aveleda, que provêm do local. Líder no mercado de vinhos verdes e uma das 3 maiores empresas vitivinícolas do país

Na taça mostrou uma vibrante cor cereja e formação de agulhas nas paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e uma ligeira e discreta nota floral.
 
Em boca um vinho de corpo leve e acidez refrescante. Final de média persistência com a presença marcante da fruta vermelha no retrogosto.
 
 
Harmonizei com tapioca de mussarela de búfala e peito de peru defumado.
 
O Rótulo
 
Vinho: Casal Garcia Vinho Verde
Tipo: Rosé
Castas: Vinhão, Azal Tinto e Borraçal
Safra: 2014
País: Portugal
Região: Vinho Verde
Produtor: Avelada
Graduação: 9,5%
Onde comprar / Importador: RM Express / ?
Preço Médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 30.04.2016

sábado, 23 de maio de 2015

Fortant de France Terroir Littoral Grenache Rosé 2013

Fernanda tem uma predileção pelos vinhos brancos e rosés, então não pensei duas vezes em retirar da adega o Rosé Fortant de France Terroir Littoral Grenache para acompanhar um jantarzinho surpresa que preparei no seu aniversário.
 
O vinho é produzido pela Fortant de France, uma vinícola fundada em 1987 e que possui um foco especial na produção de vinhos varietais, como é o caso deste rosé que é produzido 100% com a tinta Grenache (Garnacha na Espanha), a qual geralmente é utilizada em cortes pelo fato de possuir pouca acidez, taninos e cor.
 
A Grenache é a variedade mais plantada no sul do vale do Rhône, especialmente no Châteauneuf-du-pape onde costuma representar em torno de 80% do corte. Na Austrália é normalmente misturada com a Shiraz (Syrah) e Mourvedre, corte conhecido como "GSM". A Grenache é também muito usada para vinhos rosé, na França e na Espanha, notadamente na denominação Tavel em Côtes du Rhône. Seus vinhos costumam ser apimentados, com aromas de frutas negras, taninos macios e relativamente alto nível de álcool.
 
Visualmente o vinho apresentou cor cobre, tipo casca de cebola. No nariz aromas delicados de frutas vermelhas, rosas, sutil herbáceo e pimenta seca. Em boca um vinho equilibrado com taninos leves e boa refrescância. Final de boca de média persistência com a fruta e a mimenta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho leve, delicado e com uma interessante picância que caiu como uma luva com camarões ao molho de queijos, arroz de curry e batatas souté e é claro, harmonizou perfeitamente com a companhia da minha amada e a felicidade de celebrar mais uma ano de vida dela.
 


O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir Littoral
Tipo: Rosé
Castas: Grenache
Safra: 2013
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortante de France
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 49,00 (R$ 35,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 10°

terça-feira, 28 de abril de 2015

Provamos uma das 5075 garrafas da edição limitada do Espumante Salton Lucia Canei

Participamos hoje, há poucos minutos, de mais um WINEBAR trasmitido diretamente da bela Vinícola Salton, com os principais lançamentos do ano da empresa, com destaque especial para o Espumante Salton Lucia Canei.
 
Esposa de Antônio Domenico Salton, imigrante italiano e patriarca da família de empreendedores, Lucia Canei, à matriarca da família, ganha uma homenagem da vinícola: um espumante rosé Natural Brut, que leva seu nome. O produto foi elaborado a partir do método Champenoise, com uvas Pinot Noir e produção numerada e limitada, de 5.075 garrafas.
 
A poderosa embalagem, daquelas que seduzem e motivam para colecionar, remete à mulher doce, mas de pulso forte e grande sensibilidade, de influência decisiva para os Salton. “Nenhum negócio era fechado sem o aval da ‘nonna’. Por isso, aplicamos características de força no rótulo, representada pela flor do Cardo, de beleza e delicadeza singulares, porém protetora, em função de seus espinhos”, explica a gerente de projetos da vinícola, Daniela Salton.

Primeiro espumante da vinícola a não utilizar cápsula para o fechamento, o novo rosé é envasado em garrafa verde-escura, com design diferente, do tipo ‘sino’. As informações contidas no gargalo dão sofisticação à embalagem, que é clean, apenas com uma aplicação metálica na base, contendo o nome do produto e uma flor de cardo.

Mas, a beleza não fica só na garrafa e rótulo, ele também está presente na medalha presa pela gaiola, a qual apresenta as iniciais em baixo relevo da matriarca e na rolha, que possui uma espécie de rede no ápice e as iniciais do produto na base. A rede do topo deu uma ideia de continuidade a gaiola.

É uma das mais belas garrafas que passou pela taça do Vinhos de Minha Vida e vai para coleção junto com outras belas garrafas, algumas inclusive da própria Salton, como a das garrafas  do Salton Gerações Paulo Salton e Salton Gerações Antonio Domenico Salton.
 
Visualmente o vinho apresentou uma linda cor rosa salmão bem clara, com boa formação de espuma e perlage fina e abundante, gerando uma coroa de espuma branca e delicada. No nariz aromas delicados e intensos de frutas vermelhas, flores (cravo, flor de laranjeira e rosa), frutas secas, amêndoas e pão. Em boca mostrou-se leve, elegante, com boa cremosidade e excelente acidez, conferindo-lhe frescor. Final de boca de boa persistência no paladar com repetição da fruta e notas de mel e leveduras aparecendo no retrogosto.

Excelente trabalho da Salton neste espumante. Parabéns a toda a equipe envolvida neste projeto.
 
Por aqui eu e Fernanda abrimos a garrafa 127 e harmonizamos com fondue de camarão com molho de queijo e rosé e arriscamos também com fondue de chocolate com frutas (morango, uva e banana).


O Rótulo

Vinho: Salton Lucia Canei
Tipo: Espumante Rosé
Casta: Pinot Noir
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Vale do Rio das Antas, Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Garrafa: 127 de 5075
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°


Notas:

1. O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para Degustação no Winebar.

2. Post produzido com impressões pessoais e informações da Vinícola Salton.

sábado, 14 de março de 2015

Casa Valduga Arte Tradicional Rosé, um espumante para acompanhar sushi na casa dos 30 pilas

Um outro dia Eu e Fernanda estávamos com vontade de comer uma comidinha japonesa e para acompanhar escolhemos um espumante baratinho, mas muito bem feito da gigante Casa Valduga, o Arte Tradicional Rosé.
 
O espumante é produzido pelo método tradicional, onde a segunda fermentação acontece em garrafa. Autólise de leveduras por 12 meses e remuage em pupitres.
 
Visualmente o líquido mostrou cor rosa salmão, límpido e brilhante, com boa formação de espuma e perlage fina, delicada, persistente e linda coroa. No nariz aromas de frutas como pêssego, damascos e cereja, seguido de notas florais e finalizado por notas de pão e fermento. Em boca repetiu as notas olfativas e apresentou bela acidez, que transmitiu uma belo frescor. Final de boca de média intensidade com notas de damasco e fermento aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Arte Tradicional
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 11,5%
Onde foi comprada em Recife: DLP
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 6º

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

.Nero Brut Rosé

Em dezembro eu e Fernanda saímos em busca de um espumante produzido pelo método champenoise para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e além do exemplar da confra Fernanda trouxe o .Nero Brut Rosé, um espumante produzido pela Domno do Brasil em Garibaldi, no Vale dos Vinhedos.
 
Creio que já falei um pouco sobre a história da Domno do Brasil aqui no blog, mas não custa nada resumir um pouco da história deste empreendimento.
 
A empresa faz parte do grupo Casa Valduga e foi criada em 2008 com o intuito de importar vinhos e produzir espumantes, os quais são concebidos exclusivamente pelo método charmat, uma forma de abocanhar outra fatia do mercado, uma vez que os espumantes possuem valores inferiors aos elaborados pelo método tradicional pela Casa Valduga.
 
Visualmente apresentou cor vermelho cereja com toques levemente alaranjados, boa formação de espuma e perlage fina e rápida, de média duração, creio eu que pelo fato da rolha não estar mais cumprindo o seu papel. No nariz aromas de morango, framboesa e um leve toque de pão. Em boca mostrou boa acidez e repetição da fruta. Final de boca de média intensidade e boa refrescância.
 
A harmonização ficou por conta de um ensopado de marisco... de lamber os beiços...

O Rótulo

Vinho: .Nero Brut
Tipo: Rosé
Castas: Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Garibaldi, Vale dos Vinhedos
Produtor: Domno Brasil
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Ingá Vinhos Finos
Preço médio: R$ 31,00
Temperatura de serviço: 8º

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cava Don Román Rosé

Para celebar o primeiro natal depois de casados eu e Fernanda abrimos a Cava Don Román Rosé, um espumante produzido com uma casta desconhecida pra nós: a Trepat, na região de Penedés pela vinícola Marqués de Tomares.
 
A Trepat é uma uva tinta originária da Espanha e é plantada essencialmente na região costeira de Penedés, onde há somente 1000 hectáres de vinhedos com esta variedade. É utilizada unicamente para produzir cavas rosadas e sua característica principal são seus aromas de frutas vermelhas.
 
A Marqués de Toamres é uma bodega familiar, cujo início da história remota para o ano de 1910, quando o El abuelo Don Román Montaña começou a dedicar-se a elaboração e crianza de vinhos, sendo considerado o fundador de uma saga de mestres na produção artesanal de vinhos. Atualmente a bodega é administrada por seus netos.
 
A cava foi produzida pelo método champenoise (tradicional), com sergunda frementação em garrrafa e 9 meses de crianza (contato com as borras).
 
Visualmente a cava mostrou uma linda cor vermelho cereja claro, com boa formação de espuma e excelente desprendimento de pequenas borbulhas que dançam e sobem pela taça formando uma coroa. No nariz aromas de frutas vermelha e deliciosos toques florais (cravo e rosas) e de levedura. Em boca mostro bela acidez e frescor. Final de boca de boa intensidade e persistência com leve amargor aparecendendo, mas sem comprometer o conjunto.

Foi bem com um camarão na moranga e frutas como morango e uvas.
 

O Rótulo

Vinho: Cava Don Román Rosé
Tipo: Espumante
Casta: Trepat
Safra: Não safrado
País: Espanha
Região: Penedés
Produtor: Marqués de Tomares
Graduação: 12%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 68,00 (R$ 29,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 6º a 8º

sábado, 29 de novembro de 2014

Fantinel Brut Rosé, uma boa companhia para o maior temaki do Recife

Não nego que os tintos são minha preferência, mas com o calor que tem feito eu queria que espumantes e vinhos bracos leves e frescos saíssem na torneira do filtro, já pensou: uma torneira de espumante, uma de espumante rosé e outra com vinhos brancos? Um sonho!
 
E foi para aplacar o calor e acompanhar o maior temaki de Recife: o Big Tower da Towerconi Temakeria, na tórrida noite de nove de novembro, que eu e Fernanda abrimos o Fantinel Brut Rosé, um típico espumante rosé da região de Friuli.
 
Friuli, Venezia Giulia ou Giulia é a região no extremo nordeste da Itália, fronteira com a Eslovênia e Áustria, cuja capital é Trieste  e está debruçada no Adriático. É uma das Tre Venezie junto com o vizinho Trento e Veneza. No final do século XIX os inovadores friulianos começaram a replantar os vinhedos da região com varietais estrangeiras de alta qualidade, como a Merlot e a Chardonnay, iniciativa fundamental para o aprimoramento dos vinhos de Friuli.
 
A Vinícola Fantinel foi fundada em 1969 por Paron Mario Fantinel, um hoteleiro e dono de restaurante em Ravascletto. Sua intenção original era produzir vinhos de alta qualidade para oferecer aos seus clientes. Atualmente a Fantinel produz anualmente 4.000.000 garrafas de muita personalidade, presentes em mais de 60 países ao redor do mundo.
 
Visualmente o Fantinel apresentou uma cor salmão clara, lembrando a casca da cebola, boa formação de espuma e perlage fina, delicada e persistente. No nariz aromas intensos de frutas vermelhas e sutis e elegantes notas de levedura e pão. Em boca um espumante cremoso e refrescante. Um belo exemplo de vinho que evapora da garrafa: você abre vai bebendo e ele some rapidinho.
 
O Big Tower é um temaki de 0,5Kg composto por arroz, cream cheese e camarão empanado envolto por uma pela e grossa lamina de salmão maçaricado finalizado com cebolinha e esse peso pesado acompanhou divinamente o espumante.


O Rótulo

Vinho: Fantinel Brut
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Pinot Noir 87% e Chardonnay 13%
Safra: Não Safrado
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 52,00 (R$ 39,00 para sócios)
Temperatura de serviço: 8º

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O diferente e curioso Dunamis Ar Brut Rosé #winebar #dunamis

Você conhece a Vinícola Dúnamis? Não! Então nem imagina o que está perdendo. A Dúnamis é uma jovem vinícola brasileira que nasceu em 2010 e tem como proposta produzir vinhos descomplicados, que podem ser degustados a qualquer momento.
 
Os vinhedos da Dúnamis estão situados na Campanha Gaúcha, no município de Dom Pedrito e em Cotiporã, Serra Gaúcha, onde são produzidos espumantes. No comando da produção está o Enólogo Thiago Salvadori Peterle.
 
Uma outra marca da vinícola é fugir do usual produzindo vinhos como o Merlot vinificado em branco e o espumante que é tema desta postagem, um rosé produzido com as castas Malbec e Merlot, lançamento da empresa e que nos foi apresentado no WINEBAR.
 
Visualmente o espumante apresentou cor vermelho cereja, boa formação de espuma e perlage fina e intensa. No nariz aromas intensos de frutas vermelhas. Em boca mostrou boa acidez e frescor, repetiu a fruta e mostrou notas adocicadas que me lembraram, curiosamente, sabores de produtos da cana de açúcar.
 
É um espumante diferente, curioso e leve. Os iniciantes no mundo do vinho vão adorar, pois apesar de brut tem uma pontinha adocicada que o deixa bem fácil de beber!
 
Para harmonizar eu e Fernanda encaramos um ensopado de sururu e deu super certo.
 
O Rótulo
 
Vinho: Dunamis Ar Brut
Tipo: Espumante Rosé
Casta: Malbec 50% e Merlot 50%
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Dunamis
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Dunamis
Preço médio: R$ 54,90
Temperatura de serviço: 6º

Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Dunamis para degustação no WINEBAR.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Klein Cosntantia KC Rosé 2011

No mês de setembro fui a busca de um varietal Cabernet Franc para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e encontrei em um e-commerce o Klein Constantia KC Rosé, um vinho da África do Sul, então não pensei duas vezes antes de comprar, pois se já não é fácil de encontrar um varietal desta casta imagine um rosé e da África.
 
Mas, para a minha surpresa, quando o vinho chegou deparei-me com um corte Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon (o site informava que o vinho era 100% Cabernet Franc), então o vinho deixou de se enquadrar para o tema da CBE, contudo enquadrou-se muito bem em uma noite quente na qual eu e Fernanda o degustamos como aperitivo.
 
O vinho é produzido a partir de uvas selecionadas, com fermentação em tanques de aço com mínima evolução nestes tanques para posterior envazamento e evolução em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor salmão bem clarinha e poucas lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha fresca, frutas cítricas e leve floral. Em boca mostrou corpo médico e uma boa acidez, lhe conferindo frescor, confirmado pela repetição da fruta cítrica. Final de boca de média intensidade e com leve picância aparecendo ao lado da fruta no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Klein Constantia KC
Tipo: Rosé
Casta: 50% Cabernet Franc e 50% Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Klein Constantia
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE e Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 8°

sábado, 18 de outubro de 2014

Salton Poética Rosé #winebar #salton

A Vinícola Salton vem renovando toda a imagem de seus vinhos e o Salton Poética, um espumante
rosé de excelente custo x benefício, também está de cara nova. Mas, as mudanças neste espumante não ficaram apenas em sua nova embalagem, elas aconteceram no conteúdo, que agora passou a ter uma parcela da Chardonnay na sua composição (previamente era produzido exclusivamente com Pinot Noir), deixando o espumante ainda mais versátil e delicado.
 
O vinhos base são elaborado com uvas provenientes do Vale dos Vinhedos e após concluído o processo de produção destes, é realizado o corte entre os vinhos das duas variedades que compõe o espumante. Já em autoclaves, é adicionado o licor de tiragem ao produto, para que se inicie a segunda fermentação – tomada de espuma. Este processo ocorre a temperaturas em torno de 12ºC. Uma vez concluída a fermentação, o espumante permanece durante três meses em sur lie, ou seja, em contato com as leveduras da segunda fermentação para adquirir ainda mais complexidade. Logo, o mesmo é estabilizado, centrifugado, filtrado e, finalmente, engarrafado.
 
Visualmente mostrou cor salmão brilhante, boa formação de espuma e uma delicada, fina e intensa  perlage. No nariz aromas de fruta vermelha, flores brancas, notas cítricas e de leveduras e pão tostado. Em boca apresentou boa acidez, delicada cremosidade, frescor e leve amargor. Final de boca agradável e refrescante.
 
Está procurando um espumante leve, alegre, fácil de beber e, o que é melhor, barato para os dias quentes? O Salton Poética é uma excelente opção.

Eu e Fernanda aproveitamos o espumante para brindar 3 meses de união e harmonizamos com folhados de camarão

O Rótulo

 Vinho: Salton Poética
Tipo: Espumante
Casta: 20% Chardonnay e 80% Pinot Noir
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 12%
Onde comprar: Loja Virtual Salton
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°

Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para degustação no WINEBAR.

domingo, 7 de setembro de 2014

Espumante Les Amis Brut Rosé #winebar #expand

Degustação virtual? Como assim? É isso o que inúmeros blogueiros do Brasil fazem no WINEBAR. Ainda não entendeu? Então deixar eu explicar melhor.
 
O Daniel Perches (Vinhos de Corte) e o Alexandre Frias (Diário de Baco) são os idealizadores dessa idéia fantástica em que um produtor, importador ou representante envia 1 ou mais vinhos para os blogueiros e em uma data previamente agendada estes vinhos são apresentados e degustados em uma transmissão on line ao vivo com interação entre todos os envolvidos, uma oportunidade fantástica de trocar idéias e aprender mais sobre o mundo do vinho com pessoas dos mais variados cantos do Brasil.
 
No último dia dois participamos de mais um WINEBAR e os vinhos foram os franceses da Les Amis importados e comercializados pela Expand. Para apresentar os rótulos o Daniel Perches entrevistou o Otávio Piva de Albuquerque, fundador da importadora.

Os vinhos "Les Amis" são provenientes da união de alguns vinicultores franceses, 8 amigos para ser mais exato, proprietários de propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis".

Para não ficar longo e cansativo neste post vou falar apenas de um dos três rótulos degustados: o Espumante Les Amis Brut Rosé, um varietal Grenache produzido com uvas provenientes do vinhedo de Var, na região da Provance, em uma área que recebe chuvas intensas no outono e na primavera e os verões são secos e quentes.

Visualmente o espumante apresentou uma linda cor salmão / cobre (casca de cebola), boa formação de espuma e um perlage absurdamente intenso (vide imagem acima). No nariz delicado e elegante, mostrando morango, damasco e discreto fermento. No palato leve e de excelente acidez e frescor com um final de boca agradável e de média intensidade.

Eu e Fernanda degustamos esse agradável espumante com algumas das belezas de sushis da Temakeria Tower Coni, dos amigos Alex e Talita e a harmonização foi perfeita, inclusive com um Tower Croc, um Koni frito delicioso.
 

O Rótulo

Vinho: Les Amis
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Grenache
Safra: Não safrado
País: França
Região: Provence
Produtor: Les Amis
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 8º




Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LA Jovem Rosé 2013

 A Luiz Argenta estava na nossa lista de vinícolas a visitar na Serra Gaúcha, mas o curto tempo que tivemos não nos permitiu passar por lá e, como já prevíamos isso, resolvemos garantir alguns rótulos deles na Boutique de Gramado.
 
E um desses rótulos foi o LA Jovem Rosé 2013, que assim como os demais rótulos da linha Jovem possui uma garrafa com design moderno. As garrafas diferentes refletem o espírito da vinícola, que tem arquitetura moderna, e são exclusivas dos vinhos mais jovens e frutados, de consumo mais rápido. É impossível olhar uma garrafa da linha Jovem e não se apaixonar.
 
A Vinícola é considerada uma das mais belas do mundo e possui um avançado sistema de produção. Você encontra um pouco mais sobre ela clicando aqui, um post que fiz há um tempo sobre o vinho LA Jovem Shiraz.
 
Visualmente o vinho é encantador: sua garrafa é sinuosa e guarda 500ml de um líquido de uma linda cor vermelho cereja e com boa formação de lágrimas, não podendo deixar de falar da pequena e delicada rolha que fecha o conjunto visual com chave de ouro. No nariz mostrou aromas frutados e adocicados (cereja e morango), seguido por um perfumado e muito intenso toque de flores secas. Em boca apresentou corpo médio com taninos leves, macios e elegantes, além é claro de uma acidez refrescante.
 
Vinho para fim de tardes quentes em um parque ou na beira de uma piscina e para acompanhar, além da pessoa amada, frutos do mar pouco condimentados ou culinária japonesa.
 
O Rótulo

Vinho: LA Jovem
Tipo: Rosé
Castas: Pinot Noir e Shiraz
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Altos Montes, Serra Gaúcha
Produtor: Luiz Argenta
Graduação: 12%
Onde comprar: Luiz Argenta
Preço médio: R$ 44,00
Temperatura de serviço: 10º

terça-feira, 24 de junho de 2014

A melhor harmonização da copa: Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013 e Camarão no Bafo

Quem acompanha o blog deve ter visto que, para acompanhar os jogos da seleção canarinha, separei a linha completa do vinho oficial da copa, um rótulo para cada confronto e o último foi o Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013.

Mais uma vez Fernanda preparou uma comidinha gostosa para harmonizar e se o jogo era contra Camarões nada melhor que um belo prato a base do crustáceo que nos remota ao país africano. Ela nos fez um Camarão no Bafo e uns deliciosos Mini Filés de Tilapia ao Panko. O vinho e os pratos formaram a melhor das combinações desta divertida brincadeira.
 
O Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013 mostrou um de cor sedutora vermelho cereja com reflexos alaranjados e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz aromas alegres e vibrantes, com a fruta vermelha em evidência, seguido de notas de rosas e especiarias. Em boca um vinho de corpo médio, taninos delicados e interessante frescor; repetiu as impressões olfativas com um final de boca de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.

Vinho jovem, alegre, refrescante e equilibrado. Ideal para acompanhar pratos a base de frutos do mar ou para degustar como aperitivo na praia ou na beira da piscina.
 

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Rosé
Castas: Merlot, Touriga Nacional e Pinot Noir
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 43,00
Temperatura de serviço: 8º

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Rémy Pannier Rosé D´Anjou 2011

Finalizei minhas férias fazendo coisas que gosto: cozinhando e harmonizando com vinho e para melhorar ainda mais na companhia de Fernanda.

Preparamos um aratu gratinado e de quebra ainda deu para tomar um caldinho, de lamber os beiços e para harmonizar a pedida foi um belo rosé do Vale do Loire: Rémy Pannier Rosé D´Anjou.

Proveniente de uma das mais famosas regiões francesas produtoras de vinhos rosés, Anjou, no Vale do Loire, este vinho de Rémy Pannier foi produzido com corte das uvas Cabernet Franc, Gamay e Grolleau Gris

"François Rémy fundou, em 1885, a Rémy Pannier para elaborar e comercializar vinhos da área de Saumur, no Vale do Loire. Com a associação à Maison Ackerman, em 1956, desenvolveu-se e tornou-se a maior produtora e comerciante de vinhos do Vale do Loire. Em 2009 a empresa passou a se chamar apenas Akerman e Rémy Pannier a principal marca de vinhos".

"A Akerman alia a constante busca da qualidade dos vinhedos a todo o processo de vinificação, resultando na produção de vinhos de qualidade e personalidade, que traduzem e refletem a grande variedade de microclimas do Loire. O sucesso da Akerman também se deve às suas propriedades ultramodernas para a vinificação e amadurecimento dos vinhos, que buscam preservar as características peculiares e a riqueza das diversas uvas do Loire. Contando com uma competente equipe de enólogos, o controle de qualidade dos vinhos da Akerman é realizado em cada centro de vinificação (são mais de 150 mil testes de laboratório por ano) abrangendo desde a qualidade das uvas até o vinho engarrafado. Todos esses fatores contribuem para a liderança em sua região e fama mundial da Akerman, que exporta 60% da sua produção para mais de quarenta países".
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rosa salmão e pequena formação de agulhas. No nariz mostrou-se muito delicado com aromas de frutas vermelhas (morango e cereja) e algumas notas cítricas. Em boca muito macio, com boa acidez e frescor, casando perfeitamente com o calor que está fazendo e o nosso aratu; final de boca levemente adocicado de média intensidade e com repetição das características olfativas no final de boca.

Vinho de bom custo benefício e que vai bem sozinho ou com uma boa comida. O rótulo ficou maravilhoso servido a 8° e é uma pedida e tanto para se tomar na beira de uma piscina ou na praia.

Um fato curioso é que paguei R$ 40,00 pela garrafa, mas vi lojas virtuais vendendo por R$ 90,00. Ou seja, não basta a carga tributária de cerca de 60% a margem de lucro de alguns empresários é absurdamente alta, bola fora destes...


O Rótulo

Vinho: Remy Pannier Rosé D´Anjou
Tipo: Rosé
Castas:  Cabernet Franc, Gamay e Grolleu Gris
Safra: 2011
País: França
Região: Vale do Loire
Produtor: Ackerman
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Winebar com Champagne Maxime Blin Brut Rosé #champagneday

No último dia 25 fui convidado para mais um WINEBAR para degustação do Champagne Maxime Blin Brut Rosé, um dos 6 champagnes do produtor e que são importados pela Vinea.

Maxime Blin é um jovem vigneron, mais exatamente a quarta geração de uma família de vignerons
de champagne, que são aqueles que plantam e colhem as uvas para fazer o próprio champagne.
 
Maxime Blin com seu RM*, récoltant manipulant, não tem nada a ver com as grandes indústrias de champagne que compram as uvas e produzem milhões de garrafas ao ano. A Maxime Blin produz 150 mil garrafas ao ano de um champagne de alta qualidade.
 
A Maxime Blin conta com 12 hectares que são monocru, isto é, os 12 ha estão na mesma comuna ou village, a de Trigny em Champagne. Seus hectares contam com 50% de pinot noir, 30% de pinot meurnier e 20% de chardonnay.
 
O Maxime Blin Brut Rosé é 100% pinot noir, medalha de prata do concurso Vigneron Independent 2011. Na taça apresentou uma belíssima cor cobre, salmonada com boa formação de espuma e de borbulhas mínimas e persistentes. Aromas deliciosos de frutas vermelhas, frutas secas e pão tostado. Em boca elegante, com boa acidez e cremosidade na medida certa; repetiu o nariz e mostrou um final de boca longo com a fruta seca e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Por aqui harmonizamos com salmão mediterrâneo e risoto de tomate seco, formando um casal perfeito! Em breve você poderá conferir a receita em uma nova seção que estreará por aqui e será assinada por Fernanda.
 
O Rótulo

Vinho: Champagne Maxime Blin
Tipo: Espumante (Champagne) Rosé
Castas: Pinot Noir
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Maxime Blin
Enólogo: Maxime Blin
Graduação: 12%
Onde comprar: Vinea
Preço médio: R$ 273,00 (Enviado para degustação pela Vinea e Winebar)
Temperatura de serviço: 10º
 
*Post Scripitum
 
Observe no rodapé do rótulo do champagne duas letrinhas que parecem não dizer nada, mas dizem tudo RM. R de récoltant e M de manipulant. Colhem e fazem o próprio champagne. Se as letrinhas forem NM, é porque se trata de um negociant manipulant, que compra as uvas de outros e produz o champagne.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 #cbe

A Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE chega a sua octogésima sexta edição e o blog ao vigésimo quarto vinho degustado especialmente para a única confraria virtual do país.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Alexandre Frias do Diário de Baco, que mandou ver dizendo: "aproveitando esse inicio da primavera, minha sugestão é um Rosé do Velho Mundo, sem limite de preço".
 
Os vinhos rosés, apesar de agradarem, sobretudo nesses dias tórridos que vieram de mala aqui para a Veneza pernambucana, não são muito fáceis de se encontrar, então fui garimpar e a minha escolha veio da região da Provence, famosa pelos seus rosés e por ser o berço destes vinhos.
 
O Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 é um DOC produzido pela vinícola Damaine de Paris, propriedade da família Brun desde 1900, e está situado nos municípios de Gonfaron e Pignans, nas encostas interiores do maciço dos Mauros.

O vinho é produzido com quatro castas tintas: grenache, syrah, cinsault e carignan, provenientes de videiras com 30 anos de idade.

O vinho vem uma garrafa de formato diferente e rótulo pequeno e delicado, dando ao conjunto uma boa elegância. O líquido mostrou uma cor salmão bem clara, com lágrimas grossas e lentas. Bouquet intenso, com notas de frutas vermelhas, toque floral e delicada nota especiada. Em boca mostrou boa acidez e frescor, com repetição das notas olfativas. Final de boca de boa intensidade, refrescante e com toques minerais aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de gostar e beber: rapidinho a garrafa ficou vazia.

O Rótulo

Vinho: Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence
Tipo: Rosé
Castas: Grenache (40%), Syrah (30%), Cinsault (20%) e Carignan (10%)
Safra: 2012
País: França
Região: Provence
Produtor: Les Vins Breban
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço médio: R$ 46,00
Temperatura de serviço: 10º

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dal Pizzol Brut Rosé

Os vinhos nacionais de pequenos produtores começam a chegar, mesmo que lentamente, às lojas especializadas de Recife. Tenho buscado alguns produtores, mas não tenho tido sucesso. Recentemente comprei para ser o vinho do mês de março da CBE o Dal Pizzol 200 anos Touriga Nacional, na ocasião comprei também o Dal Pizzol Brut Rosé e foi ele que tirei da adega para degustar com a Fernanda na noite do sábado passado.
 
A vinícola Dal Pizzol traz consigo uma tradição na vinicultura que remota o século XIX (1878), quando os primeiro imigrantes da família chegaram ao Brasil. A vinícola está instalada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. 51% da produção são de vinhos tintos, 12% brancos e 32% de espumantes.
 
O Espumante Dal Pizzol Bruto Rosé é obtido pelo método Charmat Longo. Elaborado a partir de um vinho base de Pinot Noir e Chardonnay, os quais são cortados ainda quando mosto, portanto antes da fermentação alcoólica. Originando desta forma um especial equilíbrio dos piguimentos avermelhados da Pinot Noir com os pigmentos amarelados da Chardonnay, além disso, são resaltados seus aromas.
 
Na análise visual observamos uma bela cor salmão clara, espuma abundante e perlage formando pequenas borbulhas e de excelente desprendimento de gás e boa duração. No nariz muito delicado, verificando-se notas florais (rosas) e de frutas vermelhas, notas sutis de frutas cítricas, dando frescor desde o olfato. Em boca mostrou boa refrescância, com acidez em boa intensidade e cremosidade delicada. Final de boca macio, suave, equilibrado, com boa persistência e um frutado delicado aparecendo no retrogosto.
 
Degustamos como aperitivo, mas cai bem com frutos do mar e comida japonesa. Tem bom custo versus benefício e é ideal para tomar em dias quentes na praia ou na piscina.
 

O Rótulo

Vinho: Dal Pizzol Brut Rosé
Tipo: Espumante
Castas:  Chardonnay e Pinot Noir
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Dal Pizzol
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DOC
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 4º - 6º