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sábado, 14 de novembro de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Red Blend 2012

Diferentemente do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um dos tintos produzidos exclusivamente para uma importadora brasileira, o outro vinho desta linha me agradou bastante; trata-se de um blend composto por 75% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.
 
Conversei, durante o Cantu Day, com o representante comercial da  Domínio del Plata, que relatou que os vinhos Gran Reserva não possuem equivalente no portfólio da vinícola e que os vinhos estão entre a linha Crios e a Susana Balbo Signature.

De semelhante forma ao Cabernet Sauvignon, já comentado aqui, estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.

Na taça apresentou cor rubi violácea com intensa formação de lágrimas.

No nariz trouxe aromas intensos e complexos com a fruta negra e vermelha madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de notas de compota de ameixa e morango, alcaçus, pimenta, café, balsâmico, chocolate, cedro, tabaco e tostado.

Em boca mostrou boa estrutura com taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool a 14% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e um final de boca seco com notas de fruta madura, balsâmico, chocolate e cedro aparecendo no retrogosto, deixando um delicioso gosto em boca.

Pra harmonizar um papo descontraído com o amigo Juberlan e um couscous marroquino com linguiça artesanal de bode.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 75%, Cabernet Sauvignon 20% e Cabernet Franc 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O belo, aromático e macio Salton Gerações Antonio "Nini" Salton

Já provou algum vinho da linha Exclusividade da Salton? Não? Então você simplesmente não sabe o que está perdendo. A linha é composta pelo Salton Gerações Paulo Salton, Salton Gerações Antônio Domenico Salton, Salton Gerações José Bepi Salton, Salton Septimum, Salton Lucia Canei Salton e o Salton Gerações Antônio Nini Salton.
 
Cada  produto desta linha é uma homenagem da vinícola aos integrantes da família Salton que ajudaram na construção da vinícola ao longo dos seus primeiros 100 anos de existência da empresa. Quase todos já passaram pela taça do Vinhos de Minha Vida e hoje é dia de falar sobre o último lançamento da linha: o Salton Gerações Antônio Nini Salton que provamos no último Winebar com os lançamentos da empresa.
 
O projeto baseia-se no conceito “O Melhor da Vida é Passado de Geração para Geração” e tem como foco a qualidade dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram em diversas posições, transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, ressalta o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
 
As garrafas e rótulos das garrafas da linha exclusividade por si só já são um atrativo, todas belíssimas e diferenciadas. O rótulo concede espaço à assinatura original de cada homenageado. No caso de “Nini”, primeiro enólogo da família e irmão de Paulo e Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores, remete à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre zelou por sua família. A figura das pipas é utilizada como símbolo da experiência na área da enologia e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a Edição Especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram selecionadas dos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha. Após um controle rigoroso de sanidade e madurezas as uvas colhidas são climatizadas a 5ºC antes de sua elaboração.
 
O processo de vinificação inicia-se com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realiza-se o corte dos vinhos que compõem o produto e armazena-se o produto em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 12. Posteriormente ao seu engarrafamento o vinho permanece um ano antes de sua expedição.
 
Quem conhece a vinícola sabe o quão bem gerida e linda ela é, então nunca é demais parabenizar a todos que compõe a Salton pelo excelente trabalho que vem sendo realizado e pela excelente qualidade dos vinhos, mesmo dos mais simples.
 
Mas, sem mais delongas, vamos as nossas impressões sobre o líquido.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos e uma intensa chuva de lágrimas daquelas que sujam as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, composto de notas de fruta negra madura, alcaçuz, eucalipto, folhas secas, especiarias, café, chocolate amargo, balsâmico e elegantes notas de tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos elegantes, macios e levemente adocicados e excelente acidez, dando caráter gastronômico ao vinho. Final de boca longo, com repetição das impressões olfativas  e muita elegância e equilíbrio.
 
Vinho pronto para ser bebido, mas alguns anos em garrafa lhe farão muito bem.

 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Gerações Antonio "Nini" Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Safra: 2011
Garrafa n°.: 583
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 104,00
Temperatura de serviço: 16° a 18°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

É um Château com mais de 150 anos de história, mas não é da França

Quanto mais você adentra no mundo do vinho mais curioso e ansioso por aprender e provar rótulos diferentes você fica. Campo para desbravar não falta: os países que produzem vinhos já ultrapassam a casa das nove dezenas e o número de diferente rótulos são da ordem dos milhares.
 
Pela taça do Vinhos de Minha Vida já passaram, por exemplo, vinhos de Israel e Grécia, áreas vitivinícolas pouco badaladas, porém com grande tradição na produção da bebida e que de certa forma não causam tanta estranheza a quem conhece um pouco sobre a bebida, pelo menos não tanto quanto um outro país situado em pleno Oriente Médio e com um grande histórico de conflitos.
 
O país em questão é o Líbano, uma das regiões de antigas civilizações, como fenícios, assírios, persas, gregos, bizantinos e turcos otomanos. Os primeiros indícios de civilização no Líbano remontam a mais de 7 000 anos de história registrada. O Líbano foi o local de origem dos fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2 500 anos (3 000-539 a.C.). O Líbano estabeleceu um sistema político único em 1942, conhecido como confessionalismo, um mecanismo de partilha de poder com base em comunidades religiosas, modelos este criado quando os franceses expandiram as fronteiras do monte Líbano.
 
E a influência da França ecoa por boa parte do país, inclusive na área vitivinícola, tanto que a vinícola mais antiga do país, fundada 1857 por monges jesuítas, chama-se Château Ksara.
 
O Château Ksara não é apenas a vinícola mais antiga do Líbano  como também o maior produtor de vinhos do país, com 300 hectare de vinhedos e produção de mais de 2 milhões de garrafas por ano. A vinícola recebe mais de 40.000 visitantes por ano e possui como grande atração sua cave subterrânea, um complexo de 6 túneis, com mais de 2 km de extensão total, que acredita-se ter sido construído pelos romanos há 2000 anos atrás.
 
O Château Ksara está estabelecida  no Vale do Bekaa e desenvolveu o primeiro vinho seco no país. Atualmente é vinho mais popular do Líbano, mas devido à grande imigração de libaneses no mundo todo, pode ser encontrado e adquirido em muitos países diferentes, inclusive no Brasil.
 
Um dos rótulos mais tradicionais do Château libanês é o Reserve du Couvent, um corte das castas francesas Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc, com maturação de 12 meses, parte em carvalho e parte em tanques.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi de média intensidade e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas de fruta vermelha em compota, toque floral (violetas), notas herbáceas, pimenta, baunilha, leve toque de tostado e balsâmico. Em boca apresentou taninos intensos, porém já amaciados pelos 5 anos de vida, boa acidez e  álcool na medida certa. Final de boca seco e persistente com a fruta e o balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Vinho ainda jovem, apesar dos cinco anos de vida e de já estar pronto para ser bebido. Ainda tem algunas anos pela frente e ganhará complexidade com a guarda.
 
Por aqui eu e Fernanda harmonizamos como um Pernil Suíno.
 
 
O Rótulo

Vinho: Ksara Reserve Du Couvent
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc
Safra: 2010
País: Líbano
Região: Vale do Beqaa
Produtor: Chateau Ksara
Enólogo(a): Rania Chammas
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011 #winebar

No último WINEBAR de 2014 tivemos a oportunidade de conhecer dois vinhaços de pequenos produtores que fazem parte do MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile, o primeiro foi o Polkura Syrah 2010, relembre. E o segundo foi o Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011, tema desta postagem, que é um vinho com um estilo visual vintage e com muita elegância na taça.
 
O vinho é produzido pela Garage Wine Co - GWCo, fundada em 2001 por Derek Mossman, Alvaro Peña e Pilar Miranda, na garagem da casa da família Mossmanque, com a ideia de produzir vinhos de alta qualidade em pequena escala, escala pessoal, com a mão da família, em outras palavras um vinho de garage.
 
O nome foi inspirado nos “garage wines” nascidos das pequenas produções com poucos recursos em Saint-Émilion, na França. Pelo que lemos, degustamos e acompanhamos no instagram eles vem cumprindo a risca a sua ideologia na produção dos vinhos, a qual é bem definida como familiar e garagista.
 
Não sei quanto a você leitor, mas pra nós este tipo de produção é simplesmente fascinante, não que a produção em grande escala não seja muito interessante, mas os pequenos produtores parecem colocar mais amor no que fazem e quando isto é feito os olhos de quem faz e consome brilham, sem falar que nos faz parar e pensar que precisamos dar mais valor e colocar mais amor no que fazemos.
 
As uvas que deram origem a este vinho são provenientes de vinhedos de 800 metros de altitude próximos a San Juan de Pirque, no Vale do Maipo, com vinhas de cerca de 25 anos de idade. Os vinhedos são cultivados pelos métodos tradicionais. A fermentação ocorreu naturalmente em tanques abertos. O rebaixamento do chapéu foi feito à mão e a prensagem foi totalmente manual. O vinho estagiou em barricas neutras de três ou mais anos de uso, durante dois invernos, ou seja, este vinho da safra de 2011 está no mercado a cerca de 1 ano.

Visualmente o vinho já começou nos ganhando com o seu estilo vintage de "rótulo", que vem pintado em contra partida aos usuais rótulos de papel e no lugar da cápsula de chumbo ou cobre encontramos uma cápsula de cera, que deu um charme a mais. Já quanto ao líquido observamos uma cor rubi intensa e brilhante com lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de frutas vermelhas como cereja e framboesa aparecem em primeiro plano e são seguidas de notas florais e de chocolate, e toques balsâmicos e de tostado. Em boca um vinho de bom corpo e estrutura suficiente para mais alguns anos de evolução em garrafa. Os taninos estavam firmes, porém elegantes, a acidez excelente e o álcool na medida certa.  Final de boca longo e intenso com a presença de notas especiadas e a repetição da fruta, do balsâmico e do defumado no retrogosto.
 
Baita cabernet franc, pronto pra beber ou para guardar por mais 2-3 anos, então se encontrar um dos vinhos do Derek Mossman por aí não exite em comprar.
 
Além de tudo o vinho é muito gastronômico. Por aqui Eu e Fernanda, para escoltar nossa garrafa, preparamos uma fraldinha com redução do molho no próprio vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Garage Wine Co Lot #36
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Franc
Safra: 2011
País: Chile
Região: Maipo Alto
Produtor: Garage Wine Co
Enólogos: Pilar Miranda e Alvaro Peñ
Graduação: 14%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: O importador não informa o valor no site
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: Robert Parker 92 pts


Nota:

O vinho foi enviado pelo produtor através da importadora Premium Wines para degustação no WINEBAR.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Klein Cosntantia KC Rosé 2011

No mês de setembro fui a busca de um varietal Cabernet Franc para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e encontrei em um e-commerce o Klein Constantia KC Rosé, um vinho da África do Sul, então não pensei duas vezes antes de comprar, pois se já não é fácil de encontrar um varietal desta casta imagine um rosé e da África.
 
Mas, para a minha surpresa, quando o vinho chegou deparei-me com um corte Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon (o site informava que o vinho era 100% Cabernet Franc), então o vinho deixou de se enquadrar para o tema da CBE, contudo enquadrou-se muito bem em uma noite quente na qual eu e Fernanda o degustamos como aperitivo.
 
O vinho é produzido a partir de uvas selecionadas, com fermentação em tanques de aço com mínima evolução nestes tanques para posterior envazamento e evolução em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor salmão bem clarinha e poucas lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha fresca, frutas cítricas e leve floral. Em boca mostrou corpo médico e uma boa acidez, lhe conferindo frescor, confirmado pela repetição da fruta cítrica. Final de boca de média intensidade e com leve picância aparecendo ao lado da fruta no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Klein Constantia KC
Tipo: Rosé
Casta: 50% Cabernet Franc e 50% Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Klein Constantia
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE e Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 8°

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo 2011

O Escudo Rojo é um daqueles vinhos que sempre paquerei e sempre fui deixando para outra oportunidade, sobretudo pelo preço que sempre estava maior que  o usualmente pago em vinhos, mas quando apareceu uma promoção na WINE eu não pude deixar passar a oportunidade de comprar uma garrafa.
 
O vinho é produzido pela Baron Philippe de Rothschild, no Vale do Maipo - Chile, fundada em 1853 e que produz anualmente 15 milhões de garrafas. O nome Escudo Rojo é a tradução da expressão "das rote schild" ou brasão vermelho, emblema original da família há séculos.
 
Trata-se de um corte de quatro castas tintas: Cabernet Sauvignon, Carménère, Cabernet Franc e Syrah e 50% do líquido amadureceu 12 meses em barricas de carvalho, dois fatores que por si só já contribuem para um rótulo com um caráter diferente dos usuais rótulos produzidos no Chile e boa parte dos países do novo mundo.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi intenso e lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas de frutas maduras (cereja e ameixa), toque herbáceo (menta), pimenta, notas de especiarias, chocolate amargo e tostado. Em boca mostrou bom corpo e taninos redondos e em harmonia  com a acidez e o álcool. Final de boca longo e com a especiaria o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha de berinjela preparada por Fernanda e ficou simplesmente perfeito: elevou o vinho e o prato foi elevado por este.

O Rótulo
Vinho: Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 35%, Carménère 38%, Cabernet Franc 2% e Syrah 25%
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Baron Philippe de Rothschild
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 44,00 (R$ 32,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 90 Pts Descorchados

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Caper Diem Gran Reserva Cabernet Franc 2011 #cbe

Com alguns dias de atraso posto minha escolha para o tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE: "um vinho 100% Cabernet Franc, de qualquer país e faixa de preço", proposto pelo Felipe Silva e Silva do Blog BebadoVinho.
 
Aqui em Recife as opções de varietais Cabernet Franc não são muitas e das poucas disponíveis eu já havia degustado e comentado por aqui (confira e confira) e pra não repetir vinho eu fui a busca na net e mais uma vez não tive sucesso, pois comprei um vinho anunciado de forma incorreta e só quando ele chegou vi que tratava-se de um corte, então tive que ir a busca novamente e por isso o atraso na postagem.
 
A Cabernet Franc é uma casta originária da França, mais precisamente da região de Bordeaux. Pouca gente sabe, mas a Cabernet Franc é a cabernet original. A famosa Cabernet Sauvignon surgiu depois, através de um clone entre a Cab. Franc e a Sauvignon Blanc.
 
A Cabernet Franc se adapta em quase todas as regiões. É uma casta fácil de cultivar. Pode ser cultivada tanto em regiões quentes como frias. Amadurece cedo. Em Bordeaux, particularmente no Mèdoc, ela é conhecida como a casta da segurança, da salvação. Isso porque, nos anos onde a safra de Cabernet Sauvignon não se mostra boa, potente, a Cabernet Franc entra em maior quantidade para “salvar” o ano, a safra.

E depois de muito procurar consegui encontar meu vinho: O Carpe Diem Gran Reserva, um chileno produzido pela Vinos del Sur, situada no Valle del Maule e que tem o início da sua história em 1982 com a chegada, proveniente da espanha, do José (Pépe) Esturillo.

Os vinhos Carpe Diem Gran Reserva são a segunda linha de rótulos e as vinhas que dão origem as uvas do Cabernet Franc foram plantadas no Vale de San Javier há 95 anos, em 1919, dando-lhe o título de vinhedo mais velho de Cabernet Franc do Chile. Depois de pronto o vinho amadurece por 18 meses em barricas de carvalho francês.

Visualmente o vinho mostrou cor rubi escura, brilhante, reflexos púrpura e lágrimas abundantes, finas e rápidas. idade. No nariz, mostrou interessante complexidade com notas de frutos negras frescos, toque floral e herbáceo remotando para mentol, seguido de notas de especiarias, couro e baunilha. Em boca mostrou taninos vivos, acidez de boa intensidade e álcool a 14,5%, mas em bom equilíbrio. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo e que pede uma boa carne.

Vinho potente, elegante, refinado e que vai melhorar com mais alguns anos em garrafa. O rótulo mostrou muito equilíbrio e apesar dos 18 meses de barricas não observei excessos.
 

O Rótulo

Vinho: Caper Diem Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Franc
Safra: 2011
País: Chile
Região: Itata Valley, Maule
Produtor: Vinos del Sur
Enólogo: Patricia Inostroza
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: 70,00
Temperatura de serviço: 18º

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Provamos o Septimum 2009, o novo top da #salton para o #winebar

Chegamos ao último vinho degustado para o WINEBAR: o Septimum 2009,  que é mais um lançamento da vinícola Salton, um top do qual foram produzidas apenas 7.547 garrafas.
 
O nome do vinho é uma alusão e homenagem aos sete irmão pioneiros da Vinícola Salton e por esta razão foi elaborado a partir de 7 castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan, uma para cada irmão, como pode-se ler no contra rótulo: "Há mais de um século, sete irmãos consolidaram as raízes da Vinícola Salton. Agora, a mesma sintonia faz do Septimun e suas sete castas um vinho sofisticado e harmonioso".

Para a elaboração deste belo vinho são selecionados os melhores grãos das sete castas que compõem o corte, os quais são homogeneizados e macerados em tanque durante 5 dias. Posteriormente, o mosto recebe as leveduras e é conduzido a barricas de carvalho 225 litros, onde fermenta durante 15 dias. Diariamente é efetuado o pisage, que consiste em submergir as partes sólidas no líquido em fermentação, incrementando a extração de compostos polifenólicos da uva. Terminada a fermentação, o vinho é levado a barricas novas de carvalho francês, onde permanece amadurecendo por um ano. Logo, é estabilizado e clarificado para, por fim, ser colocado na garrafa, onde permanece repousando durante um ano nas caves da Vinícola.

O visual do vinho destaca-se já pelo rótulo e sua garrafa imponente e pesada, seguindo pela pela cor rubi profunda e brilhante, halo jovial e uma linda chuva de lágrimas. No nariz mostrou aromas complexos, destacando-se frutas vermelhas (cereja e morango) frutas negras (ameixa), café, tabaco, chocolate, menta, notas balsâmicas e elegante tostado, tudo muito integrado, sem exageros e de boa intensidade. Em boca manteve a complexidade, que aliada a taninos estruturados, porém redondos e elegantes e a boa acidez, nos proporcionou um vinho com final de boca longo cheio das impreções olfativas aparecendo no retrogosto.
 
Excelente rótulo nacional: complexo, elegante e equilibrado, um dos melhores que degustei e que ainda tem uns anos pela frente. Tem um preço justo, apesar de estar acima do valor que costumo pagar por uma garrafa.
 
Para acompanhar esse belo tinto nacional Fernanda nos preparou um delicioso Folhado de Filé Mignon com Batatas assadas com ervas e shoyu, que casou perfeitamente com o vinho, tornando o conjunto ainda melhor.
 
O Rótulo

Vinho: Septimum
Tipo: Tinto
Castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan.
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Garrafa n.: 7.024
Graduação: 13%
Onde comprar: Salton
Preço: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para degustação no Winebar.

sábado, 2 de agosto de 2014

Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006 #cbe

Começo de mês tem postagem especial para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Desta vez o tema ficou por conta do Evandro Vanti Gonçalves do blog Vinhos que Provo que mandou: "um tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço".

Apesar de eu e Fernanda termos voltado do Vale dos Vinhedos há 15 dias, onde degustamos alguns rótulos que se enquadram dentro do tema eu resolvi ir em busca de um rótulo nas lojas daqui de Recife e foi aí que cometi uma lambança: terminei comprando o vinho suave pois, ative-me mais ao fato de ter sido elaborado com uvas vitiviníferas, que a ler com calma o rótulo, no qual havia a inscrição de que o tal era suave.

Então apesar de termos feito um esforço enorme para berber o vinho eu preferi escolher um dos rótulos que eu e Fernanda degustamos na Lidio Carraro, que tem como uma de suas marcas registradas o fato de que nenhum de seus rótulos passar por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas e fazer com que o vinho expresse ao máximo as características do terroir.

Minha escolha foi o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Esta vinho é o único vinho da vinícola que é produzido a partir dos parreiras do Vale dos Vinhedos, sendo os demais provenientes de videiras de Encruzilhada do Sul.

Visualmente apresentou cor rubi com halo cor de telha e uma magnífica formação de lágrimas. No nariz mostrou um bouquet magnífico: frutas negras, toques florais (cravo), canela, chocolate amargo, café, notas terrosas e balsâmico. Encorpado em boca, com taninos redondos e aveludados em bom equilíbrio com a acidez e o álcool, que apesar dos seus 14,5% não incomodou. Final de boca longo com repetição das notas olfativas.

Vinhaço: elegante, inteiro, equilibrado, de deliciosos aromas e que mostra todo potencial do vinho brasileiro, sem falar é claro que é uma prova que não é necessário o uso de barricas de carvalho para se produzir bons vinhos.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Grande Vindima Quorum
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife:
Preço: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 17,50 (Jancis Robinson)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hermon Red 2012

Hermon Red 2012, mais um vinho produzido nas frias Colinas de Golan, na Alta Galileia. Trata-se de um corte bordalês clássico: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot.
 
A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Após a fermentação alcoólica, o vinho é submetido à fermentação maloláctica e amadurece em tanques de aço inoxidável durante vários meses.
 
Visualmente mostrou cor rubi profunda com halo vermelho translúcido e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas de fruta vermelha, algum componente herbáceo e notas de especiarias. Em boca repetiu a fruta e apresentou taninos macios e em bom equilíbrio com acidez e álcool. Bom corpo com final de boca de média persistência com com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicado e com bom toque de frescor; enquadra-se bem na categoria  dos tintos de verão. Está pronto para ser bebido e não creio que mais anos irão fazê-lo evoluir.
 
O Rótulo

Vinho: Hermon
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot
Safra: 2012
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 15°
Outros atributos: Vinho Kosher
 
Post Scriptum
 
"Os olhos de Israel, assim é carinhosamente chamado o Monte Hermon, ponto culminante do país, localizado no topo da Cordilheira do mesmo nome, entre a fronteira de Israel e a Síria. Assim denominado por causa de seus picos.
 
 
O Monte Hermom é citado inúmeras vezes na bíblia e uma das passagens encontra-se no livro de Cantares (Cânticos dos Cânticos), escrito por Salomão e que é um poema lírico escrito para exaltar as virtudes do amor entre um marido e sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro espiritualmente, emocionalmente e fisicamente.
 
"Vem comigo do líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde a morada dos leões, desde o monte dos leopardos". Cantares 4:8

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Rémy Pannier Rosé D´Anjou 2011

Finalizei minhas férias fazendo coisas que gosto: cozinhando e harmonizando com vinho e para melhorar ainda mais na companhia de Fernanda.

Preparamos um aratu gratinado e de quebra ainda deu para tomar um caldinho, de lamber os beiços e para harmonizar a pedida foi um belo rosé do Vale do Loire: Rémy Pannier Rosé D´Anjou.

Proveniente de uma das mais famosas regiões francesas produtoras de vinhos rosés, Anjou, no Vale do Loire, este vinho de Rémy Pannier foi produzido com corte das uvas Cabernet Franc, Gamay e Grolleau Gris

"François Rémy fundou, em 1885, a Rémy Pannier para elaborar e comercializar vinhos da área de Saumur, no Vale do Loire. Com a associação à Maison Ackerman, em 1956, desenvolveu-se e tornou-se a maior produtora e comerciante de vinhos do Vale do Loire. Em 2009 a empresa passou a se chamar apenas Akerman e Rémy Pannier a principal marca de vinhos".

"A Akerman alia a constante busca da qualidade dos vinhedos a todo o processo de vinificação, resultando na produção de vinhos de qualidade e personalidade, que traduzem e refletem a grande variedade de microclimas do Loire. O sucesso da Akerman também se deve às suas propriedades ultramodernas para a vinificação e amadurecimento dos vinhos, que buscam preservar as características peculiares e a riqueza das diversas uvas do Loire. Contando com uma competente equipe de enólogos, o controle de qualidade dos vinhos da Akerman é realizado em cada centro de vinificação (são mais de 150 mil testes de laboratório por ano) abrangendo desde a qualidade das uvas até o vinho engarrafado. Todos esses fatores contribuem para a liderança em sua região e fama mundial da Akerman, que exporta 60% da sua produção para mais de quarenta países".
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rosa salmão e pequena formação de agulhas. No nariz mostrou-se muito delicado com aromas de frutas vermelhas (morango e cereja) e algumas notas cítricas. Em boca muito macio, com boa acidez e frescor, casando perfeitamente com o calor que está fazendo e o nosso aratu; final de boca levemente adocicado de média intensidade e com repetição das características olfativas no final de boca.

Vinho de bom custo benefício e que vai bem sozinho ou com uma boa comida. O rótulo ficou maravilhoso servido a 8° e é uma pedida e tanto para se tomar na beira de uma piscina ou na praia.

Um fato curioso é que paguei R$ 40,00 pela garrafa, mas vi lojas virtuais vendendo por R$ 90,00. Ou seja, não basta a carga tributária de cerca de 60% a margem de lucro de alguns empresários é absurdamente alta, bola fora destes...


O Rótulo

Vinho: Remy Pannier Rosé D´Anjou
Tipo: Rosé
Castas:  Cabernet Franc, Gamay e Grolleu Gris
Safra: 2011
País: França
Região: Vale do Loire
Produtor: Ackerman
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Salton Gerações Paulo Salton 2009 #winebar #salton

Chegamos ao terceiro vinho degustado no WINEBAR especial de fim de ano - o Salton Gerações Paulo Salton - rótulo da linha Top da vinícula e que, a exemplo do Espumante Antonio Domenico Salton, também é uma homenagem, neste caso ao Paulo Salton.
 
O Paulo Salton assumiu a "Casa Di Pasto" e a fez prosperar, mostrando um espírito empreendedor. Em 1910 ele registrou o estabelecimento, que passou a se chamar "Paulo Salton Armazéns Gerais" e esta data marca a fundação da Vinícola Salton.
 
O vinho tem em sua elaboração 40% de uvas Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 20% Cabernet Franc. As uvas foram selecionadas de nossos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha.
 
A vinificação se dá, primeiramente, com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realizou-se o corte dos vinhos que compõem o produto e os mesmos foram armazenados em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 18 meses em cave climatizada com ar filtrado e temperatura entre 12-15°C, posteriormente ao seu engarrafamento permanece um ano antes de sua expedição.
 
Assim como para o espumante, a apresentação visual deste tinto foi primorosa. Sua garrafa imponente e pesando cerca de dois quilos é um prenúncio que o conteudo é difenciado. Também caracterizada com medalha e belo rótulo a garrafa ficou ainda mais bela.

Vamos ao líquido! Visualmente mostrou uma cor rubi brilhante, halo vermelho claro límpido e lágrimas grossas e lentas. No nariz complexo e intenso, com notas de fruta em compota, amêndoas, chocolate, café e elegante tostado. Em boca taninos redondos e elegantes, boa acidez, álcool na medida certa e repetição das notas olfativas. Final de boca longo e de boa intensidade.

Vinho elegante e com um estilo velho mundo. Pronto para beber, mas com certeza tem um bom potencial de guarda. Sua produção é limitada, então se quer experimentar não deixe de comprar.

Harmonizamos com uma costela bovina preparada no bafo do Boi no Bafo Costelaria.

Três belos vinhos em mais um WINEBAR de "parar o trânsito". A vinícola Salton está de parabéns pelos rótulos e ao WINEBAR por nos dar a oportunidade de degustar bons vinhos e interagir com diverssas pessoas o nosso mais sincero obrigado.

O Rótulo

Vinho: Paulo Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 40%, Merlot 40% e Cabernet Franc 20%
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Garrafa n°: 4457
Graduação: 13%
Onde comprar: Loja Salton
Preço médio: R$ 95,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota 1: Esse rótulo foi gentilmente enviado pela Salton para degustação no WINEBAR especial de fim de ano.