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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Passatempo Douro DOC 2015 #cbe

Todo início de mês tenho o compromisso especial de comentar sobre um vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e esse mês o Gil Mesquita do blog Vinho Para Todos e também fundador desta distinta confraria tornou a tarefa mais agradável ao sugerir aos confrades que degustássemos um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço.
 
Os vinhos portugueses estão no topo da pirâmide na minha lista de preferências e sempre é um prazer abrir uma garrafa de vinho das regiões vitinícolas do país ibérico.
 
Inicialmente iria falar sobre o vinho Flor das Tecedeiras 2014, mas o confrade Gil publicou sobre o vinho, então decidi publicar sobre o best buy Passatempo Douro DOC 2015, produzido pela JAWS.

Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz um vinho rico em aromas  de fruta vermelha, seguido de notas de pimenta e especiarias.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos e boa acidez. Repetição das notas frutadas e final de boca de médias intensidade com frescor e leve picancia no final de boca.
 
Um vinho versátil, super tranquilo, fácil de beber e que acompanha bem as situações e os pratos do nosso cotidiano.
 
O Rótulo
 
Vinho: Passatempo
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2016
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: JAWS
Graduação: 13%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 1 de março de 2017

Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium tinto 2013 #cbe

O primeiro post do mês é reservado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil. A ocasião é sempre especial e este mês um pouco mais, pois o tema foi de minha responsabilidade.
 
Há 5 anos (desde janeiro de 2012) faço parte desta distinta confraria, relembre meu primeiro vinho aqui, e há 4 anos (fevereiro de 2013) foi me dada a honra de sugerir o tema pela primeira vez, relembre.
 
Baseado nos fatos acima foi que escolhi o tema: "Vinho tinto alentejano com 3 ou mais castas". Explico: o primeiro vinho que degustei para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi o Paulo Laureano Reserve Branco 2010, um vinho produzido na DOC do Alentejo, pelo produtor que dá nome ao vinho  e que possui como característica usar apenas castas nativas portuguesas em seus rótulos, os quais são, em grande parte, vinhos de lote (coorte ou assemblage).
 
Para celebrar os 5 anos de CBE resolvi abrir um vinho do mesmo produtor que degustei lá no início e pra completar da safra de 2013, ano que sugeri pela primeira vez o tema.
 
O vinho escolhido foi o Paulo Laureano Vinhas Velhas tinto 2013, um exemplar produzido a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, advindas do velho vinhedo Julieta, na Vidigueira.
 
Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com reflexo violáceos, límpida e brilhante. Presença de lágrimas abundantes finas e lentas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, folhas secas, defumado e madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e acidez já se esvaindo, álcool a 14%, mas sem sobressair. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca elegante e de boa persistência.
 
O vinho mostrou, como sempre uma boa experiência, mantendo o produto entre os meus prediletos.
 
Degustamos o vinho sem nenhuma pressa, apreciando cada gole, acompanhado de uma picanha.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: Aragonez 40%, Trincadeira 40% e Alicante 20%
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Vidigueira, Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 pts Revista Adega
Degustado em: 28.02.2017

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Monte Velho 2013

Sou fã dos vinhos portugueses: a sua variedade de castas autóctones e a qualidade indiscutível dos produtos, mesmo nos mais simples, é encantador.
 
Alguns produtores figuram entre os meus prediletos, entre eles a Herdade do Esporão, que possui uma variada gama de vinhos produzidos nas regiões do Alentejo e Douro.
 
Há algum tempo degustei um dos exemplares mais vendidos no Brasil: Monte Velho, produto lançado 1992; o seu nome proveio do monte situado junto à albufeira da Caridade, na Herdade do Esporão. Na época, foi criado com a mesma origem e filosofia que o Esporão Reserva, mas com o intuito de chegar a mais pessoas e transformar o consumo de vinho diário numa experiência. Elaborado segundo a tradição vitivinícola do Alentejo, a sua diversidade de castas e técnicas de vinificação revelam o carácter típico da região onde nasce.
 
O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com 15 anos de idade plantadas de natureza granítica/xistosa, estrutura franco-argilosa. Após a fermentação maloláctica o vinho madureceu por 6 meses em tanques de inox e barricas de carvalho americano.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida e brilhante. Lágrimas finas, e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelha, café, pimenta preta, coco queimado e tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Monte Velho
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock e Luís Patrão
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: DLP / ?
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.01.2016

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O ainda jovem Carodorum 2008

Recebi recentemente, da Wine in Pack, os exemplares do Pack Club, que este mês foi composto por dois vinhos tempranillo espanhóis, um da região de Ribera del Duero e outro da região de Toro.

Já comentei sobre o exemplar de Ribera del Duero: o Tudanca Roble DO e hoje é dia de comentar Carodorum Crianza DO 2008.

Falando um pouco sobre a casta que deu origem ao vinho: Tinta de Toro, mais conhecida como tempranillo, a casta símbolo da Espanha. Originária da região de Rioja a tempranillo é cultivada em quase todas as sub-regiões continentais espanholas e nenhuma outra casta em nenhum outro país possui tanta influência e domínio.

O Carodorum Crianza DO é produzido pela Bodega Carmen Rodríguez Méndez, a menor vinícola registrada no Conselho Regulador da denominação de origem TORO. Pequena no tamanho, mas pois esse aspecto físico não a impede de ser uma das mais apreciadas e de maior qualidade da região.

Iniciada por Carmén Rodriguez e atualmente tocada por um de seus filhos, Guillermo Diez, que também é o Enólogo,  a bodega é uma verdadeira empresa familiar, de instalações aconchegantes e modernas.

Está localizada no povoado Cascajera, em plena planície de Toro, esta bodega de caráter familiar produz vinhos extraordinários com pontuações altíssimas alcançadas nas avaliações de críticos famosos como Robert Parker.

Com uma filosofia única de produção, onde o importante é o cuidado personalizado e tradicional nas diversas fases de elaboração de seus vinhos, a bodega cultiva vinhedos próprios, de idades distintas, incrustados nos terraços agrícolas do rio Duero, onde o solo de cascalho e saibro, e onde as amplitudes térmicas diárias, propiciam condições excelentes para o amadurecimento completo das uvas.

Sua produção é limitada, pois tem como objetivo a conservação da magia e da história dos seus vinhos, cuja feitura é individualizada e artesanal, característica que a distingue dos mega empreendimentos vinícolas. O êxito alcançado com esta produção, no entanto, a coloca entre as grandes vinícolas de sucesso internacional.

O Carodorum DO é um 100% tempranillo que passou por 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho francês e merece ser degustado sem pressa.

Na taça apresentou cor rubi escura, quase negra, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz mostrou aromas de frutas negras, pimenta seca, especiarias (canela e noz moscada), nozes, terra molhada, couro, chocolate, baunilha e tostado.

Em boca um vinho encorpado com taninos maduros, alta acidez e álcool a 15% pedindo uma aeração prévia a degustação, mas que não incomodou e deixou, junto a sua excelente acidez, o vinho com um grande potencial gastronômico. Repetiu as impressões olfativas e apresentou uma interessante nota licorosa, trazendo a memória algumas nuances de um vinho fortificado. Final de boca seco com notas de canela, chocolate e licor de frutas aparecendo no retrogosto.

Vinho surpreendente na cor, nos aromas e em boca. Difícil acreditar que ele não tenha mais uns 10 anos pela frente, pois apesar de pronto para ser degustado o mesmo ainda mostrou-se jovem.

O Rótulo

Vinho: Carodorum DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro (Tempranillo)
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Bodega Carmen Rodríguez Méndez
Enólogo: Guillermo Diez
Graduação: 15%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sábado, 17 de outubro de 2015

Tudanca Roble DO Ribera del Duero 2008

Esse mês a seleção de vinhos do Pack Clube, o clube exclusivo de vinhos europeus da Wine in Pack, é composta por dois exemplares da Espanha, sendo um da Região de Ribera del Duero e outro da Região de Toro.
 
Primeiro irei falar do Tudanca Roble DO 2008, um 100% tempranillo produzido pela Vinos Tudanca na aclamada região espanhola de Ribera del Duero.
 
A Família Tudanca de las Heras, particularmente Vicenta de las Heras, fiel ao legado de seus antepassados, conseguiu transmitir ao longo dos seus 100 anos (1914-2014) o bom trabalho na vinha para seus filhos e netos e, até hoje os vinhos Tudanca são elaborados, em todo seu processo, por membros da família, desde a vinha ao desenho dos rótulos.
 
Os vinhedos centenários de tempranillo, plantado pelas tias matriarca da família, estão localizados entre La  Horra e Gumiel de Mercado, no coração de Ribera del Duero.
 
As uvas que deram origem ao Tudanca Roble DO é provenientes de vinhedos de 15 anos de idade, denominados de La Nava. O vinho passou por amadurecimento em barricas de carvalho (75% francês e 25% americano) por 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida, brilhante e com reflexos sutis de cor âmbar / alaranjados, denotando evolução. Lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou um bouquet com aromas de média intensidade compostos por fruta vermelha, mas já bem sutis, seguidos de notas de figo, geleia de ameixa, folhas secas, chocolate, baunilha, balsâmico, madeira molhada e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos presentes, macios e de boa qualidade. Acidez de média intensidade e álcool a 13,5% pedindo comida. Final de boca de boa persistência com as notas de folhas secas e balsâmicas aparecendo no retrogosto e não nos deixando esquecer a idade do vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Tudanca
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Vinos Tudanca
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 95,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poças Símbolo 2010, o destaque entre os portugueses do #CantuDay

É inegável: os vinhos portugueses figuram entre os meus favoritos e isto se dá por inúmeras razões, dentre as quais posso citar os seus vários terroirs possibilitando vinhos com uma diversidade incrível de características, capaz de agradar todos os paladares.
 
Durante o Cantu Day que ocorreu no início do mês eu pude degustar inúmeros rótulos de Portugal, mas o grande destaque ficou por conta dos vinhos do produtor Poças Júnior, uma novidade no catálogo da Importadora Cantu.
 
Os vinhos têm expressiva qualidade e equilíbrio, sendo o Poças Símbolo 2010 um delicioso exemplar produzido com as principais castas tintas portuguesas e pra mim um dos 5 melhores vinhos que degustei no evento.
 
O vinho produzido com as melhores uvas provenientes de vinhas com 40 a 60 anos de idade das duas propriedades da empresa no Douro Superior e Ervedosa do Douro, e vinificado na Quinta das Quartas (Régua). Este vinho procura materializar a filosofia subjacente ao seu nome: ser um símbolo da sua origem
 
Vindima manual, com transporte em caixas de 30 kg. Fermentação a temperatura controlada com remontagem e maceração prolongada. Envelhecimento em barricas de carvalho francês “Allier” e de carvalho americano com 300 Litros de capacidade, durante 18 meses, seguido de estágio em cubas de aço inox até á data de engarrafamento.

Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante. Lágrimas abundantes, finas e lentas

No nariz mostrou-se muito intenso, com notas de frutas vermelhas, flores, especiarias, tabaco, café, chocolate amargo e toques delicados de madeira

Em boca mostrou-se encorpado e complexo. Taninos potentes, porém redondos e macios, em equilíbrio com a deliciosa acidez e os 13,5% de álcool. Repetiu as notas olfativas e grande integração entre aromas primários e secundários. Final de boca persistente e com notas de chocolate e tostado aparecendo no retrogosto.

Um baita exemplar do Douro e que mostrou um conjunto equilibrado e elegante.


O Rótulo

Vinho: Poças Símbolo
Tipo: Tinto
Casta: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Poças Júnior
Enólogos: Jorge Manuel Pintão e Luís Rodrigues
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ? Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 190,00 (na Cantu)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker e 93 pts Wine Enthusiast

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EA Reserva Tinto 2011 e Bacalhoada de Forno

Não é novidade que brasileiro consome muito bacalhau, acho até que mais que os próprios portugueses e quem não é fã de um bom prato a base dessa iguaria portuguea, ainda mais se for acompanhado de um vinho português e na companhia de amigos queridos.
 
Tudo isso nos foi proporcionado pelos amigos Juberlan e Rejane com a mão de minha amada Fernanda no preparo de uma deliciosa bacalhoada de forno e que cresceu em sabor quando harmonizada com o EA Reserva Tinto 2011.
 
O vinho é produzido a partir das castas Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah plantadas nas vinhas da Fundação Eugénio de Almeida, no Alentejo. Quando as uvas atingem o estado de maturação ideal, são colhidas e transportadas para a adega, onde se inicia o processo tecnológico com desengace total e ligeiro esmagamento. A fermentação ocorre em cubas de aço inox a temperatura controlada de 24-27ºC. Após a fermentação, parte do lote estagia em barricas de carvalho francês e americano. Após o estágio procede-se a filtrações, loteamentos, filtração final e engarrafamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi escura, halo com tons alaranjados bem claros e média formação lágrimas que escorreram de forma espassada e rápida.
 
No nariz mostrou aromas de notas de fruta madura, pimenta, especiarias, café, alguma lembrança balsâmica, madeira molhada e baunilha.
 
Em boca apresentou taninos firmes, contudo redondos e macios, boa acidez e álcool a 14,5% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa persistência com as a presença da pimenta, madeira molhada e baunilha aparecendo no retrogosto.
 
Um bom vinho português e que acompanhou super bem a bacalhoada, pena que com o aumento da inflação o preço dele tenha se elevado, caso contrário estaria com um excelente custo benefício.

O Rótulo
 
Vinho: EA Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Adega Cartucha
Enólogo: Pedro Baptista
 Graduação:14,5 %
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Porto Valdouro Tawny

Há muito tempo não degustava um porto e confesso que estava com saudade, pois são vinhos que me agradam bastante e me reportam ao meu início no mundo do vinho, tendo sido o Dow´s o primeiro vinho deste tipo que provei há tanto de anos atrás.
 
O porto que é tema do post é produzido por uma das poucas empresas que produz este tipo de vinho e que é gerida exclusivamente por portugueses: a Wiese & Krohn e que mantém a tradição de estampar suas garrafas com printura ao contrario da grande maioria que adotou os rótulos em papel.
 
A Wiese & Krohn foi fundada em 1865 por dois jovens Noruegueses, Theodor Wiese e Dankert Krohn. No início era uma pequena empresa, baseada na exportação de Vinho do Porto para os mercados escandinavos e para a Alemanha. Em 1880 Theodor Wiese decidiu vender a sua quota a Dankert Krohn.
 
Após a morte de Dankert Krohn em 1906 o negócio prosseguiu tendo como sócios, além da viúva e das filhas do fundador, Gomes Figueiredo e Edmund Arnsby, o primeiro um guarda-livros português e o último um gerente britânico, ambos ex-colaboradores no tempo de Dankert Krohn. Durante este período, a Wiese & Krohn estendeu a sua atividade comercial a novos mercados, tais como França, Bélgica e Países Baixos. Gomes Figueiredo reformou-se em 1921, ano em que Edmund Arnsby adquiriu a quota da família Krohn e admitiu como novos sócios o seu irmão Frederick - um provador muito experiente vindo da Casa Croft - e Edmundo Falcão Carneiro, diretor de exportação português a trabalhar na firma desde 1910.
 
Desde 1933 a empresa está aos cuidados da família Falcão Carneiro e é uma das poucas que estão em mãos portuguesas. A Wiese & Krohn é atualmente gerida pela terceira geração da família Falcão Carneiro. Os seus estoques de Vinho do Porto atingem mais de 5 milhões de litros e encontram-se alojados em seis caves em Vila Nova de Gaia e uma na Região Demarcada do Douro.
 
A empresa possui uma propriedade chamada Quinta do Retiro Novo, situada numa das zonas mais nobres do Douro - o vale do Rio Torto. Os vinhos procedentes desta área são famosos pela sua superior qualidade. Vintages, Late Bottled Vintages e Colheitas da nossa Casa são originários desta zona.
 
Mas chega de conversa e vamos ao líquido, o qual amadurece em barris de carvalho por 4 a 6 anos.
 
Visualmente apresentou cor rubi de média intensidade com reflexos granada e lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz aromas de frutas secas, especiarias, tabaco, café, mel e madeira. Em boca mostrou-se encorpado e com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Final de boca longo e harmonioso com a fruta seca e a notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Valdouro Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Weise & Kron
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 15°

quinta-feira, 9 de abril de 2015

5 Oros Crianza 2010

Gosta de vinhos espanhois? Se a sua resposta foi sim você deve experimentar o 5 Oros Crianza, um vinho composto pela mistura clássica de 3 uvas típicas espanholas: tempranillo, garnacha e graciano.
 
O vinho é elaborado pela Bodegas Isidro Milagro, a qual possui mais de uma década de dedicação aos vinhos e, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones.
 
A bodega tem vasto plantio de tempranillo, mas também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente, como o 5 Oros, que foi premiado com medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles em 2013.
 
5 Oros amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho, sendo que 50% do vinho em barricas de carvalho francês e 50% em barricas de carvalho americano, mais 6 meses em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhantes, com lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou boa complexidade de aromas, sendo a fruta madura o aroma mais evidente, seguido de notas florais (rosas), pimenta, alcaçuz, couro e delicado tostado. Em boca apresentou bom corpo, taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool sem agredir. Final de boca longo com o alcaçuz e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização desse belo riojano ficou por conta de um carré de cordeiro e batatas assadas no molho do carré.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Crianza
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo 65%, Garnacha 25% e Graciano 10%
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 31 de janeiro de 2015

Embocadero 2010, uma das melhores aquisições na casa dos 50 paus

Há mais de dois anos fiz uma viagem a trabalho para a capital paraibana e durante a minha estadia por lá fiz questão de dar uma passada pela loja da Gran Cru, uma bela loja, diga-se de passagem. Adquiri alguns rótulos e dentre eles estava o Embocadero, um espanhol campeão de vendas na cidade e que foi muito bem indicado pelo sommelier.
 
Guardei a garrafa na adega e quando ela estava quase esquecida por lá resolvi abrir e a primeira coisa que pensei foi: por que demorei tanto para abrir este vinho?
 
Considero-me um mero iniciante e aprendiz nesse vasto mundo do vinho, mas posso dizer, sem medo de errar que esse vinho é o melhor best buy e o melhor custo versus benefício até 50 paus disponível no mercado nacional.

O vinho é um varietal tempranillo produzido pela Bodega Cooperativa San Pedro Regalado, uma empresa de larga tradição fundada em 1958. A bodega está localizada próximo a vila de La Aguilera e possui parreiras centenárias, com a casta que dá origem ao Embocadero plantada em pequenas parcelas e que é colhida manualmente.

Elaborado na região de Ribera del Duero, considerada a jóia da coroa na Espanha, foi amadurecido por 14 meses em carvalho de origens distintas agregando cada qual uma característica diferente, além da maciez e singularidade.

Visualmente mostrou rubi escura com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz encantador, mostrando um bouquet rico e complexo cheio de notas aromáticas, onde destacam-se a geleia de amora, especiarias (pimenta, alcaçuz e nós-moscada), chocolate, madeira molhada, terra molhada e defumado. No paladar mostrou taninos potentes, porém aveludados e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetiu a complexidade aromática apresentou final de boca longo, macio e um gostinho de quero mais.
 
O vinho está pronto para ser bebido, mas ainda vai melhorar com mais alguns anos de guarda. Por isso eu vou em busca de outra garrafa da mesma safra.
 

O Rótulo

Vinho: Embocadero
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Bodega San Pedro Regalado
Graduação: 14%
Onde comprar: Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 92 RP

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um portuga tranquilo

Provamos mais um exemplar português, o Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um vinho macio, com bom equilíbrio e pronto para ser bebido, prozudido pela Herdade da Farizoa, uma das quintas do grupo Companhia das Quintas, que conta ainda com outras 4 quintas: Quinta da Fronteira, Quinta do Cardo, Quinta de Pancas e Quinta da Romeira.
 
A Companhia das Quintas foi fundada em 1999 e, desde então, dedica-se exclusivamente à produção e comercialização de vinhos, espumantes e bebidas de elevada qualidade. Também desenvolve, desde sua criação, um plano de elevado dinamismo e inovação por meio de uma forte aposta nas mais elevadas técnicas de viticultura e enologia, o que a tornou uma das maiores empresas do setor em Portugal, com cerca de 400 hectares de vinha.
 
Herdade da Farizoa tem origem desconhecida. Porém, sabe-se que no século XVIII e parte do XIX, a propriedade pertenceu a uma das muitas ordens religiosas que viriam a se extinguir no ano de 1854. A vinícola possui um conjunto antigo de edificações, destacando-se um convento no qual se encontram referências a um passado de tradição vitivinícola. Na Herdade da Farizoa, encontram-se algumas das castas mais representativas da região do Alentejo, como a aragonez, uma variedade de grande qualidade, rica em taninos e que produz vinhos frutados, e a trincadeira, uma das varietais mais antigas e utilizadas no Alentejo.
 
A Herdade da Farizoa tem uma área de 60 hectares e está localizada na freguesia da Terrugem, integrada na sub-região de Borba, uma das três que constituem a Região Demarcada do Alentejo. O terreno, ligeiramente acidentado, torna fácil o trabalho na vinha, permitindo a total mecanização de algumas operações. O clima da região é caracterizado por primaveras e verões muito quentes e secos. Os valores relativos à insolação são muito elevados, particularmente no trimestre que antecede as colheitas, contribuindo para a perfeita maturação das uvas e para a qualidade dos vinhos.


Vamos ao vinho: visualmente mostrou cor rubi intensa, brilhante e a presença de lágrimas finas e rápidas. No nariz rico em aromas de frutas vermelha (cereja e ameixa), seguido de notas de cacau, café, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos redondos e em equilíbrio com a acidez e o álcool, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo
Tipo: Tinto
Casta: Aragonez, Touriga Nacional, Syrah e Alfrocheiro
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Farizoa, Companhia das Quintas
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00 (R$ 50,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

José de Sousa V.R Alentejano 2010

Portugal definitivamente é um país produtor de vinhos que dificilmente vai te decepcionar, mesmo quando se fala nos vinhos mais simples, nos rótulos que você bebe no dia a dia.
 
O vinho José de Sousa V.R Alentejano é produzido por uma das mais tradicionais vinícolas portuguesas a José Maria da Fonseca, que vem produzindo vinhos há seis gerações e é a mesma que produz o famoso Periquita.
 
Este Alentejano é um corte das uvas Grand Noir, Trincadeira e Aragonez e tem 3 meses de passagem por barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com alo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz fruta negra madura, chocolate amargo, tabaco, notas de folha seca e terra molhada e leve aromas de tostado. Em boca mostrou corpo médio, taninos macios e boa acidez. Final de boca de média intensidade e com a fruta e o chocolate aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho simples e correto e que foi bem com uma pizza que eu e Fernanda compramos.

O Rótulo

Vinho: José de Sousa V.R Alentejano
Tipo: Tinto
Castas: Grand Noir (45%), Trincadeira (35%) e Aragonez (25%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: José Maria da Fonseca
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 29,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Polkura Syrah, um dos geniais vinhos do MOVI

Participamos na última segunda de mais uma edição do WINEBAR, um projeto pioneiro e inovador dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (Diário de Baco), em que vinhos são apresentados com a presença de produtores, importadores, enólogos e outros, em uma transmissão on line ao vivo.

A iniciativa tem crescido e atraído a atenção de muitos e quem ganha com isso somos nós, pois a cada dia tem ficado mais interativo e interessante.

No dia 24 eles foram para Santiago, no Chile para entrevistar a Angela Mochi (Attilio & Mochi) e o Sven Bruchfeld (Polkura), que falaram pra gente sobre  o MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile.

O MOVI é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilham da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

O programa foi dividido em três blocos: o primeiro falando sobre os vinhos MOVI do Novo Chile; o segundo falando dos MOVI Clássicos; e por fim no terceiro bloco dos MOVI The Old is the new "new" (traduzido pelo Gil Mesquita como velho de espírito novo, o que lhe rendeu uma garrafa de vinho) que resgata as regiões tradicionais do Chile com um ponto de vista do MOVI.

O primeiro vinho que degustamos foi o Polkura Syrah, o qual faz parte do tema do primeiro bloco: Novo Chile, que nasceu como conceito a partir dos últimos 25 anos, onde está reunida toda exploração da região costeira como Casa Blanca e Limari, por exemplo. Aqui também acrescenta-se a uva Syrah e tudo de novo que apareceu nestes últimos anos.

E a paixão pela Syrah é o que melhor define o conceito da natureza da Polkura. E esta história iniciou-se em 1998, quando o enólogo Sven Bruchfeld, junto com seu amigo e colega de universidade Gonzalo Muñoz, sonhavam com projetos futuros para realizar em conjunto. Gonzalo estudava na Espanha e Sven trabalhava durante as vindimas nas diferentes regiões vitivinícolas do mundo. Um certo dia eles conversavam no sul da França e enquanto degustavam um Syrah de estilo mediterrâneo em uma das bodegas locais junto com um saboroso cordeiro com menta e alí definiram que esta cepa seria a base do seu futuro vinho.

Quando retornaram ao Chile se puseram a buscar o lugar mais propício para desenvolver um vinhedo que pudesse maximizar a qualidade das uvas e desta forma conseguir o vinho que tinha em mente. E assim em 2001, encontraram o lugar que sonhavam. Uma propriedade abandonada em Marchigüe, zona umbicada no extremo ocidental do Vale de Colchagua e que cumpria os requisitos de solo e clima necessários para cumprir o sonho do vinho que queriam fazer. Atualmente são 12 hectares de plantações e a primeira vindima ocorreu em 2004.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra, brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta negra, toques florais, de pimenta seca, de minerais e tostado, tudo muito bem integrado. Na taça um vinho potente, estruturado com os taninos enchendo a boca e excelente acidez, que juntos com os 14,7% de álcool deixam o vinho gastronômico e com bom potencial para evoluir em garrafa. Final de boca longo, elegante e com a repetição das notas olfativas.

Por aqui Fernanda preparou, para escoltar o vinho, um belo lombo paulista recheado com queijos, salame e pimenta.

O Rótulo

Vinho: Polkura
Tipo: Tinto
Castas: Syrah 91%, Malbec 5%, Cabernet Sauvignon 2%, Grenache Noir 1%, Viognier 1%, Tempranillo 1%
Safra: 2010
País: Chile
Região: Marchigue, Colchagua Valley
Produtor: Polkura
Enólogo: Sven Bruchfeld
Graduação: 14,7%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 15º


Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Polkura através de seu importador no Brasil para degustação no WINEBAR.

sábado, 18 de outubro de 2014

"Infanticícido" do Cunha Martins Reserva 2011

Quando abrimos a garrafa do Cunha Martins Reserva 2011 o Crítico de Vinhos Rui Falcão logo disparou: acabamos de cometer um "infanticídio", uma referência a que o vinho ainda é jovem e que vai melhorar e muito com os anos em garrafa.
 
O vinho é produzido pela Quinta do Cerrado, um dos produtores mais antigos da Região do Dão. Trata-se de uma empresa familiar fundada em 1942 e que atualmente é administrada pela terceira geração da família Cunha Martins. Os seus mais de 60 anos de atividade são verdadeiro atestado de qualidade dos seus vinhos.
 
Localizada próxima à pequena aldeia de Oliveirinha, município de Carregal do Sal, a Quinta do Cerrado está integrada na Rota dos Vinhos do Dão, sendo possível visitar a sua bem equipada adega, os lagares de granito, as bonitas vinhas com as castas tradicionais da região e a charmosa casa rural.
 
O Cunha Martins Reservas é laborado a partir das castas Touriga-Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen, foi vinificado com maceração prolongada, o que lhe confere estrutura e longevidade e envelheceu por 8 meses em barricas de carvalho português.
 
Visualmente o vinho apresentou cor vermelha rubi intensa e brilhante. No nariz trouxe aromas de frutas vermelhas, jasmim, chá, Caramelo, baunilha toques sutis de tostado. Em boca apresentou-se encorpado, com taninos potentes e alta acidez. Vinho ainda jovem, equilibrado e com final de boca longo.
 
Não encontrei o preço em nenhum site, mas o vinho já recebeu duas vezes a medalha de Boa Compra da Revista de Vinhos e é o segundo o site é vinho Reserva de menor preço comercializado pela Adega Alentejana.
 
O Rótulo:

Vinho: Cunha Martins Reserva DOC
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional 40%, Tinta Roriz 30%, Alfrocheiro 10% e Jaen 20%
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Dão
Produtor: Quinta do Cerrado (Cunha Martins)
Enólogo: Célia Costa
Graduação: 13%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Passa Tinto 2011

Os vinhos portugueses, sejam eles produzidos com castas pouco conhecidas ou com as mais conhecidas por aqui, são sempre um encanto, a diversidade de estilos é capaz de agradar desde os iniciantes no mundo do vinho até os consumidores mais experientes e exigentes.
 
O vinho Passa Tinto, produzido pela Quinta do Passadouro é um rótulo capaz de agradar os mais variados paladares pelo seu equilíbrio, seus aromas sem excessos e seus taninos macios.
 
A Quinta do Passadouro está situada em pleno vale do rio Pinhão perto da aldeia de Vale de Mendiz e sua origem remonta ao Séc XVIII, surgindo referenciada no célebre mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Em 1991, Dieter Bohrmann, um empresário alemão apaixonado pelo Douro, decidiu comprá-la. Ele acreditava que com as uvas de alta qualidade do Douro, era possível não só produzir Vinho do Porto, mas também vinhos de mesa de gama alta. A sua idéia consistia em reservar alguns dos melhores lotes da produção com o objetivo de criar um vinho tinto de qualidade premium, como expressão máxima do que este terroir é capaz de oferecer.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e brilhante, com lágrimas abundantes e lentas. No nariz aromas de ameixa e violeta são seguidos por notas tostadas, tudo muito integrado. Em boca mostrou taninos macios, certa untuosidade e boa acidez. Final de boca longo com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo:

Vinho: Passa
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional - 40%, Touriga Franca - 45% e Tinta Roriz - 15%
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Graduação: 14%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

sábado, 12 de julho de 2014

Portas da Herdade Tinto 2012

Há pouco mais de um mês degustei com Fernanda o Portas da Herdade tinto, um vinho português simples, porém correto e equilibrado. Na realidade o rótulo faz parte daqueles vinhos que você compra sem esperar muita coisa e termina tendo uma surpresa, pois por R$ 23,00 não se imagina encontrar um vinho tão harmonioso como foi o caso deste.
 
O vinho é produzido pela Herdade da Farizoa, que está localizada na freguesia da Terrugem, concelho de Elvas e encontra-se integrada na sub-região de Borba, uma das três que constituem a Região Demarcada do Alentejo.
 
Na Herdade da Farizoa são encontradas algumas das castas mais representativas da região do Alentejo: Aragonez que é uma variedade de grande qualidade, rica em taninos e que produz vinhos frutados (cereja, e amoras), carregados de cor e aromáticos e Trincadeira que é uma das varietais mais antigas e utilizadas no Alentejo, cujas condições áridas permitem produzir tintos poderosos e ricos, com fruta vermelha e notas florais e de ervas verdes.
 
Visualmente mostrou cor rubi intensa e brilhante, com lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas predomina a fruta fresca, leve toque de ervas aromáticas e de especiarias. Em boca mostrou corpo médio, com taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca de média intensidade.
 
Vinho jovem e muito honesto, com um excelente custo versus benefício.
 
O Rótulo

Vinho: Portas da Herdade
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira e Alicante
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Companhia das Quintas S.A (Herdade da Farizoa)
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço: R$ 23,00
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Melhor o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 com Nachos que o jogo azedo

Dando continuidade a brincadeira em dias de jogos do Brasil na primeira fase da copa do mundo eu, Fernanda, Juberlan, Marcílio e Rejane abrimos o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 e para acompanhar Fernanda preparou nachos e foi o que valeu na tarde de ontem, pois o jogo foi bem azedo. 
 
Vinho é um corte de 11 uvas, como um time de futebol, uma bela jogada de marketing e que conquistou a FIFA. Um pouco da história deste vinho pode ser encontrada em outra postagem, na qual comentei sobre a safra de 2012.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi escura com lágrimas densas e lentas. No nariz notas de fruta vermelha madura, violetas, tostado e um interessante aroma de madeira envernizada (como os antigos móveis de mogno), percebido pelo Juberlan. Em boca mostrou corpo médio com taninos leves e bom frescor. Final de boca de média intensidade e com a fruta e os tostado aparecendo no retrogosto.
 
O Faces tinto é um vinho tranquilo e mais uma vez mostrou bom equilíbrio, a harmonização não foi das melhores, mas foi melhor que o jogo entre o Brasil e o México.
 
Agora nos resta o último jogo, que pode ser melhor, pois enfrentaremos uma seleção já desclassificada. Mas, mesmo que o jogo não dê liga, uma coisa é certa, aqui vai ter vinho.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 49,00 (Este, R$ 32,00 na Wine)
Temperatura de serviço: 15º

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Paulo Laureano Tradições Antigas Talha 2011

Os vinhos da Paulo Laureano Vinus dispensam apresentações e já perdi a conta de quantos rótulos deste produtor já passaram por aqui. Mas, nunca é demais repetir  duas marcas registradas da vinícola: a primeira é o uso exclusivo de castas autóctones e a segunda é buscar a tradição na produção de alguns de seus rótulos, como é o caso do Paulo Laureano Tradições Antigas Talha, em que poucas garrafas são produzidas e algumas são comercializadas em pequenas talhas.
 
A versão deste vinho que é distribuida em garrafa já passou aqui pelo blog e na postagem eu contei um pouco da história do mesmo: relembre.
 
O vinho vendido na talha é uma antiga paixão. Desde que eu e Fernanda conversamos com o Paulo Laureano, há dois anos, buscávamos adquirir uma talha, com a safra de 2010 não tivemos êxito, contudo no início do ano encontramos a safra de 2011 e resolvemos trazer uma, das 4000 produzidas, pra casa.
 
O vinho foi produzido utilizando as mesmas técnicas que os romanos utilizavam há 2.000 atrás. O Desengace (separação das uvas do cacho) foi realizado  num “ripanso” e a fermentação em talhas de barro, durante 10 dias. Filtração inicial através da “balsa”, estágio em depósito de inox e engarrafamento outubro de 2012.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi escura, intensa e brilhante. No nariz aromas intensos de frutos negros, notas de especiarias (pimenta e canela), terrosas e balsâmicas. Em boca taninos redondos e elegantes, excelente acidez e álcool sobrando um pouco, mas sem comprometer. Final de boca longo com a fruta e o balsâmico aparecendo no retrogosto.

Vinho com um preço acima do que estou acostumado a pagar, mas que vale pela sua elegância e pelo ritual de se degustar uma néctar produzido e armazenado como há dois milênios.

Degustado na companhia de Fernanda, meus pais, minha irmã e cunhado e os amigos Juberlan e Rejane. A harmonização ficou por conta de uma bela focaccia rechegada preparada por Fernanda. 
 
O Rótulo

Vinho: Paulo Laureano Tradições Antigas Talha
Tipo: Tinto
Castas: Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez, Tinta Grossa e Trincadeira
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Enólogo: Paulo Laureano
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º