terça-feira, 1 de março de 2016

Vale Europeu entra na rota da uva e do vinho em SC

Os parreirais não são maioria na paisagem do Vale do Itajaí, mas a herança dos imigrantes italianos faz com que a cerveja germânica divida espaço com outra bebida tradicional: o vinho, que não apenas resiste, mas é o protagonista em vários municípios da região. Com produção significativa no Estado – 12,5 milhões de litros na safra 2014-2015, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Vinhos de Santa Catarina, o Sindivinho –, o setor busca aumentar o faturamento com o enoturismo. Para impulsionar a atividade, o governador Raimundo Colombo sancionou em janeiro a criação da Rota Catarinense da Uva e do Vinho, um roteiro que cruza o Estado pelas regiões produtoras da fruta e da bebida e orienta os turistas que querem explorar a vitivinicultura (cultivo das vinhas e fabricação do vinho).


O site da Santur divulga um roteiro com 15 cidades e entre elas estão três do Vale Europeu: Rio do Sul, Rodeio e Nova Trento. As duas primeiras têm a indicação de uma vinícola para ser visitada, já em Nova Trento são três as recomendadas. Além das empresas indicadas na rota, o Vale também tem outras em municípios próximos de Blumenau, como Ascurra.

Apesar de estar em vigor desde 15 de janeiro, a rota ainda não é conhecida por todos os vinicultores e a indicação pegou alguns de surpresa. Vili Valiati, proprietário da Agroindústria e Vinícola Valiati, em Rio do Sul, não sabia que a rota existia e, tampouco, que indicava a sua empresa como ponto de visitação. Mas acredita que a ação deve impulsionar o mercado produtor de vinho:

– Na verdade soube por vocês, ainda não tive tempo de me inteirar sobre essa rota, mas o fato é que não teve ninguém aqui falando conosco. É complicado porque eu ainda não tenho estrutura pra receber turistas, mas se alguém chegar aqui a gente vai mostrar o que tem, o nosso processo de produção.

A agroindústria de Vili é a primeira do Estado a produzir vinhos e sucos de uva orgânicos com certificação do Instituto Biodinâmico (IBD). A estrutura é simples e a produção, familiar. A esposa, Sheila Valiati, é quem toca o projeto de investir no turismo.

– Temos um bom espaço aqui e um produto diferenciado. Nossa ideia é construir um local que tenha um ponto de venda, talvez um café colonial, que é algo que também não tem aqui na nossa região. Penso que é uma coisa para daqui uns dois anos – calcula Sheila

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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