sexta-feira, 10 de maio de 2013

A diferença entre o vinho frisante e o espumante

Por Renato Pujol

A diferença entre o vinho frisante e o espumante é um questionamento comum para os iniciantes nométodos de vinificação.
mundo do vinho. E o primeiro passo para entendê-la é conhecer como se produz um vinho, para depois entender como funciona os diferentes
 
A fermentação alcoólica é um conjunto de reações provocadas por micro-organismos, as leveduras, que atacam a glicose e a frutose contidas no mosto transformando-os em álcool e gás carbônico.
 
Para se produzir um espumante ou um frisante, precisamos de gás carbônico (borbulhas) e esse gás tem de ser obtido de maneira natural. Agora vamos às características de cada um desses vinhos:
 
Espumante
 
Os espumantes são produzidos através de duas fermentações, a primeira que chamamos de vinho base, aonde a fermentação vai até o final. Ou seja, o vinho fica seco e sem gás carbônico e a segunda é quando se obtém esse gás (as borbulhas).
 
Para isso, existem dois processos, Champenoise (também conhecido como Tradicional ou Clássico) e Charmat:
 
 - O método champenoise é aquele onde a 2ª fermentação do vinho base ocorre dentro da própria garrafa.
 
- O método charmat já passa por uma produção um pouco diferente, fazendo com que o vinho base realize sua segunda fermentação em tanques de aço inox.
 
- No final, os dois métodos recebem uma mistura que se chama Liqueur d`expédition (Licor de expedição), que é responsável em fazer a classificação deste espumante, sendo brut ou demi sec.
 
Frisante
 
- Trata-se de uma fermentação sem vinho base, sem licor de tiragem e sem licor de expedição.
 
- Ou seja, como não tem vinho base, tanto a fermentação alcoólica quanto a toma de espuma ocorrem no mesmo processo.
 
- Nos vinhos frisantes o método de obtenção das bolhas pode ser tanto natural como artificial.
 
Por essas diferenças no método de produção, o vinho frisante sempre terá menor nível de gás carbônico em relação ao espumante. Ou seja, o vinho frisante é menos gaseificado e tem menos espuma do que um espumante.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Espumante das índias

A francesa Moet Hennessy anunciou há poucos dias que irá lançar no mercado um espumante elaborado na Índia, na região noroeste de Mumbai. Em 2011 foram plantados 19 hectares de Pinot Noir, Chenin Blanc e Chardonnay para a produção.
 
"A data exata do lançamento dos nossos vinhos ainda não foi confirmada, mas sei que as primeiras garrafas serão vendidas no final desse ano", afirmou Cathryn Boudiak, gerente da marca. A vinícola - que só deve ficar pronta em 2014 - terá capacidade para produzir 50 mil caixas de vinho por ano.
 
De acordo com a IWSR (International Wine & Spirt Research), o mercado indiano de espumantes está em crescimento, embora a partir de uma base pequena, de apenas 4% da fatia de mercado. "Em 2012, quase 100 mil caixas de vinho foram vendidas, um crescimento de 24% em relação ao ano anterior", comentou Alastair Smith, diretor do instituto.
 
Para os profissionais da indústria vinícola, a expectativa é que o mercado cresça significativamente nos próximos anos, uma vez que, num país com 1,5 bilhão de pessoas, sempre há motivos para comemorações. Nessa onda, a Moet Hennessy espera emplacar seus vinhos por serem de produção interna. "Champagne é muito caro e espumantes como Prosecco e Cava não são conhecidos na Índia, então, a produção doméstica terá bastante força", explicou o escritor indiano Magandeep Singh.
 
Fonte: Revista Adega.

Livros para Degustar - Parte III

Por Carolina Almeida

 
Quem se interessa não só pelo vinho, mas pela gastronomia em geral, deve ler "De caçador a gourmet" (24), de Ariovaldo Franco. O livro trata da história da civilização por meio de sua alimentação, mostrando o comportamento desde o homem das cavernas até o século XX. Franco ainda aborda os rituais que cercam o alimento e como a gastronomia foi se desenvolvendo ao longo dos anos.
 
No Brasil, onde o vinho ainda pode ser visto como um broto, se comparado com grandes pólos como França, os livros nacionais a respeito do assunto são poucos. Mas vale a pena conferir a obra de Carlos Cabral, "A Presença do Vinho no Brasil" (25). A partir de documentos históricos, o enófilo mostra as raízes da vinicultura brasileira; como, quando, por que e até onde o brasileiro consumiu, produziu e comercializou o vinho.
 
O publisher de ADEGA, Christian Burgos, sugere também outro título de Cabral. "A mesa e a diplomacia brasileira: O Pão e o Vinho da Concórdia" (26), que registra a história da diplomática brasileira, desde o final do 2º Império até os nossos dias. No livro, Cabral conta como o Brasil recebe seus convidados em banquetes, quais refeições serviu a Embaixada em Londres, o que o Príncipe de Gales degustou em São Paulo, em 1934, o que comeu e bebeu Walt Disney, e a descrição em detalhes dos vinhos servidos ao presidente Eisenhower, além de revelar curiosidades sobre o formato do serviço diplomático e a atual preferência por vinhos e comidas típicas nacionais.
 
Compilações de fatos e curiosidades relacionados ao vinho ajudam a entender como esta bebida influenciou a história da humanidade desde os primórdios até os dias atuais.
 
Por falar em Cabral, o autor acha imprescindível a leitura de clássicos como "Tintos e Brancos" e "A História do Vinho", para citar um nacional e um estrangeiro. "O livro do Amarante [Os Segredos do Vinho] também é essencial", comenta. Mas para quem está começando nesta área e quer aprender as coisas básicas, ele indica "Iniciação à Enologia" (27), de Aristides de Oliveira Pacheco. O livro dá subsídios para o aprofundamento dos estudos e uma boa escolha num mercado vasto e cheio de opções como o de hoje.
 
Como a proximidade de Brasil e Portugal, tanto no vinho quanto em outros assuntos, é grande, uma boa opção, dada por Ricardo Castilho, diretor editorial da revista Prazeres da Mesa, é o livro "Memórias do Vinho" (28), de Maria João de Almeida e Paulo Laureano. Ela jornalista, ele um dos melhores enólogos do mundo. A narrativa conta a história de 20 propriedades com produção vinícola, inseridas no contexto político, social e econômico da época - e das famílias que viveram e investiram nelas.
 
Portugal também é cenário do livro de Marcelo Copello, colaborador da revista Gosto, "Os sabores do Douro e do Minho" (29). Nele, Copello fala um pouco sobre história, culinária e roteiros turísticos, além de, é claro, explicar porque o Douro vai além do Porto, e a razão pela qual o Vinho Verde se tornou uma bebida tão notória.
 
Já a região de Champagne mereceu os olhares de Aguinaldo Záckia Albert com seu livro "Borbulhas - Tudo sobre Champagne e Espumantes" (30). Esta obra, que ganhou prêmio como a melhor de 2009 no tópico "educação do vinho" pelo prestigiado "Gourmand World Cookbook Awards", se propõe a contar tudo o que importa saber sobre os espumantes em geral, tanto do Velho quanto do Novo Mundo, além de discorrer sobre seu engarrafamento, suas safras e a harmonização com a comida.
 
Outros
 
Saindo destes dois universos, tão necessários para quem quer mergulhar de cabeça no vinho e em suas propriedades, Castilho indica o "Wine People" (31), de Stephen Brook. "Neste livro, o autor mostra quem é quem no mundo do vinho. Quem são os principais enólogos, críticos, vinhateiros e homens de negócios do vinho. Perfis muito bem escritos", conta o diretor editorial da Prazeres da Mesa.
 
Também em relação ao famosos (mas desta vez não do vinho) está o "Bebendo estrelas: Histórias e Receitas" (32), do crítico de cinema Rubens Ewald Filho e da jornalista Nilu Lebert. Nele, são apresentados diversos filmes que exploram o universo das bebidas e da boa mesa. A obra traz informações e curiosidades envolvendo grandes atores e diretores, como o "Martini" de James Bond, o "Manhattan" de Sex and the City ou os vinhos de Sideways, por exemplo.
 
Para os curiosos, o livro "110 Curiosidades sobre o Mundo dos Vinhos" (33), de Euclides Penedo Borges, parece ter caído do céu. O autor tem a resposta para algumas das perguntas que qualquer enófilo se faz ao longo da vida: sobre o amargor no vinho; a origem do aroma e do sabor da baunilha, do caramelo e da framboesa; a elaboração do vinho fortificado e do jerez; além de lendas, mitos e acontecimentos imprevistos que geraram vinhos maravilhosos.
 
Para finalizar, numa outra vertente, mais clássica e poética, está o livro "A Alma do Vinho" (34), da Editora Globo, que reúne as mais nobres poesias sobre a bebida, que esteve presente na maioria - senão em todos - os momentos históricos mais marcantes. A coleção conta com obras-primas de Voltaire, Gil Vicente, Balzac e Maupassant.
 
Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vinho boliviano tenta conquistar mercado internacional


 
Produzido com uvas cultivadas a 1.850 metros acima do nível do mar, os vinhos de Tarija buscam espaço entre as melhores produtoras do planeta.
 
Fonte: Veja


França leiloa vinhos da adega presidencial

Mais de mil vinhos da adega da residência oficial do presidente francês devem ir a leilão em Paris no final deste mês, segundo a casa de leilões Drouot.

O objetivo é arrecadar cerca de 250.000 euros (R$ 659.000) para uma reforma do Palácio do Eliseu.
 
No total, serão colocados à venda 1.200 garrafas, que correspondem a 10% da adega do palácio presidencial. Os valores estimados dos vinhos vão de 15 euros (R$ 39) a 2.200 euros (R$ 5.806) - no caso, um Petrus 1990. Todos são vinhos franceses - principalmente da Borgonha e Bordeaux.
 
"São vinhos usados em jantares e recepções da Presidência", explicou um porta-voz da Drouot à agência de notícias Reuters.
 
Testes teriam sido feitos para comprovar que todos os vinhos em leilão podem ser consumidos imediatamente após a compra.
 
A adega presidencial foi criada em 1947 e os vinhos vendidos serão substituídos por vinhos mais baratos. Lucros remanescentes da venda serão remetidos aos cofres do Estado.
 
Em março, o governo britânico também anunciou a venda de alguns de seus vinhos franceses vintage como parte de uma operação para racionalizar seus gastos.
 
Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Que notas de degustação são essas?

Uma pesquisa realizada pela One Poll, do Reino Unido, concluiu que mais da metade dos entrevistados não compreendem o conteúdo das notas de degustação dos vinhos. No total, 55% manifestaram que as descrições não ajudam a entender as características do vinho.
 
 
De acordo com a pesquisa, que contou com a participação de mil adultos, os consumidores do Reino Unido pensam que as descrições são mais "pomposas" do que úteis. Cerca de dois terços dos participantes disseram que nunca percebem os mesmos aromas do vinho que sugere o rótulo, e apenas 9% afirmaram olhar as críticas antes de escolher uma garrafa.
 
Há alguns términos, porém, que são úteis para os consumidores. Entre os mais elogiados estão, por exemplo, "fresco", "suave", "ácido", "aveludado" e "terroso", enquanto as menos úteis foram "estrutura firme", "língua impactante" e "inquietante".
 
Além disso, sete em cada dez pessoas responderam que dizer o sabor de uma fruta é a melhor maneira de descrever um vinho e que é muito útil quando se recomenda uma harmonização. Por fim, quase a metade dos entrevistados disseram que as descrições do vinho poderiam melhorar com términos e comparações mais modernas.
 
Fonte: Revista Adega

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Salentein Reserve Malbec 2010 #cbe #malbecworldday

A Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE chega a sua octogésima edição e este é o décimo sétimo vinho que degusto para a única e mais antiga confraria virtual. Este mês o tema não foi escolhido por nenhum dos Confrades, mas meio que por um consenso em virtude dos vinhos enviados pela Wines of Argentina para comemoração do Malbec World Day.
 
O rótulo que degustei (Salentein Reserve Malbec 2010) também foi enviado pela Wines of Argentina, o quarto, tendo os outros três sido degustados para o Wine Bar no dia Mundial da Malbec, para conferir as impressões sobre eles clique aqui.
 
O Salentein é produzido pela Bodegas Salentein, situada na mais tradicional região vitivinícola Argentina: Mendoza. A bodega está situada em uma área que foi palco de inúmeras proezas e façanhas, tanto do povo indígena como das missões jesuítas. A Finca San Pablo, uma das propriedades da empresa, tem uma rica história que remota para o início do século XVIII.

A Bodega está localizada  a uma altura de 1200 metros, no centro dos vinhedos. Foram preservados mais de 49 hectares de habitat desértico autóctone e fazem parte da paisagem da bodega, que também realiza um cultivo sustentável.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea bem intensa e brilhante, lágrimas em boa quantidade e escorreram lentamente pelas paredes da taça. No nariz mostrou aromas de ameixa, amora, caramelo, tabaco e intensas notas de tostados, proveniente dos 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês. Em boca repetiu toda intensidade do nariz, acrescido de um apimentado intenso; bom corpo com taninos carnudos e boa acidez, mas com os 14,5% de álcool sobrando um pouco, mas que deram potência suficiente para acompanhar uma picanha ao forno. Final de boca seco de boa intensidade com notas adocicadas (caramelo) e de tostado aparecedo no retrogosto, sem esquecer de intensa nota picante, que junto com a madeira foram as características mais marcentes do vinho.
 
Um belo vinho, daqueles que pedem uma boa carne para acompanhar, um típico malbecão mendoncino, que fechou bem as comemorações do Malbec World Day 20013.

O Rótulo

Vinho: Salentein Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Vale Uco, Mendonza
Produtor:  Bodegas Salentein
Enólogo: José Galante
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Zahil
Preço médio: R$ 70,00 (Este foi enviado pela Wines of Argentina).
Temperatura de serviço: 16º - 18º
Pontuações: 90 pts - Descorchados