sábado, 30 de junho de 2012

Pacato 2009

Estava outro dia em uma loja de bebidas e bati o olho em uma garrafa de vinho, o rótulo e o nome me chamaram a atenção: cores em harmonia assim como nome do vinho e imagem estampada no rótulo, o vinho - Pacato Tinto 2009, mas esse aí estava pacato apenas no nome... Errei no olho e na mão...

O vinho mostrou uma cor vermelho rubi, com halo violáceo e lágrimas finas e lentas. No nariz apresentou aroma de frutas vermelhas maduras, com um discreto toque de pimenta e café. Em boca apesar de taninos macios o que me vem a mente quando lembro do vinho é a acidez bem marcada e pronunciada, que só aumentou com o tempo, nem a aeração foi capaz de diminuir a acidez; fato este que me fez deixar a garrfa de lado após duas taças... Não agradou, quem sabe outra safra...

Do vinho degustei 2 taças e o que ficou? Dor... meu estômago, que dificilmente reclama, não aguentou e reclamou com uma dor de cabeça na fronte por umas 3 horas... E Fernanda, que já tem problemas de estômago, não aguentou mais que 150ml...

O Rótulo

Vinho: Pacato
Castas: Trincadeira e Syrah
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade Monte da Cal
Graduação: 13%
Onde Comprar: DLP
Preço Médio: R$ 27,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

Já pensou encontrar uma adega de 2000 mil anos embaixo de sua casa?

A casa que hoje abriga o Museu de Vinho de Ronda, na Espanha, foi uma adega romana há 2 mil anos atrás. Sergio Flores, depois te todos os boatos que ouviu de seus vizinhos decidiu investigar e encontrou a adega embaixo da casa.

Sergio Flores é o idealizador do museu e enquanto preparava o lugar para inauguração ouviu muitas histórias de seus vizinhos, sobre uma adega subterrânea em algum lugar do terreno.


Sergio então passou e procurar a adega que tanto falavam. Depois de encontrada, as escavações arqueológicas descobriram a adega de cerca de 2 mil anos, segundo as informações. Também foram encontradas algumas moedas, enviadas ao museu municipal.

Para criar acesso ao seu interior foi construída uma pequena escada que leva ao pequeno espaço de temperatura constante. Esse era um dos grandes objetivos desse tipo de lugar, manter a temperatura constante entre 12 e 14 graus, para conservar os vinhos.

A antiga adega foi aberta para visitação, junto com o resto do museu, que agora é um dos maiores pontos de visitas da cidade.

Fonte: Revista Adega

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte III

Dando continuidade as nossas postagens sobre o mapa mundial do vinho iremos falar hoje sobre Itália, país velho mundo e que é o terceiro maior produtor de vinho.

Itália

O terceiro produtor de vinhos do mundo. Chamada pelos gregos de Enotria (Terra do Vinho), a Itália se destaca por sua identidade e variedade. Todas as regiões do País são próprias para o cultivo, com mais de 1 milhão de vinicultores e vinhedos. Uvas nativas, como Sangiovese, Barbera e Nebbiolo, entre centenas de outras, resultam em vinhos de grande tipicidade e boa acidez, que se valorizam quando acompanhados de gastronomia local. São famosos os seus Chianti, Brunello de Montalcino, Barolos, Proseccos. Na Década de 80, rótulos produzidos com o uso da Cabernet Sauvignon, os chamados supertoscanos, tiveram reconhecimento da crítica mundial e foram sucesso de vendas.
A imagem de seus vinhos, prejudicada por anos de produção em massa e baixa qualidade, inverteu-se e, hoje em dia, vive-se um retorno aos tintos, brancos e espumantes de qualidade, produzidos com cepas nativas.


Principais Regiões

Noroeste (Piemonte, Lombardia), Nordeste (Vêneto), Centro (Toscana, Umbria e arredores) e Sul e Ilhas (Puglia, Silicia e Sardenha).

Piemonte, Lombardia e Emilia-Romagna

Localizada aos pés dos Alpes, no noroeste da Itália, o Piemonte é responsável por um dos mais desejados vinhos da bota, os Barolos. As uvas (predominância das tintas) são cultivadas nas encostas, o que rendem boa drenagem e exposição ao sol. As regiões vinícolas mais conhecidas são Barolo, Barbaresco, que são compostas das DOCs de Alba e Asti e Langue, este o centro nervoso de Piemonte. A Lombardia é responsável por bons espumantes da região de Franciacorta. Já a Emilia é mais conhecida entre nós pelos Lambruscos, um tinto fácil e frisante.

Principais uvas: Tintas -  Nebbiolo (produz o Barolo), barbera e dolcetto. Brancas - Arneis, moscato (Espumante Asti), cortese.

Os espumantes da Franciacorta seguem regulamentação rigorosa e são elaborados pelo método tradicional, e muitas vezes são confundidos com champagnes franceses.

O Barolo é intenso, complexo e persistente, por isso deve ser evitado quando novo, quando é impenetrável.

Apesar de a uva Nebbiolo ser a variedade mais usada nos principais vinhos de Piemonte, a Barbera ocupa metade da plantação da região.

Veneto, Friuli e Trentino

Os famosos Soave, Valpolicella e Bardolino são produtos típicos da região, próximo de Vêneto, assim como os Prosecco. Do Friuli, chegam ótimos brancos e espumantes.

Principais uvas: Tintas - Corvina, rondinella, molinara, cabernet sauvignon, cabernet franc e merlot. Brancas - Chardonnay, garganeca, pino bianco, pino grigio, prosecco e trebbiano.

Prosecco é o nome de uma uva branca responsável por um espumante que leva seu nome no rótulo. Muita gente acredita ser uma região da Itália.

Toscana

A Toscana é famosa no mundo inteiro pelos vinhos Chianti (produzidos entre Florença e Sienna) e pelos tintos Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano (mais distantes de Florença), além da renovação que representaram nos anos 80 os "supertoscanos", elaborados com uvas cabernet sauvignon, cabernet franc e em alguns casos com a sangiovese (os mais famosos podem ser identificados pelos rótulos terminados em aia: Sassicaia, Ornellaia, etc.). Ainda da região o famoso vinho de sobremesa, o Vin Santo.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, brunello (uva clone da sangiovese), prugnollo (também clone da sangiovese), canaiolo nero, merlot e montepulciano. Brancas - Trebiano toscano, canaiolo, vernaccia, vermentino.

Uma boa referência para escolher rótulos Chianti DOC e GOGC (denominação de origem controlada e garantida) é o símbolo do galo preto que indica a procedência impresso na cápsula que envolve o gargalo da garrafa.

Os chamados "supertoscanos", apesar do preço e sucesso mundial, oficialmente são classificados de vino de tavola, pois não usam só variedades nativas, como a sangiovese.

Um Brunello não pode ser comercializado antes de 5 anos, 2 dos quais  envelhecidos em barricas de carvalho. Já o Rosso de Montalcino DOC pode ser vendido após 1 ano de guarda em barricas.

Le Marche, Umbria, Lazio e Abruzzo

Situada na área central da Itália, entre o Mar Adriático e a cadeia de Apeninos, esta região responde por grande parte da produção de vinhos italianos. Há desde brancos secos de Orvieto (Úmbria), os frescos Frescati da Lazio até os tintos de maior volume, como os da região de Abruzzo, quinta maior produtora da Bota.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, montepulciano, canaiolo, sagrantino, cabernet sauvignon, merlot. Brancas - Trebbiano, trebbiano d'abruzzo, falanghina, malvasia, grechetto, sauvignon blanc e verdicchio.

Diz-se que os irmãos franciscanos de Assis iniciaram o cultivo da uva Sagrantino, que na grafia alternativa sacrantino significa vinho de missa.

Sul e Silícia

A maior parte da produção do Sul é consumida na própria região. Nos últimos anos há uma abertura ao mercado internacional e bons rótulos da Puglia e da Campanha começam a aparecer. Já a Sicília, reconhecida pelo seu vinho fortificado Marsala, também produz o campeão de vendas: Corvo.

Principais uvas: Tintas - Nero d'avola, primitivo, aglianico, negroamaro e sangiovese. Brancas - Catarrato, grillo, damaschino e inzolia (composição do Marsala), bombino bianco, verdeca, chardonnay e fiano.

Pouco conhecidos, os tintos da cepa aglianico, da Puglia e da Campanha são carnudos e intensos; merecem ser conhecidos.

Fonte: Veja.com

sábado, 23 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Quinta da Chocapalha

A Quinta de Chocapalha está situada nas colinas ensolaradas da Região Demarcada de Lisboa, mais precisamente próxima à histórica Aldeia Galega da Merceana, município de Alenquer, a 45 Km da capital portuguesa. Esta quinta é referida desde o séc. XVI pelas suas excelentes vinhas e vinhos. Pertenceu desde os começos do séc. XIX a Constantino O`Neil, que mais tarde doou a Diogo Duff, ilustre fidalgo escocês muito estimado de El-Rei D. João VI que o condecorou com a comenda de «Torre e Espada».

 A Quinta permaneceu na posse da família Duff até à década de oitenta do século passado, altura em que foi adquirida por Alice e Paulo Tavares da Silva, pais da enóloga Sandra Tavares da Silva. A partir dessa data profundas benfeitorias nos 45 hectares de vinhas e novas técnicas de cultivo foram introduzidas na Quinta de Chocapalha, continuando-se assim as antigas tradições desta quinta vinhateira, sempre em busca de uma melhoria das qualidades e prestígio dos seus vinhos.

Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos.

A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A Adega atual ficou pequena e está equipada com 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi concluída e iniciou seu funcionamento em novembro de 2011. Muito bem equipada, mas respeitando as tradições desta quinta. O número de lagares com pisa a pé foi ampliado de 2 para 4.

A quinta produz os vinhos Quinta da Chocapalha Branco, Quinta da Chocapalha Arinto, Vinha da Palha Tinto, Quinta da Chocapalha Tinto, Chocapalha Reserva Tinto e CH By Chocapalha Tinto. Dentre eles só deixamos de degustar o Vinha da Palha Tinto 2008.

Quinta Chocapalha Branco 2009

Trata-se de um corte das uvas Viosinho e Arinto. Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem clara. No nariz mostrou aroma de floras e frutas brancas. Em boca mostrou-se intensos, com boa acidez e uma boa persistência. Final de boca bem agradável com a presença do frutado. Deste vinho foram produzidas apenas 3200 garrafas.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas: 71% Viosinho e 29% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 49,00
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 89 Wine Enthusiast

Quinta da Chocapalha Arinto 2009

O vinho mostrou uma cor amarela bem clara e brilhante. No nariz um mix de notas de frutas brancas e notas minerais. Em boca mostrou-se muito fresco e com acidez na medida, com bom equilíbrio. Uma boa pedida para os nossos dias quentes.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas:  100% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 88 RP



Quinta da Chocapalha Tinto 2007

Um vinho muito gastronômico com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês de segunda e terceira utilização.

Visualmente mostrou uma bela cor granada, com lágrimas finas e abundantes, com sinais de evolução. Um bouquet muito intenso, com notas de frutas escuras madura. Em boca mostrou muito potente e estruturado, com bom equilíbrio entre taninos, acidez e álcool; madeira aparecendo, mas sem agredir. Final de boca com a fruta aparecendo e mostrando uma longa persistência.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas: 30% Castelão, 30% Tinta Roriz, 20% Touriga Nacional, 15% Syrah e 5% Alicante Bouschet
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

Chocapalha Reserva Tinto 2007

Um vinho com estágio de 20 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Deste vinho foram produzidas apenas 6800 garrafas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa, com reflexos violetas, com lágrimas grossas e lentas, sem sinais de evolução. No nariz a madeira aparece em evidência, seguido de aromas de furta vermelha madura e delicadas notas florais. Em boca mostra muita potência e concentração, com a madeira aparecendo bem forte; taninos maduros e bem integrados ao álcool e a acidez. Um vinho muito encorpado, com a madeira incomodando um pouco, mas com grande potencial de guarda, pelo menos mais 5 anos.


O Rótulo

Vinho: Chocapalha Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  30% Tinta Roriz, 55% Touriga Nacional e 15% Syrah
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de Serviço: 16 graus
Pontuações: 92 Winr Enthusiast; Medalha de Bronze  Decanter World Wine Awards


CH by Chocapalha Tinto 2008

Vinho 100% Touriga Nacional com 22 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e reflexos violáceos, com lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas intensos e com boa integração entre a madeira e os aromas de frutas vermelhas maduras. Em boca repetiu a fruta e a madeira, mostrou taninos maduros e bem equilibrados com álcool. Outro exemplar da Quinta da Chocapalha grande potencial de guarda.


O Rótulo

Vinho: CH by Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas:  100% Touriga Nacional
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 16 graus





Fontes: Adega Alentejana e Notas pessoais de degustação

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Espumante Pol Clément Brut para Brindar ao Amor

Eu e Fernanda saímos para comemorar o dia dos namorados e nossa primeira opção foi o La Plage, ou melhor, o La Vague Crepes e Saladas e, graça a Deus não tivemos que esperar mais que 10 minutos, um verdadeiro achado nesse dia de restaurantes lotados e com tempo médio de espera em 1h ou mais.

O La Vague é uma casa de decoração agradável e a meia luz torna o ambiente mais aconchegante e com um ar de romantismo bucólico. O Restaurante possui um cardápio com boas e variadas opções de crepes doces e salgados, além de saladas para os mais lights.

Para iniciar escolhemos tábua de frios com torradas da casa, uma opção simples, mas com opções muito saborosas e em seguida pedimos dois crepes de camarão, queijo gruyère, alface, geleia de damasco e tiras/lascas de amêndoas, um verdadeiro primor. E para harmonizar escolhemos o espumante francês Pol Clémente Brut.

O crepe que escolhemos dispensa comentários, é muito saboroso e caiu muito bem com o espumante que escolhemos para brindar ao amor em mais um dia dos namorados juntos.

O Pol Clément Brut é produzido por uma empresa reputada como uma das precursoras no desenvolvimento do mercado francês de vinhos espumantes e que hoje conta com uma produção superior a 80 milhões de garrafas ao ano, a Française De Grands Vins - CFGV, que  é a maior produtora de Espumanres da França, com presença em mais de 50 países ao redor do globo.

O Pol Clémente Brut  é elaborado através do método Charmat e mostrou uma cor amarelo palha bem clara, com boa espuma e perlage, sendo a última muito fugaz. No nariz aromas de frutas brancas como a maça verde, com leve toque de pão tostado e frutas secas (damasco). Em Boca repetiu a fruta e o pão tostado, com uma acidez leve a moderada, fresco e com um final de média persistência.

No site do produtor não constam informações sobre as uvas usadas e as informações encontradas na internet não são um consenso, alguns relatam que ele é 100% Chardonnay e outros que ele é uma assemblage de Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc. Fica então no ar essa dúvida, que souber dados precisos, por favor, passe-me.

O Rótulo
 
 
Vinho: Pol Clément Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc; 100% Chardonnay (Informações dúbias)
País: França
Região: Tournan
Produtor: Française De Grands Vins
Graduação: 11%
Onde Comprar: La Vague
Preço Médio: R$  42,00 (No Restaurante)
Temperatura de Serviço: 6 graus

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escolha seu vinho pelo celular

Ao se deparar com uma carta de vinho cheia de opções, alguns consumidores ainda tem dúvida na hora de escolher o que irá acompanhar sua refeição, pensando nisso o programador Hugo Bernardo, junto com a Apple, desenvolveu um aplicativo que indica vinhos ao usuário, de acordo com um histórico de provas e com os vinhos disponíveis no local em que ele está.

Ao contrário de países onde o vinho faz parte da cultura e tradição, nos EUA, como em outros países, as cartas de vinho mudam muito de um restaurante para outro, e possuem vinhos de diversas variedades, países e tipos, dificultadndo a escolha do cliente, que não entende da bebida.

O aplicativo que se chama EasyVino vai recomendar ao consumidor um vinho da sua preferência, que esteja disponível no restaurante ou loja em que se encontra. "A quantidade diferente de marcas nos restaurantes norte-americanos faz com que seja muito difícil as pessoas saberem que vinhos escolher", explicou ele.

Bernardo conta que a ideia veio de um amigo, que não conseguia descrever o tipo de vinho que gostava para os garçons nos restaurantes. O aplicativo também registra e indica vinhos comprados pela internet. "Vamos conhecer o paladar dessas pessoas melhor que eles próprios, por isso conseguimos ir ao mercado avaliar melhor para fazer ofertas direcionadas ao que as eles gostam", afirma ele.

Após o lançamento, que ainda não tem data, o desafio será aumentar a cobertura, primeiro dentro dos EUA, depois expandindo para países "com pouca produção doméstica, mas que têm uma cultura de consumo" como o Brasil, China e Alemanha.

Fonte: Revista Adega