segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2010

Na última sexta o amigo Juberlan veio aqui pra casa e trouxe o Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon, um dos rótulos mais consumidos no Brasil e de uma das castas mais apreciadas no mundo inteiro. O rótulo é produzido pela gigante Concha y Toro, que dispensa apresentações e que já teve vários dos seus rótulos comentados por aqui.
 
É um vinho sem grandes pretenções, mas que dificilmente não vai agradar que o degusta. Tem um bom custo x benefício, tanto que já obteve medalhas de best value da Decanter, CAV (Club de Amantes del Vino) e Snooth Wine Buyer’s Guide.

Na taça apresentou cor rubi escura e intensa, com halo violaceo e boa formaçao de lágrimas. Intenso no nariz, apresentando notas de fruta negra madura, café, chocolate, baunilha e tostato; o álcool apareceu um pouco, mas sem incomodar. Em boca mostrou taninos intensos e com lever amargor, boa acidez e repetição do nariz. Final de boca seco de média intensidade com a fruta e tostado aparecendo no retrogosto.

Um clássico e, assim como os demais varietais da linha, é uma boa pedida para o dia a dia e para momentos descompromissados, mas não deixa de ser uma boa pedida para acompanhar uma boa carne, uma massa com molho de tomate ou queijos duros.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2010
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Concha y Toro
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express e DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

WINEBAR especial de fim de ano com a Salton

Neste próximo dia 10/12/2013, às 20h (Horário de Brasília), participaremos de um WINEBAR especial com a Vinícola Salton.
 
Provaremos ótimas opções para o final de ano e para melhorar ainda mais esta edição. A degustação irá contar com a presença do enólogo da vinícola, Lucindo Copat, para falar desses grandes vinhos.
 
Confira abaixo a lista dos vinhos que serão provados:
 
  • Salton Prosecco 2013
  • Espumante Salton Gerações Antonio Domenico Salton
  • Salton Gerações Paulo Salton
 
Para acompanhar é só acessar o site www.winebar.com.br no dia e horário acima. 

Aplicativos que te ajudam a conhecer e catalogar vinhos

Uma boa sugestão para programar as próximas férias, ou a próxima parada de compras, são uma série de aplicativos para celular que funcionam como sommeliers de bolso para ajudar os usuários a fazer harmonizações e trazendo opções de vintages baseados no gosto do usuário.
 
Um dos aplicativos mais populares para produtos Apple é o Plonk (em inglês e espanhol), um guia gratuito que além de ensinar os principais tipos de vinho e uvas de maneira clara, também sugere novos rótulos de acordo com suas preferências e sugere harmonizações de pratos.
 
 Já o Vivino, disponível de graça para produtos Apple e Android, ajuda os enófilos a catalogar a coleção: basta tirar uma foto do rótulo para que o programa reconheça a marca e crie uma ficha do vinho com informações de safra e composição e um espaço para opiniões de quem experimentou a bebida.
 
Para quem curte passear em regiões produtoras de vinho, a sugestão é o Drink Wine 360º, disponível apenas para plataformas Apple. O aplicativo tem mapas panorâmicos de algumas das melhores vinícolas do mundo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Teste seus conhecimentos sobre o espumante brasileiro

Você é uma apreciador do espumante brasileiro? Sim! Então que tal testar seus conhecimentos sobre o vinho nacional que mais conquista premiações? Basta responder as questões abaixo e depois comemorar o resultado tomando um bom espumante do Brasil.

1 – A história do espumante brasileiro começa:

a) com a vinícola Salton, inaugurada em 1910
b) com a vinícola de Armando Peterlongo, em 1913
c) com a chegada da Chandon ao Brasil na década de 1970

2 – A primeira vinícola a elaborar espumantes brasileiros pelo método charmat (com segunda fermentação em tanques) foi:

a) George Aubert
b) Chandon
c) Salton

3 – Na comparação com os vinhos tranquilos, são características de um vinho-base, que depois segue para a segunda fermentação

a) baixa acidez e mesma graduação alcoólica
b) alta acidez e menor graduação alcoólica
c) alta acidez e alta graduação alcoólica

4 – São regiões com denominações específicas para o espumante brasileiro:

a) Vale dos Vinhedos e Garibaldi têm DOs (denominação de origem)
b) Vale dos Vinhedos é uma DO e Garibaldi é IP (Indicação de Procedência)
c) Vale dos Vinhedos é uma DO e Pinto Bandeira, uma IP

5 – A chardonnay e a pinot noir começaram a ser usadas no espumante brasileiro:

a) com o filme Sideways, que destaca a pinot noir
b) com a chegada das multinacionais de bebida, na década de 1970
c) estas uvas sempre foram plantadas na Serra Gaúcha, desde os primeiros imigrantes italianos

6 – O mercado brasileiro de espumantes é liderado por cinco empresas, que têm 80% de participação. São elas:

a) Salton, Cave Geisse, Miolo, Adolfo Lona e Valduga
b) Salton, Chandon, Valduga, Perini e Miolo
c) Salton, Chandon, Aurora, Casa Valduga e Miolo

7 – Sobre a produção mundial de borbulhas:

a) Champanhe é o líder, com 16% do mercado; e o Brasil tem 1% de participação
b) Os proseccos são o líder, com 24% do mercado, seguido pelos champanhes
c) Cava e prosecco disputam o primeiro lugar, com 20% de mercado cada

8 Ao aderir à Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) em 1995, o Brasil:

a) não pode usar as expressões champagne e cognac em seus rótulos
está autorizado a exportar espumantes
b) pode inscrever seus vinhos em concursos, o que explica porque só c) recentemente nossos vinhos vem ganhando medalhas

Respostas
 
1 – B - A Salton é uma das vinícolas mais antigas do Brasil, mas a primeira a elaborar espumantes, então chamado de champanhe, foi Armando Peterlongo, que migrou para o Brasil em 1875 e fazia seu espumante pelo método tradicional.
 
2 - A – A George Aubert, fundada na década de 1940, por imigrantes franceses. Na época, os tanques eram importados da França porque o Brasil não tinha a tecnologia para elaborar estes tanques que resistem à pressão.
 
3 – B – Como ainda vai passer por uma segunda fermentação, em garrafa ou em tanques, o espumante deve ter maior acidez e também menor graduação alcoólica.
 
4 – C – O Vale dos Vinhedos é a primeira região brasileira a ser certificada como uma denominação de origem para vinhos e espumantes. E Pinto Bandeira tem uma indicação de procedênica para espumantes, que é uma etapa anterior a DO.
 
5 – B – Até a década de 1970, as uvas utilizadas para os espumantes eram, principalmente a trebbiano, a peverela e o riesling itálico. A Chandon, que se instalou na Serra gaúcha no começo dos anos 1970, incentivou o plantio das variedades chardonnay e pinot noir, que são as uvas base dos champanhes.
 
6 – C – As vinícolas Salton, Moet Hennessy do Brasil (Chandon), Cooperativa Vinicola Aurora, Miolo Wine Group (Almadén e Fazenda Ouro Verde com marca a Terra Nova) e Casa Valduga representam 80% do market share da comercialização de espumantes brasileiros.
 
7 – A – Segundo dados da OIV sobre a comercialização mundial de espumantes, em 2011, o Champanhe representava 16% do mercado mundial, cava, 7% e Brasil, 1%.
 
8 – A – Uma das obrigações dos membros da OIV é respeitar as regras das denominações de origem dos demais países.
 
Fonte: Revista Menu
 
Foto: Sheila Oliveira/Empório Fotográfico

Espumantes impulsionam o setor vinícola brasileiro

Produtores de espumantes de Flores da Cunha e da Serra devem ter aumento de 10% nas vendas de fim de ano, percentual equivalente a 5 milhões de litros, em relação ao ano passado. De janeiro a outubro deste ano, segundo a Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), foram comercializados cerca de 10,5 milhões de litros da bebida.

O diretor-executivo da Agavi, Darci Dani, explica que cada vez mais os brasileiros estão deixando de lado a cultura de que o espumante deve ser consumido apenas para comemorações especiais, como festas de fim de ano. Nos primeiros 10 meses de 2012, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a bebida teve ampliação de 6,65%, com 10,3 milhões de litros no país, perdendo apenas para os vinhos finos, que registraram alta de 7,08%, com a comercialização de 16,8 milhões de litros.

Paralelamente ao bom desempenho do espumante nacional, o importado, no mesmo período, apresentou retração de 25,1%. De acordo com o Ibravin, os três últimos meses correspondem a 54% do total de espumantes vendidos no ano. Ao todo, o setor vinícola apresentou crescimento de 10,7% nos primeiros 10 meses do ano, em relação ao mesmo período de 2012.

Enquanto que em outubro de 2012 a participação no mercado interno dos vinhos finos brasileiros era de 20,85%, no mesmo mês deste ano ela ficou em 23,33%. Esta pequena elevação no índice representa 1,5 milhão a mais de garrafas de vinhos finos do Rio Grande Sul sendo comercializadas.
 
Incentivo para os gaúchos
 
O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, destaca o peso dos espumantes e dos sucos de uva no crescimento do setor. Ele observa que considerando os anos anteriores a 2012, não houve crescimento. Para mudar este cenário, o Instituto está promovendo a campanha Beba com Descontração, uma série de peças publicitárias que serão veiculadas nos principais meios de comunicação do Estado para incentivar os gaúchos a consumirem vinhos brasileiros.

Para isso será investido R$ 1 milhão do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicutura (Fundovitis), com aporte de R$ 700 mil do orçamento do Ibravin e complementação de R$ 300 mil da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa-RS). A campanha está sendo veiculada desde 25 de novembro e vai até 11 de dezembro, envolvendo comerciais em horários nobres da televisão e spots em rádios, além de banners na internet.

A campanha associa o consumo do vinho à alegria típica do brasileiro, anulando a visão de que o vinho é uma bebida indicada apenas para ocasiões formais. Nas imagens, líquidos na cor de vinho e da bandeira do Brasil desenham a forma dos personagens.

Dalle Molle diz que após esta campanha será feita análise de resultados e, se o consumo aumentar em função da divulgação, as peças serão ampliadas para outras partes do país. Ele explica que o Rio Grande do Sul foi o primeiro alvo porque é onde se produz 90% dos vinhos nacionais – e, mesmo assim, há consumidores que preferem os importados. “É um trabalho que temos que começar em casa. Ainda chegamos a restaurantes onde primeiro nos oferecem o vinho importado ou cerveja e depois o nosso vinho, o nosso suco”, exemplifica.
 
Por: Gesiele Lordes
Fonte: O Florense

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Rolha com “impressão digital” para evitar fraudes

Numeração na rolha promete impedir fraudes
Produtores de alguns dos mais celebrados vinhos do mundo sempre se preocupam com as fraudes. Assim, ajudam a desenvolver tecnologias para evitar que rótulos falsificados atinjam o mercado e prejudiquem sua imagem. Com o tempo, muitos começaram a numerar garrafas, usar selos específicos e rótulos que impedem cópias. Agora, porém, um produtor de rolhas da Itália desenvolveu e patenteou um método que “garante a autenticidade do vinho”.
 
A empresa Brentapack criou o sistema IDCork, que coloca códigos individuais nas rolhas permitindo que os consumidores acessem detalhes da história do vinho por um aplicativo. O sistema se baseia na convicção de que os rótulos podem ser copiados, mas as rolhas não. “A composição da rolha é como uma impressão digital, os pequenos buracos, as rachaduras, isso faz com que sejam únicas”, aponta a porta-voz da empresa, Anna Michelazzo.
 
Essas rolhas são impressas com um número pessoal e fotografadas de vários ângulos. Essa informação pode ser escaneada para uma base de dados com detalhes de onde e quando a rolha foi feita, além de características individuais. “Daí, as vinícolas (que compraram as rolhas) vão para a base de dados e inserem todas as informações de que gostariam. Por exemplo, de onde os vinhos vêm, quando as rolhas foram inseridas, a marca, a região, a safra, o blend e a foto da garrafa”, diz Michelazzo.
 
Gianni Tagliapietra, CEO da Brentapack, acredita que esse sistema pode impedir uma prática cada vez mais comum, que é encher garrafas vazias de vinhos famosos com líquidos menos nobres. “É uma rolha normal, portanto, é difícil tirá-la e colocá-la novamente sem danificá-la”, diz. Se houver suspeitas, a rolha também pode ser analisada nos laboratórios da empresa.

As IDCorks custam cerca de 10% mais do que as rolhas convencionais e a empresa pretende produzir cerca de 50 milhões delas por ano. No futuro, elas terão um sistema de rastreamento por GPS, assim as vinícolas poderão saber que uma garrafa foi aberta quando e onde o aplicativo for acessado. “Eles podem aprender mais sobre o seu mercado”, finaliza Michalezzo.

Fonte: Revista Adega

domingo, 1 de dezembro de 2013

Indómita Selected Varietal Pinot Noir 2011 #CBE

Parece que foi ontem que fui aceito para fazer parte do seleto grupo de blogs que compõe a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, a primeira e única confraria virtual do Brasil, onde todo mês um diferente confrade propõe um tema para os demais. É aí que a brincadeira fica legal, pois sempre são temas que instigam os participantes a ir em busca de algo diferente e posso garantir aos leitores: provar o novo e o diferente é a melhor forma de aprofundar-se no mundo do vinho.
 
O tema do mês foi escolhido pelo Confrade Tiago Bula, do Universo dos Vinhos - "Pinot Noir chileno, sem limite de preço", belo tema, ainda mais porque esta casta está entre as minhas preferidas e, desta forma, tornou-se ideal para comemorar o meu 25° vinho para CBE, que chega a sua octogésima sétima edição.
 
O vinho que escolhi foi o Indómita Selected Varietal Pinot Noir 2011 da jovem vinícola chilena Viña Indómita, que possui 600 hectares de vinhedos distribuídos entre os vales do Maipo e de Casablanca. O rótulo foi produzido a partir de uvas cuidadosamente selecionadas e colhidas de forma manual, com amadurecimento por 6 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor rubi bem clara, com tons atijolados e lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz aromas muito delicados, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e seguido de notas florais, especiadas e sutil tostado. Em boca mostrou taninos suaves e elegantes em boa sintonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca agradável e de media persistência.
 
Degustei o rótulo na companhia de Fernanda e do amigo Juberlan e harmonizamos perfeitamente com filé mignon e purê rústico de alho poró, preparado com muito carinho e esmero por Fernanda. Querem a receita? Aguardem, pois em breve ela estará aqui na coluna Casal Perfeito.
 
O Rótulo

Vinho: Indómita Selected Varietal
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale de Casablanca
Produtor: Viña Indómita
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 44,00
Temperatura de serviço: 16º