quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Circuito Brasileiro de Degustação chega a Recife

Chegou a vez do Recife receber o Circuito Brasileiro de Degustação. 17 vinícolas de seis diferentes áreas produtoras do país, acompanhadas pelo projeto Suco de Uva 100% do Brasil, estarão apresentando seus portfólios na capital Pernambucana no próximo dia 12.

O evento itinerante é promovido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em parceira com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Secretaria de Agricultura, Pecuária e do Agronegócio do Rio Grande do Sul (Seapa/RS) e apoio da Oxford Crystal.
 
As etapas anteriores, realizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, receberam cerca de 4 mil pessoas, entre profissionais do setor vitivinícola, consumidores, jornalistas e blogueiros. As atividades ocorrem das 16h às 21h, sendo que o período até as 19h é reservado aos profissionais do setor, comércio e jornalistas. Após, é aberto a consumidores convidados.

O Circuito Brasileiro de Degustação

Com o objetivo de levar informações e potencializar a formação da imagem dos vinhos brasileiros no mercado interno, o Circuito de Degustação é a oportunidade de reunir grupos de vinícolas para promoverem seus produtos em diferentes cidades do país. O visitante recebe uma taça e inicia o percurso de degustação pelas diferentes vinícolas. Como resultado, a série de eventos proporciona a aproximação direta das empresas com consumidores e profissionais do setor por meio da experimentação, ampliando o conhecimento sobre os vinhos nacionais e facilitando a realização de negócios.
 
Paralelamente às degustações do Circuito, serão realizadas duas palestras com os temas Duelos de Borbulhas e Sotaques do Brasil, abordando a qualidade do espumante a diversidade do vinho brasileiro.


Fonte: IBRAVIN

Como saber se o vinho virou "vinagre"?



Fonte: CBN

Beber Vinho Diminui o Risco de Depressão

Um estudo publicado recentemente no BMC Medicine Journal, feito pelos pesquisadores da Universidade de Navarra (Espanha), acompanhou durante sete anos 5.505 homens e mulheres entre 55 e 80 anos para saber os efeitos protetores do consumo de pequenas doses de álcool, principalmente vinho, na prevenção da depressão.
 
As conclusões apontaram que o vinho oferece o mesmo tipo de proteção contra a depressão que contra as doenças coronarianas. Miguel A. Martínez-González, principal autor do estudo comenta: "Na verdade, acredita-se que a depressão e as algumas doenças coronarianas tem mecanismos parecidos de atuação e que pequenas quantidades de álcool consumido sistematicamente- em indivíduos sem problemas de saúde associados aos seu consumo - podem ser benéficos" .
 
Os melhores resultados desse estudo - que acompanhou apenas indivíduos sem qualquer histórico de depressão ou de problemas ligados ao consumo de álcool anteriores ao estudo - foram nas pessoas que consumiram entre duas e sete pequenas taças de vinho por semana. Os pesquisadores, no entanto, alertam que por outro lado quem bebe demais aumenta consideravelmente os riscos de sofrer de depressão, além de outras doenças associadas ao excesso de consumo de álcool.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quem é quem 2013


O site EnoEventos publicou mais uma vez sua pesquisa "Quem é quem 2013". Pela segunda vez o Vinhos de Minha Vida foi classificado na pesquisa na categoria sites e blogs.
 
A análise de 2013 já é a quarta edição deste estudo, elaborado pela primeira vez em 2010. Desde o início, os resultados despertaram grande interesse entre os leitores do EnoEventos, mas principalmente entre os administradores das páginas de vinhos, curiosos em saber como se posicionam nesse universo virtual, a cada ano mais concorrido.

A novidade desta nova edição é a inclusão de mais uma categoria de páginas, a das lojas virtuais, segmento que adquire, a cada ano, mais importância no comércio de vinhos. Com isso, agora são 5 as categorias analisadas e comparadas separadamente: Vinícolas, Importadoras, Sites e blogs, Organizações e associações e, finalmente, Lojas virtuais.
 
A partir dos dados do Alexa foi possível determinar quem são os mais importantes participantes relacionados ao vinho na Internet brasileira. Compilamos o movimento de um total de 337 sites, número superior aos 290 de 2012, 260 de 2011 e de 152 de 2010.
 
E à exemplo do que foi feito nas edições anteriores, os sites foram divididos em categorias, com as uantidades abaixo discriminadas: 
 
  • 86 vinícolas
  • 82 importadoras
  • 99 sites e blogs
  • 36 lojas virtuais

Os leitores irão notar que, ao final de cada tabela de classificação, existem diversos endereços que não foram classificados. Isso significa que o movimento de visitas que chegam a essas páginas é tão pequeno que o Alexa não teve como determinar uma posição para eles. É o pior dos mundos para uma página Internet.
 
Os dados do Alexa são atualizados diariamente, apresentando variações de um dia para o outro. As informações que utilizamos para nossa análise foram todas coletadas entre os dias 25 e 27/08/2013.

Esse ano figuramos na quadragésima segunda, entre 99 listados na análise, subindo 5 posições em comparação a classificação de 2012.
 
 
Confira a pesquisa completa clicando na imagem acima.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Hora de investir nos vinhos baratos

Entre as conclusões do mais amplo debate sobre vinho tinto já realizado no País estão a de que há mais chances de crescer na faixa de rótulos de baixo preço e a de que é preciso apostar em formação, informação e criatividade.
 
"Não esperem uma casta símbolo do Brasil, como tiveram Chile (Carmenère), Argentina (Malbec) e África do Sul (Pinotage). Temos terroir muito diverso." A afirmação, do pesquisador de enologia da Embrapa, Mauro Zanus, serviu de termômetro para as discussões na primeira edição do Wine In, promovido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) na semana passada em São Paulo.
 
Durante dois dias, especialistas de vários países e representantes de tradicionais vinícolas brasileiras, como Miolo, Casa Valduga e Salton, e de pequenos (e bons) projetos, caso de Don Abel, Don Bonifácio e Routhier & Darricarrère, buscaram caminhos para as dificuldades que limitam o crescimento do setor, como o consumo ainda tímido no País, abaixo dos 2 litros per capita por ano, a falta de apoio governamental e a pouco disseminada cultura do vinho. Flávio Pizzato, enólogo da vinícola Pizzato, falou d a falta de competitividade com Chile e Argentina. "O Brasil produz 38 milhões de litros de vinhos finos por ano, o mesmo que uma única vinícola de médio/grande porte dos outros dois países".
 
Uma saída para o impasse seria a aposta na faixa de vinhos mais baratos, com mais chances de crescer, e em formação, informação e criatividade.
 
Os organizadores promoveram degustações com tintos brasileiros acima e abaixo de R$ 50 e escolheram os cinco melhores de cada faixa. Veja abaixo:

Acima de R$ 50

Don Abel Rota 324 Cabernet Sauvignon 2005 (R$ 84) - Pequeno projeto localizado em Casca (a 100 km de Bento Gonçalves), na Serra Gaúcha. A safra inaugural da vinícola coincide com um bom ano para a produção de tintos (2005). O vinho está em seu auge, mantendo a tipicidade da Cabernet Sauvignon e suas notas de cassis, pimentão e cedro, junto com as notas de baunilha e especiarias (canela e cravo). Os taninos foram bem amaciados pelo tempo e o frescor está equilibrado ao potente e límpido conjunto.
 
Miolo Lote 43 Merlot Cabernet Sauvignon 2011 (R$ 96) - O Lote 43 foi o primeiro vinho de topo de gama da Miolo e um dos primeiros tintos nacionais a almejar este novo patamar (sua primeira safra foi em 1999). Na safra 2011, o vinho está bastante elegante, com boa mescla de frutas vermelhas (da Cabernet Sauvignon) e negras (da Merlot). As notas de carvalho ainda devem se integrar ao conjunto e há apenas um toque herbal. A textura é bastante polida, com mais notas de frutas vermelhas e pão tostado na boca.
 
Almaúnica Reserva Syrah 2011 (R$ 55) - Projeto jovem (2008) e que se destacou por este Syrah, variedade pouco comum na Serra Gaúcha. Com estilo potente e concentrado, segue o estilo dos vinhos do Novo Mundo, bastante compacto na boca. O frutado é bastante maduro (frutas negras), com notas de cacau e baunilha.
 
Pizzato DNA99 Merlot 2008 (R$ 115) - Sua primeira safra, em 2005, levou o prêmio de melhor tinto nacional, na ExpoVinis 2011. Esta, avaliada agora, é a segunda edição do rótulo mais ambicioso da vinícola. Exemplar muito representativo do potencial do Vale dos Vinhedos em boas safras. Ótimo frescor e taninos muito finos.
 
Miolo RAR Cabernet Sauvignon / Merlot 2008 (R$ 54,16) - Desenvolvido em parceria com a família Randon no nordeste do Rio Grande do Sul, o projeto revela os benefícios da altitude para a produção de vinhos (cerca de 1.000 m). O clima um pouco mais frio e menos chuvoso se traduz em um vinho elegante, com um toque de ervas frescas, mas dominado pelas frutas vermelhas frescas, ótima acidez e taninos mais angulares, mais próximo de um estilo dos rótulos típicos da região de Bordeaux.

Abaixo de R$ 50

Dal Pizzol Do Lugar Cabernet Franc 2011 (R$ 32) - Vinícola em Faria Lemos, ao norte do Vale dos Vinhedos (RS). A referência da variedade está nos vinhos do Loire (varietal) e Bordeaux (em mesclas). Apresenta notas de frutas negras e mentol, com boa potência e média concentração. A boa acidez típica dos vinhos brasileiros está presente, com taninos discretos, mas levemente rústicos. Embora passe 12 meses em tanques de madeira, não aparecem notas de baunilha. Para quem busca um estilo internacional.
 
Pizzato Merlot Reserva 2010 (R$ 45) - Localizada dentro da D. O. Vale dos Vinhedos, a vinícola se especializou na Merlot e foi uma das precursoras do uso exclusivo de variedades viníferas na Serra Gaúcha. As notas de baunilha, chocolate e especiarias das barricas de carvalho estão presentes e em equilíbrio com as notas de frutas negras (ameixa e amora). A difícil safra de 2010 se faz notar pelos taninos levemente secantes. Para quem busca a expressão da casta melhor adaptada à Serra Gaúcha.

Casa Perini Tannat 2011 (R$ 23,10) - Vinícola de Garibaldi, mas com a maior parte dos vinhedos em Farroupilha, onde cultivam a Tannat que dá origem a este vinho, repleto de notas frutadas (groselha, amora e tutti frutti), ótima acidez e textura sedutora. Os taninos são finos, apenas sutilmente secantes, Ideal para dar os primeiros no mundo do vinho sem susto (pelo preço, inclusive).

Salton Intenso Merlot 2009 (R$ 28) - Produzido por uma das maiores vinícolas do País com uvas do vinhedo da Campanha Gaúcha, este Merlot passa seis meses em barricas de segundo uso. Tem notas de frutas negras (sobremaduras), leve nota primária (de uva in natura), com taninos presentes, boa potência e acidez adequada, que não deixa o vinho “cansar” na boca.
 
Monte Paschoal Dedicato Cabernet Sauvignon 2011 (contraditoriamente vendido a R$ 58,70 no site da vinícola) - Vinícola e vinhedos estão na Campanha Gaúcha, na divisa com o Uruguai, onde o clima é mais estável e o solo tem melhor drenagem. A qualidade se reflete no vinho, com ótima “nitidez” nos aromas –ameixa, baunilha e violeta. Bom frescor, taninos bem polidos. Para quem quer dar o segundo passo no mundo dos vinhos. Está um degrau acima no preço, mas com qualidade que responde à altura.

Fonte: Estadão

Nova escola de vinhos oferece certificação internacional

Uma nova escola de vinhos acaba de ser inaugurada em São Paulo. A Eno Cultura oferecerá cursos com certificado WSET - Wine and Spirits Education Trust, qualificação inglesa para sommeliers reconhecida no mundo todo. A escola é a segunda a oferecer esse certificado no Brasil. A primeira foi a The Wine School. De acordo com Paulo Brammer, os cursos WSET são técnicos e destinados a profissionais do vinho - ou àqueles que querem se profissionalizar.
 
Também estão programados cursos customizados, não profissionalizantes, para apreciadores. Nessa modalidade, os temas devem variar segundo a demanda. "Podem ter perfil mais amplo, como comparações entre vinhos do Velho e do Novo Mundo, ou específico, sobre como ler rótulos franceses, por exemplo", afirma Paulo.
 
As aulas serão no auditório da Casa do Porto, nos Jardins. O curso inaugural da escola, o WSET nível 1, será realizado integralmente no dia 14/9, das 9h às 18h, e custa R$ 750. As inscrições podem ser feitas no site enocultura.com.br.
 
Fonte: Esadão

domingo, 1 de setembro de 2013

Harmonizando um tinto do velho mundo com churrasco #CBE

Chegamos mais uma vez a nossa tradicional postagem do dia primeiro, a qual é destinada ao vinho escolhido dentro do tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. O tema do mês foi escolhido pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, que fazendo uma analogia com mês dos pais, escolheu um tema em homenagem a seu pai - gaúcho e amante de churrasco-  nos perguntando:  "Qual vinho do Velho Mundo você abriria com um bom Churrasco"?
 
Eu vou logo dizendo que não sou gaúcho, mas sou um amante do churrasco e sempre que posso estou fazendo um com a família e/ou amigos, então pense o sacrifício que foi realizar essa harmonização.
 
A minha escolha foi o Assobio 2010, um rótulo produzido pela Quinta dos Murças, tradicional Bodega portuguesa, que foi adquirida pelo Grupo Esporão em 2008.
 
Herdade do Esporão - Centro histórico.
A primeira referência escrita à Quinta dos Murças data de 1770, embora se saiba que a quinta já existia, mas com outra designação desde 1714, à época pertencia a António Cardoso de Vasconcelos. Presume-se que o nome Quinta dos Murças tenha sido atribuído em referência ao fidalgo da casa real Miguel Carlos Cardoso de Sousa de Morais Colmeeiro Teles e Távora, capitão-mor da vila de Murça e proprietário das Murças desde 1756.
 
Apesar das inúmeras referências à qualidade e excelência dos vinhos da Quinta dos Murças, a verdade é que as vinhas foram sendo continuamente negligenciadas e a quinta transacionada de família em família e de sociedade em sociedade até que, em 1943, Manuel Pinto de Azevedo assumiu a administração da quinta, comprometendo-se na reabilitação do patrimônio e na replantação das vinhas.
  
 
Sob a direção empenhada do agrônomo José de Freitas Sampaio, a Quinta dos Murças foi totalmente transfigurada, recebendo em 1955 a primeira vinha ao alto plantada no Douro, bem como o primeiro sistema de autovinificação alguma vez utilizado na região, para além de novos armazéns de estágio e de uma nova adega.
 
Esta colheita já foi produzida na nova adega, cuja reestruturação começou em 2010 com a recuperação da adega dos lagares e cave de barricas, e concluída em 2011 com a construção de uma nova adega destinada à produção do Assobio. De momento, existe capacidade de fermentação para 250 toneladas com possibilidade de chegar a 750 toneladas. Foram instalados 8 depósitos troncocónicos, de pequena capacidade para responder ao desafio da multiplicidade de microclimas, exposições, solos que a Quinta dos Murças oferece, e assim se poder adaptar a condução da vinificação a cada vinha.
 
O Assobio 2010, feito predominantemente com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca de vinhas com 15 anos de idade, é fruto da terceira vindima do Esporão na Quinta dos Murças, sob a orientação dos enólogos David Baverstock, Luis Patrão e Michael Wren. Parte do lote (20%) estagiou durante seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado em Dezembro de 2011.
 
A cada safra uma imagem da Quinta dos Murças é estampada no rótulo do Assobio. Em 2010 o talento do fotógrafo José Manuel Rodrigues sucede ao de Duarte Belo, para enriquecer o rótulo desta colheita com uma fotografia original da Quinta dos Murças. José Manuel Rodrigues descreve este seu trabalho como o “encontro com a natureza e o vinho”, numa união entre os dois elementos.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi brilhante e halo ligeiramente violáceo, com lágrimas grossas e lentas. No nariz, um ataque intenso de frutas vermelhas (morango, cereja e framboesa), café, menta e tostado. Em boca combinou elegância com corpo e estrutura, bom equilibrio entre a tríade: taninos, acidez e álcool. Um vinho muito bem feito, fácil de gostar e beber. Boa frescura, que aliada a fruta são a marca do rótulo. Final de boca seco e de boa intensidade, o empurrando para a mesa.

Harmonizamos com uma bela picanha, preparada meio as pressas pelo amigo Juberlan, não por culpa sua, mas deste que vos escreve que chegou com a peça quando todos subiam pelas paredes de fome. Também testamos com uma costela suína ao molho de barbecue.

No final podemos dizer sem sombra de dúvida que este tinto de excelente custo versus benefício do Douro atingiu o propósito e que ele, juntamente com a carne e o papo entre amigos fez a bincadeira da CBE ficar ainda mais legal. Agradeço aos amigos Juberlan e Rejane que, gentilmente, mais uma vez abriram a porta de sua casa e se "sacrificaram" junto comigo e Fernanda, risos.

Saúde e até o próximo vinho da CBE!

O Rótulo

Vinho: Assobio
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; e Touriga Franca.
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta dos Murças - Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock; Luis Patrão; e Michael Wren
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Estimativa de guarda: 7 anos