quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte III

Dando continuidade as nossas postagens sobre o mapa mundial do vinho iremos falar hoje sobre Itália, país velho mundo e que é o terceiro maior produtor de vinho.

Itália

O terceiro produtor de vinhos do mundo. Chamada pelos gregos de Enotria (Terra do Vinho), a Itália se destaca por sua identidade e variedade. Todas as regiões do País são próprias para o cultivo, com mais de 1 milhão de vinicultores e vinhedos. Uvas nativas, como Sangiovese, Barbera e Nebbiolo, entre centenas de outras, resultam em vinhos de grande tipicidade e boa acidez, que se valorizam quando acompanhados de gastronomia local. São famosos os seus Chianti, Brunello de Montalcino, Barolos, Proseccos. Na Década de 80, rótulos produzidos com o uso da Cabernet Sauvignon, os chamados supertoscanos, tiveram reconhecimento da crítica mundial e foram sucesso de vendas.
A imagem de seus vinhos, prejudicada por anos de produção em massa e baixa qualidade, inverteu-se e, hoje em dia, vive-se um retorno aos tintos, brancos e espumantes de qualidade, produzidos com cepas nativas.


Principais Regiões

Noroeste (Piemonte, Lombardia), Nordeste (Vêneto), Centro (Toscana, Umbria e arredores) e Sul e Ilhas (Puglia, Silicia e Sardenha).

Piemonte, Lombardia e Emilia-Romagna

Localizada aos pés dos Alpes, no noroeste da Itália, o Piemonte é responsável por um dos mais desejados vinhos da bota, os Barolos. As uvas (predominância das tintas) são cultivadas nas encostas, o que rendem boa drenagem e exposição ao sol. As regiões vinícolas mais conhecidas são Barolo, Barbaresco, que são compostas das DOCs de Alba e Asti e Langue, este o centro nervoso de Piemonte. A Lombardia é responsável por bons espumantes da região de Franciacorta. Já a Emilia é mais conhecida entre nós pelos Lambruscos, um tinto fácil e frisante.

Principais uvas: Tintas -  Nebbiolo (produz o Barolo), barbera e dolcetto. Brancas - Arneis, moscato (Espumante Asti), cortese.

Os espumantes da Franciacorta seguem regulamentação rigorosa e são elaborados pelo método tradicional, e muitas vezes são confundidos com champagnes franceses.

O Barolo é intenso, complexo e persistente, por isso deve ser evitado quando novo, quando é impenetrável.

Apesar de a uva Nebbiolo ser a variedade mais usada nos principais vinhos de Piemonte, a Barbera ocupa metade da plantação da região.

Veneto, Friuli e Trentino

Os famosos Soave, Valpolicella e Bardolino são produtos típicos da região, próximo de Vêneto, assim como os Prosecco. Do Friuli, chegam ótimos brancos e espumantes.

Principais uvas: Tintas - Corvina, rondinella, molinara, cabernet sauvignon, cabernet franc e merlot. Brancas - Chardonnay, garganeca, pino bianco, pino grigio, prosecco e trebbiano.

Prosecco é o nome de uma uva branca responsável por um espumante que leva seu nome no rótulo. Muita gente acredita ser uma região da Itália.

Toscana

A Toscana é famosa no mundo inteiro pelos vinhos Chianti (produzidos entre Florença e Sienna) e pelos tintos Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano (mais distantes de Florença), além da renovação que representaram nos anos 80 os "supertoscanos", elaborados com uvas cabernet sauvignon, cabernet franc e em alguns casos com a sangiovese (os mais famosos podem ser identificados pelos rótulos terminados em aia: Sassicaia, Ornellaia, etc.). Ainda da região o famoso vinho de sobremesa, o Vin Santo.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, brunello (uva clone da sangiovese), prugnollo (também clone da sangiovese), canaiolo nero, merlot e montepulciano. Brancas - Trebiano toscano, canaiolo, vernaccia, vermentino.

Uma boa referência para escolher rótulos Chianti DOC e GOGC (denominação de origem controlada e garantida) é o símbolo do galo preto que indica a procedência impresso na cápsula que envolve o gargalo da garrafa.

Os chamados "supertoscanos", apesar do preço e sucesso mundial, oficialmente são classificados de vino de tavola, pois não usam só variedades nativas, como a sangiovese.

Um Brunello não pode ser comercializado antes de 5 anos, 2 dos quais  envelhecidos em barricas de carvalho. Já o Rosso de Montalcino DOC pode ser vendido após 1 ano de guarda em barricas.

Le Marche, Umbria, Lazio e Abruzzo

Situada na área central da Itália, entre o Mar Adriático e a cadeia de Apeninos, esta região responde por grande parte da produção de vinhos italianos. Há desde brancos secos de Orvieto (Úmbria), os frescos Frescati da Lazio até os tintos de maior volume, como os da região de Abruzzo, quinta maior produtora da Bota.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, montepulciano, canaiolo, sagrantino, cabernet sauvignon, merlot. Brancas - Trebbiano, trebbiano d'abruzzo, falanghina, malvasia, grechetto, sauvignon blanc e verdicchio.

Diz-se que os irmãos franciscanos de Assis iniciaram o cultivo da uva Sagrantino, que na grafia alternativa sacrantino significa vinho de missa.

Sul e Silícia

A maior parte da produção do Sul é consumida na própria região. Nos últimos anos há uma abertura ao mercado internacional e bons rótulos da Puglia e da Campanha começam a aparecer. Já a Sicília, reconhecida pelo seu vinho fortificado Marsala, também produz o campeão de vendas: Corvo.

Principais uvas: Tintas - Nero d'avola, primitivo, aglianico, negroamaro e sangiovese. Brancas - Catarrato, grillo, damaschino e inzolia (composição do Marsala), bombino bianco, verdeca, chardonnay e fiano.

Pouco conhecidos, os tintos da cepa aglianico, da Puglia e da Campanha são carnudos e intensos; merecem ser conhecidos.

Fonte: Veja.com

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