segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pipocas gourmet saborizadas com vinhos

Depois que cervejas, brigadeiros e chocolates ganharam ingredientes especiais e entraram para o mundo das opções gourmet, não surpreende que outros alimentos se rendam à mesma tendência. E esse é exatamente o caso das pipocas Populence.
 
 
A partir de uma parceria da marca baseada em Nova York, nos Estados Unidos, com a vinícola Kim Crawford, da Nova Zelândia, surgiram os sabores inspirados nos vinhos: Pinot Noir Chocolate Drizzle, que mistura o sabor da uva com chocolate, e Sauvignon Blanc Kettle, que tem um toque de limão.
 
Não alcoólicas, as novas versões das pipocas surgiram quando Maggie Paulus – criadora da Populence – percebeu que sua maior demanda era por opções que combinassem com vinho. “A ideia de realmente incorporar um vinho fino como o Kim Crawford em uma receita única é empolgante”, declarou a proprietária.
 
De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, as pipocas gourmet começaram a ser vendidas na semana passada e podem ser encontradas na loja física da Populence em Nova York ou na loja online da marca. No site, o balde pequeno das pipocas saborizadas com vinho custa 35 dólares – cerca de 70 reais – e o pote grande, com o dobro do tamanho, sai por 48 dólares – algo como 100 reais. As pipocas especiais vêm em embalagens diferenciadas que foram criadas exclusivamente para celebrar a parceria.
 
Fonte: Toda Ela

sexta-feira, 5 de julho de 2013

10 garrafas de vinho que custaram fortunas

Para algumas pessoas, o vinho é uma bebida. Para outras, um estilo de vida. Alguns o encaram como investimento, e outros, poucos, unem essas três características, e são aqueles realmente aficionados por vinhos, chegando ao ponto de pagar verdadeiras fortunas numa garrafa.
 
Geralmente, os preços mais altos atingidos por vinhos acontecem em leilões, onde a disputa é grande e o nível dos rótulos também. Sendo assim, selecionamos alguns dos vinhos mais caros já arrematados em leilões do mundo inteiro. Eles estão em ordem de compra e muito acima dos preços médios, porém, a lista não inclui todos os vinhos mais caros já comprados.
 
Château Lafite 1787: Em 1985, o publisher da Forbes, Malcolm Forbes arrematou uma garrafa do vinhos Château Lafite 1787, que supostamente teria pertencido a Thomas Jefferson, por US$160.000, na época o valor mais alto já pago por uma garrafa de 750 ml de vinho.
 
Château Margaux 1787: Em 1989, mais uma garrafa de Thomas Jefferson foi leiloada, dessa vez do Château Margaux safra 1787. O valor chegou aos 500 mil dólares, pagos pelo negociante William Sokolin que, mais tarde, o ofereceu num jantar no Four Season Hotel. Porém, antes de servi-lo, o garçom derrubou a garrafa, quebrando-a. O vinho, por sorte, tinha seguro e Sokolin recebeu US$225.000,00.
 
Romanee-Conti DRC 1990: Um lote de oito garrafas de Romanee-Conti foi leiloado em Londres, em 1996, e chegou ao valor de $28,112.
 
Château Mouton Rothschild 1945: Em 1997, uma a jeroboam do Château Mouton Rothschild da safra de 1945, considerada uma das melhores do século passado, foi vendida pela Christie's por US$114,614, mais de US$23,000 por 750 ml.
 
Shipwrecked 1907 Heidsieck: O Champagne mais caro do mundo, vendido por US$275,000. Foi recuperado de um navio naufragado durante a 1ª Guerra Mundial.
 
Screaming Eagle Cabernet 1992: Uma garrafa imperial (de seis litros) do vinho foi vendida por 500 mil dólares num leilão de caridade no Napa Valley em 2000.
 
Penfolds Grange Hermitage 1951: O australiano mais caro do mundo. Em maio de 2004, um colecionador de Adelaide pagou cerca de US$38.420 por uma garrafa do vinho.
 
Château d'Yquem 1787: Em 2006 por 100 mil dólares, por um colecionador anônimo americano.
 
Cheval Blanc 1947: Em 2010, uma garrafa de seis litros desse Bordeaux foi encontrada numa adega secreta de um grande colecionador e leiloada pela Christie's. O valor de venda foi de US$ 304.375, o dobro do previsto.
 
Château d'Yquem 1811: Em 2011, um colecionador francês adquiriu uma garrafa do Château d'Yquem 1811 para colocar na carta de vinhos de seu restaurante em Bali. O valor pago foi de 75 mil libras, ou 120 mil dólares, o mais caro da história para um vinho branco.
 
Fonte: Revista Adega

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Como anda o mundo do vinho

Pouco depois da realização de uma das feiras de vinhos mais importantes do mundo, a Vinexpo, já começam a aparecer as primeiras conclusões sobre o perfil da indústria e dos consumidores de vinho. Sobre isso, os dados da feira mostram cinco pontos principais.
 
 
Consumo: França segue como lider no consumo de vinhos. Em 2012 foram 52 litros por pessoa. Em seguida vêm os italianos, com 51 litros. Entre os "emergentes", a China foi apontada como a mais promissora.

Mercado: Em relação ao volume absoluto, os EUA se tornaram o maior mercado do mundo, com 317 milhões de caixas consumidas. França e Itália apareceram em segundo, com 303 milhões de caixas e os mercados que mais cresceram foram a Rússia (17,5%) e o Canadá (14,5%).
 
Produção: França segue sendo o maior produtor, com 523 milhões de caixas ao ano. Com 500 milhões, Itália fica em segundo e Espanha em terceiro, com 447. Porém, é provável que a produção nesses países estacione, e que, por outro lado, regiões como o Chile tenham um crescimento de 62% nos próximos anos.

Vinhos Rosés: Na França o consumo de vinhos rosés cresceu 12% em quatro anos. Já pelo consumo mundial, onde possui um share de mercado de cerca de 9%, o rosé está bem atrás do tinto (55%) e do branco (34%). O rosé também teve um bom crescimento nos EUA, tanto pela melhora na qualidade quanto pelo frescor característico.

Exportações: Em 2012, as exprotações de vinhos e espumantes tiveram um novo record na França, chegando aos 11 bilhões de euros. Três regiões representam 50% do total exportado: Bordeaux, Borgonha  e Champagne.

Fonte: Vinexpo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Essa é a taça

Depois de desenvolver uma taça de vinho com curvaturas e design únicos, a empresa australiana MarkThomas afirmou que o lançamento é capaz de dobrar os benefícios aromáticos e gustativos do vinho.
 
De base cônica, a taça foi desenhada para "acomodar" melhor o vinho e deixar mais fácil sua movimentação. Também possui recortes para permitir a aeração do vinho e concentrar os aromas.
 
De acordo com o diretor de vendas da empresa, Thomas Zichtl, "o formato da taça aera o vinho da mesma forma como taças muito maiores o fazem, enquanto os recortes trazem estabilidade ao líquido depois de ele ser derramado".
 
Fonte: Revista Adega

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tantehue Cabernet Sauvignon 2011

Passei uns dias sem beber vinhos e voltei aos trabalhos com o chileno Tantehue Cabernet Sauvignon 2011 produzido pela Viña Ventisqueiro, que iniciou a produção de vinhos no ano de 2000 no Vale del Maipo e hoje possui vinhedos em diversas regiões vitivinícolas do Chile.
 
Pelo site da Ventsiqueiro ela possui três grandes linhas de vinhos: a Yali, a Ventisqueiro e a Ramirana e ao todo produz 14 diferentes vinhos, entre brancos e tintos. O Tantehue não é mostrado entre os vinhos do portfólio no site e parece ser um vinho apenas para o mercado externo.
 
O vinho apresentou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo violáceo e lágrimas grossas e lentas. No nariz muito discreto mostrando aromas de fruta vermelha maduram. Em boca mostrou taninos discretos e leve acidez, com notas de fruta madura se repetindo. Final de boca doce, enjoativo e de pouca persistência.
 
Vinho mais que simples e que não agradou minhas papilas gustativas, antes passasse mais uns dias sem beber, mas pelo preço não é para ser mais que isso e talvez essa seja a razão do site não colocar o rótulo em seu portfólio.

O Rótulo

Vinho: Tantehue
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña Ventisquiero
Enólogo: Felipe Tosso
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O vinho que derrotou a guerra

Por Patrícia Ferraz

Cozinheiras e vinhateiros vivem às turras no Vale do Bekaa, no Líbano, uma das regiões vinícolas mais antigas do mundo. É que faz parte das tradições culinárias locais usar as folhas de uva frescas para enrolar o charutinho de arroz e a vizinhança pula a cerca sem cerimônia para se servir do ingrediente. Nos últimos anos, porém, a temperatura está cada vez mais alta e para proteger as uvas do calor os produtores precisam deixar mais folhas no pé. Só que para isso, tiveram de contratar seguranças para os vinhedos.
 
A história tem jeito de anedota, mas é pura verdade, contada por Marc Hochar, da família proprietária do Château Musar, a vinícola mais famosa do Líbano.
 
Os vinhos do Château Musar são vendidos no Brasil desde 1995 e importados pela Mistral graças a uma outra história, também com ares de anedota. Ciro Lilla ouviu falar deles numa viagem a Londres, anos antes de se tornar importador. O dono do Château Musar, Serge Hochar (o pai de Marc), havia sido eleito ‘homem do ano’ pela revista inglesa Decanter em 1984 por fazer grandes vinhos em plena guerra civil. “As uvas estavam no lado muçulmano, o Vale do Bekaa, e a vinícola ficava no subúrbio de Beirute, no lado cristão. Às vezes ele nem conseguia vinificar”, conta Ciro Lilla. Ciro provou os vinhos, se impressionou e, anos mais tarde, quando abriu a Mistral, incluiu a vinícola no primeiro portfólio.
 
 
Folhudas. Calor obriga produtores a manter nas vinhas as folhas tradicionalmente usadas para enrolar charutos de arroz.
 
Os vinhos do Château Musar não são fáceis. Originais, intrigantes, têm forte mineralidade e incrível capacidade de envelhecer – mesmo os brancos. Eles são longamente armazenados antes de ir para o mercado, coisa que os produtores fazem cada vez menos, por causa dos custos.
 
O Château Musar Rouge, um tinto de perfume intenso e taninos finos (corte de Cabernet Sauvignon, Carignan e Cinsault), passa um ano em barricas, outro em tanque de concreto, vai para a garrafa e só chega ao mercado sete anos depois da colheita. “Mas consideramos que está pronto a partir dos 15 anos, quando taninos, álcool e açúcar formam uma unidade”, diz Marc Hochar.
 
 
História
 
Vinhos de uvas nascidas a mil metros em plantas centenárias.

São vinhos orgânicos, produzidos em altitude em vinhedos centenários – tintos, a 900 m, e brancos a 1.200 m, em solo calcário. Os tintos não são filtrados e envelhecem em madeira apenas 20% do tempo em barricas novas. A filosofia é a da intervenção mínima. Tem sido assim desde sua fundação, em 1930.
 
A história da vinícola começou na 1ª Guerra, quando Gaston Hochar ficou amigo de um major francês que era produtor em Bordeaux (Ronald Barton, do Chateau Langoa-Barton). Ouviu as histórias do vinhateiro francês e se entusiasmou. Plantou Cinsault, Carignan, Petit Verdot, Mouvèdre e começou a produzir. “Fez umas quatro ou cinco safras sem saber fazer vinho”, diverte-se o neto Marc. Ele conta que foi então que seu pai, Serge, com 17 anos, foi estudar enologia em Bordeaux, onde teve como mestre Émile Peynaud, considerado o pai da enologia moderna. Voltou para casa e assumiu a vinícola em 1959.
 
Até 1975, quase todo o vinho era vendido no Líbano. Mas em 1979, o crítico inglês Michael Broadbent provou o tinto e elogiou. A fama correu. Em 1990, o Château Musar já exportava quase toda a produção. Hoje, são 600 mil caixas por ano.

Desde (muito) antes de Cristo


O Vale do Bekaa, no Líbano, é uma das regiões vinícolas mais antigas do mundo. O vinho surgiu no Oriente Médio, há uns 6 mil anos. Até o islamismo, a costa oriental do Mediterrâneo tinha uma importância vinícola semelhante à da França e Itália, como ressaltam Hugh Johnson e Jancis Robinson no Atlas Mundial do Vinho (Nova Fronteira, 2008). Mas, apesar da tradição, os brancos e os tintos (comparáveis aos bordeaux, para os críticos ingleses) são pouco conhecidos no Ocidente.
 
Fonte: Estadão

Celebrando o amor com o elegante Villa Wolf Pinot Noir 2009 #CBE

Esse mês a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE chegou a octogésima segunda edição e o tema  foi especial e uma homenagem ao amor, sugerido por Claudio Werneck e Rafaela Giordano do Le Vin au Blog que mandaram ver dizendo: "Vinho Especial de Sua Adega que esteja pronto para ser aberto e, se possível, abra ele para comemorar o Dia dos Namorados".
 
Não tenho vinhos muito antigos e que, de certa forma, seriam difíceis de me desapegar deles, mas tenho alguns na adega que considero especiais e os mantenho já algum tempo guardados.
 
Um destes vinhos era Villa Wolf Pinot Noir 2009, que estava há cerca de 1 ano na adega. Escolhi-o, pois achei que esse se adequava muito bem ao tema proposto, pois a Pinot Noir é uma casta pela qual tenho muito apreço e também por ela ser muito elegante, bem como ser considerada uma variedade "feminina", pela sua delicadeza e pelos vinhos macios e redondos que ela produz, então nada melhor que um vinho com essa representação para celebrar o dia dos namorados.
 
O rótulo é produzido pela  J.L. Wolf - Dr Loosen, que está localizada no distrito de Wachenheim, no centro de uma zona conhecida como Médio Haardt. Fundada em 1756, a J.L. Wolf foi uma vinícola muito bem sucedida e respeitada por mais de dois séculos. Nos últimos anos do século XX, porém, carecia de uma mão firme a guiar sua produção. Em 1996, Ernst Loosen adquiriu a J.L. Wolf e implementou medidas para resgatar a vocação de qualidade e o prestígio dos vinhos dessa casa.

 
O vinho é produzido na região de Pfalz, que está localizada entre as montanhas Haardt e o rio Reno, vizinha à Alsácia. As montanhas Haardt protegem a região do rigor do clima no Atlântico norte, fazendo de Pfalz uma das mais quentes e secas regiões da Alemanha. Portanto, atingir a maturação plena é bastante comum para as uvas do Pfalz e, por esta razão, possui tradição na produção de Pinot Noir, onde é chamada de Spätburgunder.
 
Vamos ao vinho! Visualmente mostrou uma bela cor rubi translúcida e brilhante, com halo levemente alaranjado e boa formação de lágrimas. No nariz seu bouquet era simplesmente fantástico e com algumas notas antes nunca sentidas por este apreciador dessa bela bebida: revelou notas de morango e cereja, notas especiadas (pimenta e café) e nuances maravilhosas e elegantes de tostado e terra molhada. Em boca simplesmente fantástico, macio, redondo e de boa acidez. Repetiu à fruta e tostado, tudo com bom equilíbrio e mostrou um bom corpo com um delicioso e persistente final de boca.
 
Harmonizamos essa belezura de vinho com um filé mignon ao molho madeira acompanhado de arroz selvagem com manga, batata sauté e croutons em forma de coração, tudo preparado com muito carinho e amor. Minha querida Fernanda ainda preparou um Petit Gateau para a sobremesa e fechar com chave de ouro a agradável noite juntos.
 
Um brinde ao amor e que venham muitos vinhos especiais com a pessoa amada!

 
O Rótulo

Vinho: Villa Wolf
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2009
País: Alemanha
Região: Pfalz
Produtor: J.L Wolf - Dr. Loosen
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 16º