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sábado, 16 de abril de 2016

Até duas taças de vinho para afastar problemas cardíacos

Duas tacinhas de vinho tinto para homens e uma taça para as mulheres. Segundo o nutrólogo Nelson Iucif, essa é a quantidade da bebida que deve ser consumida por dia para garantir um bom funcionamento do corpo.
 
“O vinho, consumido com moderação, possui propriedades antioxidantes que atuam em vários sistemas do organismo, com destaque para o sistema cardiovascular”, sublinha. Um dos principais benefícios garantidos é a prevenção da aterosclerose, doença que provoca o acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, podendo levar a um infarto ou acidente vascular cerebral. Isso acontece devido a uma substância chamada resveratrol, com alto poder antioxidante, e que é o principal trunfo do fermentado.
 
Ele barra os efeitos dos radicais livres, além de ser indicado, por estudos, contra o diabetes, câncer do cólon e Alzheimer.
 
Como o vinho tinto é produzido juntamente com as cascas e as sementes, que é onde se encontram a maior concentração da substância, ele tem teor mais alto do composto, conta a nutricionista Mayara Brasil, especializada em nutrição clínica funcional, docente da Faculdade São Miguel e membro da Sociedade Vegetariana Brasileira.
 
“Diferente do vinho tinto, o branco e o rosé não são processados em meio às cascas, então a concentração do resveratrol é bem mais baixa”, completa.
 
Fonte da juventude
 
Ela ainda destaca a presença do terpeno nas uvas e bebidas derivadas delas, substância que também defende o corpo da ação dos radicais livres, associados ao enfraquecimento do sistema imunológico, ao envelhecimento e a males como artrite, arteriosclerose, catarata, câncer e inflamações.
 
“Pela presença dos compostos fenólicos com atividades antioxidantes, podemos destacar a capacidade de inibição plaquetária (formação de trombos e prevenindo a trombose), redução dos níveis de gordura e do colesterol no sangue, prevenção da aterosclerose. Do ponto de vista estético, a ação antioxidante do resveratrol pode ser destacada por atuar diretamente no DNA das células, ajudando a combater o envelhecimento precoce, auxiliando no reparo de rugas, firmeza da pele entre outros”, aponta.
 
Digestivo
 
O estômago também pode se beneficiar desses nutrientes, pois eles têm ação digestiva e melhoram a função hepática. “Mas atenção quanto à presença etílica da bebida, pois se apresenta como forte irritante da parede do estômago”, relembra.
 
Quem tem gastrite ou úlcera, por exemplo, necessita de acompanhamento médico para que a ingestão de álcool não prejudique a saúde. “É possível recomendar o consumo de vinho dentro de uma dieta, mas sempre estando atento se o indivíduo pode mesmo fazer uso de bebida alcoólica, como não possuir problemas hepáticos, diabetes mellitus, problemas cardiovasculares, entre outros”, conclui.
 
Fonte: Folha PE

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Gosta de vinho e está acima do peso? Parece que essa é a equação perfeita

De acordo com um estudo de coautoria de um pesquisador da Universidade de Oregon (OSU), nos Estados Unidos, beber suco de uva vermelha ou vinho – com moderação – poderia melhorar a saúde de pessoas com excesso de peso, ajudando-as a queimar gordura com mais eficiência.
 
 
 Os resultados sugerem que o consumo de uvas de cor escura, seja comendo-as ou bebendo vinho ou suco, pode ajudar as pessoas a gerenciar melhor a obesidade e distúrbios metabólicos relacionados, tais como esteatose hepática, popularmente conhecida como doença do fígado gorduroso, na qual grandes quantidades de triglicerídeos se acumulam no órgão.
 
Neil Shay, bioquímico e biólogo molecular na Faculdade de Ciências Agrárias da OSU, fez parte de uma equipe de estudo que expôs células do fígado e de gordura humanas cultivadas em laboratório a extratos de quatro produtos químicos naturais encontrados nas uvas Muscadine, uma variedade vermelho-escura nativa do sudeste dos Estados Unidos.
 
Uma das substâncias, o ácido elágico, mostrou-se particularmente potente. Ela abrandou drasticamente o crescimento de células de gordura existentes e a formação de novas, e impulsionou o metabolismo de ácidos graxos em células do fígado.
 
Estes produtos químicos de plantas não são um milagre da perda de peso, adverte Shay. “Nós não descobrimos, e não esperávamos descobrir, que estes compostos melhorariam o peso corporal”, garante o pesquisador, destacando que o processo não é eficiente para o emagrecimento sozinho. Mas, aumentar a queima de gordura, especialmente no fígado, pode melhorar sua função em indivíduos com excesso de peso.
 
“Se pudéssemos desenvolver uma estratégia de dieta para reduzir o acúmulo nocivo de gordura no fígado, utilizando alimentos comuns como uvas, seria uma boa notícia”, complementa o cientista.
 
O estudo, realizado por ele em parceria com a Universidade da Flórida e a Universidade de Nebraska, complementa o trabalho com camundongos que desenvolve em seu laboratório na OSU. Em um ensaio de 2013, ele e seus alunos de pós-graduação complementaram a dietas de ratos com sobrepeso com extratos de uvas Pinot Noir colhidas de vinhas da região de Corvallis, também no estado do Oregon.
 
Vinho tinto ajuda a emagrecer?
 
Alguns dos animais foram alimentados com uma dieta normal de “ração de rato”, como Shay chama, contendo 10% de gordura. O resto foi alimentado com uma dieta de 60% de gordura – o tipo de alimentação pouco saudável que faria com que humanos ganhassem peso. “Nossos camundongos gostaram da dieta rica em gordura e comeram demais”, conta. “Então, eles são um bom modelo de pessoa sedentária que come muitos lanches e não faz exercício físico suficiente”.
 
Os extratos de uva, reduzidos às necessidades nutricionais de um rato, eram o equivalente a cerca um copo e meio de uvas por dia para uma pessoa. “As porções são razoáveis, o que faz com que nossos resultados sejam mais aplicáveis à dieta humana”.
 
Durante 10 semanas, os ratos alimentados com altos níveis de gordura desenvolveram fígado gorduroso e sintomas diabéticos – as mesmas consequências metabólicas que vemos em muitas pessoas sedentárias ou com excesso de peso.
 
Contudo, os ratos gordinhos que receberam os extratos de uva acumularam menos gordura no fígado e tinham níveis mais baixos de açúcar no sangue do que aqueles que consumiram apenas a dieta rica em gordura. Também o ácido elágico provou ser potente neste experimento, reduzindo o açúcar no sangue dos ratos alimentados com altos níveis de gordura a níveis próximos aos daqueles alimentados normalmente.
 
Quando Shay e seus colaboradores analisaram os tecidos das cobaias que comeram os suplementos, observaram níveis elevados de atividade de PPAR-alfa e PPAR-gama, duas proteínas que funcionam no interior das células para metabolizar a gordura e o açúcar. A hipótese da equipe é de que o ácido elágico e outros produtos químicos se ligam aos receptores nucleares de hormônios das PPAR-alfa e PPAR-gama, fazendo com que ativem os genes que desencadeiam o metabolismo da gordura e glicose. Medicamentos comumente prescritos para redução de açúcar no sangue e triglicerídeos agem desta forma.
 
O objetivo de seu trabalho, acrescentou o bioquímico, não é substituir os medicamentos necessários, mas orientar as pessoas na escolha de alimentos comuns, amplamente disponíveis, que têm determinados benefícios à saúde, incluindo impulsionar a função metabólica. “Estamos tentando validar as contribuições específicas de certos alimentos nos benefícios à saúde”, explica. “Se você está fazendo supermercado e se sabe que um certo tipo de fruta é bom para uma condição de saúde que você tem, você não iria querer comprar essa fruta?”, exemplifica.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Vinhoterapia: saiba quais os prós e contras do tratamento para envelhecimento da pele

O que é vinhoterapia?
 
A vinhoterapia é o tratamento feito com cremes, géis ou líquidos que tem por base compostos da uva e do vinho chamados de polifenóis, promovendo efeitos desintoxicante, clareador, nutritivo, renovador, tonificante e revitalizante. Além dos cremes, é possível o uso de banhos ou imersão com produtos com base de uva, uso de sais e bandagens com vinho.
 
Esses compostos da uva e do vinho são antioxidantes e combatem radicais livres, prevenindo também o envelhecimento da pele. Atualmente a vinhoterapia também é usada como tratamento redutor de medidas. Além dos banhos, pode-se optar por aplicar vinho quente com outros ativos sobre o corpo, o que mantém a temperatura através de agente externo, provocando a termogênese (tentativa do organismo de produzir e manter equilíbrio térmico), logo o incentivo da queima de gordura e, por sua vez, a redução de medidas.
 
Indicações da vinhoterapia
 
A vinhoterapia pode ser indicada para peles que necessitem de nutrição, renovação, tonificação, desintoxicação, revitalização e para tratamento redutor (perda de medidas). É uma ótima opção de tratamento para prevenção do envelhecimento da pele, auxiliando a retardar esse processo. A vinhoterapia pode ser usada no corpo e no rosto e já há indicação para tratamentos capilares (através de produtos específicos).
 
 
Existem vários protocolos viáveis a este procedimento. É interessante iniciar com higienização seguida de uma esfoliação para permitir, de forma mais efetiva, a penetração dos ativos que serão introduzidos depois. Para o corpo, após a esfoliação, pode-se utilizar creme ativador, bandagens, banho de imersão, manobras de modelagem ou drenagem ou ainda óleo essencial de semente de uva, entre outros.
 
Na face é importante que o protocolo inicie com higienização da pele e logo após a esfoliação, dependendo do foco do tratamento, que pode ser individualizado, assim como no corpo. Aplica-se o produto específico (pode ser máscara ou bandagens) para hidratação, revitalização, rejuvenescimento, clareamento ou iluminação.
 
Quem são os profissionais para fazer esse tratamento?
 
O profissional de estética ou fisioterapeuta devidamente habilitados e capacitados.
 
Cuidados antes da vinhoterapia
 
Por possuir base mais natural, não há recomendação específica para o pré-tratamento, mas é importante que o paciente esteja ciente do procedimento e de sua manutenção a ser cumprida. Se o paciente estiver usando ácido, é interessante suspender por pelo menos dois dias antes do procedimento.
 
Cuidados após a vinhoterapia
 
No pós-tratamento é importante o uso de filtro solar com FSP acima de 30 em caso de tratamento facial específico e a realização de manutenção previamente proposta pelo profissional. No caso de tratamento corporal redutor, a conscientização e realização de todos os quesitos propostos pelo profissional (alimentação adequada, prática de atividade física, uso de cosméticos...) são fatores importantes.
 
Contraindicações
 
Embora a base seja natural, é importante observar se há hipersensibilidade a algum composto que será usado. Em caso de tratamento corporal específico, é importante observar se haverá o uso de cosméticos termogênicos ou imersão, pelos efeitos causados (aceleração de metabolismo), sendo contraindicada a realização por pacientes com hipertensão não tratada ou quadro agudo. Áreas com lesões também devem ser evitadas, bem como indivíduos febris (em caso de imersão ou bandagens com vinho quente).
 
Grávida pode fazer?
 
Não é interessante, pois não existem estudos específicos sobre os reais efeitos sobre a mulher nesta fase.
 
Complicações da vinhoterapia
 
Não existem evidências de complicações, mas é importante observar no pós-procedimento se houver alguma irritação ou sensibilidade aos compostos utilizados.
 
Antes e depois da vinhoterapia
 
No tratamento corporal, pode ser observada a redução de medidas e remodelamento corporal ou ainda hidratação e relaxamento, além de maciez e mudança de textura da área, através de protocolo específico. No tratamento facial são notados maciez, brilho, clareamento, mudança de textura, além de refinamento e iluminação da pele. No tratamento capilar, embora pouco abordado, podem ser observados o controle de oleosidade e fortalecimento.
 
Fonte: Minha Vida
 
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Vinho tinto pode previnir câncer de cabeça e pescoço

O consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço, mas um novo estudo norte-americano acaba de revelar que um químico - o resveratrol - encontrado na pele das uvas e no vinho tinto pode, por outro lado, contribuir para prevenir a doença.
 
Os resultados da investigação, desenvolvida pelo centro oncológico da Universidade do Colorado, nos EUA, foram publicados, em Novembro, na revista científica "Advances in Experimental Medicine and Biology".
 
"O álcool bombardeia os genes e o organismo tem de reparar estes danos, o que a partir de uma certa quantidade [de bebida] deixa de ser possível. É por isso que o consumo excessivo de álcool é um fator de risco nos cancros da cabeça e pescoço", explica, em comunicado, Robert Sclafani, professor de bioquímica e genética molecular e um dos autores do estudo.
 
Segundo Sclafani, o resveratrol é capaz de "desafiar estas células", fazendo com que aquelas cujo ADN não foi reparado e que são potencialmente perigosas sejam eliminadas do corpo. "Desta forma, as células não podem progredir e transformar-se em células cancerígenas. Enquanto o álcool danifica as células, o resveratrol mata as células danificadas", esclarece.
 
De acordo com os investigadores, o organismo metaboliza o álcool ingerido através da sua transformação em aldeído acético, utilizando, depois, um grupo de enzimas denominado "aldeído desidrogenase" (ALDH) para o converter em ácido acético, sob a forma do qual é eliminado. O aldeído acético, estágio semi-processado do álcool, é considerado cancerígeno e produz erros no ADN.
 
"Com uma exposição elevada ao álcool, há perda dos genes ALDH, que ajudam a processá-lo, e perda da capacidade de reparar estes erros genéticos, o que resulta num risco aumentado de cancro", justifica Sclafani, acrescentando, porém, que o vinho tinto pode ter um importante papel protetor.
 
Vinho tinto associado a menor incidência do cancro
 
"Quando consideramos estudos epidemiológicos acerca dos cancros da cabeça e pescoço, verificamos que o álcool é um fator de risco mas, quando tal acontece, a menor incidência dos casos de cancro observa-se em pessoas que beberam vinho tinto", destaca o investigador.
 
Tal acontece, assegura Sclafani, graças ao resveratrol. "Quanto mais bebemos, mais acumulamos danos genéticos e maior a probabilidade de desenvolver cancro. Porém, o resveratrol é capaz de eliminar as células mais danificadas - as células com maior probabilidade de causar cancro", evitando o desenvolvimento da doença.
 
Embora não seja uma "arma mágica" capaz de anular todos os efeitos cancerígenos do álcool, ao matar as células mais perigosas, o resveratrol do vinho tinto - bem como outros compostos encontrados no extrato da semente das uvas - diminui o risco de consumo de bebidas alcoólicas levar à doença.
 
Atualmente, Sclafani e a sua equipa estão a testar a capacidade do resveratrol de prevenir os cancros no fígado e no cólon e planeiam testá-lo na prevenção e, possivelmente, no tratamento de cancros da cabeça e pescoço e de outras doenças oncológicas.

Fonte: Boas Notícias

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vinho pode proteger contra perda auditiva

Pesquisas passadas mostraram que o vinho pode ter efeitos positivos e negativos em relação ao trato auditivo no corpo humano. Segundo um novo estudo, publicado pelo jornal “Alcohol”, o consumo de vinho representa um fator de diminuição da perda auditiva em homens e mulheres. Entretanto, o efeito da cerveja parece intensificar o transtorno, já que aumenta o teor de ácido úrico no corpo, o que está relacionado ao funcionamento do ouvido interno.
 
“Perda auditiva é considerado algo inerente ao processo de envelhecimento. Contudo, a nossa pesquisa mostrou que isso pode ser evitado”, declarou o Dr. Sharon Curhan, do Hospital de Boston, em entrevista ao Wine Spectator. Para o estudo, foram acompanhadas 65,424 mulheres, entre as idades 27 e 44. Os resultados mostraram que as mulheres que bebiam cinco ou mais cervejas por semana apresentavam um risco maior em 15% de desenvolver a perda auditiva. Em contrapartida, as que bebiam cinco ou mais copos de vinho por semana apresentar um risco menor em 16% de desenvolver o mesmo transtorno.
 
“O ouvido é muito ativo metabolicamente. É necessário ter um suprimento adequado e consistente de sangue, assim como um mecanismo efetivo que o proteja de processos de oxidação”, afirmou Curhan. O doutor ainda explica que o vinho é um antioxidante natural e um promotor de fluxo sanguíneo coclear, desempenhando essas duas funções principais no aparelho auditivo.

Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"Cerveja e vinho de forma moderada não causam danos", diz cardiologista

O fato de se falar de cerveja e esportes não causa mais nenhuma surpresa. A volumosa publicidade e a sua liberação para consumo em todas as arenas da Copa do Mundo, foi no mínimo, polêmica e com idas e vindas de vários políticos até que aprovaram uma Lei específica liberatória. Os argumentos contra, previram problemas de toda ordem como consequência aos abusos alcoólicos, mas nada ocorreu.
 
Três meses depois ninguém mais se lembra dessa disputa entre liberar e não liberar o consumo de cerveja nos campos de futebol. Recentemente aconteceu o Mundial de Basquete na Espanha e por acaso caminhando nas ruas de Barcelona nos deparamos com enormes “outdoors” mostrando ídolos nacionais de basquete com uma cerveja espanhola, que era a única patrocinadora da forte equipe daquele país.
 
Em setembro, tivemos em Bruxelas o 7º Simpósio Europeu Cerveja e Saúde, com vários professores de medicina do Velho Continente. O temático deixou claro o foco principal: novos aspectos dos efeitos na saúde do consumo moderado de cerveja. Foi lembrado que consumo moderado está definido em 700 ml/dia de cerveja para homens e a metade para mulheres. Sempre deixando claro que existem situações que se proíbe o consumo: gestantes e crianças, diabéticos e hipertensos não controlados.
 
Uma conferência interessante foi sobre hábitos de vida e a famosa barriga, 16 pesquisas internacionais feitas na Europa (Espanha, França, Dinamarca, Finlândia e Reino Unido), concluiu que preferencias entre as várias bebidas (cerveja, vinho e destilados) foram exclusivamente culturais e que a barriga dependeu unicamente de hábitos alimentares NÃO SAUDÁVEIS e sem relação alguma com a cerveja.
 
Está ocorrendo um gradativo aumento de consumo de cerveja sem álcool, em países europeus, primeiro pela melhora do sabor delas como também para evitar problemas relacionados ao ato de dirigir carros e outros meios de locomoção (bicicletas, barcos etc).
 
Evidente que beber cerveja ou vinho ou destilados não se deve confundir com medicação preventiva, mas alimentação saudável e consumo moderado de bebidas alcoólicas como cerveja ou vinho não causou danos à saúde. O alcoolismo, o tabagismo, os erros e exageros alimentares, o sedentarismo foram os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares encontrados nessas pesquisas.
 
Por: Nabil Ghorayeb
Fonte: Globo Esporte

domingo, 7 de setembro de 2014

Vinho ajuda coração se combinado com atividade física

Os benefícios que o consumo moderado de vinho pode trazer ao coração só se confirmam nas pessoas que o associam a exercícios físicos, revela um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês) realizado em Barcelona entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro. Apenas quem associa o consumo de vinho com atividade física apresenta uma melhora nos níveis de colesterol, revela a pesquisa.
 
O estudo foi realizado com 146 pessoas com risco cardiovascular de leve a moderado, destas, metade tomaram por um ano uma taça de vinho branco cinco vezes por semana, já a outra metade tomou vinho tinto nas mesmas proporções e respondia um questionário periódico sobre exercício físico.
 
No final da pesquisa em nenhum grupo se registrou um aumento do colesterol bom, nos dois grupos caiu levemente o ruim, e só no grupo dos que consumiram vinho tinto houve uma diminuição do colesterol total.
 
Milos Taborsky, cardiologista da University Hospital de Olomouc, na República Tcheca explicou os resultados do estudo.
 
"O principal indicador do efeito protetor sobre o coração é o aumento do colesterol HDL, aquele considerado bom, neste sentido podemos concluir que nem o vinho branco e nem o tinto têm influência", explicou Taborsky.
 
"O único resultado positivo neste sentido ocorreu como grupo de pacientes que fazia mais exercício físico pelo menos duas vezes por semana. Neste grupo o colesterol bom aumentou e o ruim e o total diminuíram", afirmou ele.
 
 

sábado, 2 de agosto de 2014

França abre bar de vinhos em hospital

Um bar de vinhos abrirá as portas em setembro perto do serviço de terapia paliativa de um hospital de Clermont-Ferrand (centro da França), com o objetivo de "animar o cotidiano difícil dos pacientes", informou o estabelecimento na sexta-feira.
 
O objetivo desta iniciativa, "inédita" na França, é "reumanizar a vida dos pacientes, tornando mais agradável sua vida cotidiana e dando-lhes, ainda, o prazer de convidar e ser convidados", declarou à AFP a chefe do serviço de terapia paliativa do Hospital Universitário Clermont-Ferrand, doutora Virginie Guastella.
 
Os pacientes em tratamento paliativo "não estão todos em fase terminal", explicou a médica. Mas "com frequência perdem o entusiasmo" e muitos "são anoréxicos", razão pela qual dar a eles um vinho de má qualidade seria "uma heresia", prosseguiu.
 
A abertura do bar de vinhos também permitirá às famílias dos pacientes passar momentos agradáveis com eles, "em um espaço medicamente enquadrado".
 
"É um pequeno detalhe, mas pode fazer toda a diferença", explicou a médica, reforçando a importância de "melhorar o contexto de vida dos pacientes".
 
Uma adega conservará "as garrafas de vinho, assim como de champanhe, uísque e cerveja", explicou a doutora Guastella, que espera poder oferecer bons vinhos aos pacientes e a seus visitantes.
 
O hospital já recebe muitos donativos de patrocinadores e mecenas e a adega está sendo providenciada.