domingo, 29 de julho de 2012

Consumidores preferem garrafas de vinho com formato tradicional

A garrafa de vinho tradicional pode estar perdendo espaço para embalagens alternativas, mas, de acordo com a Wine Intelligence, nunca será completamente substituída.

Uma análise feita pela empresa mostrou que mais de sete milhões de consumidores regulares experimentaram comprar vinhos em embalagens plásticas, em caixinha ou com formato de copo, mas continuam preferindo a garrafa tradicional.

De acordo com o relatório, os consumidores britânicos são os que mais se arriscam em novos tipos de embalagem. Mais da metade deles compra embalagens bag-in-box, feita com camadas de filmes transparentes, colocada dentro de uma caixa, normalmente de papelão, com objetivo de facilitar o transporte, a logística e o acondicionamento.

Consumidores compram vinhos baseados em diversos fatores, como custo-benefício, preocupação com o meio ambiente na produção e facilidade de carregar. No entanto, a imagem do produto continua sendo o mais importante. "Os produtores podem usar qualquer argumento cientifico ou organoléptico para explicar suas novas embalagens. Mas isso não está em debate fora dos laboratórios", disse o diretor da Wine Intelligence, Graham Holter.

Fonte: Revista Adega

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Minha Compra Certa - Rapariga da Quinha Colheita Selecionada 2009

Há alguns vinhos que definitivamente você não tem medo de comprar, por isso resolvi criar mais uma sessão aqui no blog: Minha Compra Certa, para acessar basta ir ao menu Especiais e clicar no link com o nome da sessão.

Hoje irei postar sobre o primeiro vinho dessa nova sessão: Rapariga da Quinta Colheita Selecionada 2009, um vinho que leva o nome de Luís Duarte, que é um dos enólogos mais renomados de Portugal.

Luís Duarte é um dos enólogos mais renomado de Portugal. Em 1997 foi destacado com o título de Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal. Em 2007 repetiu a façanha, conquistando novamente este título. Em 2010, foi nomeado para a categoria “Best Winemaker in the World” do Wine Awards 2010, um concurso realizado pela revista alemã Der Feinschmecker e ficou entre os seis finalistas.


Em seus quase 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, Luis Duarte vem assinando muitos dos vinhos alentejanos que mais prazer proporcionam e maior sucesso tem alcançado. E recentemente tem nos presenteado com vinhos de seu projeto pessoal, elaborados com suas vinhas, daquelas que circundam a sua casa, são eles: Rubrica Tinto, Rubrica Branco, Rapariga da Quinta Colheita Selecionada, Rapariga da Quinta Reserva e Rapariga da Quinta Branco; todos eles receberam mais de 90 pontos nas safras de 2008 e 2009.

De um enólogo, e agora produtor, com um tal percurso, espera-se um vinho consequente com a sua carreira. E isso, para quem segue e conhece o trabalho de Luís Duarte, é uma daquelas premissas que está garantida.

O Rapariga da Quinta Colheita Selecionada já foi comentado aqui no Blog, só que a safra 2008: relembre.

A safra de 2009 recebeu 91 pts na WE, mostrando a qualidade e continuidade dos processos de excelência, dando ao consumidor confiança e a certeza de estar comprando um produto de qualidade, é aqui que podemos dizer que podemos comprar sem medo de errar.

O Rapariga da Quinta Colheita Selecionada 2009 mostrou uma cor rubi clara com sinais de evolução, lágrimas finas e lentas. No nariz muito aromático, com a fruta em predominância, mas bem integrada a elegantes e suaves notas de tostado. Em boca mostrou-se suave e delicado, com taninos redondos e elegantes em perfeita harmonia com o álcool e a acidez. Final de boca de média intensidade e a fruta aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta Colheita Selecionada
Tipo: Tinto
Castas: Aragonês, Touriga Nacional e Trincadeira
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor:Luís Duarte Vinhos
Enólogo: Luís Duarte
Graduação: 14%
Onde compra: RM Express
Preço Médio: R$ 35,00 (Por esta garrafa paguei R$ 29,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16 graus

sábado, 21 de julho de 2012

Aprenda a Identificar os Aromas do Vinho

Aspecto da degustação que mais intriga os apreciadores, os aromas do vinho são aprendidos com prática e estudo

Por: Sílvia Mascella Rosa

Você conhece laranjas, certo? Tanto que provavelmente já serviu suco de laranja-lima para as crianças pequenas (pois é mais doce e menos ácido). Talvez goste quando, na padaria, o suco de laranja-pêra está bem fresco. Ou ainda peça sua caipirinha com saquê e lima-da-pérsia. Quiçá aprecie a chegada do verão e, com ele, as laranjas-bahia, grandes, suculentas, de casca grossa e umbigo de fora.

Você percebeu que, mesmo sendo todas laranjas, cada uma tem sabor singular, acidez única e um aroma particular. Com as uvas, é a mesma coisa. Algumas são boas para comer (Rubi, Itália, Thompson), outras são boas para fazer suco (Isabel, Bordô) e outras ainda são ideais para fazer vinho, como a Merlot, a Cabernet Sauvignon, a Chardonnay e a Pinot Noir.

Infelizmente, poucos assuntos complicam mais a vida de quem aprecia vinhos do que entender os cheiros (também chamados de aroma e buquê). Tanto que algumas pessoas chegam a rotular quem reconhece algo além do cheiro de álcool e de uva de enochato.

O Nariz e a Memória

Armazenamos mais informações em nosso cérebro do que utilizamos em nosso dia-a-dia. Com os aromas é a mesma coisa: somos capazes de associar o cheiro de algum lugar à casa de um parente, de lembrar de um antigo amor somente pelo perfume e de não gostar de um alimento apenas pelo aroma que ele tem.

Todos esses cheiros fazem parte da nossa memória afetivoolfativa e são revividos por nosso cérebro em uma questão de milésimos de segundo. Quando degustamos um vinho, obrigamos o cérebro a buscar aqueles aromas em nossa memória.

Para facilitar a vida de quem degusta profissionalmente e tem, muitas vezes, de atribuir notas e pontuação aos vinhos, os aromas são classificados e, portanto, seguem um padrão para que qualquer degustador - seja ele chinês ou polonês - fale a mesma língua.

A Ciência Explica

Resultado da transformação do açúcar natural das uvas em álcool através da fermentação, o vinho tem seus aromas, em parte, resultantes desse processo. Celito Guerra, enólogo pesquisador da Embrapa, explica que os aromas primários dos vinhos são provenientes de compostos químicos voláteis como os carotenóides, terpenóis e pirazinas. "O termo ''primários'', nesse caso, quer dizer os aromas de cada variedade de uva e do suco que ela produz, que será o mosto a ser fermentado. Essas uvas contêm compostos orgânicos voláteis", diz Guerra. Isso quer dizer, por exemplo, que, em muitos vinhos Cabernet Sauvignon, quando as uvas são colhidas mais verdes do que deveriam, a pirazina (um dos produtos orgânicos da uva) pode não completar seu processo químico, dando ao vinho um aroma de pimentão verde (a pirazina existe no pimentão de cozinha, mas, nesse caso, este cheiro o identifica quando fresco).




Aromas seguem um padrão e são classificados para facilitar a vida do degustador

Os aromas que os degustadores reconhecem não resultam, portanto, de ideias aleatórias, mas, sim, de compostos orgânicos bem conhecidos. A divisão dos aromas para a degustação obedece a uma regra básica: aromas primários - aqueles que vêm das uvas; aromas secundários - oriundos do processo de fermentação; e aromas terciários - formados na maturação e envelhecimento do vinho.

Para melhor sentir os aromas é preciso aspirar o vinho com delicadeza
e não com intensidade.
Reconhecendo os Principais Aromas

Existe uma dica importante que poucos degustadores passam adiante: aspirar com muita intensidade os aromas na boca da taça só vai trazer para sua narina o cheiro de álcool. Ele é, sim, o mais forte e o mais volátil. Por isso, aspire com delicadeza, sempre.

No caso dos espumantes, a taça não deve ser girada. Esse movimento, que equivale a colocar uma colher no refrigerante, faz as borbulhas desaparecerem, e são precisamente as bolhas que permitem aos aromas dos espumantes alcançarem nossos narizes. Se for difícil identificar o buquê do espumante, pode ser porque o vinho está gelado demais (isso fecha os aromas) ou por ser muito sutil, feito com uvas pouco aromáticas (as uvas brancas são divididas em aromáticas e não aromáticas). Ajuda tampar a taça com a palma da mão por alguns segundos e depois aspirar novamente.

Ao degustar, tente relacionar os cheiros à sua memória olfativa. Quanto mais você repetir essa experiência, mas fácil perceberá os aromas nas degustações futuras

O fato de uma uva ser classificada como "não aromática" não tem nenhuma influência na qualidade final dos vinhos. Tal classificação, aliás, não quer dizer que não tenha aroma algum, apenas que seus cheiros são menos pronunciados. Chardonnay, Riesling e Pinot Grigio são exemplos de não aromáticas, e Moscato e Sauvignon Blanc, das aromáticas.

Antes de degustar, leve em consideração alguns detalhes: o local deve estar livre de outros cheiros, como os de desinfetante e insenso. Para fumantes, são necessárias algumas horas sem o cigarro para que as narinas voltem a captar os aromas e pode ser até mesmo necessária a troca de roupas, pois elas retêm o odor do tabaco.

Evite consumir café, chá preto e leite por duas horas antes da degustação e não use perfume e nem creme para as mãos. Depois, verifique se as taças estão com algum aroma. Certas vezes, quando guardadas ainda úmidas em armários de madeira, elas cheiram a madeira. Limpe-as com um pano branco e um borrifador com medidas iguais de água e álcool.

Lembre-se de que sentimos os aromas de duas maneiras: a direta, pela aspiração através das narinas; e a retronasal, percebida quando engolimos a bebida (percepção comum quando se está resfriado).

Para auxiliá-lo em sua próxima degustação, veja (na tabela final) alguns dos aromas mais associados a vinhos brancos e tintos. Perceba como quase todos eles fazem parte de nossa memória olfativa cotidiana e isso facilitará sua apreciação dos vinhos. Importante é repetir essa experiência, pois, assim, o cérebro se encarregará de deixar essas memórias olfativas prontas para a sua próxima degustação.

Aromas podem ser primários (vêm das uvas), secundários (da fermentação) e terciários (surgem com o envelhecimento do vinho)





Fonte: Revista Adega



Passeio Enológico por Portugal: Quinta do Ortigão

A família Alegre faz parte da história dos vinhos espumantes em Portugal. Justino Sampaio Alegre, bisavô de Pedro Alegre, atual proprietário da Quinta do Ortigão, introduziu em Portugal o método clássico de produção de vinhos espumantes em 1893. Justino Sampaio Alegre, um homem de visão, percebeu a aptidão das uvas brancas da Bairrada e produziu o primeiro Vinho Espumante português. O seu exemplo ficou enraizado na família e atualmente já estamos na quarta geração dedicada à elaboração de vinhos espumantes de qualidade, um caso raro em qualquer país do mundo.

Plantadas bem no coração da região da Bairrada, os 15 ha de vinha da Quinta do Ortigão, misturam a tradição e a contemporaneidade, produzindo uvas de qualidade desde 1948. A grande preocupação dos proprietários centrou-se na criteriosa escolha e plantio de castas seleccionadas que permitissem a produção de vinhos de grande complexidade.

A Quinta do Ortigão estava dois rótulos disponíveis para degustação: seu espumante e um tinto. Degustamos o espumante, que agradou bastante.

Espumante Ortigão Brut

Espumatização pelo método clássico (fermentação em garrafa). O"Remouage"manual e o "Degórgement á la vollée", é uma operação manual que segue as tradições seculares dos monges de champagne.
 
Visualmente mostrou uma cor amarelo ouro, com perlage abundande e com boa duração. No nariz muito rico com notas de ameixa seca e damasco, ligeiro tostado e algum aroma de levedura. Em boca mostra-se elegante e macio, repete a fruta, que está em bom equilíbrio com a acidez. Final de boca seco e persistente, onde um gole pede outro.
 
 
O Rótulo

Vinho: Ortigão Brut
Tipo: Espumante
Castas: Arinto, Bical, Cerceal e Maria Gomes
Safra: Não é safrado
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Quinta do Ortigão
Enólogo: Osvaldo Amado
Graduação: 12%
Onde comprar: Varanda (Internet)
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 6º

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Casillero del Diablo Reserva Privada Cabernet Sauvignon - Syrah 2008

Tudo é motivo para uma "comemoração". Outro dia estava falando com o confrade e amigo Juberlan e ele me perguntou: quando vamos realizar a inauguração de um espelho que coloquei aqui em casa? Definitivamente precisamos quebrar os paradigmas que circundam o mundo do vinho, tais como - vinho só é bom se for caro ou para se degustar um vinho faz-se necessário um momento especial, dentre outros; não digo que o vinho não deva ser degustado em ocasiões especiais, muito pelo contrário ou que os vinhos caros são ruins, porém não devemos atrelar essa bela bebida a coisas como essas e sim, nós enófilos, devemos degustar o vinho em sua excelência, seja em ocasiões especiais ou em situações descontraídas e descompromissadas, nada deve sobrepor-se ao prazer de se apreciar a bebida, pois naquela situação, especial ou não, o vinho é o ator principal.

Desta vez posso dizer que a garrafa de vinho foi aberta em uma ocasião especial e comemorativa, é que como vocês leram no post anterior: Entramos bem na Lista Quem é Quem 2012, o Vinhos de Minha Vida figurou em uma bela classificação na análise realizada pelo site EnoEventos e este é motivo de orgulho e também um bom momento para degustar um vinho.

O Blog foi criado em 26 de abril de 2012 e desde então já obteve algumas conquista que nunca imaginei que ele teria e por isso agradeço aos leitores e também a Fernanda, minha namorada, pelo apoio e incentivo desde o início, então nada mais justo que degustar o vinho com meu amor e a minha maior incentivadora.

Preparei um filé mignon ao molho de queijo gruyère acompanhado com nhoque de batata para acompanhar o belo Casillero del Diablo Reserva Privada Cabernet Sauvignon - Syrah 2008, a segunda de quatro garrafas adquiridas no Uruguai, confira aqui as impressões de degustação da primeira garrafa.

Apesar de ser o mesmo vinho e de ser da mesma safra o vinho apresentou algumas pequenas mudanças, porém significativas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com um halo de evolução mostrado uma cor alaranjada de boa transparência; as suas lágrimas são abundantes e lentas, um espetáculo a parte. No nariz mostrou aromas delicados e elegantes, com a fruta bem integrada a madeira, que mesmo com 14 meses de estágio em barricas de carvalho francês não se mostrou em excesso. Em boca mostrou taninos redondos e uma acidez em alta, mas sem agredir e conseguindo limpar a gordura do molho da carne. O vinho mostrou um bom equilíbrio entre a fruta e a madeira, apesar dos 14,5% o álcool não agrediu e junto com os taninos e a acidez deu potência e corpo para acompanhar a comida.

É uma boa compra, mas poderia ser mais barato. Muito gastronômico e essa safra está no ponto, não suportando mais que 4-5 anos de guarda.

Desta vez a rolha saiu intacta, mas já mostrava sinais que com mais algum tempo poderia mostrar infiltrações, possibilitando uma oxidação, ou seja, preciso ir adiante com as outras garrafas guardadas.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

Entramos bem na Lista Quem é Quem 2012



O Portal EnoEventos vem realizando, desde 2010, um levantamento/análise do tráfego recebido pelas páginas brasileiras de vinho na internet. O levantamento aconteceu pela primeira vez em 2010, quando o Vinhos de Minha Vida ainda não existia. Em 2011, não entramos na lista, mas se nela estivesse estaria na posição 70, mesmo após alguns poucos meses após a criação do blog.

A partir dos dados do Alexa foi possível determinar quem são os mais importantes participantes relacionados ao vinho na Internet brasileira. Compilamos o movimento de um total de 290 sites, número superior aos 260 de 2011 e de 152 de 2010.

E à exemplo do que foi feito nas edições anteriores, os sites foram divididos em 4 categorias, conforme abaixo discriminadas:
  • 87 vinícolas (78 em 2011; 39 em 2010)
  • 86 importadores (81 em 2011; 50 em 2010)
  • 82 sites e blogs (70 em 2011; 44 em 2010)
  • 35 organizações e confrarias (31 em 2011; 19 em 2010)

    Os dados do Alexa são atualizados diariamente, apresentando variações de um dia para o outro. As informações que utilizamos para nossa análise foram todas coletadas nos dias 09 e 10/07/2012.

  • Esse ano entramos na lista e ficamos bem: quadragésima sétima posição na categoria Blogs, entre 82 listados na análise, o que representa um ganho teórico de 23 posições em menos de um ano.


    Agradeço aos leitores do blog, pois sem eles não teria conseguido chegar a esse lugar, o qual, vale salientar, nunca imaginei chegar.

    Em breve as notas de degustação do Casillero del Diablo Reserva Privada 2008 degustado em comemoração a esta marca do Vinhos de Minha Vida.

    Saúde a todos!

    segunda-feira, 16 de julho de 2012

    La Celia Reserva Cabernet Franc 2007

    Finca la Celia nasceu no ano de 1882, quando seu fundador, Eugenio Bustos. Em 1890 ele iniciou a construção da Bodega, sendo a primeira a instalar-se no Vale de Uco. Posteriormente, Celia Bustos, sua filha, herda esta propriedade e com sua personalidade forte e liderança trabalha estas terras tornando-as em uma Bodega próspera.

    No ano 2000, a bodega foi adquirida pela Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, empresa líder no ramo vinícola no Chile e Argentina. A bodega foi expandida e  restaurada; equipada com tecnologia de ponta de origem francesa e italiana, combinando hoje arquitetura clássica e equipamento moderno.

    Esse rótulo é o primeiro varietal da Cabertet Franc que degustei e foi minha escolha para comemorar a derrota do Boca para o Corinthians na final da Libertadores de 2012.

    Cabernet Franc é uma varidade de uva tinta da família dos cabernets, do qual é proveniente. Ocupa aproximadamente 157.000 hectares de plantação no mundo todo, destre os quais, 211,13 ficam na França. O Cabernet Franc é mais leve que o Cabernet Sauvignon, possui taninos honestos ou sinceros conferindo firmeza e um corpo violão ao vinho, cor profunda e aromas de frutas tropicais e especiarias. É bastante utilizada para complementar outras uvas em cortes como Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Sangiovese e Ugni Blanc.

    É uma das seis uvas permitidas nos cortes de Bordeaux, ao lado de Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Carmenere e Petit Verdot. Também é relevante seu cultivo em regiões de clima tropical, como a Tanzânia e a Indonésia. Existem pequenas àreas de cultivo em países de menor importância enológica, como Paquistão e Turquia. Não participa de cortes de Champagne, a não ser nas safras especiais, onde se lançam os Champagnes "Vintage", que incluem esse varietal.

    O La Celia Reserva Cabernet Franc 2007 mostrou uma cor rubi escura e profunda, com halo de evolução em uma cor alaranjada; lágrimas finas e abundantes sujando a parede da taça. No nariz a madeira apareceu de forma franca (80% do vinho tem passagem por barricas de carvalho por 16 meses), com notas de café tostado e chocolate amargo; também são perceptíveis a fruta escura e notas minerais. Em boca mostrou-se estruturado e legante, com taninos robustos e macios e bem equilibrados com a acidez e o álcool; a fruta combinou-se harmoniosamente com o tostado outorgando um agradável e elegante final de boca.

    O Rótulo

    Vinho: La Celia Reserva
    Tipo: Tinto
    Castas: Cabernet Franc
    Safra: 2007
    País: Argentina
    Região: Mendoza
    Produtor: Finca la Celia
    Graduação: 14%
    Onde Comprar: RM Express
    Preço Médio: R$ 35,00
    Temperatura de Serviço: 18 graus