sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tipos de Uvas e suas Características - Parte II

Uvas Brancas

Chardonnay
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A Chardonnay é uma variedade que tem sua origem na Borgonha, França. Os cachos e as bagas são pequenos. Apresenta bom potencial para produção de açúcar, porém conserva sua acidez. O vinho Chardonnay é potente, tem bom volume de boca e pode apresentar grande complexibilidade aromática. Sua característica pode ser diferente, dependendo do método de fermentação utilizado. Destina-se, também, à elaboração de champagnes, espumantes e vinhos licorosos. É um dos vinhos de maior aceitação no mercado. Principais descritores aromáticos: maçã, citrus, abacaxi, pêssego, melão e maracujá; baunilha e manteiga.

Sauvignon Blanc
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Provavelmente provenha das regiões centrais ou do sudeste da França. Tem cachos e bagas pequenos. Os vinhos vinhos são secos, elegantes, finos e típicos. Pode ser utilizada para a elaboração de vinho licoroso de grande qualidade, como os botritizados. Principais descritores aromáticos: vegetal, frutado - citrus, damasco, pêssego, avelã, maracujá - floral e manteiga.

Moscato ­
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Sob esta denominação, há uma série muito grande de variedades. A maior delas tem sua origem provavelmente no Oriente Médio. O Moscato Branco tem cachos e bagas grandes. Pode dar origem a vinhos secos ou licorosos, com grande tipicidade devida ao caráter varietal de moscato. O Moscato, produzido no Vale do São Francisco, possui cacho pequeno e bagas médias ou pequenas e destina-se especialmente à produção de espumante moscatel e vinho licoroso. Isso deve ao seu potencial de açúcar, sabor intenso e delicado de moscato. Principais descritores aromáticos: flores brancas e forte característica do sabor moscato.

Riesling Renano
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A variedade Riesling Renano, originária do Vale do Rio Reno, é mais difundida no mundo que a Riesling Itálico. Tem cachos e bagas pequenos. O vinho é de alta qualidade, agradável, de bom equilíbrio, açúcar, acidez e muito aromático. Pode ser utilizada, também, para a elaboração de excelentes vinhos licorosos quando a uva é supermadura ou quando apresenta podridão nobre. Principais descritores aromáticos: flores brancas, frutas - citrus, pêssego, damasco, masco, abacaxi, mel e minerais.

Pinot Grigio
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É uma variedade originária da Bourgogne, França. Possui película de cor "cinza", podendo ser mais intensa nas regiões meridionais. Amadurece quase na mesma época que a Pinot Noir. É uma variedade relativamente vigorosa, mas não muito produtiva. É adaptada a solos profundos, secos e bem expostos. Adapta-se bem ao frio, mas é sensível à podridão cinzenta e ao míldio. Possui cachos e bagas pequenos ou muito pequenos. O vinho resultande é branco, possante e encorpado. Principais descritores aromáticos: frutas de polpas brancas, melão e pêssego.

Peverella
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Esta casta, originária do sul do Tirol. É uma cultivar vigorosa que, entretanto, apresenta o inconveniente da alternância de produção. Chega a 30 t/ha em anos férteis e não atinge 10 t/ha nos anos menos produtivos. Apresenta boa resistência a doenças fúngicas, especialmente às podridões do cacho, e normalmente é colhida com 15°Brix a 16°Brix. Origina vinho de boa qualidade, normalmente utilizado para cortes. A área cultivada com `Peverella` vem decrescendo há vários anos por causa, principalmente, do declínio provocado por vírus e a sua alternância de produção, associados a um maior estímulo para o plantio de outras viníferas por parte da indústria vinícola.

Prosecco
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 É uma cultivar do norte da Itália, onde é utilizada para a elaboração de conceituado vinho espumante. Apresenta bom desempenho agronômico na Serra Gaúcha, porém, em virtude da precocidade de brotação, pode sofrer danos causados por geadas tardias em áreas susceptíveis. A exemplo do que ocorre na Itália, também aqui origina espumantes de boa qualidade.

Sémillon
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Sauternes, na França, é o berço da `Sémillon`. É a principal cultivar branca da região de Bordeaux, onde é utilizada principalmente para a elaboração de famosos vinhos licorosos naturais, como os das denominações Sauternes, Barsac e Montbazillac. É uma cultivar de vigor médio, produtiva e muito bem adaptada às condições da Serra Gaúcha. Aqui, origina vinho neutro, normalmente utilizado em cortes com outros vinhos finos, sendo também usado como varietal.

Trebiano
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Cultivar italiana da região de Toscana, a `Trebbiano` tem grande difusão no mundo vitícola. É bastante cultivada na Itália, onde origina vinhos brancos secos e participa da composição do Chianti. É extensamente cultivada na França para a elaboração de vinhos para a destilação em Cognac e em Armagnac, além de participar da composição de vinhos de várias denominações de origem. Também está presente nos vinhedos da Bulgária, Grécia, Austrália, África do Sul, Estados Unidos, México, Argentina e Uruguai. Faz parte da história do cultivo de viníferas no Rio Grande do Sul, tendo sido uma das primeiras castas desse grupo a serem cultivadas no Estado. Já na década de 1930 era a vinífera mais propagada na Serra Gaúcha, destacando-se pela sua adaptação e produtividade. Representou, até 1973, mais de 50% da uva vinífera branca produzida na região da Serra. Também é cultivada na região da fronteira, em Santana do Livramento, e no Vale do Rio do Peixe, em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, é utilizada para a elaboração de vinho varietal, normalmente comercializado com os nomes de `Ugni Blanc` ou `Saint Émillion`, para a produção de espumantes e para cortes com outros vinhos finos de mesa.

Gewurztraminer
gewurztraminer
Referências indicam a `Gewurztraminer` como uma mutação somática da `Traminer Blanc`, uma cultivar provavelmente originária do Tirol Italiano. Foi levada para a Alemanha no século XVI, onde teria sido denominada `Traminer Rother` (´Traminer Rosa`). Na Alemanha, na região do Palatinado, duas formas rosadas foram distinguidas pela seleção: a `Savagnin Rose`, não aromática, e a `Gewurztraminer`, aromática. É uma cultivar de difícil cultivo por causa da alta susceptibilidade ao declínio e morte de plantas e à podridão cinzenta da uva, causada por Botritys cinerea. Além disso, é uma cultivar de baixa produtividade. O vinho de `Gewurztraminer` é reconhecido internacionalmente pela fineza e intensidade de aroma e sabor. É um dos principais varietais produzidos na região da Alsácia, na França.

Malvasia Amarela
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`Malvasia Amarela` foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Bento Gonçalves, em 1960, procedente da Estação Experimental de Caldas-MG, sob a denominação de `Malvasia de Lípari`. Na verdade, não é `Malvasia de Lípari`. Trata-se, possivelmente, da `Malvasia Bianca di Candia` descrita na ampelografia italiana. Demonstrou bom comportamento nos experimentos de Bento Gonçalves, sendo logo depois difundida nos vinhedos da região, principalmente neste município e em Garibaldi. Não se tem idéia exata da importância desta cultivar na região porque ela, assim como outras cultivares, é comercializada sob a denominação genérica `Malvasia`. É utilizada para a elaboração de vinho branco neutro, usado em corte com outros vinhos finos de mesa ou como vinho base para a elaboração de espumantes.

Malvasia Bianca
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A `Malvasia Bianca` foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1970, procedente da Universidade da Califórnia. Avaliada pela pesquisa, demonstrou bom desempenho produtivo na Serra Gaúcha, surgindo como uma alternativa de uva aromática para a região. A partir de unidades de observação instaladas no campo de testes da Cooperativa Vinícola Aurora Ltda e em propriedades de viticultores, começou a ser plantada comercialmente em meados da década de 1980. Origina vinho acentuadamente moscatel que pode ser comercializado como varietal, ser usado como fonte de aroma em cortes com outros vinhos ou ­servir como base para espumantes.

Riesling Itálico
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A origem da Riesling Itálico não está definida, pois se tem notícia de seu cultivo em vários países europeus como a França, Alemanha, Itália e Romênia. O cacho e a baga são pequenos ou médios. Elaborado com uva não suficientemente madura, o vinho tem pouco corpo e é ácido. Mas se a uva for madura, ele é equilibrado, delicado, agradável, fresco e aromático. Das duas Riesling é a mais cultivada no Brasil e seu vinho deve ser consumido jovem. Principais descritores aromáticos: flores brancas e frutas - citrus, maçã e abacaxi.

Malvasia Di Candia
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`Malvasia di Candia` é uma vinífera italiana, cultivada, sobretudo, nas regiões de Piacenza e Parma. Foi difundida no Rio Grande do Sul pela Companhia Vinícola Riograndense, que a cultivou nos municípios de Flores da Cunha, Caxias do Sul e Pinheiro Machado, para elaborar um vinho varietal suave, tipicamente aromático.

Malvasia Verde
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`A cor esverdeada da película da uva deu à `Malvasia di Lipari` a denominação regional de `Malvasia Verde`, utilizada na Serra Gaúcha. É uma antiga casta que, segundo a ampelografia italiana, deve ter sido levada por colonizadores gregos para a ilha de Salina, na Itália, por volta de 588 a.C.. É uma cultivar produtiva e resistente às podridões do cacho. Origina vinho branco neutro, normalmente utilizado para cortes com outros vinhos finos ou como vinho base para a elaboração de ­espumantes.

Viognier
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Viognier
É uma variedade originária das encostas do Rio Ródano, França. É de maturação média a tardia e se adapta bem em solos profundos mas não muito férteis. Tem brotação precoce, o que poe acarretar prejuízos quando exposta a geadas tardias. Possui certa resistência à maior parte das fúngicas. Possui cachos e bagas pequenos. Seu vinho é muito aromático, complexo e de qualidade. Pode ser alcólico e grao, mas, dependendo das condições, pode ter pouca acidez. Principais descritores aromáticos: flores brancas e frutas de caroço. ­

Níagara
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Cultivar de Vitis labrusca, a `Niágara Branca` foi selecionada do cruzamento ´Concord` x ´Cassady`, realizado no condado de Niagara, Nova Iorque, em 1868. Logo difundiu-se nos Estados Unidos, sendo ainda bastante cultivada naquele país como uva de mesa e para a elaboração de vinho e suco.  É utilizada principalmente como fonte de matéria prima para a elaboração de vinho, muito típico por suas características de aroma e sabor, amplamente aceito pelo consumidor brasileiro. Perdeu espaço como uva de mesa para a `Niágara Rosada`.

Níagara Rosada
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É uma mutação somática da `Niágara Branca`, detectada em parreiral do Sr. Antônio Carbonari, em 1933, no município de Louveira, São Paulo. Distingue-se da forma original, branca, pela intensa cor rosada das bagas. Difundiu-se rapidamente, substituindo a `Niagara Branca` como uva de mesa, em virtude de o consumidor brasileiro preferir uvas rosadas para consumo in natura. É Como resultado, já começa a aparecer no mercado em períodos de entressafra das regiões tradicionais, com perspectivas de grande expansão nos próximos anos. Além dos plantios comerciais, a `Niagara Rosada` apresenta ampla difusão em pequenos parreirais para consumo doméstico, devido a sua produtividade e rusticidade.

Goethe
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A cultivar difundida em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina sob a denominação `Goethe` ou alguma das sinonímias acima é, na verdade, uma cultivar de Vitis labrusca ainda não identificada, diferente da `Goethe`. Registros históricos dão conta que esta cultivar era plantada em várias regiões do Estado já nas décadas de 1920 e de 1930. Possivelmente, foi aqui introduzida juntamente com outras uvas americanas, como `Isabel` e `Concord`, na segunda metade do século XIX. Atualmente, as maiores concentrações de vinhedos desta cultivar estão nos municípios de Jaguari, onde origina um vinho típico regional, e de Farroupilha, onde também é utilizada para a elaboração de vinho característico. É uma cultivar muito rústica, resistente a doenças fúngicas e, normalmente, plantada de pé-franco. Também tem sido usada, em pequena escala, como porta-enxerto. Caracteriza-se pelo alto vigor, cachos pequenos soltos, bagas esféricas, rosadas, película espessa. As bagas, quando maduras, desprendem-se facilmente do engaço. Origina vinho branco intensa e tipicamente aromático, muito apreciado por alguns, detestado por outros. A verdadeira `Goethe` é cultivada em pequena escala, tanto no Rio Grande do Sul como em Santa Catarina, com o nome `Martha`.

Flora
­flora
`Flora` é uma cultivar de Vitis vinifera, resultante do cruzamento `Sémillon` x `Gewurztraminer`, selecionada pelo Prof. H. P. Olmo, da Universidade da Califórnia. Foi trazida para o Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1965. Destacou-se entre outras viníferas pelo comportamento produtivo e qualidade da uva obtidos nos experimentos conduzidos na Serra Gaúcha. Entretanto, os primeiros plantios comerciais desta cultivar no Estado foram feitos em Santana do Livramento, pela empresa National Distillers, em meados da década de 1970, onde também apresentou bom desempenho. Ganhou espaço nos vinhedos da Serra Gaúcha a partir de 1990. `Flora` é bastante resistente às podridões do cacho, porém, é sensível à antracnose. Apresenta elevado potencial glucométrico e acidez equilibrada. Tem sido usada para a elaboração de vinho branco varietal e também para espumantes, originando produtos de qualidade, com aroma e buquê característicos.

Tipos de Uvas e suas Características - Parte I

Uvas Tintas

Cabernet Sauvigno­n
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É uma antiga cultivar da região de Bordeaux, França, hoje plantada com sucesso em muitos países vitícolas. É uma uva de cultivar muito vigorosa e medianamente produtiva. Em vinhedos bem conduzidos obtêm-se uvas aptas à elaboração de vinhos típicos, que podem evoluir em qualidade com alguns anos de envelhecimento. Principais descritores aromáticos: pimentão verde, violeta, amora, cassis, ameixa, coco, baunilha, couro, cacau e tabaco.
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Merlot­ ­­
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É uma uva também originária da Região de Bordeaux. Possui cacho geralmente alado de tamanho médio e bagas pequenas. Quando elaborado com uva madura, seu vinho é redondo, aveludado, potente, rico em álcool e de coloração intensa. Devido à sua constituição fenólica, pode ser fermentado e amadurecido em barrica de carvalho. É um vinho que pode ser consumido puro ou cortado com outros varietais, principalmente, com o Cabernet Sauvignon. Principais descritores aromaáticos: os mais complexos lembram trufas e são frutados, com características de ameixa, cereja preta, framboesa e groselia.

Barbera
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`Barbera` é originária da região norte da Itália. Além de grande expressão em seu país de origem, a `Barbera` também é cultivada na Argentina e no Brasil. Foi introduzida no Rio Grande do Sul no início do século XX, e seu cultivo se difundiu na Serra Gaúcha, a partir de 1925. Foi a principal vinífera tinta da região até 1983. A partir daí, cedeu espaço para viníferas tintas francesas como ´Cabernet Franc`, ´Merlot` e ´Cabernet Sauvignon`. É uma cultivar produtiva e bem adaptada no Rio Grande do Sul. A uva normalmente atinge elevado teor de açúcar e apresenta acidez também elevada. É sensível às podridões do cacho, havendo prejuízos em anos chuvosos durante o período de maturação. Origina vinho rico em extrato, com coloração intensa e acidez elevada. Com estas características, a `Barbera` poderia ser uma boa opção de uva tinta para a região nordeste do Brasil.

Pinot Noir ­
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O berço da `Pinot Noir` é a Borgonha, na França, onde é utilizada para a elaboração de vinhos tintos de alto conceito. Também ocupa lugar de destaque na região da Champagne, originando, juntamente com a `Chardonnay`, os famosos vinhos espumantes da região. É uma cultivar precoce, de ciclo curto, e por isso muito difundida em vários países da Europa setentrional. Foi introduzida no Brasil há mais de setenta anos, permanecendo nas coleções ampelográficas das estações experimentais.

Pinotage ­
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´Pinotage`é resultante do cruzamento ´Pinot Noir`x ´Cinsaut`, realizado na África do Sul pelo Prof. Peroldt, em 1922. Ela só foi propagada para testes em áreas comercias em 1952, e em 1959 foi consagrada ganhando o concurso de vinhos jovens da cidade do Cabo. O nome ´Pinotage` é uma combinação dos nomes ´Pinot` com ´Hermitage`, sendo esta uma denominação usada para a Cinsaut na África do Sul. É produtiva, resistente a podridões do cacho e apresenta ótimo potencial glucométrico, atingindo, normalmente, 20ºBrix a 22ºBrix, com uma acidez total ao redor de 110 mEq/L. Origina vinho frutado, apto a ser consumido jovem.

Bonarda ­
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­bonarda
É uma cultivar da região norte da Itália. Com o incremento na difusão das viníferas francesas, a partir da década de 1970, a `Bonarda` foi desvalorizada no mercado, verificando-se rápida diminuição de sua área cultivada. É uma cultivar de brotação precoce, vigorosa e produtiva. Normalmente atinge boa graduação glucométrica, 19ºBrix a 20ºBrix, e origina ­vinho com boa cor e rico em extrato.

Cabernet Franc ­
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Cultivar francesa da região de Bordeaux. `Cabernet Franc` adapta-se muito bem às condições da Serra Gaúcha, é medianamente vigorosa e bastante produtiva, proporcionando colheita de uvas de boa qualidade, atingindo facilmente 18ºBrix a 20ºBrix, em vinhedos bem conduzidos. Origina vinho com tipicidade, apropriado para ser consumido ainda jovem. Em anos menos chuvosos durante o período de maturação o vinho é mais encorpado e tem coloração mais intensa, apresentando considerável evolução qualitativa com alguns anos de envelhecimento. Na região do Vale do Loire, na França, é utilizada para a elaboração de vinhos rosados de alta qualidade.

Gamay
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A Gamay é originária da Borgonha, frança. O cacho é pequeno e as bagas são de tamanho médio. O vinho geralmente jovem, fresco e com acidez relativamente elevada. O corpo é magro devido a uma franca composição em taninos. A cor varia de púrpura a violeta e sua intensidade é de média a fraca. É um vinho para ser consumida jovem, mas há produtos de qualidade e com características para o envelhecimento. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas, como o morango.

Syrah
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Syrah­
Também conhecida como Shiraz, há até pouco tempo sua origem era desconhecida. Entretanto, segundo estudos recentes feitos com DNA, é provavelmente o cruzamento natural entre as variedades Mondeuse Blanche (branca e originária do Departamento de Savoie) e Dureza (tinta e originária do Departamento de Ardèche) e provavelmente ocorrido na Região do Vale do Rio Rhône, França. O cacho é de tamanho pequeno a médio e as bagas são pequenas. Quando elaborado com uva madura, o vinho tem potencial alcoólico, é apto ao envelhecimento e de ótima qualidade. Possui cor intensa, é aromático, fino e complexo. É tânico, estruturado e com acidez adequada. Não confundir com a Petite Sirah que, também segundo estudos recentes com DNA, é uma denominação qua na Califórnia engloba ema série de variedades, como a Durif, Pelorsin e Pinot Noir. Principais descritores aromáticos: trufas, tabaco, alcaçus e frutas vermelhas - groselha, mirtilo e framboesa - floral e especiarias.

Tannat
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A Tannat é originária da Região Basca, sudoeste da França. Tem cacho grande e bagas médias ou pequenas. Hoje, é o vinho emblemático do Uruguai. É muito rico em compostos fenólicos, estruturado e de coloração muito intensa. Geralmente ácido, duro e nervoso. Se a uva é madura, o vinho envelhecido em barrica de carvalho torna-se relativamente redondo, mais suave e agradável. Sua coloração o credencia para ser usado tanbém em cortes com outros vinhos deficientes em cor. Tem características que permitem envelhecimento prolongado. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas, cassis, framboesa, ameixa e marmelo, caramelo e especiarias.

Tempranillo
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A Tempranillo é uma variedade originária de Rioja, Espanha, mas também em Portugal, com outras denominações. O tamanho do cacho varia de médio a grande e as bagas são médias. O vinho pode ser fino e complexo, é de boa qualidade, cor intensa e bem estruturado, mas geralmente com pouca acidez. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas - framboesa e morango - especiarias e tabaco.

Touriga Nacional

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Originária de Portugal, possui cachos e bagas de tamanho médio. É utilizada na elaboração dos vinhos do Porto de qualidade e, também, de vinhos não-licorosos. O vinho é complexo e potente, com bom corpo, boa estrutura fenólica, cor relativamente intensa, podendo ser envelhecida por longo tempo. Principais descritores armáticos: aroma frutado, principalmente, de cassis.

Sangiovese
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A Sangiovese é originária da Toscana, Itália, possui cachos e bagas de tamanho médio. É utilizada na elaboração de vinhos Chianti e nos chamados Supertoscanos. É um vinho jovem para ser consumido no dia a dia, de corpo médio, tem uma cor vermelha rubino, tênue e agradável e de sabor enxuto e harmônico. Principais descritores aromáticos: Concentra aromas de amoras silvestres e carvalho.

Bordô ­
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É uma cultivar selecionada em Ohio, Estados Unidos, por Henry Ives, a partir de sementeira estabelecida em 1840. Tem importância comercial só no Brasil, onde foi introduzida em 1904, procedente de Portugal. Foi inicialmente difundida no Rio Grande do Sul, depois em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. É uma cultivar muito rústica e resistente a doenças fúngicas, normalmente plantada de é-franco. A uva apresenta alta concentração de matéria corante, motivo principal de sua significativa difusão. Origina vinho e suco intensamente coloridos que, em cortes, servem para a melhoria da cor dos produtos à base de `Isabel` e de `Concord`. Participa, embora em pequena escala, do mercado de uvas in natura, sendo utilizada como uva de mesa e também para a elaboração de suco de uva caseiro.

Concord ­
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Tradicional cultivar de Vitis labrusca, a ´Concord` é originária de Massachussets, Estados Unidos, onde foi a uva mais popular no final do século XIX, sendo utilizada para consumo in natura e para a elaboração de vinho e de suco. É uma cultivar de alta rusticidade, normalmente cultivada de pé-franco e, muitas vezes, dispensando tratamentos com fungicidas. Para a obtenção de boas produções comerciais, entretanto, normalmente são feitas algumas pulverizações. ´Concord` é relativamente precoce, medianamente vigorosa e bastante produtiva quando bem cultivada. O teor de açúcar é baixo, entre 13ºBrix e 16ºBrix. Entretanto, pelas suas características de aroma e sabor, ainda é a cultivar preferida para a elaboração de suco.

Isabel ­
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A `Isabel` é tida como um híbrido natural de Vitis labrusca x Vitis vinifera. Segundo registros, originou-se de semente na Carolina do Sul, Estados Unidos, antes de 1800. Daí foi levada para o norte por Isabella Gibbs, expandindo-se rapidamente na costa leste do país. `Isabel` é uma cultivar de alta fertilidade e rusticidade, proporcionado colheitas abundantes com poucas intervenções de manejo. Tem o sabor característico das labruscas, adaptando-se a todos os usos: é consumida como uva de mesa; usada para a elaboração de vinhos branco, rosado e tinto, os quais, muitas vezes, são utilizados para a destilação ou para a elaboração de vinagre; origina suco de boa qualidade; pode ser matéria prima para o fabrico de doces e geléias.

Fontes: CD Cadastro Vitícola Embrapa Uva e Vinho; Manual do Vinho

Canopia Malbec-Syrah 2009

Degustei este vinho após palestra Tipos de vinhos e suas classificações ministrada pelo sommelier Ângelo Bruno no dia 04 de agosto na Estação do Vinho no Shopping Plaza Casa Forte.

O Canopia Malbec-Syrah é produzido pela tradicional vinícula Bodegas Esperalda da Argentina, fundada em 1926. É parte do grupo Catena Zapata, contando com a expertise e competência do maior nome do vinho argentino. Possui uma vasta área de vinhedos em algumas das melhores localidade de Mendoza.

É um vinho leve e fresco, mas bem trabalhado. Sua coloração violácea e brilhante demonstra sua jovialidade, além de suas lágrimas rápidas.

O vinho foi servido a uma temperatura mais baixa que o usual, fazendo sobressair, no início, a acidez. A medida que o vinho foi subindo um pouco a temperatura mostrou um buquet cativante de frutas maduras e notas florais e em boca a acidez deu lugar a um frescor com tanino bem presente no final.

Não é um vinho de guarda mas é um excelente vinho para o dia-a-dia, inclusive pelo custo benefício. Ideal para acopanhar carnes e massas.

O Rótulo

Vinho: Canopia
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: Malbec e Syrah
Safra: 2009
País: Argentina
Região: Mendonza
Produtor: Bodegas Esmeralda
Graduação: 13,4%
Onde comprar: Clube du Vin
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 16-17 graus

sábado, 30 de julho de 2011

Miolo Terranova Shiraz 2003

Há muito não degustava um vinho nacional e devo adimitir que, diante das experiências pessoais, não perdi muito como essa "falta de enopatriotismo"...

Esta também é a primeira postagem do blog destinada a um rótulo produzido no Brasil.

Ganhei, de minha irmã, uma garrafa do Miolo Terranova Shiraz 2003 que há muito estava guardada... Trouxe o vinho mais por curiosidade que pode desejo de degustar: queria saber se um vinho com pouco potencial de guarda suportaria 8 anos. Suportou, graças a pouca luz onde estava armazenado e ao armazernamento horizontal.O vinho chamou atenção pelos aromas; mesmo antes de findar a abertura da garrafa, um aroma amadeirado com mesclas de café e especiarias já pairavam no ar.

É um vinho de cor vermelho atijolada, um pouco fosca com uma presença discreta de lágrimas. Como já descrevi é um vinho de aromas intensos: um bouquet muito agradável e presente. Aromas típicos de shiraz, profundos, com toque picante de pimenta do reino, café, com a madeira também bem presente no olfato.

Já na boca deixou a desejar, principalmente com o passar do tempo após a abertura da garrafa e o final é pouco presente. É um vinho, no início, adocicado de pouco corpo com uma acidez alta. O picante do aroma também mostra-se bem presente na boca no início, porém pouco equilibrado.

É um vinho que definitivamente não deve ser guardado. Andei vendo uns comentários sobre o vinho e mesmo tendo sido degustados dentro de um período não superior a dois anos de sua safra vi que não difere muito do que percebi, exceto pela cor. Não é um vinho ruim, mas deve ser bebido ainda jovem e os mais rápido possível.

O Rótulo

Vinho: Terranova
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz
Safra: 2003
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Miolo
Graduação: 12%
Temperatura de serviço: 15 graus
Preço: R$ 59,00 (Só encontrei na net um Box de 5litros)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estação do Vinho


Para comemorar o Dia dos Pais, o Plaza (Recife) realizará, de 1º a 14 de agosto, a 3ª edição da Estação do Vinho.

O evento contará com espaços planejados para receber visitantes, com exposição de rótulos e objetos que cercam o universo dos vinhos, além de degustação e explanações sobre a História do Vinho (origem, regiões produtoras, nacionais e importados, desmistificação da máxima de que apenas vinhos caros são de boa qualidade) pelo sommelier Ângelo Bruno

Club Du Vin é mais uma vez parceiro do Plaza. Ângelo Bruno, ficará responsável pela programação, palestras e degustação. Além do Club Du Vin, o evento tem ainda a parceria da Sandrin - com toda a infraestrutura da cozinha gourmet - e da Falmec, com sua linha de fornos e fogão.

As palestras ocorrerão sempre às 18h30, com uma hora e meia de duração, na arena Estação do Vinho, no piso L4. Cada palestra terá limite de 20 participantes inscritos, com assentos reservados. Este ano, todos os participantes receberão um certificado ao final do evento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Romeu com uma coroa de uvas, tocando violão enquanto dança com o sol e o mar"

 
Um albanês usou nada menos que 229.764 rolhas para produzir um mosaico na cidade de Tirana, capital do país. O objetivo de Saimir Strati era entrar no Guinness, o livro dos recordes.

O painel, construído sobre uma superfície de plástico, mede 12,94 m de largura por 7,1 m de altura. A peça foi batizada de "Romeu com uma coroa de uvas, tocando violão enquanto dança com o sol e o mar". Strati trabalhou 14 horas por dia durante 28 dias para terminar a obra, segundo a agência Reuters.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saiba como Comprar sua Adega

As adegas climatizadas servem para manter a temperatura e assim assegurar a qualidade do vinho. Alguns vinhos podem custar uma pequena fortuna e ao abrirmos a garrafa percebemos que seu aroma e sabor estão alterados. Isso acontece porque o vinho não pode ser guardado de qualquer jeito e em qualquer lugar. Vinhos não podem ficar em temperaturas altas ou sofrerem oscilações de temperatura, ficar em lugares úmidos e em lugares que sofram trepidações. Todos estes fatores fazem com que o vinho sofra alterações e até podem deixar o vinho intragável para degustar.
Até o vinho mais simples podem ter seu sabor alterado em poucos meses, se não for guardado em um lugar adequado. E o prejuízo pode ser maior em vinhos como os “bourdeax”, que precisam de anos de envelhecimento para atingir seu auge.
Os especialistas recomendam que a bebida fique em um ambiente com pouca ou nenhuma luz, com o mínimo de vibração e ruído, temperatura constante entre 12 ºC e 16ºC e cerca de 65% de umidade relativa do ar.


Qual o tamanho de adega que devo comprar?


Antes de comprar a sua adega alguns fatores devem ser considerados. Verifique primeiro sua necessidade de consumo. Existem à venda adegas pequenas com capacidade para até seis garrafas e outros modelos que comportam 200 garrafas.


A partir de uma conta simples você saberá a capacidade ideal da adega que deverá comprar. Se você compra duas garrafas por semana, ao final do mês terá oito garrafas. Se destas oito garrafas, duas são vinhos médios, uma de excelente vinho e os demais vinhos para o dia a dia, você precisará de uma adega de para 40 garrafas, pois você terá seis excelentes vinhos, para guardar para um momento especial ou porque ainda estão novos, 12 vinhos médios e os demais para consumo rápido.


Temperatura da adega


Os vinhos são muito sensíveis a mudanças de temperatura. Portanto ao comprar uma adega dê preferência aos modelos que tenham mostradores e botões de programação em seu exterior. Assim, você não precisará abrir a adega para checar a temperatura ou fazer sua programação. A temperatura ideal para a guarda e consumo de vinhos fica entre 14 e 18ºC.

O vinho tinto é o único que tem temperaturas iguais para o consumo e guarda. No caso dos vinhos brancos você pode mantê-los na guarda até o consumo. Mas precisará resfriá-los antes de beber, para uma temperatura próxima dos 6ºC. Algumas adegas contam com repartições diferentes em que permitem ajustar até três tipos de temperatura.
Nas adegas grandes, acima de 100 garrafas, é possível obter parcialmente este efeito colocando vinhos que necessitam temperaturas mais altas nas prateleiras mais baixas.


Proteção


Algumas adegas contam com fechadura e as mais sofisticadas com leitor biométrico de impressão digital. Caso tenha vinhos muito caros, prefira a adega com leitor biométrico, pois algumas garrafas custam uma verdadeira fortuna.


A adega deve ter livre circulação de ar entres as gavetas, que elas devem ser vazadas, para que o ar circule internamente e mantenha todas as garrafas em sua temperatura ideal. Algumas marcas apresentam filtros de carvão ativado para garantir um ar interno de alta qualidade, livre de poeira, resíduos e cheiros.


Portas de vidro e iluminação


Ao comprar sua adega procure por um modelo que tenha portas de vidro com proteção dos raios UV. Assim ela não vai precisar ficar em um quarto escuro e garantirá proteção contra a luz.


Algumas adegas contam com iluminação interna, que facilitam a localização do vinho em seu interior, caso opte por comprar uma destas, o ideal é que a lâmpada não gere calor.


Espaço e acesso aos vinhos


Pata ter acesso fácil aos vinhos e não danificar os rótulos prefira modelos com prateleira que deslizam e se inclinam. Assim, você pode escolher os seus vinhos sem ter que ficar puxando as garrafas.


Verifique se o modelo de adega que pretende comprar tem espaço para garrafas de borgonhas, champagnes e de tamanhos especiais. Assim, você pode retirá-las para aumentar o espaço interno e acomodar garrafas maiores.


Modelos de adegas: com compressor ou por aspiração


O limite de refrigeração das adegas por aspiração é de 15 ºC com relação à temperatura externa. Os modelos sem compressor são melhores para adegas pequenas com até 30 garrafas, porque 15º C é uma temperatura aceitável para todos os vinhos. Além disso, irá vibrar menos.


Para as adegas maiores a diferença será menor, o compressor quando ligado pode causar vibrações, mas como são adegas maiores, elas têm mais instabilidade e isso não chega prejudicar o vinho.
Evite comprar modelos com compressores normais de geladeiras, prefira modelos silenciosos e com proteção contra quedas de energia e que não reiniciam seu compressor a cada piscada de luz, evitando trancos no motor.


Qual a temperatura da adega?


A temperatura ideal para armazenamento dos vinhos é 15°C para todos os tipos, porém a temperatura deverá ser da seguinte forma:
  • Brancos – 9°C a 12°C
  • Rosés – 10°C a 13°C
  • Tintos – 15°C a 18°C
  • Sobremesas (vinhos doces) – 8°C a 12°C
  • Fortificados (estilo Porto) – 16°C a 20° C
Porque preciso comprar uma adega ao invés de usar a geladeira de casa?


Os vinhos são muitos sensíveis às oscilações de temperaturas e de luz. Quem aprecia um bom vinho sabe que essas variações podem alterar o sabor, o aroma e até estragar uma garrafa de vinho.


Veja porque a geladeira não é indicada para guardar seus vinhos:


- A geladeira foi projetada para produtos alimentares e não para armazenar seus vinhos;


- A geladeira é feita para resfriar os alimentos rapidamente e não mantém a sua temperatura constante. Essas variações prejudicam o vinho;


- O refrigerador é projetado para remover calor e umidade de produtos alimentícios, vinhos não emitem calor ou umidade. Assim, o ambiente ficará muito seco fazendo com que a rolha se encolha permitindo o ar na garrafa e arruinando seu vinho. Uma adega climatizada não resseca o ambiente e mantém seu vinho em condições ideais de armazenamento.


- Quem não tem muito espaço em casa, pode optar por comprar adegas menores e compactas com capacidade para 6, 16, 20 e 25 garrafas. Essas adegas contam com modernos sistemas de refrigeração eletrônica, que conseguem proteger melhor os vinhos contra o calor, oscilações de temperatura e trepidação. O consumo de energia da maioria delas é baixo, o que impacta pouco a conta de luz.