domingo, 18 de novembro de 2012

Uma boa notícia para os preguiçosos de plantão

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Alberta (Canadá), a tradicional tacinha de vinho que acompanha o jantar de muitos pode ser equivalente a cerca de 30 minutos de atividade física. Com isso, são minimizados os efeitos do sedentarismo, ajudando a evitar que os músculos envelheçam. Além disso, aumenta a densidade dos ossos e melhora a circulação do sangue. O responsável por isso é o resveratrol, componente do vinho que também traz vários outros benefícios já conhecidos, como ajudar na prevenção do mal de Alzheimer. Mas, claro, essa substância não substitui os exercícios físicos; ela apenas é uma auxiliar no processo. Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito.
 
Fonte: Menu Especial

sábado, 17 de novembro de 2012

Burmester Porto Ruby

A história de produção e exportação de vinhos do porto pela Burmester remotam para década de 50 do século XVIII. O nome da família e que dá nome ao vinho é oriundo da pequena cidade de Moelln, no norte da Alemanha, derivando do título Burgomestre, que significa chefe de município.
 
No final do milênio, o Grupo Amorim adquiriu a CASA BURMESTER,  e recentemente foi adquirida pelo Grupo Sogevinus SGPS, S. A.
 
O Burmester Porto Ruby faz parte da linha standart da empresa. A média de idade dos vinhos que constituem o lote é de 3 anos e o envelhecimento se dá  em balseiros de carvalho (grandes depósitos de madeira) durante os primeiros 6 meses e em seguida o envelhecimento decorre em cubas de inox. É engarrafado jovem para preservar a sua personalidade forte e viva
 
O vinho mostrou uma cor rubi escura muito brilhante, com lágrimas abundantes, finas e velozes. No nariz seus aromas mostraram fruta vermelha madura, café, baunilha e tostado. Em boca, mostrou-se intenso e vigorosos, típico da sua jovialidade, repetindo a fruta vermelha madura (cereja e morango) e mostrando delicadas notas de café e tostado. Final de corpo de média intensidade com o doce aparecendo, de forma equilibrada, no retrogosto. Um vinho para se ter na adega e degustar um cálice no fim de um dia de trabalho.

O Rótulo

Vinho: Burmester Ruby
Tipo: Porto
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Mapa do Vinho - Parte VII

Chegamos a nossa última postagem da série Mapa do Vinho e nela iremos falar um pouco sobre Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
 
Austrália
 
É o sexto no ranking dos produtores mundiais; um expoente do novo mundo. Conhecida pelo uso extensivo de tecnologia e por vinhos concentrados, frutados e muito aromáticos, com passagem em barris de carvalho, de grande apelo comercial. A shiraz é a uva emblemática do país e geralmente vem associada a alguma parcela da cabernet sauvignon. O mítico Grande, produzido pela Penfolds, é o exemplo mais bem sucedido desta parceria. O Grande salto se deu nos últimos vinte anos, e hoje são mais de 1.700 vinícolas em operação no país.
 
Principais Regiões
 
Austrália Meridional, Victoria e Tasmânia, Nova Gales do Sul (New Soth Wales) e Austrália Ocidental.
 
Austrália Meridional
 
Os grandes nomes australianos estão nesta região quente, como o lendário Pnefolds. Aqui a Shiraz predomina, em especial nos Vales de Barossa, McLaren e Vale do Clare, onde a riesling também tem vez; já a Coonawarra é a terra da cabernet sauvignon. Adelaide Hills, um pouco mais fria, é propicia para o cultivo de sauvignon blanc e pinot noir, e Riverland é generosa e produz  cepas variadas.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, cabernet sauvignon, merlot, grenache, mouverdère e pinot noir. Brancas - Chardonnay, sémillon, sauvignon blanc e riesling.
 
A região de Coonawara (sul da Austrália) produz os melhores cabernet sauvignon do país e shiraz de grande qualidades.
 
O sémillon do Vale do Hunter é um branco que necessita um tempo na garrafa - uns 5 anos e ele atinge o seu apogeu. Não se deve bebê-lo jovem, quando ele ainda é ralo e sem aroma.
 
Curiosidade
 
Os melhores vinhos australianos indicam no rótulo a variedade da uva. Sendo que a primeira cepa impressa é a que predomina no corte.
 
Victoria e Tasmânia
 
Região de extremos climáticos, a temperatura varia de 42 graus Celsius no continente a muito frio na Tasmânia. Aqui a shiraz mostra notas mais apimentadas e a Pinot Noir predomina mais ao sul de Victoria.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, cabernet sauvignon, pinot noir e merlot. Brancas - Chardonnay, sauvignon blanc, riesling e Viognier.
 
Nova Gales do Sul
 
É neste pedaço da Austrália que fica a região vinícola mais conhecida do país: o Vale do Hunter com  seu shiraz carnudo, um longo sémillon e um chardonnay mais mineral.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Cabernet sauvignon, shiraz e merlot. Brancas - Sémillon, chardonnay e sauvignon blanc.
 
Austrália Ocidental
 
O destaque aqui é a região de  Margaret River, com belos exemplares  de cortes bordaleses (cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc e petit verdot) e as brancas sauvignon blanc e sémillon.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Cabernet sauvignon, pinot noir e merlot. Brancas - Sémillon, sauvignon blanc, riesling e chardonnay.
 
Nova Zelândia
 
Trigésimo terceiro no ranking mundial, a região mais ao sul do planeta que vinifica vinhos, a Nova Zelândia conta atualmente com mais de 500 vinícolas. O país acordou  para o mundo do vinho na década de 1970, mas o grande avanço se deu mesmo há cerca de 25 anos. O fresco e aromático sauvignon blanc conquistou a crítica especializada e os consumidores do mundo. A tinta pinot noir  se dá bem no clima frio do país.
 
Principais regiões
 
São nove as principias regiões, distribuídas nas duas ilhas que formam a Nova Zelândia: quatro ficam  na Ilha do Sul  (Nelson, Marlborough, Cantebury & Waipara e Otago Central) e cinco na Ilha do Norte (Auckland & Northland, Waikato & Baía de Plenty, Gisborn, Baía de Hawke, Wellington & Wairarapa).
Princiapis Uvas: Tintas - Pinot noir, merlot e cabernet sauvignon. Brancas - Sauvignon blanc, chardonnay, riesling e pinot gris.
 
Se a opção lógica é a sauvignon blanc, procure rótulos da região de Marlborough.
 
A área plantada de vinhas na Nova Zelândia saltou de 5.000 hectares em 1990  para mais de 15.000 atuais. Em Marlborough estão concentrados 42% dos vinhedos  do país, com mais de 70% das vinícolas.
 
África do Sul
 
Oitavo maior  produtor de vinhos do mundo  a África do Sul colocou o continente africano no mapa do vinho. A história da vinicultura neste país remota a colonização holandesa, em 1679, mas a reviravolta aconteceu após o final do apartheid, nos anos 1990. As vinícolas sul-africanas se concentram no sudoeste do país,  em torno da região do Cabo. As cooperativas ainda são as maiores produtoras.
 
Principais Regiões
 
Mesmo havendo outras áreas no centro e na costa oeste, Stellenbosh e o Distrito de Paarl, na Península do Cabo, ainda são os principais responsáveis pelos vinhos de qualidade produzidos na África do Sul.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, pinotage, cabernet sauvignon e merlot. Brancas - Chenin Blanc, sauvignon blanc e chardonnay.
 
Os melhores rótulos  são feitos  com as cepas brancas Chenin Blanc e as tintas Shiraz e Pinotage (cruzamento da pinot noir e cinsault, realizada em 1924 pelo professor Abraham Perold).
 
Para o maior crítico de vinhos sul-africanos, John Platter, mesmo sendo considerada  a uva símbolo, a pinotage não deve ser considerada  a melhor cepa do país.
 
Fonte: Veja.com

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Viña Maipo Reserva Syrah 2009

A pedida do sábado passado foi um syrah da safra de 2009 da chilena Viña Maipo, vinícola esta que tem a Syrah como a sua principal cepa. Já comentamos um chardonnay da mesma linha aqui no blog: relembre.
 
Syrah é originária da Pérsia e foi trazida ao ocidente pelos fenícios para a cidade francesa de Marselha e, daí, para a região do rio Ródano no sul da França. Esta uva comporta-se de maneira diferente de acordo com a região onde é cultivada e adaptou-se perfeitamente na Austrália, onde é conhecida como Shiraz.
 
O Viña Maipo Reserva Syrah 2009 tem 8 meses passagem por barricas de carvalho americano e apresenta um ótimo custo versus benefício e é uma boa pedida para o dia a dia, bom para ser degustado como aperetivo ou para harmonizar com uma massa, uma boa carne grelhada ou queijos.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, brilhante e com halo púrpura claro; lágrimas grossas e lentas. No nariz muito aromático, mostrando notas de frutas vermelhas, chocolate, café e tostado. Em boca repetiu a fruta e o chocolate; taninos macios e uma acidez elevada, mostrando que ainda pode aguentar mais uns anos na garrafa. Final de boca de média persistência com o café e a madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Viña Maipo Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Rapel
Produtor: Viña Maipo
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 31,00
Temperatura de serviço: 18º

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vinho tinto potencializa tratamento de radiação contra câncer de próstata

Pesquisas indicam que um composto encontrado em vinhos tintos, o resveratrol, pode tornar as células do tumor de próstata mais suscetíveis a radiação e, portanto, tornar o tratamento mais eficaz.
 
Já existem pesquisas sobre os efeitos positivos na saúde cardiovascular e prevenção de derrames, assim como a diminuição do risco de desenvolver outros tipos de câncer. Por isso, pesquisadores da Universidade do Missouri, nos EUA, descobriram, pela primeira vez, que ele pode ajudar também no tratamento do câncer de próstata.
 
"Outros estudos notaram que o resveratrol faz as células do tumor mais suscetíveis à quimioterapia, e resolvemos testar se isso tem efeito na terapia de radiação. Descobrimos também que esse efeito é ainda maior quando o tratamento é feito separado", disse o professor Michael Nicholl, da Escola de Medicina da Universidade do Missouri.
 
No entanto, a dosagem da substância, para obter esse efeito, é muito alta e por isso os cientistas estão tentando encontrar outros meios para oferecer o resveratrol ao organismo sem o alto consumo de vinho. "Não precisamos de uma grande quantidade no tumor, mas para que o composto seja eficiente, a pessoa precisa ingerir muito resveratrol", explicou Nicholl.
 
Os próximos passos incluem testes em animais, e, se bem sucedidos, podem levar a um tratamento mais eficiente contra o câncer de próstata. "Esse estudo tem o potencial de revolucionar os tratamentos da doença", comemorou o pesquisador, Dr. Axel Thompson.
 
Fonte: Revista Adega

Santa Rita 120 Carménère 2010

Esse rótulo foi sem sombra de dúvida o varietal carménère mais equilibrado que já degustei e o que é melhor sem toques vegetais (pimentão) tão comuns e essa cepa. O vinho é produzido pela Viña Santa Rita, criada em 1880 por Domingo Fernandez Concha na região do Alto Jahuel, Vale do Maipo. Em 1980 foi adquirida pelo Grupo Claro, comandado pelo empresário Ricardo Claro Valdéz.
 
Em 1982 lançou a linha 120, marca emblemática da vinícola e nessa década começou sua forte penetração no mercado internacional de vinhos.
 
A Santa Rita possui mais de 3.000 hectares de vinhedos nas sete principais regiões produtoras do Chile. Essa tremenda diversidade geográfica permite aos viticultores e enólogos da Santa Rita criarem um vasto portfólio de vinhos de alta qualidade de terroir específicos.
 
"O nome 120 é uma alusão aos 120 patriotas que lutaram pela independência do Chile, os quais, exaustos após uma longa e difícil batalha atingiram as terras de Santa Rita. Naquela noite de 1814 as forças encontraram refúgio nas caves  da propriedade. Hoje, dentro destas mesmas adegas, o premiado 120 é criado para honrar o caráter heróico dos patriotas".

Vamos ao vinho: visualmente mostrou uma cor rubi profunda com reflexos violáceos, lágrimas finas, lentas e abundantes. No nariz a fruta escura apareceu mesclada com a especiaria e suave toque de tostado. Em boca ele apareceu leve, repetindo a fruta, seguida de toques de pimenta; taninos redondos e muito intensos, em harmonia com álcool e acidez. Final de corpo médio-longo com a fruta e a madeira bem integradas e aparecendo no retrogosto.

O vinho foi degustado com Fernanda e o amigo Juberlan, que trouxe a garrafa. Harmonizamos com um belo Baby Beef.
 
O Rótulo

Vinho: Santa Rita 120
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Santa Rita
Graduação: 14,2%
Onde comprar: Grand Cru
Preço médio: R$ 35,00 (Essa foi Presente)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 88 WS

sábado, 10 de novembro de 2012

Alguém aí ainda tem dúvida sobre os benefícios do vinho?

Estudos científicos vêm há bastante tempo debatendo os benefícios do vinho para as mulheres, e um dos mais comentados diz respeito a diminuição do risco do desenvolvimento do câncer de mama. Uma nova pesquisa, feita pela Universidade de Cambridge, descobriu que além de diminuir os riscos, o vinho também ajuda mulheres que sofrem com a doença a se recuperarem.
 
O estudo foi feito com mais de 13 mil mulheres diagnosticadas com câncer de mama há mais de sete anos. Foram analisados os índices de massa corporal e o consumo de álcool. Os resultados mostraram que mulheres que ingerem cerca de 3 taças de vinho por semana têm chances 10% maiores de sobreviver à doença do que aquelas que não bebem.
 
Os resultados foram surpreendentes para os pesquisadores, já que outras pesquisas indicavam que o álcool aumentava o risco de câncer. Eles acreditam que da mesma forma com que o álcool é maléfico, o vinho possui alguma substância que destrói células cancerígenas.
 
Um relatório da Sociedade Americana de Sobreviventes de Câncer mostra que a taxa de sobrevivência para mulheres com câncer no estágio inicial é de 93%, porém cai drasticamente para mulheres em estágio mais avançado, chegando a 15% em pacientes que descobrem a doença no estágio quatro.