sexta-feira, 3 de junho de 2016

Vigésima Expovinis chega em junho de cara nova

Aos 20 anos, a Expovinis, que será realizada entre 14 e 16 deste mês, mudou. Um dos principais eventos a contemplar o mundo do vinho na América Latina fica com menos cara de feira e com mais cara de fórum: o foco agora passa a ser a formação, de profissionais e de público.
 
 
A guinada foi dada pela diretora da empresa de feiras BTS, Clélia Iwaki, que assumiu o evento no fim do ano passado e, diante de adversidades que iam desde o pouco tempo para montar a feira até a pouca receptividade de empresas do setor, pensou até em cancelar a edição. Convencida por seus conselheiros e consultores, resolveu adiá-la de abril para junho com mudanças consideráveis.
 
Com 114 expositores, uma baixa de 40% em relação ao ano passado, a espinha dorsal passa a ser sua série de cursos e debates. Para os profissionais, os temas vão de “como driblar a crise com a venda do vinho” à comunicação no ponto de venda e nas redes sociais.
 
 
Entre os palestrantes, o consultor de vinhos do Grupo Pão de Açúcar Carlos Cabral, o bicampeão do Concurso Brasileiro de Sommeliers, Diego Arrebola, e o sommelier-chefe do grupo Fasano, Manoel Beato. Para os consumidores, as palestras e aulas serão ministradas pela ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers), e os temas vão de noções básicas de degustação a como combinar vinho e comida.
 
Além disso há um lounge, onde a escola Eno Cultura lança sua nova empresa de marketing, a Wine Thinking, e oferece serviços de “consultório” para profissionais de toda a cadeia. No local, serão ministrados workshops e degustações com participação da revista Decanter e da Court of Master Sommeliers.
 
Responsável por oito feiras que incluem todas as versões da Fispal, Clélia diz que o maior desafio de montar a Expovinis neste ano foi conseguir a atenção dos expositores - trocando em miúdos, ser recebida por eles. Segundo a diretora, a Expovinis passou por um desgaste de reputação que agora ela luta para restaurar. “Conseguimos manter o que é importante nos negócios e vamos gerar rodadas relevantes. Mas queremos ter de volta grandes vinícolas e grandes importadoras que deixaram a feira”, afirma.
 
Entre os expositores, os portugueses são os campeões, com 34 nomes entre vinícolas e associações. O país é seguido pelo Brasil e Itália, ambos com 31 cada. Participam outros sete países: Chile, Espanha, França, Inglaterra, México, Eslovênia e Nova Zelândia.

SERVIÇO


ExpoVinis Brasil 2016 | 20º Salão Internacional do Vinho
Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo - Vila Guilherme, São Paulo
Quando: 14 a 16 de junho (dia 14 é exclusivo para profissionais do setor), a partir das 17h
Informações: www.expovinis.com.br

Fonte: Paladar (Estadão)

Salton lança Malbec produzido na Argentina

A Linha especial para o cotidiano da Vinícola Salton traz novidade com o prestígio da variedade argentina.
 
Reconhecida pelo espírito inovador, a Salton tem em sua cultura a constante evolução de seus produtos. Assim, a vinícola oferece ao mercado mais uma novidade: o Salton Classic Malbec.
 
O vinho foi elaborado na região referência na produção de Malbec: a província de Mendoza, na Argentina. “A tradição da linha Classic traz o vinho para o nosso cotidiano, valorizando o mais simples dos momentos. São nove rótulos para os mais diversos paladares. Para o lançamento deste Malbec, fizemos uma seleção onde ele melhor se expressa, aos pés da Cordilheira dos Andes. Unimos as características únicas desta apreciada região com a tradição da linha Salton Classic”, explica o enólogo Gregório Salton.
 
A novidade é uma coelaboração entre a vinícola gaúcha e o grupo argentino Peñaflor, reconhecido como um dos 10 principais produtores de vinho do mundo, os quais uniram conhecimento e esforços para extrair a melhor expressão do varietal, a partir de um cuidadoso processo de elaboração.
 
De características jovens, com aromas e sabores frutados e frescos, o rótulo estará disponível no mercado a partir de junho, chegando para harmonizar com as baixas temperaturas do inverno.

CLICQ´CALL o mais novo lançamento da Maison Veuve Clicquot

O Clicq´Call é um SUPER produto: uma linha caixa rígida rosé, com o champagne Clicquot rosé, e um gravador embutido! Ao abri a embalagem, a pessoa presenteada já ouve a mensagem de voz que a pessoa que a presenteou gravou!
 
 
A novidade da Maison Veuve Clicquot chega para encantar os fãs da marca. O Clicq´Call permite que você grave a mensagem de voz que quiser para uma pessoa querida!
 
A caixa, com uma garrafa do champagne Veuve Clicquot Rosé, acompanhada de um gravador embutido, torna-se um presente mais que criativo, um presente surpreendente.
 
A inovação permite que a mensagem seja personalizada: basta pressionar o botão indicado na caixa, dizer o que quiser e apertar o botão novamente. Voilá! Ao abrir a caixa, suas palavras serão ouvidas imediatamente.
 
Preço sugerido:

Clicq´Call (embalagem com gravador + garrafa 750 ml de V. Clicquot Rosé): R$ 620,00
 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vinhovasf em busca da Indicação de Procedência para vinhos do Vale do Submédio São Francisco

Já está bem encaminhado o projeto que vai instituir a Indicação de Procedência para os Vinhos do Vale do Submédio São Francisco. A iniciativa vai possibilitar uma maior divulgação e notoriedade dos vinhos da região, melhor reconhecimento pelos consumidores nacionais e estrangeiros, garantia de qualidade, incremento do Enoturismo e a sustentabilidade dos produtores e vinícolas.
 
Tendo à frente o Vinhovasf – Instituto do Vinho do Vale do São Francisco, em parceria com a Embrapa, UCS – Universidade de Caxias do Sul, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o IF Sertão – PE, o projeto será implementado na RIDE – Região Integrada de Desenvolvimento, que abrange uma área de 35 mil quilômetros quadrados distribuída em quatro municípios pernambucanos (Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó) e quatro baianos (Juazeiro, Sobradinho, Curaçá e Casa Nova).
 
Nesta região, estão implantados 400 hectares de uvas viníferas ( para vinhos) e funcionam seis vinícolas que juntas produzem quatro milhões de litros de vinhos finos e espumantes por ano. De acordo com o pesquisador em Enologia da Embrapa, Giuliano Pereira o Vale possui hoje cerca de 50 rótulos de vinhos e espumantes que já são reconhecidos nacional e internacionalmente através da conquista de vários prêmios em concursos pelo mundo inteiro.
 
“São 20 variedades de uvas finas que permitem a elaboração de vinhos jovens, leves e frutados com aromas  e coloração intensas, que após a conquista desta Indicação vai obter novos investimentos e o surgimento de novas vinícolas”, prenunciou.
 
Segundo o presidente do Vinhovasf,  José Gualberto Almeida  a delimitação da área geográfica do projeto permitiu a descrição dos climas e solos, do sistema de produção das uvas e a caracterização físico-química e sensorial dos vinhos.
 
O polo vitivinícola do Vale do São Francisco responde hoje por 15% do mercado nacional. “O passo seguinte é a elaboração do “Dossiê” que será entregue ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial (órgão que estabelece as condições de registro) até junho de 2017. A perspectiva é que o Vale tenha a certificação já em dezembro deste mesmo ano”, concluiu o presidente do Vinhovasf.
 
Fonte: Vinhovasf

Melhor livro de enoturismo do mundo é português

A gala dos Gourmand World Cookbook Awards – Wines and Drinks 2016 acaba de eleger o Guia de Enoturismo de Portugal - O Que Provar, O Que Visitar como o "Melhor Livro de Enoturismo do Mundo". Em segundo lugar ficou o Barcelona Wine (Espanha) e o Wine Trails (Reino Unido).
 
Estes prêmios são considerados os Oscars dos livros de gastronomia (comida e bebida, em papel ou digitais) e programas de televisão. A cerimônia de 2016 decorreu na China, nos dias 28 e 29 de maio, e contemplou 89 categorias. A organização recebeu candidaturas de 205 países.
 
A autora deste guia de enoturismo, lançado em Portugal em 2014, é Maria João Almeida, há muitos anos jornalista especializada na área dos vinhos.
 
O livro enumera os principais hotéis, quintas e restaurantes onde o vinho assume um papel primordial. Um trabalho extenso, fruto de dezenas de viagens de norte a sul do país. Está dividido em 12 regiões (do Minho, Douro e Bairrada à Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Madeira).

Uma das vertentes mais apreciadas neste tipo de livros é o grafismo. No caso do Guia do Enoturismo de Portugal, a direção de arte é de Nuno Assis.
 

 

Primeiros vinhos da Indicação Geográfica Monte Belo chegam ao mercado

Os primeiros vinhos da Indicação Geográfica (IG) Monte Belo chegam ao mercado no embalo da programação do Dia do Vinho 2016. Sete rótulos de vinícolas que integram a Associação dos Vitivinicultores da região de Monte Belo do Sul (Aprobelo) serão apresentados na tarde desta sexta-feira (3), no Il Divino Café, no Centro de Monte Belo do Sul. Os interessados em degustar e conhecer os vinhos recém lançados poderão visitar a tradicional Feira Colonial, nos dias 3 e 4 de junho no salão paroquial do município ou nas vinícolas produtoras.
 
 
Os primeiros vinhos certificados com a chancela concedida pelo Instituto de Propriedade Industrial (INPI) que chegam ao mercado são quatro vinhos tintos, das variedades Merlot e Tannat, dois vinhos brancos, Riesling e Chardonnay, e um espumante elaborado pelo método tradicional, no corte exclusivo da IG Monte Belo (Riesling Itálico, Pinot Noir e Chardonnay). Neste primeiro evento de lançamento, voltado para imprensa e convidados, os vinhos são das vinícolas Calza, Faé e Fantin.
 
Com aproximadamente 2,7 mil habitantes, Monte Belo do Sul tem a maior produção de uvas finas per capita de toda a América Latina, com 16 toneladas ao ano, em média. Agora, além de ser reconhecida pela excelente qualidade da matéria-prima,  que era vendida para elaborar vinhos de alta qualidade na Serra Gaúcha, a região busca ampliar seu espaço no mercado, com vinhos finos de qualidade, elaborados por vinícolas familiares, de pequeno porte, na própria região.
 
“Estamos trabalhando desde 2004 para termos os vinhos de Monte Belo certificados com a Indicação Geográfica. Foi um longo caminho que percorremos para qualificar a nossa produção, e é gratificante chegar nesse momento de apresentar nosso produtos para os consumidores”, destaca Roque Faé, diretor do Conselho Regulador da IG Monte Belo e proprietário da Vinhos Faé.
 
Todos os produtos foram elaborados seguindo os padrões de qualidade exclusivos desta região, controlados pelo Conselho Regulador da IG Monte Belo. Dentre eles, pode-se destacar que 100% das uvas foram produzidas na origem da área geográfica delimitada, com controle de produtividade e com padrões de maturação diferenciados. Os vinhos passaram por análises laboratoriais e sensoriais que atendem a padrões diferenciais para os vinhos desta origem.
 
Além do importante engajamento dos integrantes da Aprobelo, Faé reconhece o trabalho conjunto das entidades parceiras, como: Embrapa Uva e Vinho, Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que auxiliaram nesta conquista, orientando no desenvolvimento das potencialidades vitivinícolas da região. Atualmente a Aprobelo reúne 11 vinícolas, das quais três já produzem vinhos dentro das normas estabelecidas na Indicação Geográfica.
 
Saiba mais sobre a IG de Monte Belo
 
A área delimitada da IG Região de Monte Belo tem um total de 56,09 km², estando 80% no município de Monte Belo do Sul e o restante nos municípios de Bento Gonçalves e Santa Tereza.
 
São mais de 600 propriedades vitícolas na área delimitada formando um verdadeiro mosaico de vinhedos que ocupam 37% da área, com alta concentração de uvas viníferas de qualidade. A área delimitada possui no seu entorno um cinturão verde, formado por matas onde a declividade é acentuada. A região está diretamente exposta ao Vale do Rio das Antas, com altitude média de 485 metros (altitude mínima de 349 metros e máxima de 659 metros).
 
O projeto técnico-científico de desenvolvimento da IG foi iniciado em 2004, envolvendo diversas instituições, com a coordenação da Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves.
 
100% das uvas utilizada na elaboração dos vinhos devem ser produzidas na área geográfica delimitada.
 
Os vinhedos precisam ter controle de qualidade, a maturação das uvas para vinificação precisa ter padrões diferenciados e os vinhos devem ser elaborados apenas com as variedades autorizadas e com os padrões exclusivos da região.
 
Os vinhedos de Monte Belo do Sul são todos georreferenciados, garantindo o rastreamento dos produtos.
 
As vinícolas que irão lançar os primeiros rótulos com IG
 
A Vinhos Casa Fantin Ltda foi fundada em junho de 2001. Inicialmente eram três sócios, e a produção era somente de vinhos comuns. Eram vendidos sangrias, coquetéis e vinho em garrafão.
 
No ano de 2007, houve a dissolução da sociedade, ficando Aristides Fantin como atual proprietário. Com a uva produzida nos vinhedos próprios, a vinícola passou a elaborar vinhos finos e coloniais.  A empresa é familiar e sua produção é limitada, não sendo em grande escala. Os vinhos e espumantes elaborados são vendidos na sede da vinícola e em diferentes pontos do estado a partir de contato com a equipe de vendas.
 
Fundada em 1995, a Vinícola Calza começou vendendo sua produção de vinhos a granel. A partir de 2000, com melhorias na estrutura, lançou a marca Calza de vinhos finos, com uma produção limitada de 5,8 mil garrafas. A partir de 2004, com base na esplêndida qualidade das uvas brancas produzidas em Monte Belo do Sul, foi elaborado o primeiro espumante, formando assim a sua linha de vinhos finos e espumantes. Atualmente a empresa comercializa cerca de 40 mil garrafas de vinhos finos e espumantes por ano. A empresa foi fundada e é administrada única e exclusivamente pela família, sendo o enólogo responsável Antoninho Calza.
 
A Vinhos Faé Ltda foi fundada em 1985 e instalada dentro da propriedade adquirida por Ângelo Faé, imigrante italiano que chegou ao Brasil por volta de 1883, vindo de Bassalghelle, Oderso, Região de Treviso, Itália, que se instalou no lote 33 da Linha Alcântara. Desde a sua fundação, seu proprietário, Roque Faé, buscou aliar tradição,  técnica e paixão. Desde 2005, elabora vinhos e espumantes finos, com uma produção limitada a pequenas quantidades, cerca de 2 mil garrafas das variedades Merlot, Cabernet Sauvignon, Riesling Itálico, espumante moscatel e espumante brut pelo processo charmat.
 
Fonte: Ibravin

Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013

Você conhece vinhos da sub região Chablis? Se sua resposta foi negativa você não sabe o que está perdendo.
 
Chablis é uma pequena vila na Borgonha a 120 quilômetros a noroeste de Dijon. Única sub região da Borgonha que está separada das demais e, apesar de produzir alguns tintos, é pelos seus brancos que é conhecida, sendo considerada nada mais nada menos como o melhor terroir da Chardonnay do mundo.
 
A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis (Premier Cru), chegando ao topo, os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto.
 
Recentemente degustei o Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013, produzido pela vinícola de mesmo nome. O nome "Desvignes", anteriormente escrito como "des Vignes", que significa "da videira" , é um indício claro para o tipo de exploração no qual a família sempre se especializou. A família Pasquier Desvignes está a frente do Domaine du Marquisat desde 1420.
 
Em 1823 , César Desvignes, jurou com seus irmãos, prometendo que o nome Desvignes ficaria para sempre ligado ao Domaine du Marquisat. Em memória deste pacto, a casa de Pasquier Desvignes, através da seleção das uvas, vinificação e armazenamento dos seus vinhos, tem perpetuado o know how ancestral em que a sua reputação é construída.
 
Pasquier Desvignes é mais do que uma tradição de viticultura que mede 5 séculos, é um grande vinícola que o longo dos anos tem-se expandido com sucessonas denominações do Rhône e da Borgonha.
 
Sem mais delongas vamos as minhas impressões sobre o líquido.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, límpida e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas florais e frutados de grande intensidade e leve toque de defumado e tostado.
 
Em boca leve, fresco, mineral e equilibrado. Repetiu as notas olfativas e aliado a estas trouxe um leve e delicado toque toque amanteigado. Final de boca de média persistência e a suavidade e o frescor dando o acabamento.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Pasquier Desvignes Chablis AOC
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: França
Região: Chablis, Borgonha
Produtor: Pasquier Desvignes
Graduação: 12,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 168,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 14.04.2016