sábado, 6 de setembro de 2014

Soalheiro Alvarinho 2012

Nenhum país do mundo possui tantas castas vitiviníferas como Portugal, são mais de 250 uvas autóctones / indígenas e boa parte destas só são encontradas neste país e o que é mais legal, todas são usadas para produção de vinhos, os quais são, em sua maioria, assemblages / cortes (Vinho de Lote).
 
A alvarinho é uma destas mais de 250 castas e não apenas isto, ela é considerada uma das mais nobres castas brancas e uma das poucas usadas na produção de vinhos varietais.
 
As videiras de Alvarinho produzem poucos cachos. O rendimento das uvas também é pequeno, sendo necessários 1,6 Kg de uva para fazer uma garrafa de 0,75 litro. Nas outras castas o normal é 1,0 Kg de uva para uma garrafa. Estas são as razões que justificam o preço mais alto deste vinho.
 
A casta é cultivada sobretudo nos municípios de Melgaço e Monção, uma pequena sub-região ao norte dos Vinhos Verdes e o ponto mais ao norte de Portugal. A região está protegida por um conjunto de montanhas que criam condições de precipitação, temperatura e horas de sol necessárias para a melhor maturação desta casta.
 
O  vinho Soalheiro Alvarinho é produzido pela Quinta de Soalheiro, um dos primeiros produtores Portugueses de Alvarinho  e a primeira marca de Alvarinho em Melgaço, a qual sempre figura nas listas dos melhores Alvarinhos de Portugal da imprensa especializada.
 
As uvas que dão origem ao Solaheiro Alvarinho são colhidas manualmente em caixas de pequena capacidade e transportadas para a adega num curto espaço de tempo. Após a prensagem, o mosto obtido decanta durante 48 horas, segue-se a fermentação, a temperatura controlada, usando leveduras pré-selecionadas para o efeito. O engarrafamento efetua-se após a estabilização do vinho, sendo seguido de um estágio em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou uma bela cor amarelo pérola brilhante, com lágrimas grossas e lentas. No nariz intenso e elegante, rico em frutas tropicais (abacaxi, maracujá), casca de limão e toque mineral. Em boca mostrou boa acidez e grande frescor, com um leve dulçor e boa repetição da fruta. final de boca refrescante e de boa intensidade.
 
O Rótulo

Vinho: Soalheiro
Tipo: Branco
Castas: Alvarinho
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Monção e Melgaço, Vinho Verde
Produtor: Quinta de Soalheiro
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 145,00
Temperatura de serviço: 10º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Chono Single Vineyard Pinot Noir 2012

Há alguns dias estava com uma baita vontade de comer uma codorna frita e para acompanhar eu e Fernanda escolhemos o Chono Single Vineyerd Pinot Noir 2012, um vinho que adquiri em uma promoção há alguns meses.
 
O vinho é produzido pela Geo Wines, uma das empresas do grupo Sutil Family Wines. O rótulo é produzido no Vale de Casablanca, que por sua proximidade do Pacífico e condições climáticas distinta das mais conhecidas do Chile, tem se destacado na elaboração de vinhos Pinot Noir.

Este vinho é produzido com uvas Pinot Noir cultivadas de forma orgânica, parte (40%) do vinho maturou em carvalho francês por cinco meses e seus incríveis 14,5% de álcool não aparecem no nariz e em boca em nenhum momento.

Na taça apresentou cor rubi translúcida, límpida e brilhante. No nariz o ataque inicial é de aromas de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas, especiarias, chocolate, terra molhada e discreto tostado. Em boca mostrou-se elegante, leve e fresco, com taninos delicados e excelente acidez. Final de boca persistente e com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Vinho elegante e equilibrado, aprovadíssimo. Apenas uma coisa deixou a desejar: a ausência de uma rolha de cortiça, pois eu,como amante da boa e tradicional rolha de cortiça, sempre me decepciono com vinhos com as simplórias e sem graça rolhas screw crap.
 
O pinot com sua bela acidez acompanhou bem as codornas fritas preparadas por Fernanda.


O Rótulo

Vinho: Chono Single Vineyard
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Chile
Região: Valle de Casablanca
Produtor: Geo Wines, Sutil Family Wines
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço no Club: R$ 75,00 (Por este R$ 53,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16º

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Produtor armênio faz o mais alto lançamento de vinho do mundo

O mais novo vinho do produtor Zorik Gharibian, chamado Yeraz, foi lançado em um local inusitado, o pico do monte Ararat, no leste da Turquia. Gharibian foi acompanhado pelos experts Caroline Gilby e Tim Atkin numa expedição ao topo do monte, que atinge uma altura de 5.137 metros.
 
Embora localizado na Turquia, o monte Ararat é um grande símbolo nacional da Armênia.
 
Yeraz é um vinho produzido a partir da uva indígena Areni Noir, plantada a 1600 metros acima do nível do mar e extraída da aldeia rural de Rind, no coração de Yeghegnadzor, na Armênia.
 
O vinho foi descrito por Caroline como tendo “um lindo nariz etéreo. É elegante e possui sabores profundos”, fatores que se devem às características do genoma original da uva Areni Noir, que foram preservadas ao longo dos séculos por conta do afastamento da área e de seu isolamento da agricultura moderna.
 
Caroline também descreveu o Yeraz como “uma mistura de Cru da Borgonha com um Sangiovese de personalidade, mas também possui suas próprias características distintas de especiarias, como framboesa esmagada”.
 
Para Gharibian, escalar o monte Ararat foi uma grande realização, pois é considerado um grande símbolo de seu país. Por isso, como forma de homenagem, o nome do vinho foi dado de “Yeraz”, que significa “sonho”.
 
A expedição do monte também acabou passando por um plantio de três vinhas de Areni Noir, todas plantadas a 2700 metros acima do nível do mar e consideradas as mais altas fora da América do Sul.
 
Fonte: Revista Adega

Pousada brasileira usa Barris de Vinho para hospedagem

Uma pousada localizada no município de Santa Teresa, no Espírito Santo, é a primeira a utilizar barris de vinho para hospedagem no país. Segundo o dono da Pousada São Lourenço, os dormitórios possuem o conforto de um quarto convencional e contam com banheiro acoplado.

Ao todo foram cinco meses de preparação para inaugurar as acomodações inusitadas. De acordo com Mendonça, dono da Pousada São Lourenço, a ideia de construir os dormitórios surgiu por acaso. “Estava em uma vinícola vizinha aqui da região quando percebi que eles haviam utilizado um barril como espaço de atendimento. Por que não utilizá-lo como aposento em substituição aos tradicionais feitos de alvenaria?”, disse.
 
 
Até agora, a hospedaria conta com três ‘barris-suíte’, como são chamadas no local, mas o proprietário pretende instalar novas unidades. Os primeiros hóspedes tiveram a oportunidade de inaugurar os dormitórios no dia 24 de agosto. No entanto, o empresário pretende realizar um coquetel no mês de outubro para matar a curiosidade da população e atrair novos visitantes.
 
Estrutura
 
 Os barris em madeira de lei possuem capacidade de 31 mil litros e pertenciam a Vinícola Bianco, do Distrito de Fazenda Souza, em Caxias do Sul (RS). Fabricados na década de 70 pela Tanoaria de Anídio Bianco, utilizados para armazenamento de vinho até 2008. Após desativados, foram adquiridos e restaurados pelos irmãos Sérgio e Ari Adami, sócios-proprietários da Indústria de Pipas Serval Ltda, que os prepararam exclusivamente para a pousada.

Segundo Mendonça, o reaproveitamento da madeira é uma preocupação da empresa. “A queima desses materiais iria gerar carvão e acabar voltando contra a natureza. Além de ter o diferencial e se tornar uma curiosidade para as pessoas, aproveitar esses resíduos também faz bem para o meio ambiente. Nosso município é rodeado por mata e a preservação é um cuidado constante para nós”, disse.
 
Fonte: G1

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Empresa lança sorvete de Champagne

Para aplacar o calor do verão, uma empresa lançou um sorvete de Champagne. Chamado de Pops, o produto feito pela Edina and Patsy of Absolutely Fabulous custa £ 5 (cerca de R$ 19) e é composto por 37% de Champagne.
 
Conforme relatado pelo jornal Daily Mail, cada unidade tem 100 kcal. O sorvete está sendo divulgado em festivais ao redor do Reino Unido como o Henley Royal Reggata até o Veuve Clicquot Gold Cup, em Cowdray Park.

Para os fãs da bebida, caixas com 24 unidades podem ser adquiridas por £100. E, se o escritório ou casa do comprador se localizar no centro de Londres, a empresa ainda garante a entrega para maior comodidade de seus consumidores.

James Rae e Harry Clarke, os idealizadores do produto, contaram que a ideia veio durante as férias de verão do ano passado. “Nós estávamos em Mallorca assistindo a uma série de disputas esportivas e notamos uma lacuna no mercado, que permitia a entrada de um produto alcoólico mais refrescante do que uma bebida”, explicaram.

Esta não é a primeira vez que um sorvete à base de vinho chega ao mercado inglês neste verão. Na semana do dia 22 de julho, o produtor de vinhos Jenkyn Place lançou o que se acredita ser o primeiro sorvete feito com espumante inglês, usando brut non-vintage.
Fonte: Revista Adega 

Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC #cbe

Mês novo começando e junto com ele o nosso post especial para a Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual do Brasil. O tema do mês foi: "Valpolicella", do clássico ao ripasso, amarone, recioto...", escolhido pelo Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.

Os vinhos do tema são produzido na região do Vêneto, que está situada no Nordeste da Itália, juntamente com o Trentino-Alto-Adige e a Friuli-Venezia-Giulia. Os vinhos mais famosos do Veneto são os tintos Valpolicella, Amarone della Valpolicella, Recioto della Valpolicella e Bardolino, o branco suave e o espumante Prosecco.

A minha escolha foi o Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC, uma das poucas opções disponíveis nas lojas onde fui garimpar o rótulo.

O Valpolicella é um tinto seco leve elaborado com as uvas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (a primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo) com no mínimo 11% de álcool e deve ser bebido jovem. Os Valpolicella denominados Clássico são provenientes de vinhedos da região mais conceituada e históricamente original. Os que possuem a denominação Superiore têm mais estrutura, maior teor alcoólico (12%) e envelhecem dois anos na vinícola antes de serem comercializados.

Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi bem clara, alaranjada (âmbar) e lágrimas finas translúcidas e lentas. No nariz aromas de fruta vermelha, amêndoas, notas de especiarias, toque balsâmico e discreto tostado. Em boca mostrou bom corpo, taninos macios e excelente acidez. Final de boca de boa intensidade e com a repetição das notas olfativas e a fruta e especiaria aparecendo no retrogosto.

Eu e Fernanda degustamos esse belo exemplar italiano no último dia 30 e para acompanhar Fernanda nos preparou um delicioso talharim com molho de tomate caseiro e filé mignon com molho de iogurte. Vinho e prato foram elevados pelo conjunto, uma beleza de harmonização.

O Rótulo

Vinho: Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese e Corvinone
Safra: 2009
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Azienda Agrícola Villa Spinosa
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios e RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16º