segunda-feira, 15 de julho de 2013

Inicia hoje a avaliação dos melhores vinhos e espumantes de Garibaldi

A AVIGA - Associação dos Vinicultores de Garibaldi, realiza anualmente o evento "Seleção dos Melhores Vinhos e Espumantes de Garibaldi". Neste ano, a 11ª edição terá início com o processo de avaliação no dia 15 de julho e se estenderá até o dia 20 de julho. São 111 amostras e o processo ocorre na sede social da AABB Garibaldi. Mais de 30 enólogos, com larga experiência em concursos nacionais e muitos com participação em concursos internacionais, formam a bancada de avaliadores que analisarão os vinhos, espumantes e sucos de uva.
 
Segundo o presidente Mário Verzeletti, a colaboração dos enólogos e mesários, que são pessoas altamente técnicas, com seus conhecimentos e transparência no processo, nos dão a certeza de mais um grandioso evento que se tornou referência em nossa região pelo seu pioneirismo.
 
A grande expectativa fica para o dia 23 de agosto na sede da AMG - Associação dos Motoristas de Garibaldi, quando ocorre a revelação das empresas premiadas com seus produtos, bem como, os mais pontuados de cada categoria. Após haverá jantar harmonizado para convidados e interessados.
 
O evento é uma organização da AVIGA e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Garibaldi, IBRAVIN e APEME.

Ordem da avaliação:

15/07 - Branco de Mesa Seco; Vinho Rosado Seco; Vinho Tinto de Mesa e Suco de Uva
16/07 - Vinho Branco Fino Seco; Vinho Branco Fino Seco engarrafado; Vinho Tinto Fino Seco
17/07 - Vinho Tinto Fino Seco engarrafado
18/07 - Espumante Branco Charmat e Rose Charmat
19/07 - Espumante Brut Champenoise
20/07 - Espumante Moscatel

domingo, 14 de julho de 2013

Vinho realmente faz bem à saúde?

No início da década de 90, estudos indicaram que, apesar de sua dieta mais rica em gordura, os franceses viviam mais que os americanos. Em 1991, uma pesquisa do francês Serge Renaud, divulgada pelo programa de TV 60 minutes, dizia que a vantagem da França estava no consumo de vinhos tintos, que diminuía a taxa de problemas cardíacos na população. O resultado da divulgação foi um aumento em 44% na venda de vinhos nos Estados Unidos naquele ano. Contudo, desde 1991, muita coisa se aprendeu sobre a relação dessa bebida e a saúde humana. As informações são do Life's Little Mysteries.
 
Os resultados da pesquisa de Renaud foram apresentados no ano seguinte, no jornal Lancet. Segundo ele, o consumo moderado da bebida diminuía em 40% o risco de problemas na artéria coronária. Outros estudos chegaram à mesma conclusão.
 
Em 2010, pesquisadores franceses publicaram um estudo na revista Nature sobre os hábitos de consumos de álcool de 149.773 pessoas. Eles descobriram que as pessoas que costumam beber pouco mantêm outras características saudáveis, como o controle do peso, baixo colesterol, pressão sanguínea normal, entre outros. Contudo, o surpreendente neste estudo é que o vinho não influi nesses fatores, segundo os autores.
 
Os pesquisadores explicam ainda que as pessoas que consomem a bebida moderadamente costumam ter hábitos mais saudáveis que as demais, ou seja, beber vinho moderadamente é algo que pessoas saudáveis fazem, e não necessariamente algo que faz as pessoas saudáveis.
 
O estudo não desmentiu as teorias que ligam o vinho à saúde do coração, mas trouxe dúvidas. Outro estudo, realizado em 2008, indica que o resveratrol, um componente da bebida, é capaz de aumentar a longevidade de camundongos, mas não soube indicar se esse efeito é o mesmo em humanos.
 
Enquanto não se chega a uma conclusão definitiva sobre o consumo de vinho, os cientistas concordam que mais importante continuam sendo os bons hábitos alimentares, exercícios e bons amigos - no que, convenhamos, uma boa taça de vinho sempre ajuda.
 
Fonte: Terra

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Que tal um cake de amêndoas com vinho quente para aquecer seu fim de semana?

 

Ingredientes:

  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de manteiga sem sal
  • 4 ovos
  • 1/2 xícara de amêndoas com pele picadas
  • 1/4 de xícara de gengibre picado
  • 1 xícara de chocolate meio amargo picado
  • 1 sachê de fermento em pó
  • 1 xícara de leite

Calda

  • 350ml de vinho Pinot Noir
  • 1 pau de canela
  • 2 cravos-da-índia
  • 5 grãos de pimenta-da-jamaica
  • 2 pitadas de noz-moscada
  • 20g de manteiga
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 4 bolas de sorvete
Modo de fazer

1. Para o bolo, bata a manteiga com o açúcar até obter um creme.
2. Junte os ovos e bata mais um pouco.
3. Adicione as amêndoas, o gengibre, o chocolate e o leite e misture.
4. Junte o fermento e misture.
5. Despeje a massa em uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo.
6. Asse em forno preaquecido, a 180 graus, por cerca de 45min.
7. Para a calda, misture o vinho, o açúcar, a noz-moscada, a canela e o cravo.
8. Leve ao fogo alto por cerca de 8min.
9. Junte a manteiga e misture até formar um molho espesso.
10. Monte o prato com 1 fatia de cake morno em bebido em molho de vinho quente.
11. Por cima, ponha uma bola de sorvete e o restante da calda de vinho quente.

Fonte: Gastrô ZH

quarta-feira, 10 de julho de 2013

As 10 maiores marcas de vinho do mundo

Se no quesito qualidade os mercados tradicionais, como França e Itália, são sempre lembrados em primeiro lugar, o mesmo não se pode dizer no que se refere a quantidade, como mostra o ranking anual do The Drinks Business, com as dez marcas de vinhos que mais vendem no mundo todo. Nas cinco primeiras posições, figuram vinícolas do chamado Novo Mundo, como a Gallo, que em 2012 comercializou mais de 1 bilhão de litros de vinho. Confira, a seguir, o top 10 da publicação.
 
 
Gallo: a vinícola californiana fundada em 1933 é a que mais vende vinho no mundo: são mais de 1 bilhão de litros comercializados por ano. São quase 50 rótulos disponíveis em cerca de 60 países.
 
Great Wall: chinesa fundada em 1983, é a líder de vendas do mercado nacional, com 15 milhões de caixas. De 2011 para 2012, aumentou seu volume de vendas em 10%. Entre os rótulos mais conhecidos estão os do tipo Château Sungod e o Terroir Wine.
 
Hardy's: vinícola australiana presente em mais de 80 países. A marca, criada em 1853, está avaliada em mais de 10 milhões de dólares.
 
Concha & Toro: única latino-americana da lista, a Concha y Toro é responsável por 33% das exportações chilenas e em 2012 vendeu 13 milhões de caixas de vinho.
 
Yellow Tail: com apenas 12 anos de idade, a Yellow Tail se tornou uma das vinícolas de mais sucesso da Austrália. Cerca de 40% de seus vinhos são vendidos no Reino Unido.
 
Sutter Home: a segunda californiana da lista, seu slogan é a venda de vinhos de qualidade a preços mais acessíveis. Comercializa 11 milhões de caixas/ano. Também nascida na Califórnia, a marca cresceu nos anos 80 com a estratégia de oferecer vinhos de qualidade a preços acessíveis. Seus vinhos mais conhecidos são do tipo rosé e espumante. Um dos lançamentos da empresa, o White Zinfandel, de 1972, se tornou o vinho premium mais vendido nos Estados Unidos na época de seu lançamento.
 
Robert Mondavi: a vinícola de Robert Mondavi é uma das mais importantes do Napa Valley. Seu fundador deu fama aos vinhos da região e colocou o Novo Mundo no mapa vinícola. Vende 11 milhões de caixas ao ano.
 
Beringer: californiana, seu crescimento nos EUA esteve ligado ao crescimento dos vinhos Moscato e, mais tarde, e bebidas do segmento de luxo. Atualmente, investe em parcerias voltadas para o turismo europeu.
 
Lindeman's: mais uma australiana, a Lindeman's tem reputação mundial por produzir vinhos de qualidade a preços mais baixos. Comercializa cerca de 7 milhões de caixas ao ano.
 
Jacob's Creek: a vinícola da Austrália, de 160 anos, está avaliada em 338 milhões de dólares e aumentou em 32% o volume de exportação para a China. A marca está associada a eventos de tênis e tem uma parceria com Andre Agassi.
 
Fonte: Exame

Hoje tem pizza? Tem sim sinhô e com tempranillo #cbe #diadapizza

O Grão Mestre da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Cristiano Orlandi, não perde uma data comemorativa e muito menos a oportunidade de desafiar os Confrades a realizar uma harmonização entre algum vinho e o alimento comemorado e não foi diferente com a pizza, um dos alimentos mais consumidos no Brasil e no mundo e que tem um dia comemorativo desde 1985: o dia 10 de julho.
 
A pizza chegou ao Brasil por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país.
 
Mas apesar de terem sido dos italianos os responsáveis por espalhar a pizza pelo mundo, ao que tudo indica, a história dessa febre mundial começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.
 
Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão de Abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.
 
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
 
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.
 
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea" indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
 
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras.
 
Quando o Cristiano lançou a idea e o desafio eu logo aceitei, pois sou um amante declarado de pizza. Então, fiquei matutando qual ou quais pizzas harmonizaríamos com um tinto. Passei a ideia para o amigo Juberlan que sugeriu que fossemos a uma tradicional pizzaria, mas terminamos deixando, deixando, deixando... E quando vi já estávamos quase no dia dez, então o mais prático foi comprar e fazer a harmonização em casa, daí eu chequei o cardápio de uma rede de pizzarias daqui de Recife e escolhi dois sabores diferentes dos mais tradicionais: Pizza Costela Gruyère (Costela prensada, queijo gruyère, mussarela, tomate cereja e azeite perfumado com manjericão e manjerona, pizza premiada na copa brasileira de pizzarias) e filé mignon com catupiry (Filé, mussarela, catupiry, azeitona e orégano.
 
Com as pizzas as mesas fomos a adega para a escolha do rótulo para harmonização e o Juberlan escolheu o espanhol Marqués de Riscal Viña Collada 2008, uma boa escolha e que caiu muito bem com a pizza de costela, que por sinal é magnífica e foi aprovada por todos aqui em casa.
 
Marqués de Riscal é uma empresa pioneira do setor vitivinícola. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da região de Rioja, onde elaborava vinhos segundo métodos bordeleses. Mais tarde tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional. A Espanha é o país com a maior quantidade de vinhas da Europa e o terceiro em produção de vinho. Obteve excelente performance nos últimos 20 anos com uma revolução no processo de vinificação que vem transformando a característica e o estilo oxidado de seus tintos.

O vinho mostrou uma cor vermelho cereja brilhante com halo alaranjado e boa formação de lágrimas. No nariz notas aromáticas de cereja e morango, especiarias, chocolate, couro e leve tostado. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, com bom corpo e estrutura mediana, repetindo no palato a cereja, o chocolate e o tostado. Final de boca seco e agradável de mediano a persistente.
 
O Rótulo

Vinho: Marqués de Riscal Viña Collada
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo 93%, Graciano 5% e Mazuello 2%
Safra: 2008
País: Espanhol
Região: Rioja
Produtor: Bodegas de Los Herederos del Marqués de Riscal S.L
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º

A primeira confraria: A Sociedade dos Diletantes

Por Marcello Borges

Unir-se em Confrarias para se degustar bons vinhos na companhia dos amigos é uma prática cada vez mais comum no Brasil.

O hábito de viajar e de conhecer os costumes estrangeiros completava a educação do gentleman inglês entre meados do século 17 e o final do século 18, e era chamado de the Grand Tour. É de se lembrar que estamos tratando de uma época na qual as viagens eram muito caras, e o Grand Tour levava uns três anos e meio: viajava-se por seis meses e vivia-se no exterior durante três anos. Mais tarde, o total do Grand Tour não passava de dois anos.
 
No começo, a Itália e a Provença eram os lugares preferidos – Samuel Johnson dizia (em 1776) que "um homem que não conhece a Itália está sempre consciente de certa inferioridade, por não ter visto aquilo que se espera que um homem deve conhecer" – mas a França (por ser a segunda língua mais popular da época), Espanha, Portugal, Alemanha, o leste europeu, os Bálcãs e o Báltico eram visitados.
 

Francis Dashwood
Pois bem, em dezembro de 1734, num pub londrino, uma das figuras mais pitorescas do século, sir Francis Dashwood (1708-1781), fundou a Society of Dilettanti – do italiano dilettare, "deleitar" – para reunir pessoas que tinham completado o grand tour. Dashwood era o 11º barão le Despencer, 2º baronete de West Wycombe Park, segundo Ministro das Comunicações, membro do Parlamento e Ministro da Fazenda – e estava sempre bêbado.
 
No primeiro domingo de cada mês, quarenta cavalheiros se encontravam com Dashwood no The Bedford Head Tavern em Covent Garden.
 
O grupo sempre tinha os melhores vinhos para brindar à beleza e à vida, evocando lembranças do sol da Itália naquela sombria e fria Londres. Com trajes diferentes e cognomes, exploravam novidades exóticas como café, chocolate e sorvete.
 
Além disso, colecionavam antiguidades, patrocinavam expedições arqueológicas e publicavam livros importantes sobre arquitetura e escultura. Ao brindar, diziam, seria ludo ("coisas sérias sob um espírito brincalhão"), res est severa voluptas (o prazer é uma coisa séria) e viva la virtù (longa vida às belas artes).
 
Como comentou o romancista inglês Horace Walpole, "a qualificação oficial para ser membro é ter visitado a Itália, a extra-oficial é beber".
 
Neste quadro de Joshua Reynolds de 1778, um óleo sobre tela de 1,42 x 1,97m, vemos William Hamilton e outros membros da Sociedade dos Diletantes reunidos com suas taças de vinho.
 
Existindo até os dias atuais, com sessenta membros, a Sociedade conta entre seus membros com figuras importantes do mundo das artes e da cultura, reunindo-se cinco vezes por ano no Brook's Club de Londres para jantar. As vagas nesse clube só ficam disponíveis com a morte ou a saída de um sócio, e são preenchidas em eleições nas quais cada membro pode propor ou apoiar um candidato.
 
É interessante dizer que até o local atual tem uma relação com o vinho. O fundador do Brook's Club foi William Brooks, agiota e comerciante de vinhos. Por esse motivo, em suas dependências, boa comida, vinhos de qualidade e tabacos finos sempre tiveram lugar de destaque.
 
Eu acredito que a Sociedade dos Diletantes teria sido a primeira confraria de vinhos, embora num formato um pouco diferente do atual (com degustações dirigidas, por exemplo). Mas certamente o fato de seus sócios apreciarem as boas coisas da vida, regadas por bons vinhos, dá a eles certa qualificação...
 
Fonte: Artwine

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Removendo Manchas de Vinho

Por Carolina Almeida

Já perdeu a cabeça por um vinho derramado na toalha branca? Saiba como driblar o acidente mais comumentre os amantes da bebida.

O vinho é uma bebida encantadora. Tem história, é complexo, distinto e há opções para todos os gostos. É ele que, na maioria das vezes, acompanha ocasiões especiais e as deixa ainda mais distintas. Nas comemorações, o espumante é quem leva a melhor. Já em encontros mais íntimos, não tem quem dispense um bom vinho tinto. Há quem diga, inclusive, que o homem que leva a pretendente para beber vinho quer mostrar que está à procura de algo mais sério. Mas o que fazer quando uma noite que tinha tudo para ser incrível acaba da pior maneira possível: com uma mancha de vinho tinto?
 
O maior pesadelo das mulheres, especialmente aquelas que dedicam grande parte do seu tempo a deixar a casa mais bonita, é ver uma mancha de vinho em tecidos de móveis ou toalhas de mesa. Se você faz parte deste grupo, não se desespere. Há algumas alternativas para tentar reverter o problema.
 
Na hora
 
Tudo fica mais fácil quando a mancha é recente e ainda não está completamente seca. Nesse caso, o melhor a fazer é retirar cuidadosamente o excesso do vinho com um papel toalha ou algum pano que possa ser manchado. Feito isso, lave a peça com água morna ou quente e sabão neutro. A água mais quentinha impede que o vinho penetre profundamente no tecido e dilui o que já está nele.
 
Outra sugestão é passar, no momento em que a mancha aconteceu, um pouco de água e sal sobre o borrão, cobrindo-o todo. Deixe a solução "descansando" por cerca de cinco minutos, retire o excesso e repita o processo.
 
Tudo fica mais fácil quando a mancha de vinho é recente e ainda não está completamente seca
 
Se isso não der certo, a próxima dica é mergulhar o tecido num recipiente com leite fervido. Depois de passar alguns minutos de molho, a mancha sai sozinha. Receitas da vovó também garantem que outra boa alternativa é misturar uma parte de vinagre branco para três de água morna e esfregar o local manchado, lavando normalmente depois.
 
Numa reunião, você não poderá, na hora, correr para lavar a toalha. Nesse caso, o ideal é colocar um pouco de sabonete líquido (ou qualquer outro produto líquido que atue da mesma maneira) na mancha, deixar alguns minutos e colocar de molho na água morna.
 
No carpete, a dica é usar um vinho branco de acidez elevada para remover as manchas de vinho tinto, e depois lavar com água e sabão. Desse jeito, o branco funciona mais ou menos como o vinagre, mas de uma maneira mais localizada.
 
Não espere secar!
 
Não espere a mancha secar para procurar uma solução. No caso de manchas secas, a história é mais difícil. Mancha seca significa que todo o vinho se infiltrou no tecido, em suas camadas mais profundas e, por isso, as chances de sucesso são menores. Para tentar salvar o tecido, há duas saídas.
 
A primeira é apostar nos alvejantes sem cloro - os com cloro destroem os tecidos, principalmente os mais delicados, e podem desbotar a cor de peças coloridas. Deixe de molho numa mistura de alvejante, água morna e sabão por cerca de 20 minutos, e depois lave normalmente.
 
A outra alternativa é se precaver e usar toalhas brancas em degustações ou festas, porque, se nenhuma das dicas acima funcionar, o jeito é colocar um pouco de cloro no tecido. Mas cuidado com a medida! Como já foi dito, muito cloro pode corroer o tecido, mas pouco cloro pode não ter efeito nenhum.
 
Vinhos diferentes, soluções diferentes
 
Não podemos deixar de levar em conta, também, o vinho que foi derrubado. Alguns são mais encorpados, de cor forte e outros mais translúcidos, fatores que interferem na hora de limpar. As medidas mais simples geralmente funcionam com aqueles de cor mais fraca, enquanto os alvejantes e o cloro, por exemplo, serão usados quando a mancha for mais escura e difícil de sair.
 
O importante é estar preparado para a situação. Ter uma toalha manchada por um bom vinho é um infortúnio enfrentado por 10 entre 10 amantes da bebida.
 
Fonte: Revista Adega