domingo, 7 de abril de 2013

Concha y Toro é eleita a "marca mais admirada do mundo"

A revista britânica Drinks International publicou sua lista anual das 50 marcas de vinhos mais
admiradas do mundo e, assim como em 2012 e 2011, o primeiro nome da seleção foi o da chilena Concha y Toro. O segundo lugar também permaneceu o mesmo dos últimos dois anos, com a espanhola Torres. Para completar o pódio, o terceiro lugar foi para a Penfolds, da Austrália.
 
De acordo com o suplemento da revista , "Casillero del Diablo é a linha mais associada ao nome Concha y Toro. De acordo com os dados preliminares, o volume global de vinhos da companhia aumentou impressionantes 8% em 2012, totalizando 3,4 milhões de caixas comercializadas".
 
Completado o Top 10 da Drinks International estão Michel Chapoutier (França), Cloud Bay (Nova Zelândia), Ridge (EUA), Brancott Estate (Nova Zelândia), Guidal (França), Duboeuf (França) e Domaine de La Romanée-Conti (França).
 
O júri, composto por enólogos, críticos, escritores, sommeliers, compradores e especialistas de vinho deram seus votos baseados em cinco critérios: melhoria na qualidade do vinho, reflexo do país de origem, respeito às necessidades do público alvo, qualidade de distribuição e atrativos aos consumidores.
 
Fonte: Revista Adega

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pequena biblioteca do vinho (francês), agora em português

A Larousse, que no Brasil leva o nome de editora Lafonte, lançou a versão em português da Pequena Biblioteca do Vinho. O título vem em uma simpática caixa que imita madeira e contém oito livretos (R$ 120). Cada volume é dedicado a um tema do universo do vinho: como comprar, degustar, cepas, regiões... Uma caderneta de degustação com quadro de safras até 2007 compõe o pacote.
 
A publicação carrega o prestígio Larousse. E oferece valiosas e precisas informações sobre vinho. Bem, na verdade, sobre vinho francês: um dos volumes da coleção já denuncia pelo título - Vinhos de Outros Lugares. Leia-se: tudo o que não é francês. O galicismo transparece na tradução, que, às vezes, escolhe termos inusuais, como "vinhos efervescentes" em "vez de espumantes". Mas, descontados os deslizes, os livros são boa fonte de informação. Afinal, em matéria de vinho, os franceses não são maus guias.
 
Fonte: O Estado de São Paulo

terça-feira, 2 de abril de 2013

Aquecimento global pode trazer benefícios ao mapa vinícola mundial

O aquecimento global é um problema que tira o sono de muitos produtores de vinho. Muitos pesquisadores dizem que nos próximos 100 anos o mapa vinícola mundial pode estar totalmente diferente do que vemos hoje, que regiões tradicionais, como a França ou a Itália, podem deixar de produzir bons vinhos. Porém, de acordo com alguns novos estudos, o aumento da temperatura média pode, na realidade, trazer alguns benefícios, uma vez que regiões antes consideradas muito frias poderão estar aptas ao plantio de uvas viníferas.
 
Fernando Zamora, enólogo, pesquisador e professor da Universidade Rovira i Virgili, na Espanha, diz que prefere ser otimista quando trata do assunto. "Eu não tenho dúvidas de que nós ainda teremos vinhedos em regiões tradicionais. E tenho certeza de que novas regiões irão emergir", comenta, adicionando que, na Alemanha já estão sendo produzidos vinhos tintos muito bons em lugares onde o plantio era bem difícil. "Agora a Dinamarca também está começando a produzir vinhos".
 
 
Climatologistas que trabalham para a indústria do vinho calculam que até 2050 as temperaturas deverão subir de um a dois graus e que serão acompanhados de eventos climáticos extremos, seja para o frio ou para o calor.
 
"É bem improvável que as regiões continuem plantando as mesmas variedades e produzindo exatamente o mesmo estilo de vinho, porém, a mudança maior acontecerá nas regiões que têm problemas com a maturação das frutas, pois deixarão de tê-los", opina Gregory Jones, enólogo da Universidade Southern Oregon. "Se as pessoas aceitarem as mudanças de aroma, açúcar e acidez que vão acontecer nas regiões mais tradicionais, elas não terão problema algum", atesta Jean-Marc Touzard, coordenador da ACCAF, comitê internacional que trata de assuntos ligados ao aquecimento global.
 
De acordo com Jones, Tasmânia, partes da Nova Zelândia e do Canadá, o sul do Chile, Ontário e Inglaterra serão as maiores beneficiadas pelo aumento das temperaturas. "Qualquer lugar do mundo que já foi muito frio há 50 anos, hoje tem temperaturas mais amenas, que propiciam o cultivo da fruta, coisa que não acontecia antes, pois a uva não conseguia amadurecer", completa Jones.
 
Na contramão do temor, produtores de Beaujolais estão tirando proveito das temperaturas mais altas, que melhoraram a qualidade das uvas, que algumas vezes precisavam passar por processos de adição de açúcar para terem níveis de álcool aceitáveis. "A tendência é que, nos próximos dez anos, as uvas fiquem melhores. Depois disso os produtores podem ter problemas".
 
Fonte: Revista Adega 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Novo Mundo firma acordo sobre regras para os rótulos de vinho

Desde 2007, países produtores de vinho do chamado Novo Mundo, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Nova Zelândia, África do Sul e Estados Unidos, integrantes do Grupo Mundial de Comércio do Vinho (GMCV) conversavam sobre a homogeneização das informações presentes nos rótulos e contra-rótulos dos vinhos comercializados.
 
De acordo com o protocolo definitivo, firmado em Bruxelas, todos os vinhos comercializados pelos países deverão conter dados básicos como: nível de álcool, safra, variedade e região de origem. Neste último ponto, apenas Argentina estará excluída da possibilidade de incluir uma sub-região de origem. Dessa forma, serão evitados futuros problemas e barreiras nas vendas de vinhos entre os países.
 
"Com isso, os países membros do GMCV estão confiando na certificaçãodo país de origem e não pedirão nenhum certificado adicional ao ingresso dos vinhos, a não ser que algum dos Estados esteja sob alerta que possa colocar em risco a saúde da população", explicou Guillermo Garcia, presidente do Instituto Nacional de Vinicultura da Argentina.
 
A decisão do grupo acontece meses depois da China estabelecer uma série de critérios - incluindo atestados de uso ou não de algumas substâncias - que deverão ser seguidos pelos países que exportam qualquer tipo de alimento, inclusive bebidas alcoólicas, para lá.
 
Fonte: Revista Adega

Dal Pizzol 200 Anos Touriga Nacional 2011 #CBE

Chegamos a nossa décima sexta participação na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que neste mês está chegando a sua edição de número 79.
 
Este mês o tema ficou por conta do confrade e conterrâneo Maykel Campos do blog Vinho por 2: "Um varietal de Touriga Nacional de qualquer região e faixa de preço".
 
Varietais com essa casta não são usuais e, desta forma, bem difíceis de encontrar, pelo menos aqui em Recife. Mas, por coincidência, alguns dias antes do confrade lançar o tema eu havia visto uma matéria sobre a vinícola Dal Pizzol e dentre os rótulos produzidos estava um varietal com a Touriga Nacional; então, após a divulgação do tema, foi só entrar em contato com a vinícola e descobrir onde poderia comprar o rótulo em Recife.
 
Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida como Dal Pizzol, a empresa é liderada pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol. Com uma produção anual de 250 mil garrafas, a Dal Pizzol está instalada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
 
Touriga Nacional é uma casta de uva tinta originária de Portugal e é considerada a rainha das castas portuguesas e que, pelas suas qualidades para a vinificação, começa a ocupar cada vez mais espaço nas produções europeias, australianas, californianas e de algumas regiões do Brasil. Em Portugal, é plantada desde o Douro até ao Alentejo, mas é na Região Demarcada do Dão que se revela em toda a sua plenitude.
 
O vinho que escolhi foi o Dal Pizzol 200 Anos Touriga Nacional o qual foi criado para brindar e se associar às comemorações dos 200 anos da chegada do imperador D. João VI e sua corte.

O exemplar possui um belo rótulo com uma cor bege clara e a imagem de uma coroa subescrita pelo número duzentos dando conjunto muito harmônico. Visualmente mostrou uma cor rubi com reflexos violáceos; lágrimas grossas em pequena quantidade e que escorreram lentamente. No nariz muito aromático com predominância de frutas vermelhas e violetas. Em boca mostrou-se um vinho fácil de beber, com taninos suaves e em bom equilíbrio com acidez e álcool, final de corpo de media intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.

O vinho acompanhou bem uma tapa de cuadril (picanha) argentina e uma boa conversa com Fernanda e Juberlan na noite de ontem.

O vinho mostrou-se muito correto e é uma boa pedida para o dia a dia e merece a frase que deixo aqui no fim do post: "A melhor rede social ainda é uma mesa rodeada de amigos e um vinho do bom".
 
O Rótulo
 
Vinho: Dal Pizzol 200 Anos
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Dal Pizzol
Enólogo: Dirceu Scottá
Garrafa n.: 9399
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DOC
Preço médio: R$ 34,00
Temperatura de serviço: 16 a 18º

quinta-feira, 28 de março de 2013

Top 10 revistas de vinho do mundo

Para além dos estudiosos e enólogos que aumentam a cada dia, são também cada vez mais os amantes “amadores” do vinho, esta bebida rica em sabores e em história, pelo que as revistas que abordam o tema proliferam também em todos os países do mundo – sobretudo naqueles em que o consumo de vinho tem maior peso. Se é um amante deste néctar dos deuses, fique a conhecer algumas das melhores revistas de vinho do mundo, que o podem inspirar e informar sobre tudo o que se relaciona com a temática.
 
1. Quarterly Review of Wines
 
Criada em 1977, nos Estados Unidos da América, esta publicação é editada trimestralmente, sendo uma das mais importantes e influentes revistas de vinhos do mundo – tendo sido inclusive, num estudo recentemente realizado, eleita como uma das três mais importantes revistas do setor. Para a sua edição contribuem especialistas de renome internacional que abordam, para além do vinho, temas relacionados com a alimentação e as viagens.
 
 
 
2. Wine Spectator
 
Dedicada ao vinho desde 1976, esta revista americana que sai 15 vezes ao ano, é a que apresenta maior tiragem e distribuição, com uma circulação média de 2,2 milhões de exemplares. Aborda temas tão distintos quanto as regiões vinícolas, a degustação de vinhos, viagens e restaurantes, para além de elaborar anualmente um ranking dos 100 melhores vinhos e variedades testadas pelos organizadores a cada ano.
 
 
 
3. Revista de Vinhos
 
 
Desde 1993 que, todos os meses, a Revista de Vinhos se tem vindo a destacar em Portugal, e não só, como uma publicação premium no que a vinhos e gastronomia diz respeito. Com um plano editorial assente nas provas de vinhos, visitas a produtores e regiões vínicas nacionais e estrangeiras, entrevistas com personalidades desta área, artigos de opinião sobre vinho e gastronomia, a revista publica ainda diversas edições especiais todos os anos.
 
 
 
4. Wine Enthusiast Magazine
 
A revista Wine Enthusiast foi fundada em 1988, com o objetivo de informar mensalmente os consumidores de vinho acerca de regiões vinícolas, degustação, restaurantes e viagens – tendo sido considerada uma das mais importantes revistas do mundo dedicada exclusivamente ao vinho.
 
 
5. Decanter
 
 
Criada em 1975, a Decanter é a principal revista de vinhos no Reino Unido. Publicada mensalmente, focaliza a sua abordagem no vinho e nas vinhas, e lista regularmente os vinhos mais recomendados, após criteriosas provas de seleção. Lida em mais de 90 países, esta publicação recomenda mais de 4.000 vinhos por ano.
 
6. Wine & Spirits
 
Com sete exemplares por ano e cerca de 200.000 leitores por edição, esta revista foi criada em 1982, nos Estados Unidos da América, e aposta na educação das pessoas sobre o vinho. Ao mesmo tempo, relaciona e escolhe os alimentos mais apropriados para cada tipo de vinho, através de uma informação prática e interessante.

 
 
 
7. Revista Wine
                                                                                                                     A Revista Wine é “a essência do vinho” entre páginas onde, todos os meses, uma nova edição delicia os apreciadores do néctar dos deuses com notícias, reportagens, entrevistas e notas de prova, entre outras informações úteis. Com uma imagem refrescante e um design apelativo, desde a sua estreia em 2007 que a publicação tem ganho em projeção e fãs, intitulando-se atualmente como “uma publicação de referência em Portugal, especializada em vinhos, gastronomia e enoturismo”.
 
 
8. Wines & Vines
 
 
A revista Wines & Vines, fundada em 1919 nos Estados Unidos da América, oferece uma vasta coleção de temas, sempre relacionados com o vinho, sendo considerada para muitos como a "bíblia" da indústria do vinho e da uva. Inclui listas detalhadas de adegas, produtores, distribuidores e fornecedores, numa verdadeira viagem ao mundo do vinho…
 
 
 
 
 
9. Winetaste
 
 
A Winetaste foi fundada em 1978 e é a revista bimestral de vinhos independente líder na Austrália e Nova Zelândia. Aborda informações sobre vinho, comida e o ambiente local das regiões dedicadas à produção e dinamização vinícola, apresentando uma base de circulação nacional de 25.000 exemplares, com um público estimado de mais de 100.000 leitores.
 
 
 
 
10. Revista Adega
 
A maior revista de vinho do Brasil – Adega – apresenta o mundo do vinho desde 2005, abordando as suas mais diversas vertentes: histórica, cultural, turística, gastronômica e social. Através de entrevistas com grandes personalidades do mundo vinícola, avaliações independentes de centenas de vinhos, os melhores restaurantes para saborear um bom vinho e como combiná-lo com o melhor da gastronomia, vive-se o lifestyle do vinho, em formato papel.
 
 
 
Fonte: Clube de Vinhos