sábado, 19 de novembro de 2016

Produção de vinho verde cai, mas a qualidade deve ser a melhor da década

"Em 2016 vamos ter uma produção cerca de 20% inferior em relação ao ano passado", disse Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), numa entrevista à Lusa no âmbito do balanço da campanha de 2016.
 
 
A quebra na produção, que se explica sobretudo com o período de chuvas que decorreu até junho, que fez com que os agricultores tivessem de fazer mais tratamentos e, mesmo assim, fosse afetada a produção, contrasta com um aumento da qualidade do vinho verde, que poderá transformar a campanha de 2016 num dos melhores anos da década, afirmou Manuel Pinheiro.
 
"A qualidade é muito boa. Foi um ano realmente de excecional qualidade. Muito ajudado pelo facto de termos tido tempo seco quente a partir dos santos populares, o que permitiu ter ótimas maturações das uvas", explicou o presidente da CVRVV, assumindo que "de certeza que os vinhos deste ano de 2016 vão ser dos melhores da década".
 
A produção baixou principalmente nos vinhos verdes brancos, tendo-se produzido 52 milhões de litros. O vinho verde tinto teve uma ligeira baixa, com uma produção em 2016 de 12 milhões de litros, enquanto a do vinho verde rosado foram 3,8 milhões de litros.
 
O presidente da CVRVV diz que apesar de a produção de vinho verde ser em menor quantidade, 2016 vai fechar com um crescimento de sete a oito por cento do mercado. As exportações do vinho verde, até ao final de setembro, rondavam os 48 milhões de litros, o que representa um "aumento de 8% em relação a 2015". "É um ano que comercialmente correu muito bem. Estamos muito satisfeitos. Chegamos à vindima com um 'stock' baixo, o que é bom".
 
Em Portugal, segundo dados fornecidos pela CVRVV, há 21 mil hectares de vinha de vinhos verdes, com 19 mil viticultores e 600 engarrafadores. A produção de vinho verde é na ordem dos 80 milhões de litros por ano, existindo duas mil marcas e 110 mercados internacionais que compram vinho verde português.
 
A região demarcada dos vinhos verdes estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho, tendo como limites a norte o rio Minho, que estabelece parte da fronteira com Espanha, a sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro, a este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a oeste o oceano Atlântico. Tem nove sub-regiões (Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa).
 
Em termos de área geográfica, é a maior região demarcada portuguesa e uma das maiores da Europa.

Garrafa de vinho que conta uma história

 
Essa é a ideia por trás da linha de vinhos Librottiglia, da vinícola italiana Matteo Correggia e da agência de design Reverse Innovations.
 
As garrafas de 375ml vêm com histórias curtas nos rótulos. Os minicontos foram escritos por três autores - Patrizia Laquidara, Regina Nadaes Marques e Danilo Zanelli. Cada história foi concebida para harmonizar com o tipo de vinho que a acompanha
 
 

Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa

Obter informações sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conteúdo, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida após a análise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP.
 
 
O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentração de íons metálicos (como manganês, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produção é realmente aquele especificado no rótulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de ressonância magnética nuclear (RMN) semelhante àqueles usados em hospitais para exames clínicos. Terminada a medição, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.
 
O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade possível entre países e tipos de uva, para observar qual dessas características surtia maior influência nos resultados. Íons metálicos estão naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alcoólicas ou não, em concentrações variadas.
 
A garrafa é colocada inteira dentro dele e a medição dura em torno de dois minutos. O resultado é um gráfico que mostra o tempo de relaxação da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar à sua condição magnética inicial após ser irradiada com uma onda de rádio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz).
 
“Quando esse gráfico é comparado a um banco de dados pré-existente, podemos saber a concentração aproximada de metais presentes na amostra”, ressalta Esther. “Realizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as análises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado”.
 
A pesquisa comparou vinhos de diferentes países e observou que os gráficos de relaxação das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo país, ou de localidade geográfica parecida.
 
“Correlacionando esses gráficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o íon metálico que mais influencia as medidas é o íon de manganês. Além de ter concentração mais expressiva que os demais íons ativos na RMN, sua interação com o campo magnético é bem maior que a dos outros íons em solução”, explica a pesquisadora. “Portanto, a classificação de vinhos tintos por país ou região de plantio é possível utilizando a Ressonância Magnética Nuclear, e acontece de acordo com a concentração de íons de manganês presentes na amostra”.
 
Segundo Esther, não existe muita aplicação industrial do método. “Antes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar análises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN”, observa. “O equipamento utilizado na pesquisa, em relação a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, é mais comum, mais barato, mais fácil de ser operado e possui outras aplicações, como por exemplo a análise de frutas e sementes. Apesar disso, não é um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele é bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda é caro para o consumidor comum”.
 
De acordo com a pesquisadora, num futuro próximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de comprá-lo. Com informações da Agência USP.

Real Companhia Velha lança vinho do Porto do séc. XIX

A Real Companhia Velha comemora este ano 260 anos de existência e lança agora um vinho ímpar. O Carvalhas Memories é um vinho do Porto do séc. XIX, mais precisamente da vindima de 1867 feita na Quinta das Carvalhas, uma propriedade situada no Alto Douro vinhateiro.
 
Este vinho foi preservado com cuidado e de forma meticulosa, inicialmente nas caves da reputada Firma Miguel de Sousa Guedes e, mais tarde, em meados do século XX, por incorporação desta empresa, deixada aos cuidados das sucessivas gerações de mestres de cave da Real Companhia Velha Envelheceu em pipas da mais nobre madeira de carvalho, e destaca-se pela suntuosidade aromática e uma inesquecível dimensão de prova. São 149 anos de estágio de um néctar que é lançado para o mercado numa edição comemorativa limitada de 260 garrafas numeradas e com o P.V.P. de 2750€.
 
A Real Companhia Velha confunde-se com a história do Vinho do Porto. Fundada a 10 de setembro de 1756 é a mais antiga empresa de Portugal e aquando da sua fundação foi-lhe confiada a tarefa de estabelecer a Região Demarcada do Douro, que foi a primeira Região Demarcada para a produção de vinhos no mundo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vendas brasileira superam metas em feira na China

A participação inédita de vinícolas brasileiras na ProWine China, que ocorreu entre os dias 7 e 9 deste mês em Shangai, deve resultar em US$ 410 mil em vendas. Durante os três dias de feira, representantes da Aurora, Miolo, Peterlongo e Salton fizeram 63 contatos e, para os próximos 12 meses, esperam efetivar 20 contratações com importadores e distribuidores do país oriental. A ação integrou o projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para divulgação dos vinhos no mercado externo.
 
As quatro empresas participantes avaliaram positivamente a ProWine China como uma importante estratégia de posicionamento e prospecção no mercado e uma ótima oportunidade para que os chineses pudessem conhecer um pouco mais sobre os vinhos brasileiros. Grande parte dos visitantes do estante eram nacionais e ficaram impressionados com a qualidade das bebidas verde-amarelas. Devido à preferência dos chineses por produtos mais adocicados, os vinhos e espumantes com uva moscato e o suco de uva 100% integral se destacaram entre as opções.
 
As quatro vinícolas brasileiras já confirmaram presença na ProWine 2017. Para o próximo ano, o projeto Wines of Brasil espera reunir seis empresas no local.

Final de ano repleto de atrações no Vale dos Vinhedos

Ceias de Natal e Reveillon e pacotes completos de hospedagem prometem tranquilidade aliada às comemorações de encerramento do ano.
 
As festas de final de ano possuem uma energia contagiante, inundando nossos corações de alegria e satisfação pelo encerramento de um ciclo e de esperança pelo início de um novo ano, de novos projetos, novas realizações.
No Vale dos Vinhedos a magia do natal coincide com a transição da primavera para o verão, quando a expectativa de início da safra toma conta de todos os que aqui vivem e dos visitantes que nos procuram para desfrutar deste momento especial.
Todas estas características se refletem na programação especial de final de ano divulgada hoje pelo Vale dos Vinhedos. Pacotes de hospedagem e ceias de Natal e Reveillon são as grandes atrações para os que buscam se afastar do cotidiano, alternando momentos de festejo com as tradicionais atividades já realizadas no enoturismo no Vale dos Vinhedos. Elas dividem espaço com as primeiras atividades da vindima – colheita da uva, que são lançadas em dezembro.
Esta também é a época de refletir através das manifestações religiosas cultuadas desde a chegada dos primeiros imigrantes italianos. A comunidade do Vale dos Vinhedos ainda realiza encontros de Natal, a noite dos Reis Magos e a partilha, atividades que podem ser desfrutadas também pelos visitantes que buscam a verdadeira imersão em nossa cultura e viver o espírito de Natal em sua essência.
As programações ao ar livre, como piqueniques e caminhadas, se mantém aproveitando o período primavera/verão, quando nossas paisagens são deslumbrantes. Cursos de degustação, harmonização, produtos inspirados no Natal, promoções de espumantes e cardápios baseados no que a estação nos oferece também são opções para aqueles que desejam fugir da rotina no melhor que o Vale dos Vinhedos oferece.

Wine Day reunirá grandes marcas de rótulos importados em Recife

A Casa dos Frios, em parceria com a escola Enoclass, irá promover no próximo dia 18/11 (sexta-feira), um evento voltado para a apresentação de vinhos de diversas nacionalidades. Trata-se da primeira edição do Wine Day, feira que acontecerá no andar superior da Casa dos Frios das Graças, a partir das 18h.
 
Na ocasião, cerca de cem rótulos estarão disponíveis para degustação, inclusive ícones da vitivinicultura mundial, como o italiano supertoscano Tignanello, o português Chryseia, o argentino Achaval Ferrer Finca Altamira e o champagne Louis Roederer Brut Premier, entre outros. Na lista dos expositores estão a Licínio Dias Importação (LD), Mistral, Estampa Wines, Zahil, Casa Flora, Porto a Porto, Winebrands, Berkmann Wine Cellars, além da própria Casa dos Frios, com seus rótulos de importação direta.
 
Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de comprar os vinhos demonstrados na feira por preços bem abaixo da tabela normal. Outra vantagem é que na compra de um ingresso para participar do Wine Day, que custa R$ 100, o cliente poderá reverter metade desse valor para a compra de vinhos no local.
 
As entradas estão sendo comercializadas apenas na Casa dos Frios (unidades Graças, Boa Viagem e RioMar Shopping). Somente 200 ingressos serão disponibilizados. Não haverá reservas.
 
SERVIÇO:
 
WINE DAY
Quando: 18/11/16 (sexta-feira)
Horário: a partir das 18h
Onde: Casa dos Frios (Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife-PE)
Ingressos individuais: R$ 100 (dos quais R$ 50 podem ser revertidos em compras de vinhos no local). Vendas apenas na Casa dos Frios (Graças | Boa Viagem | RioMar)