domingo, 5 de junho de 2016

Prova nacional de vinhos reúne mais de 850 rótulos

Mais de 850 vinhos de 110 vinícolas se inscreveram e serão degustados às cegas na quinta edição da Grande Prova Vinhos do Brasil, no Rio, a partir deste domingo (5). Os grandes vencedores serão conhecidos com o lançamento do Anuário Vinhos do Brasil 2016, em agosto, durante os Jogos Olímpicos.
 
Os rótulos inscritos em número recorde - num ano em que o dólar alto levou mais consumidores a darem mais atenção ao vinho nacional - se distribuem em 28 categorias, como "espumante brut branco champenoise". São pelo menos três novas categorias: "tintos super premium (que custam mais de R$ 100)", "best buys (mais bem pontuados que custam até R$ 39,99)" e "suco de uva integral".
 
Segundo o presidente do júri e organizador do evento, o jornalista Marcelo Copello, do Grupo Baco, a categoria do suco se tornou viável devido ao grande crescimento dele no mercado. As uvas não viníferas que vão no suco são as mesmas usadas no vinho de garrafão, cuja demanda caiu nos últimos anos, também devido a um maior conhecimento do consumidor sobre vinhos finos.
 
Entre as categorias, as que geralmente mais recebem inscritos e têm mais rótulos a serem degustados são espumante brut, Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon. Já as que rendem o maior número de medalhas, devido à alta qualidade, são as de espumante extra brut - no ano passado, a vinícola campeã foi a Cave Geisse.
 
A avaliação dos vinhos é feita por pontuação: a nota de corte inicial para medalhas de ouro é 88/100 e para prata é 85/100. Mas a nota de corte pode subir se muitas garrafas pontuarem alto, já que em geral apenas 30% dos inscritos levam medalhas e aparecem no anuário. Além disso, cada categoria possui um campeão (o vinho mais bem pontuado), independentemente do número de medalhas de ouro e prata.
 
Para avaliar todas as garrafas às cegas, os 20 jurados se dividem em três mesas, cada uma avaliando uma categoria diferente - a degustação dura cinco dias. Entre os jurados deste ano, destaque para o enólogo francês Michel Friou, da vinícola Almaviva, no Chile, que nasceu de uma parceria da Concha Y Toro e da emblemática francesa Baron Philippe de Rothschild.
 
CATEGORIAS
 
1. Espumante brut branco champenoise
2. Espumante brut branco charmat
3. Espumante brut rosé champenoise
4. Espumante brut rosé charmat
5. Espumante extra brut, nature branco
6. Espumante extra brut, nature rosé
7. Espumante prosecco/glera
8. Espumante moscatel branco
9. Espumante demi-sec branco
10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
11. Branco chardonnay
12. Branco Sauvignon Blanc
13. Branco Moscato
14. Branco de outras castas e cortes
15. Rosé
16. Tinto Cabernet Sauvignon
17. Tinto Merlot
18. Tinto Tannat
19. Tinto Pinot Noir
20. Tinto Cabernet Franc
21. Tinto Marselan
22. Tinto Syrah
23. Tinto de outras castas
24. Cortes tintos
25. Tintos Super Premium (que custam mais de R$ 100)
26. Doces e fortificados
27. Suco de uva integral
28. Best buy (mais bem pontuados que custam até R$ 39,99)

Fonte: Paladar (Estadão)

sábado, 4 de junho de 2016

As especificidades do Moscatel de Setúbal

O Moscatel de Setúbal faz parte integrante do triunvirato mágico dos três grandes vinhos generosos de Portugal, três grandes vinhos que ilustram a grandeza dos vinhos fortificados nacionais.
          
A par do vinho da Madeira e do vinho do Porto, é um dos vinhos mais surpreendentes e invulgares de Portugal. Apesar disso, ainda são poucos os que o conhecem verdadeiramente e ainda menos os que compreendem o estilo ou que conseguem identificar as nuances dos melhores Moscatel de Setúbal.
 
Apesar da proximidade a Lisboa, apesar da ligação íntima a um destino turístico, e por muito estranho que tal se afigure, o Moscatel de Setúbal continua a ser um grande desconhecido. Embora talvez seja mais correto afirmar que é simultaneamente um dos generosos mais conhecidos e um dos mais desconhecidos, um dos mais aceitos e um dos mais incompreendidos dos três grandes vinhos generosos nacionais. Sim, o Carcavelos é o quarto dos grandes generosos nacionais mas infelizmente, e por razões diversas, continua a subsistir num circuito comercial tão restrito que o seu consumo permanece quase confidencial.
 
Não é fácil entender por que é que o Moscatel de Setúbal continua a ser um desconhecido do grande público. Não o é por ser difícil de entender ou por ter uma legislação especialmente complicada. Será porventura o mais fácil de entender dos três generosos, o mais simples na legislação e na segmentação sem se estender por uma lista interminável de estilos possíveis.
 
Enquanto os vinhos da Madeira se subdividem em infindáveis classes e gêneros, em diferentes graus de doçura e em sete castas principais que convém conhecer, o Moscatel de Setúbal assenta raízes numa só casta, precisamente aquela que será um dos nomes mais fáceis de memorizar. Enquanto o vinho da Madeira se divide em famílias de vinhos com indicação de idade de três, cinco, dez, quinze, vinte, trinta, quarenta e mais de cinquenta anos, a que há que acrescentar as famílias Frasqueira e Colheita, o Moscatel assenta num só grau de doçura sem as particularidades dos vinhos com indicação de idade.
 
Enquanto os vinhos do Porto se distribuem em três grandes famílias, branco, tawny e ruby, entre vinhos de entrada de gama, vinhos com indicação de idade (mais uma vez dez, vinte, trinta e mais de quarenta anos), vinhos com indicação de data de colheita (LBV, Vintage e Colheita), vinhos redutivos e vinhos oxidativos, entre classes e subclasses de Vintage clássicos, single quintas, Vintage de anos não clássicos, o Moscatel de Setúbal é muito franco e direto, sem rodeios quanto ao que se poderá encontrar na garrafa.
 
O Moscatel de Setúbal limita-se a matizar entre duas declinações da casta Moscatel, a mais habitual Moscatel de Alexandria e a mais rara, interessante e indígena Moscatel Roxo, uma derivação local da casta Moscatel que em algum momento no tempo sofreu uma mutação genética que lhe permitiu ganhar um tom rosado na pele.
 
Fácil de entender e fácil de explicar. Afinal, o Moscatel de Setúbal trata de uma só variedade dividida em duas matizes, Moscatel de Alexandria e Moscatel Roxo, um só grau de doçura, oferecendo vinhos que são sempre envelhecidos num estilo oxidativo. Podem chegar sem indicação de idade, com indicação de idade ou com data de colheita impressa no rótulo. E nada mais há a acrescentar para se começar a conhecer os fundamentos do Moscatel de Setúbal.
 
O que não surge na maioria dos contra-rótulos, mas que seria uma das informações mais relevantes, é a indicação da região onde as vinhas estão plantadas, informações sobre o tipo de solos e a origem das uvas. Uma informação vital porque em Setúbal coexistem lado a lado duas realidades distintas que separam os Moscatel da região em dois estilos quase antagônicos. Vinhas plantadas em areia, os solos dominantes na região, e vinhas dispostas na serra da Arrábida, em solos profundamente calcários, duas realidades distintas que dão origem a vinhos igualmente diferentes e com poucos pontos de contato entre si.
 
Enquanto as vinhas plantadas em solos de areia permitem maturações significativas com uma concentração de açúcar substancialmente superior, as vinhas da Arrábida mantêm-se mais recatadas, mais frescas, menos intensas e com um grau de acidez substancialmente superior. Aquilo que para um vinho de mesa seria uma vantagem, uma maturação correta e relevante, transforma-se num inconveniente quando chegamos aos vinhos generosos muito doces como é o caso do Moscatel de Setúbal. Aquilo que para um vinho de mesa seria uma desvantagem, uma acidez elevada e sem tréguas, transforma-se numa vantagem profunda quando chegamos aos vinhos muito doces, onde a acidez é fundamental para temperar e cortar o peso do açúcar.
 
Por isso, os melhores vinhos Moscatel nascem invariavelmente de vinhas implantadas na serra da Arrábida, expostas às partidas de uma natureza mais inclemente. Também por isso é tão importante que quem desenha um Moscatel de Setúbal tenha a acidez em conta, imaginando o vinho em redor dessa mesma acidez, vinificando e fortificando uvas em menor estado de maturação, preservando o travo de frescura que é absolutamente indispensável a estes estilo de vinhos. Quem o consegue fazer, José Maria da Fonseca, Bacalhôa, Horácio Simões e Antônio Saramago entre outros, tem a fortuna de produzir alguns dos melhores generosos de Portugal.
 
Por Rui Falcão
Fonte: Fugas Vinhos

Uma nova geração feminina a dar cartas no vinho

Os novos Douro Boys são… Girls. As D’Uva – Portugal Wine Girls é um grupo de oito jovens mulheres que se juntaram numa associação informal para promover os seus vinhos no mercado externo. A união faz a força.


Tal como nos caso dos Douro Boys, as D’Uva compreenderam que, juntas, podiam fazer muito mais por cada um dos produtos do que se o tentassem promover de forma separada. Tal como os Douro Boys, também, a atividade destas Wine Girls será totalmente suportada pelas próprias, mais um caso de iniciativa e associativismo raros em Portugal.
 
Mas, ao contrário dos Douro Boys, cuja ação tanto tem feito para promover o Douro, as D’uva representam negócios em três regiões diferentes do país: o Alentejo, o Douro e a região de Lisboa.

As oito fundadoras da Portugal Wine Girls são Francisca van Zeller, da Quinta Vale D. Maria, Luísa Amorim, da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e Maria Manuel Poças Maia, da Poças Júnior, todas no Douro. Rita Cardoso Pinto, da Quinta do Pinto, em Lisboa, e Catarina Vieira, da Herdade do Rocim, Mafalda Guedes, da Herdade do Peso, Rita Fino Magalhães, do Monte da Penha e Rita Nabeiro, da Adega Mayor, estas últimas no Alentejo.

O fato de o grupo ser constituído exclusivamente por mulheres também não é de menos importância, como referiu por sua vez Francisca Van Zeller (cujo pai Cristiano Van Zeller é um dos Douro Boys) "abre possibilidades de comunicação segmentada, nomeadamente junto de organizações congeneres, na área do vinho e outras".

A presença de mulheres a liderar projetos vínicos não é uma tendência mas um fato que, em Portugal, não se esgota de forma nenhuma nestas oito inovadoras mas, como referiu Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal: "No mundo do vinho é preciso imaginação e capacidade de criar novos momentos. Este grupo feminino traz essa novidade, além da complementaridade igualmente importante neste setor".

Saúde do cérebro é beneficiada por vinhos tintos e champangne

“Wine Safety, Consumer Preference and Human Health” ("A proteção do vinho, a preferência dos consumidores e a saúde humana") é o título de um estudo que concluiu que o consumo moderado de vinho tem efeito protetor ao cérebro.
 
No capítulo “Neuroprotective Effects Associated with Wine and Its Phenolic Constituents” (Efeitos neuroprotetores associados ao vinho e seus componentes fenólicos), os pesquisadores apresentaram mais de 95 estudos que corroboram a tese de que o vinho tem potencial para proteger contra o comprometimento cognitivo e doenças.
 
O estudo, editado pelas pesquisadores da universidade de Madrid, M. Victoria Moreno-Arribas e Begoña Bartolomé Suáldea, mostrou que o consumo de vinho tinto e Champagne são bons para neutralizar o envelhecimento do cérebro, melhorar a memória e proteger contra doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer, doença de Parkinson e demência. Segundo as autoras, apesar de o mecanismo para isso ainda não estar 100% compreendido, acredita-se que a resposta está na ação dos flavonoides presentes na bebida.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Pacific Coastal Airlines dará caixa de vinhos aos passageiros

O Vale de Okanagan, no Canadá, e seus vinhos atraem inúmeros turistas. Mas, os visitantes sempre apresentam dificuldades em voltar pra casa com algumas garrafas de vinho.
 
Pensando nisso, a companhia área Pacific Coastal Airlines dará aos seus passageiros uma caixa sob medida para que os turistas possam levar, com segurança e tranquilidade, seus vinhos para casa.
 
Além de facilitar o transporte das garrafas a ação tem como objetivo promover os rótulos do vale.
 
O projeto é fruto da parceria da empresa com três vinícolas do Vale de Okanangan, que têm seus logotipos estampados na caixa.
 
Que esta iniciativa seja seguida por todas as companhias aéreas que possuem vôos para regiões vitivinícolas.

Sim, o vinho também pode ser falsificado

O que é que uma garrafa de vinho tem em comum com uma mala Louis Vuitton? A pergunta não é uma adivinhação, mas nos obriga a pensar! Uma delas acaba numa questão de horas, depois de aberta, a outra promete durar uma vida inteira no braço. Em última análise, ambas podem ser falsificadas. Parece estranho pensar que haja vinhos falsos a circular tanto no mercado nacional como no internacional, mas as histórias que vão surgindo na imprensa e não deixam grande margem para dúvidas.
 
A 22 de maio, por exemplo, foi notícia que seis lotes de garrafas vintage de Romanée-Conti — vinho produzido na região francesa de Côte de Nuits e considerado um dos melhores e mais caros do mundo — foram retirados à última hora de um leilão em Genebra, na Suíça. Em causa estavam as suspeitas levantadas pelo advogado norte-americano Don Cornwell — tido como o “pior pesadelo dos falsificadores de vinho” –, que escreveu no site wineberserkers.com que muitos lotes a serem leiloados eram “contrafeitos ou altamente questionáveis”. É certo que a leiloeira Bagheera Wines retirou “cinco ou seis lotes” do leilão, mas tal não impediu que, no final, fossem vendidas 1.407 garrafas por 5,6 milhões de euros.
 
Encontrar uma garrafa de vinho e reconhecê-la como sendo falsa não é uma tarefa fácil, mas foi o que aconteceu ao empresário Rui Ribeiro. Há sensivelmente três anos, o também produtor de vinhos deparou-se com um problema ao encontrar o seu vinho falsificado no mercado chinês: “Não era um vinho caro, tinha até um preço interessante para o mercado de exportação, mas era uma garrafa DOC, da região demarcada do Dão”, recorda. O caso insólito foi motivo suficiente para ir à procura de uma solução: depois da certificação, o importante agora era autentificar. Foi assim que nasceu o selo Made in Portugal Authentic (MPA) criado pela empresa Portucrown, da qual Rui Ribeiro é responsável, em parceria com a francesa Prooftag.
 
 
O selo em questão é colocado por baixo da cápsula do vinho e funciona como uma espécie de impressão digital. Tem vários níveis de segurança, incluindo a tecnologia “dispersão de fibras” — as fibras ultravioleta são incorporadas na pasta de papel para criar dispersão física, tornando impossível a recriação de padrões. Mais, cada selo é marcado em série com uma referência alfanumérica única e pode ser lido através de um código QR, o qual permite ao produtor fazer tracking da linha de produção e ao cliente acessar à ficha técnica do produto, de modo a verificar a sua autenticidade. E o que acontece se alguém tentar tirar o selo? O mesmo que a uma pulseira de um festival de verão quando se tenta descolá-la. De momento, as Caves Arcos do Rei, a Ladeira da Santa, a Herdade Monte da Ribeira e a empresa Réccua Vinhos estão entre as marcas que beneficiam desta tecnologia.
 
Operação Premium: o cerco aperta-se
 
O caso contado na primeira pessoa por Rui Ribeiro não é o único. No início de 2015,foi notícia que os vinhos mais caros no mercado nacional, Barca Velha (Sogrape) e Pêra Manca (Fundação Eugénio de Almeida), tinham sido alvo de falsificação, com a Autoridade de Segurança Alimentar e Econômica (ASAE) tendo apreendido 110 garrafas contrafeitas das duas marcas no valor de 50 mil euros. Em causa estava a “Operação Premium”, iniciada em 2013. Tudo começou no aeroporto de Lisboa quando foram detetadas garrafas falsificadas entre as originais. A partir daí foi uma questão de tempo e de perícia para desenrolar o muito denso novelo.
 
“Muito recentemente [há cerca de um, dois meses] conseguimos chegar à base de produção, que era aquilo que nos faltava. Conseguimos identificar as garrafas, os rótulos falsificados e as próprias chancelas das marcas. Essa parte terminou. Agora começamos a constatar a venda digital”, conta Domingos Antunes, diretor da Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal da ASAE, adiantando que atualmente está em curso a “Operação Premium 2”, focada na falsificação digital. Exemplo disso é o caso do consumidor brasileiro que se apercebeu que comprara um Barca Velho falso assim que levou o vinho à boca. É que a internet permitiu também a “expansão [das falsificações] para outros territórios".
 
O motivo de quem falsifica vinho, diz Domingos Antunes, é sempre o benefício econômico. “Quem vende uma garrafa por 500, 600 euros tem um lucro de 80%.” Tal serve para explicar que o tipo de falsificação em causa implica algum investimento: “Esta não é uma falsificação grosseira. O consumidor médio não a consegue detetar… Até os próprios elementos das marcas têm alguma dificuldade, por isso é que estão a criar mecanismos de proteção.” Exemplo disso é a atuação da Sogrape que, apesar de afirmar não estar em “posição de comentar qualquer incidente” pelo fato da investigação em causa ainda estar em curso, tem vindo a criar elementos distintivos que assegurem os interesses dos consumidores, isto é, que garantam a autentificação dos seus Barca Velha:
  • “atualmente, as garrafas de Barca Velha têm o brasão da Casa Ferreirinha em relevo no vidro, dificultando assim a sua reprodução;
  • existe na rotulagem de Barca Velha um holograma que atesta e garante a autenticidade do vinho da Casa Ferreirinha;
  • todas as garrafas de Barca Velha estão numeradas, sendo por isso possível a identificação do primeiro destino de cada uma delas”.
Fonte: Observador

Extra extra: Vinícola paulista vai estagiar vinhos em madeira nacional

A vinícola Guaspari parece andar na tênue linha que separa a ousadia da loucura, a começar por sua locação: quem poderia imaginar uma vinícola butique no interior de São Paulo, na região cafeeira de Espírito Santo do Pinhal? E o negócio deu certo. Agora, os produtores inventaram de estagiar seus vinhos em barricas de madeira brasileira.
 
Quem revelou o plano foi o enólogo-chefe da casa, o americano Gustavo González, durante a apresentação da Vale da Pedra, nova linha da vinícola, dedicada a rótulos jovens. Ele disse que vai trazer tanoeiros da empresa francesa Taransaud para testar diferentes espécies e encontrar a madeira ideal para a barrica brasileira.
 
Outras novidades vêm aí até o fim do ano, como um varietal de Petit Verdot. González está testando cepas e avalia um corte com as uvas clássicas de Bordeaux. Também estuda novas maneiras de armazenar seus vinhos, como ovos de cimento.
 
Há 13 anos no Brasil, o americano passou por casas como a californiana Robert Mondavi e um projeto próprio no Napa Valley, onde faz os vinhos Mira.
 
O enólogo é especialista em produzir vinhos em lugares improváveis: além do interior paulista, ele faz vinhos para a Hacienda La Lomita no Vale de Guadalupe, no México. “Não gosto de me sentir entediado”, conta.
 
Fonte: Paladar ( Estadão)