sexta-feira, 20 de maio de 2016

Vinhos kosher para a independência de Israel

No mês de maio é celebrada a Independência de Israel, em comemoração à declaração assinada em 14 de maio de 1948, no salão do antigo Museu Nacional de Tel Aviv. Desde então, várias tradições desenvolveram-se para celebrar a importante conquista do país. Pouco conhecido no Brasil, o vinho de Israel é um dos mais antigos do mundo.
 
A Golan Heights é uma das mais importantes vinícolas israelenses. Com produção exclusiva de vinhos kosher - que significa "adequado", "apto", ou "próprio" para o consumo em hebráico.
 
Os vinhos da Golan Heights são produzidos respeitando regras determinadas pelo Kashrut, o conjunto das leis judaicas relativas à alimentação. Ou seja, só podem ser produzidos a partir de uvas de vinhedos que tenham, no mínimo, quatro anos de idade; o vinhedo, se estiver localizado em terras bíblicas, deve deixar de produzir uma vez a cada sete anos; nas terras dos vinhedos nenhum outro tipo de planta deve ser cultivada; todo o equipamento e insumos utilizados na elaboração do vinho deve ser igualmente Kosher; e o vinho só pode ser manuseado por judeus ortodoxos, para evitar sua possível contaminação ao ser manipulado por pessoas desprovidas de fé. Junto a isso, os vinhos da Golan representam o que de melhor as uvas da Galiléia produzem.
 
A Golan Heights foi a primeira vinícola israelense a ter um vinho relacionado na lista TOP 100 da Wine Spectator. A Golan Heights não apenas elevou o padrão de qualidade dos vinhos israelenses, mas também proporcionou a Israel competir no cenário internacional dos vinhos de qualidade.
 
Para conhecer um pouco mais sobre alguns dos vinhos israelenses da Golan Heights clique aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Melhores produtores de vinho do mundo são portugueses

Portugal tem os dois melhores produtores de vinho do mundo, segundo a Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ). A Sogrape está no topo da lista dos melhores produtores de 2016 e a Casa Santos Lima vem logo em 2.º lugar.
 
No ano passado, a Sogrape, que lidera a classificação mundial, arrecadou 206 prêmios somando, assim, para a WAWWJ, um total de 4.441 pontos. Segue-se a Casa Santos Lima com 138 prémios conquistados e 2.630 pontos.
 
O Ranking Mundial de Vinhos e Licores 2016 considerou as pontuações de cada produtor em 75 provas internacionais (sendo que só contaram os concurso em que participaram mais de cinco países), com a mais importante (Vinalies Internationales, em França) a valer 9 pontos. As provas de menor incidência internacional valiam apenas 4.5 pontos.
 
Os resultados são relativos a 2015 e cada concurso avaliado pela WAWWJ deve estar sujeito a auditoria e controlo legal que justifique a clareza dos seus resultados.

O Top 100 da Classificação Mundial inclui outros nove produtores portugueses, cinco dos quais nos primeiros 50 produtores mundiais.
 
Portugal no Top 5 Mundial, sempre a subir
 
Com estes valores, Portugal vem ocupar a 5.ª posição da classificação mundial de países. Em 2015, o nosso país conquistou 2.979 prémios nos 20 concursos onde participou, obtendo 52.457 pontos.

Portugal conquistou ainda 22 selos de Vinhos do Ano, com o Sandeman Porto Tawny 40 Anos a levar a distinção de melhor vinho português do WRWS 2016. Este vinho arrecadou sete prêmios em sete concursos, obtendo 232 pontos.


O desempenho superou ainda o do ano anterior (relativo a 2014), em que Portugal obteve 2.032 prêmios (22 concursos; 40.876 pontos).

Também a Sogrape foi considerada a melhor produtora naquele ano (146 prêmios; 11 concursos; 3282 pontos), enquanto que o melhor vinho português foi o Casa Ermelinda Freitas Cabernet Sauvignon 2011 (vinho regional da península de Setúbal), com sete prémios em sete concursos (161 pontos).

Textos, fotos, artes e vídeos da odiario.com estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização de odiario.com. As regras têm como objetivo proteger o investimento que odiario.com faz na qualidade de seu jornalismo. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://maringa.odiario.com/viva-sabor/2016/05/para-ciencia-queijo-e-vinho-nao-e-uma-combinacao-perfeita/2152288/

Por que vinho é tão caro?

Você caminha pelos corredores do supermercado e chega à gôndola dos vinhos. Se olha para baixo, encontra garrafas que podem custar R$ 20 ou até menos; se os olhos se movem para o alto, veem rótulos que chegam a R$ 100, R$ 200, R$ 300. Em lojas e sites especializados, não é difícil topar com tintos, brancos e espumantes com valores de quatro dígitos. Entenda por que os preços dos vinhos variam tanto de uma garrafa para outra.
 
1. Rendimento da parreira
 
Quanto menor o rendimento - a quantidade de frutas que brotam de uma única planta -, maior a qualidade do vinho. Isso porque a parreira tem uma cota de nutrientes a ser distribuída igualmente entre as uvas, não interessa se são muitas ou poucas. Esses nutrientes se transformam, no fim das contas, nas substâncias que dão aroma e sabor ao vinho. Assim, uma parreira que rende pouco acaba produzindo frutas de sabor mais concentrado.
 
O baixo rendimento pode advir da idade da planta: as mais antigas têm menos cachos, daí o valor dado às bebidas que estampam no rótulo a expressão "vinhas velhas". Outro fator determinante é a disponibilidade de água. Pouca água é melhor, pois a planta se estressa, não dá muitos frutos e dedica toda sua energia àquelas poucas crias.
 
Ao extrair menos vinho por metro quadrado, o produtor compensa a diferença na etiqueta da garrafa. A recíproca é verdadeira: os vinhos mais baratos são feitos com irrigação abundante, o que estimula a multiplicação dos cachos e a diluição do sabor da uva.
 
2. Seleção de uvas
 
Os produtores reservam para seus rótulos mais caros as melhores uvas. A seleção é feita de dois modos: separando a melhor terra ou escolhendo os cachos mais saudáveis para o vinho especial. Ambos os casos exigem atenção artesanal para o vinhedo (traduzida em práticas como a colheita manual), o que encarece o processo.
 
3.  Desastres naturais
 
O vinho, como toda atividade agrícola, depende dos fatores imponderáveis da natureza. As perdas causadas por fatores climáticos, incêndios, terremotos e pragas fazem oscilar, principalmente, o preço dos vinhos mais caros.
 
Digamos que certa safra foi terrível, com geadas que mataram 30% das parreiras e comprometeram a qualidade das uvas sobreviventes. O produtor dos vinhos A (caro), B (médio) e C (barato) decide: não há condições de engarrafar A naquele ano. A produção de B é reduzida e o grosso das uvas vai para C. Em falta no mercado, as garrafas de A sobem de preço devido ao desequilíbrio entre oferta e demanda.
 
O contrário é muito incomum: em anos excepcionalmente bons, o produtor costuma reter o estoque para evitar a queda do preço.
 
4. Métodos de produção
 
Depois de colhidas e prensadas, as uvas do vinho barato vão para grandes tanques de fermentação e de lá para as garrafas e para o mercado. Tudo isso é feito da forma mais rápida e menos custosa possível.
 
Já o vinho caro (e presumidamente melhor) recebe tratamento VIP. Todo o processo de vinificação é acompanhado de perto pelo enólogo. O líquido permanece mais tempo na vinícola, ocupando as instalações e a mão de obra. Lá, envelhece em barris de carvalho (material caríssimo) ou na garrafa por meses ou anos.
 
Por último, a embalagem: vinhos caros são envasados em garrafas mais pesadas, com rolha e cápsula (o revestimento da rolha) de melhor qualidade e rótulos trabalhados.
 
5. Impostos
 
Nos vinhos nacionais, os impostos representam cerca de 65% do preço final; nos europeus, 85%. Argentina, Uruguai e Chile levam vantagem porque são isentos dos 27% de tributo de importação.
 
6. Oferta e demanda
 
É a lei de mercado que afeta qualquer produto. Quando um rótulo se torna sucesso de vendas, o preço tende a subir - e se estabilizar no topo.
 
 O mesmo pode ocorrer com todos os vinhos de uma zona de origem que ganha fama repentina. Há casos crônicos: na Borgonha (França), a demanda sempre foi maior que a oferta, que, por razões geográficas e burocráticas, não tem como crescer. Assim, os vinhos borgonheses têm preço muito acima da média.
 
7. A nota que um vinho recebe
 
A nota que um vinho recebe de um crítico pode jogar para cima ou para baixo seu valor de mercado antes mesmo de ocorrer um reflexo na demanda. O comércio está muito atento à avaliação dos profissionais da revista americana Wine Spectator, da equipe do crítico Robert Parker (também americano), da inglesa Jancis Robinson e de publicações regionais, como os guias Descorchados (América do Sul), Peñín (Espanha) e Gambero Rosso (Itália). Quando um desses veículos dá boa nota a um rótulo, o vinho em questão tende a ter preço maior na safra seguinte; quando vinho recebe boas notas de forma consistente, ano após ano, ele tende a mudar de patamar de preço.
 
8. Itens de colecionador
 
É a exacerbação do desequilíbrio oferta x demanda. Há vinhos que chegam a custar milhares de reais - não existe nenhum fator inerente à produção que justifique essas cifras. Tais vinhos são tão caros não porque são ótimos (geralmente são), mas porque são disputados a tapa por gente rica que os usa como objeto de status. Não há teto para o preço de um vinho assim: enquanto houver quem pague, o valor vai subir.
 
Por Marcos Nogueira
Fonte: Superinteressante

Americano vai se desfazer de parte de coleção de vinhos milionária

A partir do dia 19 de maio, e ao longo de três dias, o bilionário americano Bill Koch irá vender ao menos metade de sua coleção de vinhos em um leilão organizado pela Sotheby’s de Nova York. Bill decidiu se desfazer de parte da coleção por um motivo simples: aos 76 anos e com mais de 43 mil garrafas em sua adega, ele acredita que não terá tempo de vida suficiente para saborear todas elas.

Distribuída em duas adegas mantidas em suas propriedades em Palm Beach, na Flórida, e Cape Cod, em Massachusetts, a coleção  inclui raridades, como um lote com seis garrafas magnum (1,5 L) do vinho francês Pétrus, da safra de 1982, com preço estimado entre US$ 42 mil (R$ 145,8 mil) e US$ 60 mil (R$ 208,3 mil). Há ainda um lote com dez garrafas do vinho Château Mouton Rothschild, de 1945, que vale entre US$ 80 mil (R$ 277,7 mil) e US$ 120 mil (R$ 416,5 mil), e outro lote com seis garrafas do La Tâche, de 1971, com preço estimado entre US$ 20 mil (R$ 69,4 mil) e US$ 28 mil (R$ 97,2 mil). 

 
O valor total estimado dos vinhos de Koch que irão a leilão gira entre US$ 10,5 milhões (R$ 36,4 milhões) e US$ 15 milhões (R$ 52,1 milhões). Bill é irmão de David e Charles Koch, considerados os empresários mais influentes no meio político dos Estados Unidos e donos de fortuna individuais de US$ 43,2 bilhões (R$ 149,9 bilhões). Menos abastado do que os dois, Bill, que pouco se interessa pelos assuntos de Washington, possui “apenas” US$ 2,1 bilhões (R$ 7,3 bilhões).

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Vinho de talha do Alentejo é "mina de ouro" que Portugal deve aproveitar

"O vinho de talha tem um grande potencial. É uma mina de ouro, Portugal e o Alentejo têm de aproveitá-la", defendeu à agência Lusa o especialista Paul White, à margem do 10.º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo, em Évora.
 
 
Em "muitas partes do `novo mundo`, as pessoas amadureceram o seu consumo de vinhos, entraram numa fase mais adulta, e estão agora mais recetivas a este tipo de vinhos, diferentes dos tradicionais", afirmou o também crítico de vinhos e que escreve em revistas do setor.
 
"Há 10 ou 12 anos, toda a gente queria vinhos frutados, mas, agora, a audiência global para os vinhos alterou-se. Querem vinhos como os de talha, que acompanhem melhor a comida e que tenham um sabor mais mineral e vegetal, mais complexo, sem tanta fruta ou notas de carvalho", argumentou.
 
Paul White, que falou hoje no simpósio, precisamente, sobre o vinho de talha e as novas tendências do mercado mundial de vinhos, realçou à Lusa que Portugal deve apostar neste antigo método de produção vinícola, no Alentejo usado sobretudo para vinhos brancos, antes que outros países "corram" nessa direção.
 
"Na zona onde vivo, na Nova Zelândia, há duas pequenas adegas e já têm duas talhas. E a maior empresa de vinhos do país também já tem algumas talhas. A minha previsão é que, dentro de 10 anos, quase todas as adegas por todo o mundo tenham talhas e comecem a produzir estes vinhos", alertou.
 
Em Portugal, segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), o "grande guardião" dos vinhos de talha tem sido o Alentejo, que soube "preservar até aos dias de hoje este processo de vinificação desenvolvido pelos romanos" e que terá chegado à região há dois mil anos.
 
A CVRA explicou hoje à Lusa que, neste processo, as uvas esmagadas são colocadas dentro das talhas de barro e ficam a fermentar, durante vários meses, em cima das massas formadas pelas películas do fruto, saindo depois o líquido para o exterior, através de uma torneira, límpido e puro.
 
"O contacto do líquido com essas massas que ficam no fundo, obviamente, vai conferir-lhe características diferentes", além de que o vinho ganha "outros aspetos também diferenciadores" por a fermentação acontecer num recipiente em que "o material, o barro, apesar de revestido, tem porosidade", disse o presidente da CVRA, Francisco Mateus.
 
Este conjunto de características "não é possível replicar num ambiente de produção mais massiva", disse, referindo que, na talha, "fica-se com um vinho antigo, que marca a diferença nos tipos de vinhos que existem hoje em dia".
 
A CVRA, em 2011, reconheceu este método de produção e incluiu o vinho de talha na Denominação de Origem Alentejo, passando a assegurar o seu controlo de origem, ou seja, que é feito com uvas da região, e a certificar a qualidade do mesmo.
 
"Este era um método que, se calhar, não era tão conhecido no passado, era mais conhecido só em termos locais, mas começa, hoje em dia, a ganhar alguma expressão", destacou Francisco Mateus.
 
De acordo com dados da CVRA fornecidos à Lusa, no primeiro ano de certificação, foram produzidos 3.200 litros de vinho de talha. Esse número "tem aumentado gradualmente" e, no ano passado, a CVRA já certificou "quase 44 mil litros", ou seja, "12 vezes mais do que em 2011".
 
No ano passado, acrescentou o organismo, 20% do volume de vinho de talha "Alentejo" comercializado teve como destino a exportação, para países como os Estados Unidos, o Brasil, Angola e Suíça.
 
"Ainda são quantidades pequenas de um vinho de nicho de mercado, mas já vemos produtores de maior dimensão a produzirem vinho de talha, que antes era apenas um produto tradicional ou familiar, feito por pequenos produtores", pelo que "isso é bom" e pode contribuir para, nos mercados internacionais, "o Alentejo mostrar a sua diferenciação", argumentou o presidente da CVRA.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ciclovia Vale dos Vinhedos pode ser retomada

Comitiva de três municípios leva ao Governo Estadual solicitação de retomada imediata do projeto, cuja licitação e contrato estão aprovados desde 2010

 
“A maior prova da importância deste projeto é esta bela união entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, que demonstra a força da região Uva & Vinho no nosso estado”. Com esta frase o Diretor-Geral da Secretaria dos Transportes, Vicente de Britto Pereira, saudou a comitiva que o visitou no Centro Administrativo do Governo do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, nesta última quinta-feira, 5 de Maio. Reunidos desde o final do ano passado através do Fórum Intermunicipal de Planejamento Turístico e Econômico realizado pela APROVALE (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos).
 
“Estamos convictos que este é o momento certo de dotar o principal destino enoturístico do país de um equipamento capaz de trazer segurança, integração regional, mobilidade para turistas e residentes, impactando decisivamente no desenvolvimento social e econômico no Vale dos Vinhedos”, disse a Diretora Deborah ao abrir a reunião, que contou também com apoio do DAER através do Diretor de Operações Rodoviárias, Rogério Brasil Uberti.
 
Ciclovia nasceu em 2005
 
Desde 2005 a Aprovale reivindica a construção de uma ciclovia em sua principal via de acesso, a rodovia estadual RS 444, onde estão localizados os principais atrativos turísticos do Vale dos Vinhedos. Este trecho conhecido como “Estrada do Vinho” abriga mais de 30 vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas, comércio e produtores rurais, porém sua rodovia não possui acostamento, áreas de escape, iluminação ou mesmo uma simples calçada para pedestres.“Recebemos mais de 397 mil visitantes só em 2015, porém apenas uma pequena parcela deste público permanece por mais de um dia no Vale dos Vinhedos. A insegurança causada pela rodovia impede o motorista de parar para apreciar a beleza do vale e dificulta seu acesso a muitos estabelecimentos. Inúmeros são acidentes fatais, que crescem ano a ano pela inadequação da estrada atual às atividades do vale. O turista acaba se dirigindo apenas a locais pontuais, reduzindo seu tempo de permanência na região. É clara também a necessidade de possibilitar ao visitante usufruir de degustações e enogastronomia sem depender exclusivamente de automóveis para circular entre as vinícolas e restaurantes. Por fim, a ciclovia também ensejaria a prática de várias atividades esportivas e de lazer para famílias, além de contribuir significativamente para a mobilidade de turistas e dos próprios habitantes do vale”, relatou a Diretora da Aprovale.
 
O Diretor-Geral Vicente B.Pereira relatou que, ao deixar o cargo em 2011, havia assegurado a verba necessária para o início da obra, porém na mudança de governo estes valores foram realocados para outras rubricas. “Sempre enfatizei a necessidade de se separar as decisões relativas aos transportes em geral das ações relacionadas ao setor turístico, pois claramente obedecem a diferentes diretrizes. Participei ativamente do nascimento deste projeto de ciclovia, conheço profundamente a região Uva e Vinho e estou absolutamente convencido da sua importância, não apenas socioeconômica, mas também para a cultura do vinho no nosso estado. Por isso apoiarei todos os esforços para que este processo chegue a bom termo junto ao governo do RS”. Na ocasião, Vicente solicitou ao Diretor Uberti retomar também o projeto de regularização do fluxo de veículos na RS 444, estipulando horários adequados para escoamento da produção, tráfego de veículos pesados e de turismo. Rogério informou que o projeto já está pronto para aprovação e poderá ser encaminhado paralelamente à atualização orçamentária da licitação da Ciclovia Vale dos Vinhedos. O Secretário Gilberto acrescentou que um abrangente projeto de paisagismo complementar já foi aprovado pela Prefeitura de Bento Gonçalves, ampliando os benefícios que a ciclovia promoverá na região.
 
Licitação e Contratação originais continuam válidas para obra
 
A parceria entre o DAER e a Aprovale data de 2009, quando a associação adquiriu e entregou em comodato uma Estação Total de Topografia para que o órgão pudesse desenvolver o projeto da Ciclovia. “Elaboramos um projeto completo, com todos os equipamentos necessários para garantir a segurança, a mobilidade e prática de ciclismo em um trecho inicial de oito quilômetros, que poderia ser ampliado a qualquer momento em que houvesse necessidade”, informou o Diretor Uberti durante a reunião. Em 2010 a Central de Compras do Estado – CECOM/RS tornou público o Edital de Concorrência para as obras de terraplenagem, drenagem, pavimentação asfáltica e sinalização em 8,258 km da ERS/444, no trecho intitulado “Ciclovia Vale dos Vinhedos”. André da Costa Eifert, representante da empresa Simonaggio & Cia Ltda, vencedora da licitação que permanece válida até hoje, também participou da reunião em Porto Alegre e informou que está apto a iniciar a obra, dependendo apenas da atualização do orçamento, em 2010 estimado em R$ 5.369.764,01. “Se depender de nossa empresa, este será um dos mais belos equipamentos dentro do enoturismo, pois este projeto é digno de primeiro mundo”, entusiasmou-se Eifert frente à possibilidade de finalmente ver a licitação que venceu em 2010 se tornar realidade.
 
Prefeituras e Setor Vinícola unidos pela Ciclovia
 
Várias entidades ligadas ao setor vitivinícola já declararam seu apoio à obra, com destaque para Ibravin, SEGH Uva & Vinho e ABS-RS. Dentre os presentes, o Secretário Gilberto Durante, que também representou a AtuaSerra, comprometeu-se a apresentar os dados do impacto socioeconômico que a obra causará na região Uva & Vinho. Orestes de Andrade, Diretor-Geral do Gabinete de Comunicação - RS foi convidado pela comitiva a acompanhar a reunião dada sua representatividade na promoção do setor vitivinícola, expressando ser fundamental que um interlocutor respaldado como o Diretor-Geral Vicente possa auxiliar o encaminhamento do projeto ao governo do RS. O Prefeito Lírio Turri enfatizou que, mesmo este primeiro trecho da ciclovia não alcançando Monte Belo do Sul, tudo fará para viabilizar sua ampliação até seu município na sequência. Na mesma linha, Antônio Fachinelli, Vice-Prefeito de Garibaldi, declarou que considera estratégica a localização da ciclovia neste trecho, pois dali será facilmente ramificada em direção aos três municípios que integram o Vale dos Vinhedos. Para o Prefeito Guilherme Pasin a Ciclovia Vale dos Vinhedos será o gatilho para a viabilização de diversos outros projetos de desenvolvimento turístico e econômico que dependem da revitalização da RS 444. “Nosso empenho nesta obra é total, o governo do RS poderá contar com nosso total apoio e as diligências necessárias para que ela se concretize no menor prazo possível. Cuidarei pessoalmente do agendamento das próximas reuniões para que nossa comitiva solicite sua imediata retomada junto às Secretarias Estaduais de Turismo e de Transportes”. Os integrantes da comitiva acordaram levar sua solicitação ainda nesta primeira quinzena de maio às Secretarias responsáveis e na sequência solicitar audiência junto ao Governador Sartori.
 
O Vale dos Vinhedos é a principal região produtora de vinhos finos do país, certificado como Denominação de Origem em 2012 e tombado como patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul no mesmo ano. Sua vocação turística cresce ano a ano e foi reconhecida pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast, que o elegeu entre os 10 melhores destinos enoturísticos do mundo.
 
Para o Presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, a retomada da Ciclovia seria a boa notícia capaz de dar o impulso necessário ao desenvolvimento da principal região vinícola do país – ao invés de loteamentos residenciais ou fábricas, poderá ser mais lucrativo transformar as belas colinas do Vale no paraíso de atividades de esporte e lazer para famílias e visitantes apaixonados pelo bom vinho brasileiro.
 
Fonte: Aprovale

Vinícola Aurora tem dois espumantes no TOP 100 do mundo 2016

Associação Mundial dos Jornalistas e Escritores de Vinho (WAWWJ) divulgou seu ranking dos 100 melhores vinhos do mundo, com base no desempenho apresentado em concursos internacionais durante o ano passado. E mais uma vez a Vinícola Aurora aparece com dois dos quatro vinhos brasileiros nessa seleção. Este ano, os vinhos da Aurora no TOP 100 do mundo são os espumantes Aurora Chardonnay Brut e o Aurora Moscatel Branco.
 
De acordo com as informações divulgadas no site da WAWWJ, a entidade apurou os resultados de mais de 400 concursos e um total de 680.930 amostras que deles participaram.
 
A Vinícola Aurora é a mais premiada do Brasil nos concursos internacionais, com 519 medalhas conquistadas até hoje.