quinta-feira, 18 de junho de 2015

Em mamadeira? É cada uma que aparece!

Imagine encontrar seus amigos em um bar bebendo em mamadeiras de bebês.  Apesar de parecer estranho, essa é a  nova moda hipster (jovens de classe média urbana, que se opõem ao mainstream) nos bares e cafés de Paris. O bar “Refuge des Fundus” começou a servir seu vinho de mesa em mamadeiras e, desde então, outros bares adotaram a mesma estratégia. No bar “Le Zéro de Conduite” coquetéis com vinhos foram criados especialmente para serem servidos nas mamadeiras, que estão no cardápio como “bebida para aqueles que se esqueceram de crescer”, e custam 16 euros a mamadeira, mais 6 euros por refil.
 
Fonte: Revista Adega

terça-feira, 16 de junho de 2015

Novela das seis destaca o vinho

O vinho ganha destaque na programação da TV Globo. Depois de um especial no Globo Repórter, a bebida será um dos protagonistas da nova novela das seis da emissora, “Além do Tempo”, ambientada nos vinhedos da Serra Gaúcha. As gravações tiveram início neste mês de junho e a estreia deve acontecer em julho próximo.
 
As primeiras cenas foram gravadas em São José dos Ausentes, região dos Campos de Cima da Serra. A ligação da trama com o vinho se dá a partir da mostra de diversas práticas do mundo do vinho, desde a vindima (colheita) e a tradicional pisa das uvas, até o trabalho nos dias atuais.
 
A história  será ambientada na Serra Gaúcha, principal região produtora do Brasil, e os protagonistas, interpretados por Alinne Moraes e Rafael Cardoso, são enólogos.

Fonte: Revista Adega

Australiano testa barris de charuto

A Fraser Gallop (produtora de vinhos australiana) começou a testar alguns barris de carvalho usados na fabricação de charutos para tentar criar um estilo mais complexo do seu vinho Sauvignon Blanc. O produtor de vinho Clive Otto disse que os barris foram usados para ampliar o contato com borras e aumentar as características de tióis (compostos químicos usados ​​como odorantes para auxiliar na detecção de derivados gasosos de hidrocarbonetos) nos vinhos.
 
Esses barris possuem capacidade de 265 litros. Além disso, são mais longos e estreitos do que os tradicionais. Inicialmente, eles foram usados para produção do vinho Didier Dagueneau, da Silex Wines.
 
Quando estava fazendo um vintage em Bordeaux no ano passado, Otto provou o Didier Dagueneau, e decidiu que era hora de tentar utilizar barris semelhantes em Fraser Gallop Estate. “A Silex oferece uma diversidade de características de sabor. Eu quero criar um vinho que também seja complexo, um que vai ser distinto na região de Margaret River e tem profundidade e textura em vez de ser inteiramente frutal, com típica acidez dos Sauvignon Blanc da Nova Zelândia”, disse Otto.
 
Enquanto os barris de charutos começaram como uma experiência, Otto está satisfeito com os resultados até agora. “São somente os primeiros dias, mas o nosso Parterre 2014 está visivelmente com mais textura e com uma profusão de diferentes características de sabor”.
 
Otto não está sozinho em experimentar novos estilos em Margaret River, a Cape Mentelle Vineyards (vinícola australiana) investiu em 3.500 litros de cuvées de madeira para melhorar seu Cabernet. “Estes balseiros de carvalho equilibram o Cabernet em um nível mais suave, que faz a fruta realmente ser sentida”, disse o enólogo da Cape Mentelle, Evan Thompson.
 
Fonte: Revista Adega

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Chimpanzés e o 'Vinho de Palma'

Os chimpanzés já mostraram que compreendem a linguagem e o senso de justiça. Agora, eles mostraram que têm outra coisa em comum com os humanos: o gosto pelo álcool. Cientistas que estudam esses animais na Guiné obtiveram evidências de uma recorrente ingestão de etanol pelos primatas.
 
O estudo, que analisou os chimpanzés por 17 anos, gravou os primatas usando folhas para beber uma seiva de palmeira que é naturalmente fermentada. Alguns deles beberam tanto álcool que mostraram "sinais visíveis de embriaguez".
 
Publicado no Royal Society Open Science, o estudo revelou que a principal escolha etílica deles é o "vinho de palma", produzido por folhas de palmeiras do tipo raphia.
 
Na região de Bossou, onde foi realizada a pesquisa, os moradores locais batem nas árvores e coletam o "vinho de palma" usando sacos plásticos. Já os chimpanzés fazem algo semelhante, mas usam folhas para coletar a bebida.

Para beber, os chimpanzés pegam um punhado de folhas, que eles mastigam até se transformar em uma espécie de esponja. Em seguida, eles mergulham "esponja" de folhas no líquido e chupam o conteúdo. Para medir o quanto os animais estavam se satisfazendo com a bebida, os cientistas calcularam o índice alcoólico do "vinho" e filmaram as "sessões de bebedeira" dos chimpanzés.

A principal pesquisadora, Kimberley Hocking, da universidade inglesa Oxford Brookes e do Centro de Pesquisas em Antropologia, de Portugal, afirma que a seiva tem 3% de álcool por volume. "Calculamos que alguns primatas consumiram cerca de 85 ml de álcool – o equivalente a uma garrafa de vinho", disse. Segundo ela, eles mostravam sinais comportamentais de embriaguez, incluindo cair no sono após consumir a bebida.

"Em uma ocasião, um chimpanzé adulto ficou bastante inquieto depois de beber e, enquanto outros primatas dormiam, ele passou uma hora se movendo de uma árvore para outra de uma maneira agitada. É pura especulação, mas é algo que gostaríamos de pesquisar melhor no futuro".

Essa é a primeira vez que um primata não-humano é gravado consumindo álcool voluntariamente - e a primeira vez que a quantidade é medida. Além disso, o aparente gosto de chimpanzés por bebidas alcoólicas reforça teorias de que o gosto pelo álcool veio com a evolução. Outro estudo recente, feito pelo universidade americana de Santa Fe, mostrou que tanto humanos como primatas africanos possuem uma mutação genética que lhes permite metabolizar o etanol. O biólogo Richard Byrne, especialista em evolução, disse que a mutação pode ter ocorrido para que "fossem abertas novas formas de energia – algo simples como o açúcar – que eram acidentalmente 'protegidas' pelo álcool nocivo".

Para a professora Catherine Hobaiter, da Universidade St Andrews, "seria fascinante investigar esse comportamento de maneira mais aprofundada". "Os chimpanzés competem entre si pelo acesso ao álcool? Os que bebem e mostram um comportamento com sinais de embriaguez têm um dia mais lento, na sombra, no dia seguinte?" "Mesmo após 60 anos estudando esses primatas, eles estão constantemente nos surpreendendo".

Fonte: BBC Brasil

Wine Run tem inscrições abertas para prova da região Nordeste‏

Às margens do Velho Chico, no sertão pernambucano de Lagoa Grande, o oásis formado pelos parreirais que produzem o único vinho dos trópicos servirá de cenário para a CAIXA Wine Run. A competição chega à sua terceira edição na região, em 6 de setembro, misturando o desafio de uma corrida off road, paisagens deslumbrantes e a tradição do cultivo da uva, tudo com um tempero de cultura nordestina.
 
Como no ano passado, a CAIXA Wine Run será inteiramente realizada dentro da vitivinícola Santa Maria, produtora dos vinhos Rio Sol, únicos no mundo cultivados na latitude 8 Sul. O percurso de 10 milhas, todo em terra batida, passa pelos parreirais e outras paisagens deslumbrantes da fazenda que puderam ser vistas na minissérie global Amores Roubados. O calor nordestino é compensado pelo sistema de irrigação mantido na fazenda e a brisa que vem do rio São Francisco.
 
Além de enfrentar o desafio da corrida, o prazer de degustar um vinho especial ganha o reforço das tradições nordestinas. O evento engloba uma séries de atrações antes e depois da corrida, como palestras, jantar de massas, visita guiada às vinícolas, um passeio no famoso Vapor do Vinho e até uma Festa do Espumante. Na arena de chegada, os atletas serão recebidos com uma mesa repleta de pratos típicos como espetinhos de carnes de bode e queijo coalho, bolos e outras delícias.
 
As inscrições já estão abertas no site oficial do evento, www.winerun.com.br. Os primeiros 400 atletas a confirmarem presença pagam uma taxa de R$ 60. A partir do segundo lote, a taxa passa a ser de R$ 75. É possível escolher entre a disputa individual das 10 milhas ou em duplas.

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

Sete curiosidades históricas sobre vinhos

Que o vinho é muito apreciado, e precisa-se de muito tempo para entendê-lo, todos sabem, no entanto, ele também possui uma história muito antiga, e cheia de curiosidades pouco conhecidas. Selecionamos algumas delas, um tanto pitorescas:
 
1. A expressão “brindar” originou-se na Roma antiga, quando o Senado ordenou ao imperador Augustus que fosse homenageado com um brinde a cada refeição. O costume começou com um pedaço de pão tostado, chamada pelos romanos de “tostus”, que eles colocavam na taça de vinho, para mascarar eventuais sabores desagradáveis da bebida. Virou costume, assim, que todo mundo em uma refeição levantasse sua taça, para uma pessoa que estivesse sendo homenageada.
 
2. A garrafa de vinho mais antiga do mundo data do ano 325 a.C. e foi encontrada perto da cidade de Speyer, na Alemanha, em 1867. Acredita-se que é a garrafa não aberta mais velha do mundo. Ela possui cerca de 1,5 litro de bebida e foi descoberta durante uma escavação dentro de uma tumba de um homem pertencente à elite romana do século IV, que possuía dois sarcófagos, um com o corpo de um homem e o outro com o de uma mulher. É provável que o vinho tenha sido produzido na mesma região, diluído com uma mistura de ervas e preservado com uma grande quantidade de azeite espesso adicionado ao frasco para vedar o vinho, juntamente com um selo de cera quente.
 
3. Embora não seja algo muito comum, muitas pessoas possuem medo de vinhos, esse transtorno é chamado de “oenophobia”, que caracteriza-se como “medo de vinho; ansiedade relacionada ao vinho”.
 
4. Quando chegaram a América do Norte, os “vikings” nórdicos (exploradores) nomearam o continente como “wine land”, ou seja, “terra do vinho”, devido à grande quantidade de videiras que acharam no local.
 
5. O ato de falsificar vinhos é ilegal desde 1.754 a.C., na antiga Mesopotâmia. O código de leis chamado de “Código de Hamurabi” é um dos mais antigos já decifrados atualmente. Ele possui 282 leis, uma das quais afirma que qualquer pessoa que fosse flagrada vendendo vinho fraudado deveria ser afogada em um rio, como meio de punição.
 
6. Em 1922, descobriu-se na tumba do menino-rei Tutancâmon, morto em 1352 d.C., várias garrafas de vinho tinto, rotuladas com o nome, safra, local e até o produtor dos vinhos. Os rótulos eram tão detalhados que podem ser comparados com os de hoje em dia.
 
7. Você pode pensar que um simpósio é um encontro de acadêmicos ou profissionais para discutir sua profissão ou debater assuntos atuais, e você estaria certo, porém, também é uma desculpa para beber. O termo simpósio teve origem na Grécia antiga e significa, literalmente, “beber juntos”, refletindo o costume dos gregos de misturar vinho e discussões intelectuais. Simpósios geralmente eram realizados nas casas das pessoas, servia-se comida e vinhos, ao mesmo tempo em que ocorria uma discussão sobre política e filosofia. Eles eram frequentemente realizados para comemorar a introdução de jovens na sociedade aristocrática. Um simpósio era supervisionado por um “symposiarch”, uma versão antiga de um sommelier, que iria decidir  qual vinho seria servido na noite.

Fonte: Revista Adega