terça-feira, 5 de agosto de 2014

Almaúnica Reserva Malbec 2011

Quem acompanha o blog deve ter lido a postagem Os Encantos da Serra Gaúcha, na qual eu e Fernanda tratamos sobre as principais atrações de Gramado e Canela, lá citamos dois restaurantes que visitamos.
 
Na nossa segunda noite em Gramado fomos ao restaurante El Fuego, que tem como especialidade a famosa sequência de fondue, que aliás é bem comum nos restaurantes da cidade. Para acompanhar a parte salgada dessa maravilha escolhi o vinho Almaúnica Reserva Merlot 2011, mas só após servido foi que percebi que tratava-se de um malbec, tudo bem pois o vinho estava excelente, claro que a companhia, o clima e o ambiente contribuíram muito.

O vinho é produzido pela Vinícola Almaúnica, fundada em 2008 e que tem em seu DNA uma paixão secular pelos vinhos. Ela foi criada pelos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli, que recebeu a companhia da esposa, Denise, a qual conheceu durante a formação no Curso Superior de Viticultura e Enologia na cidade de Bento Gonçalves. Filhos de Laurindo e Doracy, os irmãos montaram uma empresa que alia a tradição familiar na cultura do vinho com propostas inovadoras, embasadas na vontade de elaborar produtos nos quais se expressa todo o amor e carinho pelas videiras e arte de elaborar vinhos com alegria e prazer.
 
Engraçado que depois de provar o vinho, colocamos a vinícola no nosso roteiro de visitas no Vale dos Vinhedos, mas infelizmente não sobrou tempo para ela. Outro fato curioso é que só após procurar informações sobre a Almaúnica foi que descobri que os proprietários são irmãos do Ademir Brandelli, que junto com Laurindo dirigem a Vinícola Don Laurindo.

O vinho é um 100% Malbec que foi elaborado com uvas provenientes de um único vinhedo e com baixa produção por planta para aportar mais complexidade ao vinho.  Sua maturação ocorreu por 12 meses em barris de carvalho 50% franceses e 50% americanos.

Visualmente apresentou uma cor rubi violácea, profunda e brilhante com uma formação de lágrimas daquelas que tinge a parede da taça. No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, pimenta seca, chocolate, baunilha e elegante tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou boa estrutura, taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca longo com a fruta aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Almaúnica Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinícola Almaúnica
Graduação: 13%
Onde comprar: Almaúnica
Preço: R$ 45,00 (R$ 70,00 no El Fuego)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Homens casados engordam porque consomem mais doces e vinho

Segundo estudo, algumas esposas fazem com que os parceiros comam excessivamente para torná-los menos atraentes para outras mulheres.
 
Casar realmente tem o poder de mudar os hábitos alimentares masculinos e resultar em quilos a mais na balança. De acordo com uma pesquisa da Universidade Metropolitana de Leeds, na Inglaterra, os homens que já subiram ao altar são mais gordos que os solteiros e uma possível explicação é que passam a comer mais doces e a beber mais vinho. Os dados são do jornal Daily Mail.
  
 
Entre as teorias apontadas pelos cientistas está a de que bolos, tortas, pães e outras iguarias calóricas se tornam de fácil acesso, principalmente quando a esposa tem o costume de comprá-los. O estudo ainda sugere que algumas fazem com que os parceiros comam excessivamente com o objetivo de torná-los menos atraentes para outras mulheres.
 
No entanto, apesar de toda a notícia desanimadora para os homens casados​​, os resultados do estudo não foram completamente ruins. A equipe descobriu que os comprometidos consomem mais frutas e pão integral do que os solteiros, e menos hambúrgueres. Também saboreiam mais iogurte que os divorciados, mas consomem mais chocolate que os viúvos.
 
Pesquisas anteriores descobriram que as mulheres também entram em guerra com a balança após o casamento. Isso porque passam a ter menos tempo para se exercitar.

Colares, a teoria de Darwin aplicada ao vinho

Colares foi uma das regiões vitivinícolas que mais cresceram em Portugal nos últimos anos. A área de vinha passou de mais ou menos oito hectares para 12 a 15 hectares! Não é uma brincadeira. Existir ainda vinha em Colares é, por si só, algo admirável, porque estamos a falar de um lugar sujeito a enorme especulação imobiliária e onde fazer viticultura é tarefa de titãs.

Resistir à fúria dos ventos marítimos e ao poder corrosivo das partículas de sal e extrair vinho da areia é uma heróica teimosia que perdura desde a chegada dos árabes a Sintra. Heróica porque, além de terem de lutar contra os elementos, os viticultores têm que suportar elevados custos de plantação e manutenção para obterem produções inferiores a duas toneladas por hectare. O primeiro grande desafio começa com a plantação. Esta exige que, numa primeira fase, seja retirada a areia até ser encontrado, a vários metros de profundidade, o solo argiloso, onde as varas são “unhadas” (entaladas na argila para enraizarem). As videiras crescem horizontalmente, coladas ao chão, num rendilhado de madeira, e são protegidas da influência marítima através de paliçadas de cana seca e muros de pedra solta. É muito trabalho para tão pouco vinho.

A zona demarcada de Colares compreende a praia da Adraga, parte de Almoçageme e Colares, Mucifal, Banzão, Rodizio, Azenhas do Mar, Fontanelas, Magoito, Casal de Pianos e praia da Samarra. Toda esta área foi um dia tomada pelo mar e com o recuo das águas marítimas sobraram terrenos cobertos de areia. Os vinhos de Colares, provavelmente sucedâneos dos vinhos da Azóia (Cabo da Roca), famosos em toda a Europa na Idade Média, devem a sua notoriedade e existência à casta tinta Ramisco, que terá sido introduzida na região no século XIII por ordem do rei D. Afonso III, talvez trazida de França.

É uma casta que origina vinhos de baixo teor alcoólico, com alguma complexidade aromática e bastantes taninos, cuja adstringência se vai esbatendo com o estágio em madeira e em garrafa. Para diminuir a sua agressividade, o regulamento da Região Demarcada de Colares permite a incorporação de 20% de outras castas da zona, de preferência Molar e João Santarém. Nos vinhos brancos, a casta principal é a Malvasia de Colares.

Cresceu graças à filoxera

O apogeu desta região começou a desenhar-se com a chegada a Portugal da filoxera, o insecto que, ao atacar a raízes das videiras, dizimou grande parte dos vinhedos do país. Antes mesmo de a praga ter sido controlada com a importação de porta-enxertos americanos, imunes ao insecto, verificou-se que as castas instaladas em chão de areia resistiam à filoxera, o que levou ao incremento da viticultura em Colares.

No início do século passado, quando o rei D. Manuel II concedeu a Colares o estatuto de região demarcada (1908), a área plantada de Ramisco rondava os dois mil hectares. Hoje, só restam os tais 12 a 15 hectares (os valores variam consoante se conte ou não toda a área afecta à vinha, como os muros de pedra). A produção anual é pouco superior aos 20 mil litros e está concentrada em quatro produtores: Adegas Beira Mar, Adega Regional de Colares, Adega Viúva Gomes e Fundação Oriente. O engarrafador oficial é a Adega Regional de Colares, que fornece a maioria do vinho.

É tudo feito numa escala liliputiana, mas basta provar os vinhos para percebermos a grandeza e singularidade de Colares. É um caso único no universo vitivinícola nacional. Os vinhos de Colares – que Eça de Queirós considerava “os mais franceses” do reino – são raros e inconfundíveis. Aos brancos, salgados e de acidez viva, não há enófilo que fique indiferente. Os melhores são mesmo extraordinários.

Aos tintos, menos consensuais, é necessário dar-lhes tempo e ter gosto por vinhos pouco alcoólicos, frescos e bastante tânicos, sobretudo em novos. Provar um Ramisco com quatro ou cinco anos é capaz de causar algum desconforto, mas beber um Ramisco bem apurado pelo tempo, com algumas décadas, pode ser uma experiência exaltante e inesquecível. O Viúva Gomes 1934, por exemplo. No nariz, já não mostra muito: alguma especiaria, uma ou outra nota mais química. Porém, na boca ainda revela garra tânica, frescura e subtilezas que só o cinzel do tempo pode criar. Não há muitos vinhos tintos tranquilos no mundo que consigam aguentar-se assim, vivos e inteiros, durante tantos anos. Colares resiste porque os seus vinhos resistem. É a teoria de Darwin aplicado ao vinho.
 
Por Pedro Garcias
Fonte: Fugasvinhos

Yoga para os amantes do vinho

Quem disse que não dá para conciliar o vinho com a atividade física? Mas atenção, não repita a performance em casa... risos.


 
Brincadeiras a parte o fato é que atividade física regular ajudar a previnir doenças assim como o consumo moderado de vinho, sobretudo o tinto.
 

sábado, 2 de agosto de 2014

Vinhos campeões são produzidos sem uma gota de água na irrigação

É da região de Napa que vem os melhores vinhos dos Estados Unidos. Ao degustar é possível entender por que os vinhos produzidos em Napa são cada vez mais respeitados no mundo.
 
A região é pequena, é uma faixa de terra de 50 quilômetros de extensão. Mas existem quase 500 vinícolas em Napa produzindo vinhos de 11 variedades de uvas.
 
Nada de pesticidas, nem de adubo químico. Em uma vinícola de Napa, a lavoura é toda orgânica. Além disso, as parreiras não recebem uma gota de água de irrigação. Mas como elas ficam assim tão verdes em uma região tão árida? Isso é resultado de técnica e muito trabalho.
 
“Cada planta está muito bem enraizada. Algumas raízes estão entre quatro e seis metros de profundidade. Para achar a água e todos os nutrientes de que as plantas precisam. Isso torna o vinhedo mais saudável, com uma vida mais longa e mais resistente à pragas”, explica Jonah Beer, gerente geral da vinícola.
 
Vinícola auto-sustentável
 
Há 25 anos é assim. Além de orgânica, a vinícola é auto-sustentável. O sol é a fonte da energia elétrica que abastece a propriedade. Napa é uma terra de trabalho, beleza e também de história.
 
Uma das mais antigas vinícolas da região, com quase um século e meio de existência. Ela foi fundada por um alemão que deixou a Europa para fazer vinhos no novo mundo. Túneis escuros foram escavados há 130 anos por operários chineses. Foi um trabalho braçal. E até pouco tempo atrás era no mesmo local que a vinícola envelhecia seus vinhos. Não importa a temperatura que esteja lá fora. Dentro dos túneis ela não passa dos 18 graus.
 
Vinhos ocuparam o primeiro lugar em competições de Paris
 
Segredos dominados por homens. Até Laurie chegar e se tornar a primeira enóloga da vinícola. Ela tem muito orgulho dos vinhos que faz.
 
“Se você comparar um bordeaux francês e um cabernet daqui de Napa, eles estão no mesmo nível. Já participamos de competições em Paris e ficamos em primeiro lugar.", conta Laurie Hook, enóloga.

Fonte: G1

França abre bar de vinhos em hospital

Um bar de vinhos abrirá as portas em setembro perto do serviço de terapia paliativa de um hospital de Clermont-Ferrand (centro da França), com o objetivo de "animar o cotidiano difícil dos pacientes", informou o estabelecimento na sexta-feira.
 
O objetivo desta iniciativa, "inédita" na França, é "reumanizar a vida dos pacientes, tornando mais agradável sua vida cotidiana e dando-lhes, ainda, o prazer de convidar e ser convidados", declarou à AFP a chefe do serviço de terapia paliativa do Hospital Universitário Clermont-Ferrand, doutora Virginie Guastella.
 
Os pacientes em tratamento paliativo "não estão todos em fase terminal", explicou a médica. Mas "com frequência perdem o entusiasmo" e muitos "são anoréxicos", razão pela qual dar a eles um vinho de má qualidade seria "uma heresia", prosseguiu.
 
A abertura do bar de vinhos também permitirá às famílias dos pacientes passar momentos agradáveis com eles, "em um espaço medicamente enquadrado".
 
"É um pequeno detalhe, mas pode fazer toda a diferença", explicou a médica, reforçando a importância de "melhorar o contexto de vida dos pacientes".
 
Uma adega conservará "as garrafas de vinho, assim como de champanhe, uísque e cerveja", explicou a doutora Guastella, que espera poder oferecer bons vinhos aos pacientes e a seus visitantes.
 
O hospital já recebe muitos donativos de patrocinadores e mecenas e a adega está sendo providenciada.

Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006 #cbe

Começo de mês tem postagem especial para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Desta vez o tema ficou por conta do Evandro Vanti Gonçalves do blog Vinhos que Provo que mandou: "um tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço".

Apesar de eu e Fernanda termos voltado do Vale dos Vinhedos há 15 dias, onde degustamos alguns rótulos que se enquadram dentro do tema eu resolvi ir em busca de um rótulo nas lojas daqui de Recife e foi aí que cometi uma lambança: terminei comprando o vinho suave pois, ative-me mais ao fato de ter sido elaborado com uvas vitiviníferas, que a ler com calma o rótulo, no qual havia a inscrição de que o tal era suave.

Então apesar de termos feito um esforço enorme para berber o vinho eu preferi escolher um dos rótulos que eu e Fernanda degustamos na Lidio Carraro, que tem como uma de suas marcas registradas o fato de que nenhum de seus rótulos passar por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas e fazer com que o vinho expresse ao máximo as características do terroir.

Minha escolha foi o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Esta vinho é o único vinho da vinícola que é produzido a partir dos parreiras do Vale dos Vinhedos, sendo os demais provenientes de videiras de Encruzilhada do Sul.

Visualmente apresentou cor rubi com halo cor de telha e uma magnífica formação de lágrimas. No nariz mostrou um bouquet magnífico: frutas negras, toques florais (cravo), canela, chocolate amargo, café, notas terrosas e balsâmico. Encorpado em boca, com taninos redondos e aveludados em bom equilíbrio com a acidez e o álcool, que apesar dos seus 14,5% não incomodou. Final de boca longo com repetição das notas olfativas.

Vinhaço: elegante, inteiro, equilibrado, de deliciosos aromas e que mostra todo potencial do vinho brasileiro, sem falar é claro que é uma prova que não é necessário o uso de barricas de carvalho para se produzir bons vinhos.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Grande Vindima Quorum
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife:
Preço: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 17,50 (Jancis Robinson)