quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bairrada com vinhos “sem maquiagem”

Filipa Patos fez este ano a sua 15.ª vindima. Licenciada em Engenharia Química, tal como o pai, Filipa quis traçar o seu próprio caminho. Estagiou em Bordéus, Austrália e Argentina, mas foi na Bairrada que quis instalar-se, ajudando à recuperação e promoção da Baga, a casta típica da região.
 
 
Trabalha com 15 hectares de vinhas velhas, dez arrendados. Está agora a concluir um investimento de cerca de meio milhão na recuperação de uma adega. Casada com um sommelier e chef belga, transformaram o primeiro andar na casa da família. A cozinha está preparada para sessões de harmonização de vinhos com as experiências gastronômicas de William Wouters.
 
Filipa Pato produz “vinhos autênticos, sem maquilhagem”, resultado da sua aposta numa agricultura biodinâmica. Com uma produção de cem mil garrafas, exporta mais de 80% para 20 mercados, com destaque para os EUA, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Noruega e França. Só em Londres, está presente em 32 restaurantes com estrelas Michelin.
 
Fonte: Dinheiro Vivo

sábado, 2 de abril de 2016

A poesia do outono chega ao Vale dos Vinhedos

As videiras que cobrem mais de 25% do território do Vale dos Vinhedos começam a mudar seus tons neste final de março e início de abril. O verde vivo do verão começa a perder forças depois do trabalho exaustivo de criação, alimentação e sustentação do fruto que origina os vinhos aclamados do Vale dos Vinhedos: a uva.
 
O começo do outono representa o encerramento do ciclo da videira após a safra do ano. É neste momento que a planta inicia o descanso para a retomada das energias, chegando ao seu ápice no inverno para, na primavera, aflorar.
 
Esta época de transição se reflete na paisagem do Vale dos Vinhedos. As colinas verdejantes assumem tons avermelhados e dourados, os dias são marcados pela brisa fresca e as noites começam a anunciar a chegada das estações mais frias. As temperaturas variam entre 8 °c e 23°c, ideais para serem aquecidas por vinhos tintos harmonizados com a gastronomia regional.
 
O Vale dos Vinhedos costuma receber neste período de outono, entre abril e junho, a média de 100 mil visitantes. Nesta época de mudanças e renovação, paira no ar o sentimento de missão cumprida pela safra 2016 que se encerra, e de recomeço pela safra 2017 que se inicia. A movimentação em prol do recomeço, também incentiva os empreendimentos turísticos a criarem novas ações inspiradas na estação.
 
É por isso que a programação de Outono no Vale dos Vinhedos, que também engloba as comemorações ao Dia do Vinho, foi lançada nesta semana e conta com atrações variadas. São opções para aqueles que desejam o aconchego das atividades internas, mesclado com as atividades ao ar livre, que rendem belas fotografias.
 
Um Passeio Ciclístico abre a estação, que segue com piqueniques, descontos em compras, oficinas gastronômicas, jantares harmonizados, passeios culturais, cursos de harmonização e degustação e filó italiano, com o objetivo de resgatar a cultura dos imigrantes.
 
O Outono no Vale dos Vinhedos vai até o dia 19 de junho e engloba as comemorações ao Dia do Vinho, que acontecem de 20 de maio a 05 de junho.
 
Fonte: Aprovale

Kuvée Smart Bottle, a primeira garrafa de vinho inteligente

Empresa norte-americana acaba de apresentar a Kuvée Smart Bottle, que se acopla a refis de diferentes vinhos e dispõe de um rótulo digital touchscreen.
 
Ao comprar uma Smart Bottle, o consumidor recebe refis de diferentes vinhos, selecionados pela própria Kuvée. Os refis são introduzidos através da parte inferior da garrafa, que automaticamente o identifica e disponibiliza o histórico do vinho em um "rótulo" digital, onde também avisa a quantidade de vinho que ainda se encontra no refil e sua vida útil.
 
Cada refil contém 750 ml de vinho e a empresa já trabalha com quase 50 rótulos de vinícolas principalmente da Califórnia, oferecendo diferentes varietais, mas a ideia é ampliar o portfólio para outras partes do mundo, incluindo Europa.
 
O produto permite a abertura de vários vinhos ao mesmo tempo, utilizando a mesma garrafa para diferentes refis. Basta apertar um botão da garrafa para destravar e trocar o refil.
 
Além dos mimos digitais, o refil mantém a bebida degustável por 30 dias, mesmo fora da geladeira, por conta de seu sistema de vedação, que reduz o contato da bebida com o oxigênio. A empresa explica que o refil utiliza um metal especial, mais eficiente do que o vidro como isolante, e ainda dispõe de uma tampa de rosca, que garante melhor fechamento. Além disso, dentro do refil, a bebida fica armazenada em um saco térmico e impermeável.
 
Na prática, o vinho tem pouco contato com o oxigênio, que interfere na composição da bebida. O prazo de 30 dias foi estipulado com suporte de uma equipe de sommerliers, que analisou os "danos" sofridos pelo vinho depois de exposto ao oxigênio.

Europeus consomem mais de metade do vinho português exportado

As exportações de vinho em Portugal mostraram um desempenho favorável nos últimos exercícios, com as vendas para os mercados externos a alcançar cerca de 740 milhões de euros em 2015, mais 2% do que em 2014 e um aumento superior a 25% face ao valor contabilizado em 2009, segundo o estudo sobre o setor vinícola.
 
 
 
 
 
 
Em 2015, as importações mantiveram-se nos 126 milhões de euros, o que resulta num superavit comercial do setor superior a 600 milhões.
Cerca de 65% das exportações totais em valor correspondem a vinhos com denominação de origem, destacando-se o vinho do Porto, com uma participação sobre o total superior a 40%.
Os países da União Europeia são o destino de cerca de 55% das exportações, com a França e o Reino Unido à frente da lista de países europeus a consumirem vinho português.
Em relação ao volume de produção, a campanha 2014-2015 situou-se nos 6,2 milhões de hectolitros, 0,6% menos do que na campanha anterior.
Mais empresas e mais emprego
O número de empresas com atividade no setor manteve nos últimos anos uma tendência de alta, até se situar em 1.070 no fim de 2014. O volume de emprego setorial também aumentou ligeiramente entre 2012 e 2014, passando de 8 573 para 8 827 trabalhadores.
Os operadores de pequena dimensão predominam no setor, com o número médio de colaboradores por empresa a situar-se abaixo das 10 pessoas. Só 25 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.
Em 2015, as importações mantiveram-se nos 126 milhões de euros, o que resulta num superavit comercial do setor superior a 600 milhões.
 
Cerca de 65% das exportações totais em valor correspondem a vinhos com denominação de origem, destacando-se o vinho do Porto, com uma participação sobre o total superior a 40%.
 
Os países da União Europeia são o destino de cerca de 55% das exportações, com a França e o Reino Unido à frente da lista de países europeus a consumirem vinho português.
 
Em relação ao volume de produção, a campanha 2014-2015 situou-se nos 6,2 milhões de hectolitros, 0,6% menos do que na campanha anterior.
 
Mais empresas e mais emprego
 
O número de empresas com atividade no setor manteve nos últimos anos uma tendência de alta, até se situar em 1.070 no fim de 2014. O volume de emprego setorial também aumentou ligeiramente entre 2012 e 2014, passando de 8 573 para 8 827 trabalhadores.
 
Os operadores de pequena dimensão predominam no setor, com o número médio de colaboradores por empresa a situar-se abaixo das 10 pessoas. Só 25 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.
 
Fonte: OJE

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quinta-feira, 31 de março de 2016

Produza seu próprio vinho no Chile

Para os amantes de vinhos, visitar vinícolas ao redor do mundo não chega a ser uma novidade. Geralmente, esses lugares oferecem passeios pelos vinhedos, e até degustação de rótulos famosos. No entanto, imagine você mesmo produzir o próprio vinho. Essa é a proposta da luxuosa Viña Vik, uma vinícola chilena que abre suas portas para celebrar o início da colheita das uvas.
 
 
A programação é exclusiva para esta época do ano, quando se inicia a produção de um dos mais celebrados rótulos da América do Sul, o Vik. Serão três dias de atividades, que ainda incluem hospedagem no meio das plantações. As vinícolas ficam nos arredores do Hotel Viña Vik, na cidade de San Vicente de Tagua Tagua, no Vale de Millahue, a cerca de 200 quilômetros de Santiago.
 
O primeiro dia começa com uma degustação de boas vindas e uma colheita noturna, onde os visitantes - munidos de capacete com lanterna frontal, tesouras e luvas -, escolherão os melhores cachos com o acompanhamento de guias enólogos (o especialista em vinhos). Depois disso, são acompanhados até a adega do local, onde podem ver de perto o processo de maceração do suco de uva. Por último, os hóspedes são encaminhados até a sala onde as barricas de carvalho são armazenadas para envelhecimento. Ainda é possível degustar do suco em seu primeiro estágio, diretamente dos barris.
 
A uva colhida pelos visitantes só serão transformadas em vinho depois de quatro anos de armazenamento. No entanto, é possível adquirir aquele rótulo mediante licitação. A safra 2016 da garrafa Magnun 6 litros custará nada menos de U$$ 700!
 
A hospedagem na vinícola ainda inclui todas as refeições e passeios como cavalgadas, caminhadas, aulas de ioga e até roteiros de bicicleta pelas idílicas paisagens da região. O hotel ainda dispõe de piscina e spa.
 
Para mais informações sobre o passeio, mande e-mail para reservations@vinavik.com.

Alta nos preços fazem o vinho voltar a ser artigo de luxo no Brasil

Dando uma olhada na lista dos “100 Top Values” da revista norte-americana “Wine Spectator”, fica claro que o vinho voltou a ser artigo de luxo, no Brasil. Depois de experimentar um período de popularização, nos últimos 15 anos, os preços foram às alturas, a qualidade caiu vertiginosamente, e, hoje, só mesmo quem tem muito dinheiro vem “investindo” neste produto. A moda foi passageira e, até mesmo as postagens de rótulos nas redes sociais, mostrando o dono ou a dona do perfil se deliciando com a mais nobre das bebidas, minguaram – pior, deram lugar a análises políticas.
 
A escalada dos preços afastou o consumidor e está claro nos números do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Eles mostram a interrupção de um período de crescimento, que vinha desde 2006, com uma queda vertiginosa de 30% só no primeiro bimestre deste ano. Em 2015, o setor ficou estável (as vendas até cresceram míseros 0,9%), mas o valor importado caiu 10% - o que, na prática, representa uma piora dos rótulos trazidos para o país – e a participação de Argentina, Itália, França e Portugal caiu para os mesmos percentuais de dez anos atrás.
 
 

Lei Seca Americana

Uma das proibições mais falhas e conhecidas de todo o mundo foi a Lei Seca Americana, que vigorou por mais de uma década a partir dos anos 20. Com interesses políticos em jogo, essa lei trouxe impactos para toda a sociedade, mas afetou, principalmente, a indústria de vinhos e cervejas. Algumas das consequências dessa lei são sentidas até hoje. Por isso, conheça toda a história por trás dessa proibição:
 
A proibição
 
A época da Lei Seca Americana também é conhecida como a época da Proibição Americana ou Proibição nos Estados Unidos. Foi um período que durou dos anos 1920 a 1933, e que proibia produção, transporte ou venda de álcool em todo o território norte-americano.
 
O dia 16 de janeiro de 1920 foi marcado como o último dia da década em que norte-americanos puderam comprar suas bebidas de maneira legal. Mas mesmo antes da proibição, cerca de 18 estados norte-americanos já tinham adotado uma política bastante restritiva em relação às bebidas alcoólicas.
 
O panorama político e mundial
 
Não era a primeira vez que tentava-se proibir bebidas alcoólicas, mas, até então, não nenhum resultado concreto tinha sido obtido. Nos anos 20, entretanto, a situação mudou, graças ao panorama político e mundial: a Primeira Guerra, que aconteceu de 1914 a 1918, plantou a semente que, alguns anos mais tarde, resultou na Lei Seca Americana.
 
Isso porque muitos lobistas contra o álcool usavam dois argumentos principais: que as matérias-primas utilizadas poderiam servir como alimento para soldados, especialmente no caso das leveduras e cevada, e que boa parte das indústrias de bebidas eram alemãs. Como a Alemanha começou a despontar como a principal inimiga de boa parte do mundo naquele momento, a Lei Seca Americana ganhou um caráter nacionalista e, por vezes, xenófobo.
 
As consequências
 
A Lei Seca Americana, apesar de bastante rígida, possuía uma brecha: ela não proibia o consumo de álcool. Com isso, a principal consequência de sua implantação foi o estímulo ao contrabando de bebidas, a sua produção ilegal e, em último caso, a formação de quadrilhas e gangues.
 
Foi nessa época que a máfia viu seus lucros aumentarem muito, o que permitiu que ela se institucionalizasse. Os criminosos e contrabandistas lucravam com o interesse das pessoas em continuar consumindo álcool mesmo com a imensa propaganda proibicionista. Isso estimulou também a corrupção, principalmente em relação à fiscalização.
 
A Lei Seca Americana e os vinhos
 
Antes da proibição ser estabelecida, muitos produtores esperavam que os vinhos não fossem totalmente banidos, especialmente por serem culturalmente importantes em muitos lugares. Apesar disso, a proibição incluiu todo tipo de bebida alcoólica em território norte-americano, e os produtores de vinho também se viram com problemas, afinal, não poderiam vender nos Estados Unidos — e nem exportar, já que a simples produção era proibida.
 
Graças à proibição, muitas pessoas também começaram a fazer seus próprios vinhos em casa, e a bebida também não deixou de ser servida nos mais de 30 mil bares ilegais que apareceram em todo o país. Com o consumo ilegal a todo vapor, o famoso mafioso Al Capone, atuando em Chicago, foi um dos principais beneficiados da Lei Seca Americana, já que ele era responsável pelo contrabando e venda de vinhos na região.
 
Já com o fim da Lei Seca, a produção de vinho norte-americano só retornou dois anos depois, em 1935, com extensivas pesquisas para que os produtores pudessem recuperar parte do tempo perdido em relação aos outros produtores do mundo.
 
A Lei Seca Americana foi, na verdade, uma lei instituída devido às pressões de lobistas que eram a contra a indústria de bebidas. Por ter sido implantada de maneira falha, entretanto, a lei trouxe consigo brechas e construiu o ambiente perfeito para contravenções e contrabandos, sendo considerada um dos maiores fiascos da história recente.
 
Fonte: SmartBuy Wines