sexta-feira, 31 de maio de 2013

Palo Alto Reserva 2010

Eu e Juberlan pegamos a estrada no último final de semana e até chegar ao nosso destino final: Triunfo, pudemos observar 3 diferentes vegetações, a do litoral e zona da mata, a do agreste e por fim a da caatinga, a qual é típica do sertão nordestino, onde algumas das árvores nela encontradas assemelham-se, coincidentemente, ao "Palo Alto" (tipo de vegetação que se desenvolve bem em solos secos, rochosos e pouco férteis), árvore que estampa o rótulo do vinho que degustamos no restaurante da pousada Baixa Verde e que é o nome popular do Espinheiro, um arbusto nativo do Chile que possui flor e espinhos e que cobrem as colinas do Vale do Maule.

Quando estávamos na estrada tivemos o prazer de ver a paisagem da caatinga modificando-se após alguns breves períodos de chuvas, que infelizmente já estão por findar, mas que deixam no ar aquele agradável "cheiro de chuva" (areia molhada) e que pode ser encontrado em alguns vinhos. Outro aroma que pairava no ar era o de madeira, também presente em uma boa parcela de vinhos e que quando aparece de forma delicada tornam o líquido primoroso.
 
A Viña Palo Alto nasceu em 2006, no Vale do Maule, sendo uma das subsidiárias da gigante Concha y Toro. Na ocasião, foi criado seu primeiro vinho, o Palo Alto Reserva: um blend de três fantásticas uvas: cabernet sauvignon, caménère e syrah.  Este blend é criado a partir de uvas originárias de três vinhedos específicos do Vale do Maule: San Clemente (Cabernet Sauvignon); Villa Alegre (Shiraz) e Pencahue (Carmenere) com uma vinificação clássica e afinamento em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses.

Hospedamo-nos na agradável pousada Café do Brejo, situada em um em uma área de vale na entrada da cidade. A pousada possui uma grande área e nela se destacam os pavões e as fruteiras. No período mais frio as noites são de um friozinho muito convidativo para uma boa garrafa de vinho e o amanhecer deve ter bastante neblina, que certamente proporciona um ar agradável e bucólico para o café da manhã.

Fomos jantar no restaurante de outra simpática pousada da cidade: Baixa Verde, que além do bom atendimento dispensou o a taxa de rolha. A harmonização ficou por conta de uma picanha argentina na chapa e de um bode guizado.

Mas chega de conversa e vamos ao vinho. Visualmente mostrou uma cor rubi escura e intensa, halo violáceo e lágrimas finas e rápidas. No nariz o herbáceo e a madeira destacam-se desde o início, mas também se percebem notas de fruta vermelha e chocolate meio amargo, porém muito sutil e, escondidas por trás dos aromas de pimentão. Em boca o vinho mostrou taninos redondos, acidez em boa intensidade e álcool na medida. Repetiu a madeira e o herbáceo, que incomodou do início ao fim da garrafa. Final de boca seco de boa intensidade, mas com a nota herbácea aparecendo no retrogosto.

Não é um vinho ruim, mas também não é aquele vinho que se degusta com frequência. A carménère de alguns terroir possui essas notas de pimentão em demasia e apesar de ser a uva emblemática do Chile, ainda se faz necessário mais esmero no seu uso, pelo menos para meu paladar.

Quem for de Pernambuco e ainda não conhece a região agende sua viagem e leve seus vinhos, pois as cartas de vinhos são praticamente inexistentes; uma boa pedida é no período do circuito do frio e para quem é de outros estados e quer conhecer outros ares vale a pena pegar a estrada e dar um pulinho na região de serra no meio do sertão nordestino.

O Rótulo

Vinho: Palo Alto Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (50%), Carménère (30%) e Syrah (20%)
Safra: 2010
País: Chile
Região: Vale de Maule
Produtor: Palo Alto
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Premiações: Medalha de Ouro no Mundus Vini, Medalha de Bonze na International  Wine & Spirit Competition e 87pts da Descorchados.

Mais um estudo confirma que vinho tinto protege a saúde cardiovascular

Um estudo feito por investigadores clínicos da Universidade de Barcelona confirmou que o consumo moderado de vinho - até duas taças por dia - protege a saúde cardiovascular.
 
Tal benefício já era conhecido por alguns médicos. Porém, não se sabia se a condição era proveniente da ingestão de álcool ou dos polifenóis presentes no vinho. Após essa pesquisa, publicada no American Journal Clinical of Nutrition, descobriu-se que são os polifenóis os responsáveis pela melhora.
 
Os investigadores chegaram à conclusão depois analisar 300 pessoas, metade delas obesas e a outra metade de peso normal. Elas foram separadas em grupos, que beberam vinho tinto, tinto sem álcool ou gim. A análise, então, permitiu perceber que aqueles que consumiam vinho tinto, com ou sem álcool, apresentavam mais bactérias benéficas ao organismo.
 
"O benéfico, portanto, não é o álcool, mas sim o próprio vinho tinto. Ele modifica o funcionamento dos micro-organismos que vivem em nosso corpo. Mas o consumo deve ser moderado - uma ou duas taças por dia - e regular", explica Francisco Tinahones, líder do estudo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Degustação com Georg Riedel

Trazido pela Mistral Importadora, Georg Riedel, 10ª geração da família criadora das taças de cristal mais famosas do mundo, comanda degustação de vinhos, obviamente servidos em suas famosas taças, seguida de jantar no Terraço Itália, dia 6 de junho. Para em está em São Paulo e cm grana sobrando vale a pena conferir este evento.
 
A importadora Mistral traz ao Brasil um dos maiores visionários do mundo do vinho, o austríaco Georg Riedel, representante da 10ª geração da família fundadora da Riedel Crystal, a lendária grife de taças de cristal que, ao desenvolver copos específicos para cada variedade de uva, revolucionou a forma de degustar vinhos.
 
Para demonstrar como a taça correta pode fazer diferença na qualidade da bebida, Mr. Riedel – como é conhecido o “Man of the Year 1996” da prestigiada revista inglesa Decanter – fará uma prova exclusiva no Terraço Itália, dia 6 de junho (quinta-feira), às 20h.
 
A degustação será realizada com três vinhos tintos – cada um elaborado com um tipo de uva – em três diferentes modelos da linha Riedel Vinum XL, que os participantes levarão para casa de brinde (o valor normal das taças é de R$ 350). Na sequência, será servido o jantar harmonizado com os vinhos.
 
 
Confira o menu da noite:
 
TAÇAS
 
* Pinot Noir - Riedel Vinum XL
* Hermitage - Riedel Vinum XL
* Cabernet Sauvignon – Riedel Vinum XL
 
VINHOS
 
* HRV Pinot Noir 2010 (Hamilton Russell/África do Sul)
* Mathilda Shiraz 2010 (Domaine Tournon - M. Chapoutier/Austrália)
* CrossBarn Cabernet Sauvignon 2005 (Paul Hobbs/ Estados Unidos)
 
MENU
 
* Rigatoni al Ragú di Vitello in Bianco
* Carré de Javali ao vinho Morellino di Scansano com risotto de funghi porcini
* Cheesecake com gelato de chocolate
 
Fonte: ArtWine

terça-feira, 28 de maio de 2013

Vinho diminui chances de ter pedra no rim

De acordo com uma pesquisa realizada por pesquisadores nos EUA e na Itália, consumir bebidas como vinho (tinto e branco) e café pode diminuir o risco de ter pedras no rim.
 
 
Durante oito anos, os especialistas estudaram os hábitos de cerca de 194 mil pacientes que nunca haviam sofrido do problema. Uma ou duas vezes por ano, eles reportavam o que haviam bebido e se havia alguma ocorrência de pedras no rim.
 
Com base nos resultados, a equipe concluiu que as bebidas associadas ao baixo risco de aparecimento de pedras no rim são, em ordem decrescente, a cerveja (41%), o vinho branco (33%), o café (33%) e o vinho tinto (31%).
 
Entre as bebidas que mais aumentam as chances estão refrigerantes, bebidas adoçadas artificialmente e ponches.
 
Estou trabalhando nessa prevenção nesse exato momento!!!

Harmonizando Pinot Noir com Hambúrguer #diamundialdohamburguer #cbe

Hoje é o dia mundial do hambúrguer e o Confrade Cristiano Orlandi do blog Vivendo Vinhos lançou o desafio para os confrades da CBE: realizar um post especial de um vinho harmonizando com hambúrguer, aceitamos de pronto.
 
As origens do hambúrguer são incertas e permeadas de mitos e histórias, porém é bem provável que ele tenha sido preparado pela primeira vez da maneira como o conhecemos hoje em fins do século XIX ou começo do século XX. O hambúrguer moderno é derivado das necessidades culinárias de uma sociedade que mudava rapidamente devido à industrialização e, portanto, usufruíam de menos tempo para o preparo de alimentos e consumo das refeições.
 
Escolhi um Pinot Noir do Uruguai para harmonizar com essa comida global e que sem sombra de dúvida é um dos alimentos mais consumidos no mundo moderno.
 
Participaram do momento: Eu, Fernanda e Juberlan, que mesmo aveço a alimentos como hambúrguer, aprovou a receita caseira e a harmonização. Com a correria do dia a dia optamos por uma receita simples do tipo tradicional de carne bovina.
 
O preparo dos hambúrguers ficou por conta de Fernanda, que em cerca de trinta minutos concluiu o preparo a receita, a qual vale a pena ser realizada pelos viciados nesse alimento, visto que você irá ingerir um alimento com ingredientes de procedência confiável e sem adição de inúmeros conservantes (confira os ingredites no fim da postagem).
 
O vinho mostrou a típica cor rubi clara e transparente, tal qual os tradicionais pinot noir da França e um pouco distinto dos rótulos com esta casta produzinos no novo mundo, sobretudo os chilenos e argentinhos. No nariz mostrou aroma frutado (cereja) e leves toques de chocolate e tostado, proveniente da passagem (35% do vinho) por barricas de carvalho. Em boca muito suave e delicado, com taninos macios e elegantes, bem equilibrados com acidez e álcool, que apesar dos 13,5% não incomodou em nenhum momento. Repetiu a fruta e o tostado. Final de corpo seco e de média intensidade. Caiu muito bem com o hambúrguer e para quem gosta de Pinot Noir este exemplar mostrou excelente custo versus benefício.
 
Para você que está com um pouco mais de tempo e gosta de cozinhar, vale a pena criar suas receitas com outros tipos de ingredientes, como carne de ovinos, peixes e também as receitas com recheios, mas fique atento na hora da harmonização, pois carnes com sabor mais forte pedirão vinhos com mais corpo e os de peixe vinhos brancos com boa acidez.
 
Saúde e bons vinhos e hambúrguers a todos!

O Rótulo

Vinho: Don Pascual Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Estabelecimiento Juanicó
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

Ingredientes do Hambúrguer

- 1 Kg de carne moida (use o corte de sua preferência)
- 1 pacote de creme de cebola
- 1 ovo
- 2 colheres de sopa de shoyo
- Coentro a gosto
- Cebola, alho e salsa desidratados (tempero pronto)

Rende de 12 a 20 hambúrguers, de acordo com o tamanho.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pratos vegetarianos e vinhos

A harmonização segue os mesmos critérios tradicionais, como intensidade, textura e sabor. Os vinhos orgânicos (ou biológicos, como também são chamados), que têm as mais diversas categorias, são uma boa opção.
 

 
Fonte: CBN

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Consumir vinho ajuda o cérebro a manter a agilidade

De acordo com mais de 70 estudos  científicos recentes, tomar uma taça de vinho por dia é muito mais benéfico para o cérebro do que ser abstêmio. De acordo com eles, o consumo leve de vinho pode melhorar as funções cognitivas e a agilidade menta.
 
Além disso, ingerir pequenas doses também previne a demência, conforme demonstra um estudo feito pela Academia Sueca Sahlgrenska, que acompanhou 1.500 mulheres durante 34 anos. Possivelmente, estes efeitos estão relacionados aos antioxidantes do vinho, que reduzem as inflamações, impedem o enrijecimento das artérias e melhoram a circulação sanguínea.
 
Outro benefício do consumo de vinho diz respeito à saúde física. De acordo com uma investigação publicadada na revista FASEB Journal, o revesratrol presente nos tintos é capaz de neutralizar os efeitos negativos de uma vida sedentária, pois pode diminuir o processo de detiooração da massa e força muscular.
 
Fonte: Revista Adega