quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

Método tradicional de produção dos vinhos é destaque em evento na Capital

 
O tradicional método de esmagar uvas com os pés para fazer vinhos será vivenciado gratuitamente no evento Vinho na Vila, de 26 a 28 deste mês, em Jurerê Internacional. Para dar um clima mais parecido com aquele do tempo dos primeiros imigrantes italianos, a pisa ocorrerá em tinas de madeira, com os pés descalços, olhos vendados e um fone de ouvido que reproduz sons da colheita. As uvas amassadas serão doadas para hortas orgânicas. Evento que inclui outras atrações tem entrada gratuita no estacionamento da ArqFlora (antigo Supermercado Imperatriz).
 
Segmentos divergem
 
Representantes do comércio e do setor hoteleiro não se entendem quando o assunto é feriado. O comércio alega perdas de R$ 10 bilhões por ano na economia em função do excesso de feriados. Já para os hoteleiros, quanto mais melhor. Assunto provocou discussão acalorada nas redes sociais da turma do BIP do turismo e do comércio catarinense. Para lembrar: em 2017 serão 11 feriados prolongados.

Vinhos tintos são os preferidos dos brasileiros

Aprofundar-se nas preferências do público possibilita às marcas entender melhor as expectativas do consumidor. Com este objetivo, a VCT Brasil, filial e distribuidora do Grupo Concha y Toro no Brasil, realizou, de 7 de novembro a 31 de dezembro de 2016, uma pesquisa que começou na Grande São Paulo e se estendeu para mais três estados brasileiros, durante as 15 etapas da ação itinerante “Casillero on the Road”.
 
Para a execução do estudo, 2175 pessoas entre 18 e 70 anos responderam a questões sobre frequência de consumo, vinho de preferência, ocasião em que tomam a bebida, local onde costumam beber e adquirem o produto. Constatou-se que 85% preferem os vinhos tintos. 59% adquirem vinhos em supermercados, seguido por adegas (37%), internet e outros (4%). 70% gostam de presentear amigos e familiares com a bebida. 55% escolhem o vinho pela uva e não somente pela marca/preço ou origem. E o lugar de consumo mais frequente para aproximadamente 49% dos entrevistados brasileiros é em casa, superando restaurantes e eventos sociais.
 
Segundo dados de mercado, o brasileiro bebe, ao ano, em média, 1,8 litros por pessoa. Comparado aos chilenos, que consomem 17 litros, aos argentinos que tomam 23 litros e a média europeia (França e Portugal) de 42 litros, há muito potencial de crescimento nacional.
 
“O levantamento da VCT chegou a conclusão que os consumidores brasileiros ainda preferem o vinho tinto. Além disso, o hábito de presentear amigos e familiares com a bebida é comum para 70% deles, o que demonstra que há muito potencial de crescimento no país”, esclarece Michele Ressutti Carvalho, gerente da marca Casillero del Diablo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

'Boom' de turismo em Portugal está ciando uma nova geração de fãs do vinho fortificado

A popularidade de Portugal como destino turístico disparou, diz a Bloomberg Pursuits, o site de ‘lifestyle’ da agência, realçando que em 2016 o número de visitantes só dos EUA subiuescalou 22%. “O próximo passo para a dominação mundial? A  bebida emblemática do país”, responde a agência.
 
 
“Talvez pense no vinho do Porto como meramente a monótona e última dose de álcool servida no final de um jantar refinado. Pode ter mesmo experimentado e pensado que é tão adocicado que não é surpresa que só o sirvam num copo que tem o tamanho de um dedal. Mas chegou oficialmente a altura de dar uma nova oportunidade ao ‘Port'”.
 
Enquanto o Xerez espanhol é mais como um ‘aguçar’ de um vinho normal, a bebida portuguesa sabe mais a um ‘alargamento’ do vinho. Fortalecido com brandy e envelhecido em madeira, tem uma profundidade de sabor que inspira a nostalgia.
 
 
A Bloomberg explica que essa aura nostálgica que rodeia o vinho do Porto é acentuada pelo fato da principal geração de consumidores estar a desaparecer. “Uma suave queda da vendas globais sugere que há alguma verdade no estereótipo que a demografia do vinho Porto consiste de tias solteironas e membros de clubes de ‘gentlemen’”.
 
As perspetivas são, no entanto, positivas, diz a agência. “O ‘boom’ do turismo pressagia uma reviravolta. Uma nova geração de adeptos do vinho Porto está a caminho”, frisou.
 
Após descrever os diferentes tipos de Porto e sugerir algumas técnicas para decantar e saborear o vinho, a Bloomberg vinca que também há outras formas mais descontraídas de consumir a bebida. O Porto Tônico, muito apreciado em França e na Bélgica, mistura o Porto branco com água tônica para criar um leve aperitivo. Nos EUA, a comunidade de criadores de cocktails, ou ‘mixologists’, tem se esforçado para manter o vinho do Porto em moda, incorporando-o em novas misturas e em variações de receitas clássicas.
 
A Pursuits oferece, para mostrar a resiliência histórica do vinho português mais famoso, a receita para um cocktail que foi criado no final do século 19 mas que é ainda servido em bares de bairros ‘trendy’ como Brooklyn, em Nova Iorque. “Escuro e pesado como o polido e sólido mogno, evoca os clubes de ‘gentlemen’, mas da melhor forma. Recomendo como um ‘nightcap’, última bebida antes de se deitar, parcialmente por ser meio caminho andado para um analgésico que o adormece – porventura para sonhar com o renascer do vinho do Porto”.

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

Spa propõe uma imersão nas propriedades da uva

 
A primeira visão dos vinhedos extensos, impecavelmente alinhados, envolvendo o complexo do hotel e spa Les Sources de Caudalie, de um lado, e a sede histórica da vinícola Château Smith Haut Lafitte, de outro, imediatamente nos coloca em outra dimensão. Estamos a apenas 20 minutos da cidade de Bordeaux, em Martillac, terroir de Graves, de onde saem alguns dos vinhos de maior prestígio no mundo. Mas outro produto excepcional tem nascido dessas vinhas desde 1995, quando Mathilde Tomas, uma das filhas dos proprietários do Château, fundou com seu marido, Bertrand, a marca de cosméticos Caudalie, atualmente presente em 23 países.
 
Criada no sopé dos Alpes, desbravando as montanhas com o avô materno e as propriedades cosméticas das plantas nativas daquela região com a avó, Mathilde, coerentemente com sua história, construiu uma empresa baseada no aproveitamento das “sobras” da produção vinícola dos pais – tesouros que eram desperdiçados, como sementes de uvas, de onde saem os polifenóis, os mais poderosos antioxidantes do mundo vegetal.
 
Com o tempo, assim como seus pais adotaram na vinícola o método da bioprecisão – as uvas são cultivadas de forma orgânica, mas em combinação com imagens de satélite e outros recursos de alta tecnologia –, Mathilde ampliou as pesquisas científicas na base de seus produtos, feitos com ingredientes puríssimos e sustentáveis. Além de trabalhar com o professor Joseph Vercauteren, da Universidade de Bordeaux, um dos maiores experts do mundo em polifenóis, associou-se a David Sinclair, biólogo e professor de genética australiano, radicado nos Estados Unidos, da Harvard Medical School.
 
Apontado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2014, Sinclair tem dedicado suas pesquisas não apenas à extensão da longevidade mas também à reversão do envelhecimento. E, claro, tudo tem a ver com os vinhedos: o coração da pesquisa é o polifenol resveratrol, encontrado na casca, na semente e nas jovens hastes da videira.
 
O mais recente fruto dessa colaboração chega ao Brasil em outubro. Trata-se do Crème Cachemire Redensifante, o novo integrante da linha Resveratrol Lif, um antirrugas que também promete frmar a pele, que depois dos 40 anos sofre uma degradação na produção de colágeno da ordem de 40% e na de ácido hialurônico, responsável pelo volume, de 50%. As pesquisas comandadas por Sinclair culminaram na ideia de combinar o potente resveratrol da videira – que protege as fbras de colágeno e, inesperadamente, ajuda as células a produzir ácido hialurô- nico – com micromoléculas do ácido, o que estimula os genes chamados has2, que respondem excepcionalmente bem ao resveratrol. Esse efeito sinérgico virou uma patente conjunta da Caudalie e da Harvard Medical School. Um segredinho extra do Crème Cachemire são os fosfolipídeos, que promovem a absorção dos ativos e sua liberação gradual depois da aplicação, de acordo com as necessidades da pele (veja outros produtos emblemáticos da marca abaixo).
 
PARADOXO DELÍCIA
 
Conhecer o berço da marca, os vinhedos do Château Smith Haut Laftte, que remontam ao século 14, e também o hotel e o spa, inaugurados em 1999 e comandados por Alice, irmã de Mathilde, nos leva a uma deliciosa imersão no chamado paradoxo francês, conceito que ganhou força há duas décadas. Vários estudos mostraram que, embora os franceses consumam mais vinho tinto que qualquer outro cidadão do mundo e comam manteiga, queijo e carne vermelha regularmente, eles têm o mais baixo nível de doenças cardiovasculares do Ocidente. A explicação seria exatamente o consumo moderado e regular de vinho tinto, em função dos polifenóis antioxidantes, sobretudo o resveratrol, encontrados nele.
 
Os vinhos da casa e da região (Pessac-Léognan, Graves, Médoc, Sauternes, Pomerol, Saint-Émilion…) são o acompanhamento perfeito para as refeições “simples”, com ingredientes locais e sazonais, servidas nos três restaurantes da propriedade, que tem uma perfumada e encantadora horta. Um dos restaurantes, o La Grand’ Vigne, comandado pelo chef Nicolas Masse, tem duas estrelas no guia Michelin. Mesmo ali, nada de complicação: “apenas” as melhores matérias- -primas, em receitas que as valorizam ao máximo.
 
O vinho também está nos óleos, nos cremes e na pasta esfoliante preparada na hora em que a gente se apresenta no spa (no melhor estilo simple chic, como tudo que diz respeito à Caudalie) para a deliciosa experiência que é o crushed cabernet scrub. Ao longo de 40 minutos, a pele do corpo é massageada com esse esfoliante natural, que remove as células mortas e ativa a circulação. Uma ducha leva tudo embora e, na sequência, vêm mais 20 minutos de massagem, agora com o objetivo de nutrir e hidratar a pele novinha em folha. Nesse spa de pedra, vidro e madeira, banhado de luz natural, outro tratamento estrela é a combinação da massagem corporal Caudalie com o tratamento facial Resveratrol Lif. Talvez as duas horas mais relaxantes da sua vida.
 
Uma novidade, também com duração de duas horas, é o ritual Soins Eau de Beauté. Diferentemente do tratamento anterior, feito com produtos untuosos, esse é “seco”, apenas com as águas da marca, Eau de Raisin e Eau de Beauté. Os movimentos da vinoterapeuta são parecidos com os do shiatsu. “Desenhei meus spas para serem pausas únicas, santuários de serenidade e beleza, a alta-costura da Caudalie”, costuma dizer Mathilde Tomas. De fato, depois de três dias de imersão no tal paradoxo francês, experimentando os prazeres do vinho à mesa, no spa, em passeios entre os vinhedos, uma sensação de bem-estar nos inunda. E a gente ainda traz para casa, estampado no rosto, aquele brilho, aquele je ne sais quoi que tanto nos encanta nas francesas.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Emirates já investiu US$ 500 milhões em seleção de vinhos

Além de itens como roupas, cobertores, produtos para cuidados com a pele da marca Voya e uma nova linha de amenidades da Bulgari, a Emirates tem investido em um serviço especial para agradar seus clientes: boas opções de vinho. Iniciado há 12 anos, o programa de vinhos da companhia aérea já recebeu investimentos de mais de US$ 500 milhões, com a intenção de ser a melhor lista da bebida disponível em aviões.
 
 
 De acordo com uma reportagem da Bloomberg, o vice-presidente sênior que dirige o serviço da Emirates, Joost Heymeijer, aponta que a companhia opera com cerca de 70 diferentes tipos de vinho em toda a sua frota. Para manter o serviço em operação, a companhia conta com conjunto de armazéns em Borgonha, na França. Muitos dos vinhos servidos pela companhia foram comprados há anos e permanecem armazenados até que estejam prontos para o consumo.
 
PLANO DE LONGO PRAZO
 
Grande parte das companhias aéreas conta com um consultor de vinhos para elaborar, com um orçamento delimitado, uma lista de vinhos que estão disponíveis no mercado para utilizá-los no serviço de bordo. No entanto, o presidente da Emirates, Tim Clark, queria que sua lista de vinhos fosse um diferencial da companhia. O investimento, planejado a longo prazo, rendeu até mesmo uma economia para a Emirates. Alguns dos vinhos que a companhia aérea comprou há muitos anos por US$ 350 custariam hoje mais de US$ 2 mil por garrafa.
 
A principal fonte de vinhos para a Emirates é Bordeaux, na França, mas a companhia tem buscado expandir sua lista, com aquisições recentes nas regiões da Borgonha Chevalier-Montrachet e Échezeaux. Além disso, vinhos italianos, australianos e também norte-americanos constam na lista.