sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Brasil quer aumentar suas vendas de vinho para China

Edição chinesa da ProWine ocorre entre os dias 7 e 9, em Shangai. Participação das empresas é viabilizada pelo projeto Wines of Brasil

A participação das vinícolas brasileiras na ProWine China, que ocorre entre os dias 7 e 9 deste mês, deve resultar em US$ 400 mil em vendas. A projeção é de ampliar o mercado para os vinhos brasileiros num dos países que mais cresce em consumo. A estimativa de comercialização foi feita pelas vinícolas Aurora, Miolo, Peterlongo e Salton, que estarão com representantes em Shanghai. A ação integra o projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), órgão vinculado ao Ministério das Relações Exteriores para divulgação dos vinhos no mercado Externo.
 
 
O presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, explica que o objetivo é posicionar os vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros ao lado de marcas mundialmente consagradas. "A ideia é prospectar contatos comerciais e gerar novos negócios. O Wines of Brasil vê a China como um mercado bastante atrativo e com potencial para se consolidar como um dos principais destinos para o vinho brasileiro", acredita.
 
A China é um dos países que registra o maior crescimento no consumo de vinhos no mundo. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o país consumiu 1,6 bilhão de litros em 2015, sendo o 5º maior mercado da bebida no mundo.
 
Com relação à importação de vinhos brasileiros, as vendas para o país asiático cresceram 7,5% em 2015 se comparado ao ano anterior. Neste ano, até o mês de agosto, foi registrada a comercialização de 34 mil litros de vinhos e espumantes brasileiros para a China. "Apesar do volume ainda ser baixo, verificamos um interesse que vem crescendo pelos nossos produtos e a participação na ProWine certamente reforçará nossa presença no mercado", conclui Scottá.
 
O mercado chinês para vinhos:
 
  • Em 2015 o Brasil exportou 75 mil litros para a China, 7,5% a mais que em 2014
  • 34.485 litros foram comercializados para o país de janeiro a agosto de 2016
  • A China é o 5º maior consumidor mundial de vinhos, ficando atrás de Estados Unidos, França, Itália e Alemanha
  • Em 2015 foram consumidos 1,6 bilhão de litros no país
  • Os chineses detém a segunda maior área mundial de vinhedos, com 830 milhões de hectares
  • Da produção total de uvas no país, 12% são destinadas à produção de vinhos, sendo a China o 6º maior produtor global, com 1,15 bilhão de litros
Fonte: IBRAVIN

Sherry Wine Week acontece de 07 a 11 de novembro


Mais de 2000 eventos realizados simultaneamente em 22 países, com a participação de 100.000 pessoas. Esses são alguns dos números que comprovam o sucesso do Sherry Wine Week - festa internacional de celebração em torno dos famosos vinhos espanhóis Jerez.

No Brasil, o Sherry Wine Week acontece entre os dias 07 e 11 de novembro e conta com a participação de vinícolas, inclusive a maior referência da região, a González Byass. Em sua terceira edição brasileira, a vinícola promoverá eventos especiais com menus de harmonização, degustações e ações temáticas em restaurantes, wine bars, hotéis e empórios, tanto Brasil, como em outros países.
 
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Top 100 best buy Wine Enthusiast

Saiu a lista dos 100 Best Buy da Wine Enthusiast. Em 2016 a revista americana avaliou cerca de 21.000 vinhos de todas as regiões vinícolas do planeta. Quase 1.400 deles mereceram a designação “Best Buy”, ou seja, vinhos que apresentaram uma benéfica relação “preço x qualidade” para o consumidor, com boa avaliação dos críticos da revista e cujos preços de varejo (nos EUA) são iguais ou inferiores a US$15. Desse grupo foram selecionados os vinhos que compõem essa lista Top 100.

Confira a lista completa abaixo!


Estudo afirma que vinhos orgânicos apresentam melhor qualidade

Um estudo inédito da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), dos Estados Unidos, analisou 74 mil pontuações e resenhas de vinhos do estado publicadas por três revistas especializadas do setor vitivinícola e apontou que vinhos tintos “ecológicos” têm cerca de 4,1 pontos a mais, em média, do que seus respectivos pares convencionais.
 
“Descobrimos que cultivos orgânicos e biodinâmicos possuem esse pequeno, mas significativo, efeito positivo na qualidade do vinho”, afirmou Magali Delmas, uma das autoras do estudo norte-americano. Segundo ela, uma semelhante análise preliminar das pontuações de vinhos franceses vem demonstrando o mesmo padrão de resultado.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Saca-rolhas gigante é leiloado por £ 104 mil

 
A casa de leilão britânica Christie’s vendeu por £ 104.500 uma inusitada máquina vinícola. Construída com 300 peças de metal, entre as quais peças de relógio e bolas de canhão, ela funciona como um saca-rolhas gigante por meio de um complexo sistema hidráulico. Além de abrir a garrafa, os estranhos e curiosos pêndulos também conseguem servir uma taça de vinho, ao girar de uma manivela. A obra é fruto da criatividade do escultor local Rob Higgs, já famoso pelo emprego inusitado da engenharia. Inicialmente, a peça estava avaliada entre 15 mil e 25 mil libras, cerca de um quarto do valor pela qual foi arrematada.

Antioxidante presente no vinho reverte danos da doença de Chagas

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usaram resveratrol — antioxidante presente em algumas frutas e concentrado nos vinhos tintos — para combater sintomas da doença de Chagas em camundongos, após infectá-los com o parasita Trypanosoma cruzi. O resultado do experimento surpreendeu o grupo: a substância não apenas diminuiu a progressão da patologia como também reverteu danos graves causados ao coração, além de aprimorar o funcionamento do órgão.
 
O tratamento durou apenas um mês. Agora, os cientistas planejam novos testes para checar sua eficácia em humanos.
 
De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, a enfermidade em seu estágio crônico afeta de 1,9 milhão a 4,6 milhões de pessoas no Brasil, mas muitos casos são descobertos após décadas de infecção. E a maioria não apresenta sintomas. A versão aguda (inicial) da doença é de notificação obrigatória. Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que foram confirmados 224 casos e dois óbitos somente no ano passado. Em 2014, 4.428 óbitos foram registrados, considerando os dois estágios.
 
A doença de Chagas é muito complexa e pode causar problemas cardíacos, digestivos e neurológicos. O que se faz hoje é controlar os sintomas decorrentes. Curar a doença é difícil, mas podemos oferecer qualidade de vida. Com a pesquisa, mostramos que é possível reverter os danos, algo considerado impossível até então — diz Joseli Lannes-Vieira, chefe do Laboratório de Biologia das Interações do IOC, que coordenou o estudo com Claudia Paiva, do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da UFRJ.
 
O artigo publicado tem como primeira autora a doutoranda Glaucia Villar, orientada por ela. Joseli explica que as células cardíacas passam por efeito de “estresse oxidativo” que vem da resposta imunológica do organismo ao tentar controlar o ser estranho. E o parasita é persistente. O remédio disponível atualmente para o tratamento desta doença, considerada negligenciada, é o benznidazol. No tratamento com este medicamento, há redução da quantidade de parasitas, porém sem reversão dos danos cardíacos. Já em duas outras terapias baseadas em moléculas de ação antioxidante — o fármaco metformina, usado no tratamento da diabetes, e o composto tempol —, também estudadas pelos pesquisadores, os efeitos cardioprotetores mostraram-se semelhantes aos do resveratrol. Estas últimas, por outro lado, não eliminam os agentes infecciosos. O resveratrol entraria, então, com a ação completa, na medida que ativa um mecanismo (ainda não identificado) que leva o parasita à morte.
 
Ainda precisamos saber a via molecular onde esse combate ocorre. O resveratrol já é conhecido por seu efeito cardioprotetor em pessoas saudáveis. Na pesquisa com os animais, que foram monitorados com eletrocardiograma, ele funcionou mesmo com o tratamento tardio, meses após a infecção e já com complicações no coração. Já o benznidazol, ainda que atue bem na fase aguda, para a fase crônica tem pouco efeito — acrescenta.
 
Antes da realização de testes clínicos com o resveratrol em pacientes será preciso definir um esquema de administração oral eficaz e de associações com outras substâncias. “O uso de antioxidantes em terapias tem um histórico de dificuldades, possivelmente em função das moléculas escolhidas e do seu tempo de permanência no organismo. No estudo, utilizamos principalmente a administração por injeção, mas também tivemos resultados bons com um protocolo de administração oral, que pode ser melhorado. Queremos testar o funcionamento do resveratrol oral associado com piperina, para aumento da vida média, como se faz em suplementos alimentares”, explicou Claudia, também à frente da pesquisa.
 
Diversos estudos apontam que consumir resveratrol através do suco de uva ou do vinho pode fazer bem ao coração de forma geral. Porém, para garantir que a molécula tenha o efeito desejado no tratamento da cardiopatia chagásica precisamos determinar as doses adequadas — reforça Joseli, lembrando que devem ser avaliados também o impacto do tratamento em estágios mais avançados da doença e a evolução do quadro após a interrupção da terapia.
 
Para o atual presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, o cardiologista Ricardo Mourilhe, no entanto, os benefícios do resveratrol ainda não têm comprovação científica em humanos.
 
Até os últimos estudos, não havia nenhum benefício comprovado com o uso do resveratrol. Todos os ensaios clínicos feitos foram pequenos e, em geral, com animais. Quando usado em humanos, eles não resultaram em dados reproduzidos em todos os trabalhos; alguns deram positivos, outros não deram em nada, então, não existe evidência científica, até o momento, para a utilização em seres humanos com o objetivo de melhoria cardiovascular — afirma.
 
Segundo ele, o mecanismo antioxidante relacionado ao resveratrol, vendido como suplemento alimentar, existe a nível laboratorial (em ação in vitro), mas seria “apenas suposição” dizer que a substância traz os mesmos efeitos para a população.
 
A indústria desses produtos rejuvenescedores, antioxidantes, tem um poder de venda muito grande, mas é baseada em trabalhos experimentais, com casos esporádicos. O resveratrol, normalmente, não é encontrado puro. A maioria dos trabalhos feitos com seres humanos utilizando essa substância é misturada a outros produtos também antioxidantes e isso enfraquece sua eficácia isolada — frisa.
Fonte: O Globo

Gato de "Botas" Carménère 2015 #cbe

Primeiro dia do mês começando e com ele o penúltimo vinho do ano para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do site Escrivinhos e que agora é a nova comandante da nossa confraria virtual, sucesso para ela nesse novo desafio de gerir a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
E o tema foi: "´Garimpar´ alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40.
 
Um tema que, com certeza, agrada a qualquer enófilo, pois gostamos de vinho e bons vinhos a preços justos é o que queremos.

Pensei bastante em que vinho comentar, tenho alguns na adega que foram verdadeiras pechinchas, mas que com a alteração na forma de tributação já não mais se enquadram no valor do tema, então terminei por escolher um vinho campeão de vendas no país: Gato Negro.
 
O rótulo é conhecido por muitos e pode ser facilmente encontrado nos supermercados na faixa dos R$ 35,00 em média, um valor alto para o mesmo, já que tinha um preço médio na casa dos R$ 20,00.
 
O Gato Negro é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865 pelos irmão Correia Albano, no Vale do Curicó é a segunda maior exportadora do Chile.

O nome "Gato Negro" partiu de uma estória a qual menciona uma degustação numa vinícola alemã entre enólogos que decidiam entre 3 barricas, e inesperadamente foram surpreendidos por um "schwartze katze" (gato negro) que saltou em uma delas e então a barrica foi "eleita".
 
Inspirado nesta simpática estória o nome "gato negro" foi adotado pela Viña San Pedro para representar uma linha de vinhos leves, frutados e fáceis de beber. Um perfeito companheiro para o dia-a-dia.
 
O Gato de Botas (como gosto de chamar o vinho), que escolhi é um 100% carménère e vamos ao vinho!
Na taça mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra, seguido de notas herbáceas sutis, especiarias e discreto tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico taninos macios e boa acidez. Repetiu as notas olfativas. Final de boca com média persistência com notas frutadas e de tostado no retrogosto.
 
Vinho simples, correto e o que é melhor sem aquele excesso de pimentão verde tão comum a muitos vinhos produzidos com a carménère.
 
O Rótulo
 
Vinho: Gato Negro
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña San Pedro
Enólogo: Carlos Chandía
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º